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Iniciativa desmistifica temas como sexualidade e relações de gênero nas escolas

Reunião com professores do ensino público realizada em outubro na Faculdade de Educação (Foto: Vívia Lima/Proex)

Reunião com professores do ensino público realizada em outubro na Faculdade de Educação (Foto: Vívia Lima/Proex)

Discutir as problemáticas que envolvem a sexualidade e a identidade no ambiente escolar é o objetivo do projeto “Formação docente, sexualidade e relações de gênero: pensando a atuação nos espaços escolares”, criado pelo professor da Faculdade de Educação, Roney Polato.

Por meio da iniciativa, o docente oferece um curso de formação para professores de escolas públicas da cidade. A ideia surgiu a partir do déficit percebido no ensino das escolas, principalmente em Juiz de Fora, onde o tema é pouco discutido. “Queremos possibilitar aos professores a oportunidade de repensarem suas próprias concepções nos modos de pensar e agir e na forma como lidam com a prática pedagógica referente às relações de gênero. A partir disso, precisamos problematizar essas práticas nas escolas como menos repressivas.”

Para a graduanda em Enfermagem e bolsista do projeto, Geciema Mello, a iniciativa busca mudar comportamentos. “Acreditamos que, com as atividades, mudamos as perspectivas que as escolas possuem. Pretendemos que elas fiquem menos sexistas e excludentes, uma vez que as instituições acabam por resumir sexualidade apenas na questão biológica.”

O projeto tem como público-alvo professores, coordenadores pedagógicos, diretores e profissionais que atuem com educação pública. Inicialmente, foram abertas inscrições para as escolas que se interessaram em participar da ação. Entre os meses de maio e agosto deste ano, foram realizados encontros, nos quais foram promovidas discussões em grupos, apresentações de vídeos e leituras críticas com o intuito de ampliar o entendimento acerca do tema. “Recebemos inscrições de professores de diferentes áreas, como educação física, história, geografia, biologia e filosofia, desde a educação inicial até o ensino de adultos”, conta o coordenador.

Evolução

Polato: "Precisamos problematizar essas práticas nas escolas como menos repressivas" (Foto: Vívia Lima)

Polato: “Precisamos problematizar essas práticas nas escolas como menos repressivas” (Foto: Vívia Lima)

Segundo a estudante de Pedagogia e integrante do projeto, Janailde Araújo, as mudanças de pensamentos e hábitos nas escolas ocorrem de forma sutil. “Implantamos a ideia nas escolas e já estamos obtendo resultados positivos. Buscamos lidar com as microrrelações nos contextos escolares, entrar no terreno de jovens e adultos e mudar o contexto, trabalhando as posturas a partir do conhecimento compartilhado com os professores.”

Desde agosto, a iniciativa passou a realizar encontros mensais com atividades de socialização e apresentação de resultados prévios. A expectativa do coordenador é de que em dezembro seja realizado um seminário. “Queremos que os participantes contem suas experiências e experimentações sobre relações de gênero e sexualidade nas escolas em que atuam”, comenta Polato.

A estudante de Geografia Raquel Souza acredita que para lidar com assuntos delicados como estereótipos, bullying e relações de gênero dentro de sala de aula é necessário dar atenção aos questionamentos dos alunos por meio do diálogo. “Com o projeto, tentamos fazer com que as famílias sejam uma extensão da sala de aula e repensem suas ações.”

Outras informações: (32) 2102-3667

http://www.ufjf.br/neped/