O campus Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV) realizou, na última quarta-feira, 1º de julho, uma banca de heteroidentificação para candidatos aprovados pelo Programa de Ingresso Seletivo Misto (PISM) ou pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU). O procedimento ocorreu na unidade Centro e teve como objetivo validar a autodeclaração étnico-racial dos estudantes que concorrem às vagas reservadas pelas políticas de ações afirmativas.
Dos 21 candidatos convocados, 19 compareceram para a realização da banca. Eles foram acolhidos remotamente pela professora Danielle Teles, diretora de Ações Afirmativas da UFJF. Na ocasião, a diretora apresentou as etapas do processo e destacou a importância da banca como instrumento para assegurar a correta aplicação da política de cotas, reafirmando o compromisso institucional com a inclusão, equidade e transparência.
A comissão foi composta por sete servidores da UFJF e por uma colaboradora terceirizada. Os membros realizaram entrevistas individuais e observaram os critérios estabelecidos pela legislação e pelas normas institucionais que regulamentam os procedimentos de heteroidentificação. “A banca de heteroidentificação é um instrumento essencial para garantir que as políticas de ações afirmativas alcancem seu objetivo. Participar desse processo significa contribuir para que o acesso à universidade pública ocorra de forma justa, assegurando que as vagas destinadas às cotas sejam ocupadas por quem realmente faz parte do público contemplado pela legislação”, destacou Dauriene Moreira, assistente em administração da UFJF-GV.
Já o assistente administrativo Fabrício Mendes ressaltou que a atuação na comissão vai além do cumprimento de uma atividade administrativa: “Participar da banca é contribuir diretamente para a construção de uma universidade mais diversa e inclusiva. O trabalho exige responsabilidade, imparcialidade e respeito aos candidatos, sempre pautado nas normas institucionais e no compromisso com a justiça social”.
Dauriene complementou a fala do colega ao destacar a importância da participação dos servidores em futuras bancas: “É importante que mais servidores conheçam esse trabalho e se disponham a participar. Quanto maior a diversidade de pessoas envolvidas, mais fortalecemos a legitimidade, a transparência e a credibilidade do processo, além de compartilharmos uma responsabilidade que é de toda a comunidade universitária”.
Saiba mais sobre as bancas de heteroidentificação na página da Diretoria de Ações Afirmativas.
