A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Direção do Colégio de Aplicação João XXIII pronunciam-se sobre as diversas manifestações nas redes sociais relativas ao Colégio de Aplicação João XXIII. Circulam informações sobre “problemas estruturais” no prédio, riscos de desabamento e uma grande e justa preocupação de estudantes e de suas famílias em relação ao Colégio.

Neste momento trágico na vida da cidade de Juiz de Fora, a UFJF suspendeu, desde terça-feira, dia 24 de fevereiro de 2026, suas atividades, incluindo as do Colégio de Aplicação. Portanto, não há risco imediato para qualquer membro da comunidade escolar – seja docente, aluno ou técnico. A área já está isolada e não haverá retorno às atividades no local em qualquer situação que envolva risco. Mesmo não havendo interdição ou recomendação quanto à desocupação e à saída, a vida das pessoas e a proteção ao seu bem-estar sempre terão prioridade para a Universidade.

A UFJF e a Direção do Colégio informam à comunidade do Colégio de Aplicação João XXIII que as atividades da escola terão continuidade, assim que possível, e que serão realizados todos os esforços para garantir seu funcionamento em condições de segurança e, sob nenhuma hipótese, a UFJF estimularia o retorno de qualquer atividade que ameaçasse a integridade da comunidade.

O Ministério da Educação tem conhecimento da situação e colocou-se à disposição da UFJF, em particular, manifestando grande preocupação com o João XXIII. A Universidade monitora a crise local e não medirá esforços para viabilizar o melhor espaço possível para a vida escolar, considerando a urgência e as limitações impostas no momento.

Em tempos trágicos, a circulação de desinformação pode ser extremamente danosa para uma comunidade já tão sofrida com o atual estado de calamidade. Neste momento é preciso acolher as vítimas, auxiliar no socorro, confiar nos serviços dos bombeiros, das forças de segurança, da Defesa Civil e da Prefeitura de Juiz de Fora. Esta é a tarefa do momento, apresentando a UFJF como mais uma das forças vivas em defesa da vida na cidade.