Pelo projeto Agora na Ágora são produzidos vídeos de apresentações ao vivo para impulsionar artistas vinculados à UFJF. No Espiaqui haverá uma oficina de gravação ao vivo para ensinar como funciona o processo de gravação e montagem. (Foto: Divulgação Agora na Ágora) 

Com exposições de trabalhos realizados dentro da Universidade e seus espaços integrados, acontece na Praça Cívica da UFJF, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, a edição 2026 da Mostra Integrada de Ensino, Pesquisa, Extensão, Inovação e Cultura da UFJF (Espiaqui), cuja proposta é ampliar o acesso da produção acadêmica para toda a sociedade civil. A Pró-reitoria de Cultura (Procult) participa pela segunda vez e traz um compilado de projetos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Artística (Pibiart) e dos espaços por ela administrados.

A programação inicia na quinta, às 9h, com a mostra do projeto “Vivências no Cine-Theatro Central”, orientado por Pâmela Emanuelle Julião, que vai apresentar os resultados e experiências do projeto e exibir um vídeo. No mesmo horário, acontece a exposição do projeto Agora na Ágora, de autoria de Diogo Vitor Oliveira e Maria Eduarda Canfidelis, com vídeos apresentando a proposta, que consiste em produzir um evento ao vivo para impulsionar artistas vinculados à UFJF. Esta participação será dividida em dois dias. Na sexta, 6, ocorrerá uma oficina com gravação ao vivo da performance do músico Jeann Cavallari, com suas canções autorais, acompanhado pelo instrumentista Pedro Fioravante. A ideia é ensinar aos participantes como funciona o processo de gravação e montagem das apresentações.

Às 13h, o Museu de Arqueologia e Etnologia Americana (MAEA) fará uma Simulação de Tombamento Arqueológico, compartilhando com o público parte do processo de catalogação, registro e tombamento de materiais arqueológicos, aproximando-se da prática arqueológica, com a produção de fichas e descrições de materiais. A atividade será realizada pelos alunos Paula Beatriz Alves, Luiz Felipe Reis, Raissa Namorato, Italo Coelho e João Gabriel Medeiros, bolsistas do museu. Também às 13h, acontece uma demonstração do projeto “Louçarte:  um passeio pela história da cerâmica juiz-forana”, de autoria de Matheus Coutinho, sobre a importância da contribuição da família Bracher e do empreendimento Louçarte para a cerâmica em Juiz de Fora e região. Estarão disponíveis impressões em 3D de protótipos de algumas das cerâmicas.

O Coral da UFJF apresenta na quinta, 5, às 15h, um repertório que antecipa algumas particularidades do Festival Raízes, que integra a comemoração de 60 anos do grupo. (Foto Divulgação)

Encerrando o primeiro dia, o Coral da UFJF apresenta, às 15h, um repertório que antecipa algumas particularidades do Festival Raízes, que acontece nos dias 6, 7 e 8 de novembro, no Cine-Theatro Central, com entrada gratuita. Trata-se de um vislumbre sobre as comemorações dos 60 anos do grupo, completados este ano, antecipando parte do show que celebra o tamanho da história e a força de todos que já passaram por ele.

Na sexta, dia 6, a oficina Autorretrato Viajante, de Anna Clara Borges, abre a programação e convida os participantes a pensarem o autorretrato além da maneira tradicional, não somente como uma representação fiel do rosto do artista. Com início às 9h, a oficina se divide em três etapas: exposição teórica dos trabalhos, sensibilização e ativação de sentidos e afetos e produção de autorretratos pelos participantes.

O projeto “O Hip-hop em Juiz de Fora: memória, cultura e território” inicia sua apresentação às 13h, com uma exposição oral dos cinco elementos do Hip-Hop (MC, DJ. Breaking, Graffiti e Conhecimento) e uma passagem pelos locais que representam o movimento em Juiz de Fora, além da disponibilização de QR codes que permitem acesso a websérie produzida pelos integrantes do projeto: Carolina Saporetti, Anna Luiza Assis, Yasmin Dias, Luiza Maria Silva, Kamila Coelho e Danielle Arruda.

Também às 13h, Maria Eduarda Oliveira ministra a oficina “Do toque à memória: uma experiência tátil com o acervo do Maea-UFJF”, que promove inclusão e acessibilidade através da impressão em 3D de réplicas do acervo do museu, algo que não seria possível sem a tecnologia, visto que as peças originais não podem ser manuseadas. A iniciativa, que aproxima o público da arqueologia e amplia a relação entre o museu e a comunidade, também será realizada no sábado, a partir das 9h.

A Orquestra Sinfônica Pró-Música, sob a regência do maestro Victor Cassemiro, encerra o evento com apresentação às 12h na Concha Acústica. (Foto: Angelo Abreu)

O evento encerra no sábado (7), iniciando às 9h com a mostra “Lixo, tecnologia e arte. Uma criação da fauna e flora brasileira”, projeto de Isabella Fonseca e Pedro Henrique Borgerth. A exposição busca explicar como funciona o processo de elaboração e montagem de obras feitas com material reciclado e lixo eletrônico. Às 11h30, o  Àkórin – Coral Negro, do projeto Salvaguarda das Afromineiridades, apresenta um repertório que valoriza a cultura brasileira, a coletividade e a ancestralidade.

Para fechar os três dias de evento e muita cultura, a Orquestra Sinfônica Pró-Música, sob a regência do maestro Victor Cassemiro, faz uma apresentação que promete levar o público a uma viagem musical pelo universo do cinema. O repertório passa por clássicos como “Libertango”, “You’ve Got a Friend in Me”, “A Pantera Cor-de-Rosa” e “Under the Sea”, revivendo sucessos de apresentações da série “Trilhas Sonoras”.