Renan Moreira conquistou o 2º lugar na categoria Pesquisa do 43º Congresso Brasileiro de Psiquiatria. (Foto: arquivo pessoal)

Atualizada em 04/11, às 13h35

O Departamento de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora, Campus Governador Valadares (UFJF-GV), esteve representado durante o 43º Congresso Brasileiro de Psiquiatria. Os estudantes Renan Moreira de Araújo, Isabella Rodrigues Brum, Camila Emanuelle e Fernanda Paola foram premiados durante o evento, o maior nacional da área. As alunas conquistaram o 3º lugar na sessão de vídeos do Congresso, enquanto Renan foi premiado com o 2º lugar na categoria Pesquisa e o 3º lugar no concurso de poesia da Associação Brasileira de Psiquiatria.

O trabalho de Renan, intitulado ‘Predição de risco suicida por inteligência artificial: metanálise de modelos de machine learning e processamento de linguagem natural’, reuniu e comparou estudos que utilizam modelos de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural para identificar risco de suicídio, avaliando o desempenho dessas ferramentas como apoio à prática clínica e à prevenção. A pesquisa foi orientada pela professora Fernanda de Oliveira Ferreira, coordenadora do Núcleo de Avaliação em Neuropsicologia do Desenvolvimento.

De acordo com o estudante, a premiação foi muito importante porque reconhece os trabalhos produzidos e incentiva a pesquisa dentro da psiquiatria. “O suicídio é um problema de saúde pública, e o uso da inteligência artificial está cada vez mais presente na medicina. Por isso, é fundamental avaliar essas ferramentas e o potencial delas como apoio à prática médica. Além disso, o concurso de poesia e os temas culturais mostram que, para além de profissionais da saúde, também podemos ser artistas”, comentou Renan.

Para a docente Fernanda Ferreira, a premiação destaca a UFJF-GV no cenário nacional e reforça a importância da inserção dos estudantes na produção científica desde a graduação: “Mais do que produzir conhecimento, buscamos formar profissionais com pensamento crítico e compromisso com a ciência. Esse reconhecimento também evidencia o papel fundamental da universidade pública na produção de pesquisas de relevância científica e social, capazes de contribuir para os avanços na saúde e para a melhoria da qualidade de vida da população”, destacou.

As estudantes Isabella Rodrigues Brum (segunda da esquerda para a direita), Camila Emanuelle, Fernanda Paola, ao lado da docente Elisa Rodrigues Seabra  (ao centro). Foto: arquivo pessoal.

Por sua vez, o documentário premiado retrata a história de um dos pacientes acompanhados pelo CAPS II, e foi produzido sob orientação da Profa. Elisa Seabra. “A iniciativa surgiu a partir de uma experiência anterior: durante a programação do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, foi exibido um dos vídeos produzidos pelas alunas, o que despertou o interesse em desenvolver um documentário dedicado à história de um dos pacientes”, comentou Isabella Brum.