Atividades promovem reflexão entre estudantes sobre diferentes formas de violência e a importância do respeito, da dignidade e da diversidade (Foto: Comunicação/Colégio Aplicação João XXIII)

O Colégio de Aplicação João XXIII promove nesta semana, entre 31 de agosto e 4 de setembro, uma série de atividades complementares do itinerário formativo “Violência não é normal”. A programação envolve as nove turmas dos três anos do Ensino Médio e ocupa diferentes espaços da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do próprio Colégio.

As atividades têm como proposta ampliar o debate sobre as diferentes formas de violência presentes na sociedade e, especialmente, no cotidiano dos jovens, estimulando a reflexão, o diálogo e a construção de atitudes pautadas pelo respeito, pela dignidade e pela valorização da diversidade.

A programação teve início na segunda-feira, 31, com atividades voltadas à cultura corporal, organizadas pelos professores André Castilho, Cátia Duarte e Lucas Werneck. Os estudantes participaram de jogos desenvolvidos em uma perspectiva lúdica, festiva e de integração.

Na terça-feira, 1º de setembro, a programação segue com a atividade “Zoom In: A Violência (In)Visível”, organizada pelos professores Giselle Moreira e Tiago Galinari e pelo residente em Sociologia Igor Gabriel. A proposta combina momentos teóricos e práticos para discutir a naturalização das diferentes formas de violência que atravessam o cotidiano juvenil.

Estudantes participaram, nesta segunda-feira, 31, de jogos desenvolvidos em uma perspectiva lúdica, festiva e de integração (Foto: Comunicação/Colégio Aplicação João XXIII)

Durante a atividade, os estudantes irão identificar manifestações de violência física, psicológica, patrimonial, simbólica, institucional e digital, além de refletir sobre a vulnerabilidade de grupos historicamente atingidos por essas práticas, como mulheres, pessoas LGBTQIA+, população negra e pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A discussão também aborda a circulação de conteúdos violentos nas redes sociais e a forma como curtidas e compartilhamentos podem contribuir para a propagação dessas situações.

Como parte da atividade, os estudantes irão construir coletivamente um mural que simboliza o compromisso individual e coletivo com o enfrentamento da violência.

Arte e educação antirracista

Na quarta-feira, 2, o professor Frederico Marcelo Crochet ministra a palestra “Práticas Artísticas Antirracistas na Educação”, na Escola de Artes Pró-Música. Após a exposição, os estudantes participam de atividades práticas de produção artística com abordagem antirracista.

A iniciativa integra as discussões do itinerário sobre racismo, diversidade e enfrentamento às diferentes formas de discriminação.

Durante os jogos, estudantes refletem sobre diferentes formas de violência, vulnerabilidades sociais e a propagação de conteúdos violentos nas redes (Foto: Comunicação/Colégio Aplicação João XXIII)

Redes sociais e responsabilidade

Na quinta-feira, 3, o Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) recebe a mesa-redonda “Redes Sociais, Violência e Responsabilidade”, organizada pelas professoras Laura Assis e Lauriê Dall’Orto.

Participam da atividade Ana Schuchter, jornalista, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFJF e professora substituta do curso de Jornalismo da Universidade; Luciano Franco Ribeiro, advogado, doutorando em Direito Constitucional na Universidade de Buenos Aires (UBA) e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes da OAB/JF; e Mariana Gomes Careli, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFJF, na linha de pesquisa Desenvolvimento Humano e Processos Socioeducativos.

O encerramento da programação ocorre com a chegada do “Banco Vermelho” ao Colégio João XXIII. A ação é considerada a culminância do itinerário e busca relacionar os conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes ao longo das atividades com iniciativas concretas de conscientização e enfrentamento à violência, especialmente à violência contra as mulheres.

Para a professora Margareth Pereira, a programação foi estruturada a partir de diferentes eixos temáticos, entre eles a banalização da violência; violência sexual, informação e proteção; racismo e homofobia; e redes sociais e responsabilidade.

“Por meio de palestras, atividades interativas e momentos de discussão, serão abordadas situações que muitas vezes são naturalizadas, silenciadas ou minimizadas, buscando contribuir para o desenvolvimento de uma postura crítica, responsável e comprometida com a construção de relações baseadas no respeito, na dignidade e na valorização da diversidade”, destaca.

Educação financeira

A programação do itinerário formativo também contempla atividades de educação financeira destinadas aos estudantes dos primeiros anos do Ensino Médio. O curso aborda temas relacionados ao planejamento financeiro e à tomada de decisões, como organização e quitação de dívidas, formação de reserva de emergência, poupança e investimentos.

Os estudantes também terão contato com conceitos como Tesouro Direto, taxa Selic, inflação e indexadores da economia, ampliando os conhecimentos necessários para uma relação mais consciente com o dinheiro e o planejamento financeiro.