
Reunião teve como objetivo apresentar esclarecimentos sobre as ações adotadas pela Universidade após a interdição do prédio do Colégio Aplicação João XXIII (Foto: Carolina de Paula/UFJF)
A Administração Superior da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), junto com o Diretor de Ensino do Colégio de Aplicação João XXIII e Coordenadores e Vice Coordenadoras dos seguimentos escolares, reuniu-se, na última sexta-feira, 24, com representantes da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Municipal e dos pais, responsáveis e estudantes. O encontro, realizado no auditório das Pró-Reitorias, teve como objetivo apresentar esclarecimentos sobre as ações adotadas pela Universidade após a interdição do prédio da unidade e esclarecer dúvidas da comunidade escolar.
A reunião foi solicitada pela Comissão da Câmara após encontro com pais e responsáveis realizado no dia 14 de abril, quando debateram a suspensão das aulas do Ensino Fundamental desde o dia 23 fevereiro, quando a cidade foi atingida por fortes chuvas.
Participaram da reunião a reitora da UFJF, professora Girlene Alves, o vice-reitor, professor Telmo Ronzani, o pró-reitor de Gestão e Finanças, professor Elcemir Cunha, o pró-reitor de Infraestrutura, engenheiro Fábio Brum, o procurador da Universidade, Dr. Ricardo Duarte, o secretário-geral, Prof. Álvaro Quelhas, e o diretor de Ensino do Colégio João XXIII, professor Fernando Lamas. Pela Câmara Municipal, estiveram presentes a vereadora Laís Perrut e os vereadores Maurício Delgado e Cida Oliveira.

Reitora fez um panorama das ações desenvolvidas pela Universidade desde as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora (Foto: Carolina de Paula/UFJF)
Medidas adotadas
A reunião teve início com a apresentação, pela reitora, de um panorama das ações desenvolvidas desde as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, em 23 de fevereiro, e que levaram à decretação de estado de calamidade pública no município. Desde então, o prédio do colégio permanece interditado parcialmente pela Defesa Civil devido aos riscos que ainda estão sendo investigados.
Entre as medidas adotadas pela UFJF estão: o início das aulas do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) no campus da Universitário, no início de março, e a realização de estudos técnicos na encosta localizada na área do colégio, conduzidos pela Pró-Reitoria de Infraestrutura. Inicialmente, os estudos atingiram até cerca de 30 metros, enquanto outros 110 metros, seguem em análise quanto aos riscos de deslizamento. Situação que impede a utilização daquele espaço, uma vez que necessitamos de mais informações.
Foi destacada a abertura de chamamento público para identificar imóveis aptos a receber, de forma temporária, todas as atividades do colégio, que atende mais de mil estudantes. “É importante considerar que o Ensino Fundamental temos estudantes a partir da faixa etária de 6 anos de idade e que exige da instituição um cuidado especial Não podemos colocá-las em qualquer espaço que não ofereça condições adequadas de segurança”, ressaltou o diretor de Ensino do Colégio João XXIII.
De acordo com a Administração, cinco propostas foram apresentadas no chamamento público, sendo duas classificadas. O processo encontra-se na fase de interposição de recursos, com termino em 27 de abril. Segundo o procurador da Universidade, já foram realizadas visitas técnicas aos imóveis classificados, etapa em que são verificados, de forma detalhada, os aspectos estruturais e funcionais apresentados na documentação.
“Desde o dia 23 de fevereiro, estamos trabalhando intensamente para viabilizar a retomada das aulas. Nosso compromisso é encontrar um espaço que atenda a todos os estudantes e suas necessidades pedagógicas, bem como adequadas condições de trabalho, afirmou a reitora Girlene Alves, ao destacar a gravidade do evento climático que atingiu a cidade.
Esclarecimentos à comunidade
Durante o encontro, pais e responsáveis apresentaram questionamentos, especialmente sobre a comunicação com a direção do colégio, impactada pela interdição do prédio. O Diretor de Ensino reconheceu as dificuldades e informou que o acesso restrito ao espaço tem limitado o contato direto com os pais. Mas, que certamente, esse processo de comunicação deve ser melhorado. A Reitoria da UFJF se comprometeu em viabilizar um canal de comunicação mais célere com pais, responsáveis e estudantes.
Sobre a definição de uma data para o retorno das aulas, a Administração explicou que, neste momento, não é possível estabelecer um prazo, devido às etapas ainda em andamento da escolha de um local temporário para o colégio. “A definição de uma data poderia gerar expectativas que não se confirmariam, em função de questões jurídicas envolvidas nesses processos, destacou o pró-reitor de Gestão e Finanças, prof. Elcemir Cunha.

Pais e responsáveis participaram da reunião e fizeram questionamentos sobre as ações que estão sendo feitas (Foto: Carolina de Paula/UFJF)
A UFJF informou ainda que, caso os imóveis em análise não atendam integralmente às necessidades, poderá ser considerada a contratação de espaços em mais de um local, como alternativa para o funcionamento do colégio. Esta alternativa exigiria uma maior logística de funcionamento, por isso a primeira opção é a procura de um espaço que atenda todo o colégio.
Em relação à reposição das aulas, foi esclarecido que o planejamento dependerá de discussão entre a direção, os docentes e o conselho de unidade, após a definição do retorno das atividades. Somente a partir dessa etapa será possível estabelecer o as novas datas do calendário acadêmico.
A UFJF informou que mantém diálogo com o Ministério da Educação para avaliar as alternativas que envolvem o Colégio. Entre as possibilidades em estudo está a reorganização do calendário acadêmico mediante análise do impacto da calamidade pública no percurso formativo dos alunos.
