A trajetória do teatro em Juiz de Fora e a história do surgimento e consolidação do Cine-Theatro Central, ícone cultural e arquitônico da cidade, são eixos centrais do livro “Cine-Theatro Central – Relicário de Memórias”. Organizada pelo professor, curador e artista plástico José Alberto Pinho Neves, a publicação será lançada nesta quinta-feira, 16, às 19h, no Museu de Arte Murilo Mendes.
Ao longo da obra, são apresentados o contexto empreendedor que impulsionou a criação do teatro, aspectos relacionados à arquitetura e ao decorativismo e recortes biográficos de figuras fundamentais, como o arquiteto Raphael Arcuri e o pintor Ângelo Bigi. O livro também reúne uma cronologia do Cine-Theatro Central, enriquecida por depoimentos de atores e outros agentes que contribuíram para a construção da relevância histórica e simbólica do espaço.
Como sugere o subtítulo, mais do que um levantamento histórico, a publicação constrói um verdadeiro relicário de memórias. Reunindo fontes jornalísticas, crônicas, ensaios, livros e testemunhos que revelam o papel do Cine-Theatro Central como testemunha das transformações culturais, sociais e urbanas de Juiz de Fora, o edifício emerge nas páginas não apenas como monumento arquitetônico, mas como espaço de afetos, sociabilidade e permanência simbólica.
Em uma abordagem multidisciplinar, reunindo textos de José Alberto Pinho Neves, Marcos Olender, Antonio Colchete Filho, Vinícius de Oliveira Resende e Luiz Alberto do Prado Passaglia, “Cine-Theatro Central – Relicário de Memórias” articula história, arquitetura, urbanismo, memória, biografia e patrimônio. Ao longo de mais de 300 páginas, o livro percorre o desenvolvimento da cena teatral juiz-forana entre meados do século XIX e as primeiras décadas do século XX, acompanhando o surgimento do Cine-Theatro Central e sua transformação em referência da vida cultural local.
Ao iluminar a rica trajetória do Central, a obra fortalece a memória coletiva da cidade, amplia o debate sobre preservação do patrimônio e se consolida como importante referência para pesquisadores, estudantes, professores e agentes culturais. Ao mesmo tempo, convida novas gerações a reconhecer no Cine-Theatro Central um símbolo vivo da continuidade da narrativa cultural juiz-forana.
“Cine-Theatro Central – Relicário de Memórias” recebeu o patrocínio da Lei Aldir Blanc 2025, através da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage – Funalfa.
Outras informações: (32) 2102-3583 – Museu de Artes Murilo Mendes

