Em entrevista à Rádio CBN, Marcus David falou de finalização de obras, projetos futuros e defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

O reitor Marcus Vinicius David, em entrevista à Rádio CBN, na manhã desta terça-feira, 11, falou sobre os avanços conquistados pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) no ano de 2018. Além de avaliar as conquistas e realizações do segundo ano da Gestão “Reconstruir a UFJF”, que tem como vice-reitora Girlene Alves, David mencionou as expectativas de projetos futuros e reafirmou o compromisso com a defesa da permanência de uma universidade pública, gratuita e de qualidade.

Apesar dos desafios enfrentados com reduções orçamentárias, o reitor avaliou positivamente o ano de 2018. Segundo ele, a UFJF conseguiu avançar significativamente mesmo em um cenário de crise. “Conseguimos tecer estratégias que nos permitiram evoluir enquanto instituição. Estabelecemos um plano bastante participativo para o desenvolvimento acadêmico e os avanços se refletem em resultados muito importantes com o reconhecimento em diversos sistemas de avaliação”, ressaltou. “A UFJF se consolida cada vez mais como um centro de excelência e começa a dar passos concretos no sentido de amadurecer a sua pós-graduação, com pesquisas muito relevantes, sem abrir mão de uma graduação de muita qualidade e reconhecimento”.

Sobre o subfinanciamento enfrentado pelas universidades públicas, o reitor garantiu que a universidade conseguiu enfrentar os percalços em função de sua característica de captação de recursos próprios, mantendo o nível da instituição. David garantiu a normalidade de funcionamento da UFJF até o final do próximo ano. “Já projetamos uma estratégia para o ano de 2019. Dependemos que o Projeto de Lei Orçamentária do Congresso seja cumprido e que as universidades possam continuar captando seus recursos. Além disso, que as normas de utilização de recursos de anos anteriores sejam mantidas”, explicou.

Finalização de obras

O Centro de Ciências, assim como os prédios da Moradia Estudantil e da nova Faculdade de Comunicação estavam com obras paralisadas, mas tiveram investimentos retomados e foram inaugurados pela atual gestão (Foto: Ciro Cavalcanti)

O reitor ressaltou a entrega de obras importantes durante a gestão, apesar da crise. “Encontramos um cenário complexo, com um número muito grande de obras inacabadas, por motivos de várias naturezas. Essa foi uma frente importante que enfrentamos nesses dois anos e meio”.

David mencionou resultados positivos, como a inauguração da moradia estudantil, do Centro de Ciências e do novo prédio da Faculdade de Comunicação. “Conseguimos terminar uma série de obras que estavam paralisadas, mas ainda temos alguns investimentos importantes”.

Sobre conquistas futuras, o reitor mencionou a finalização de dois grandes projetos de impacto relevante para a cidade e região: as obras do Jardim Botânico e do Complexo Esportivo, que têm previsão de inauguração para o início do próximo ano letivo. Ele citou ainda os avanços em relação ao Hospital Universitário, que deve retomar as obras em 2019. “Estamos com a expectativa de lançar dois editais no início do próximo ano para a finalização de dois blocos específicos: de ambulatórios e de atendimento psicossocial, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps/HU), para os quais temos pessoal para dinamizar o atendimento.”

Governador Valadares
Além de conquistas no campus-sede, em Juiz de Fora, a expectativa é de que 2019 seja um ano positivo também em Governador Valadares. David mencionou a aquisição do primeiro prédio próprio da UFJF na cidade e garantiu que as propostas e alternativas para GV serão uma das primeiras negociações com o novo governo.

Reitor projetou finalização do Jardim Botânico e do Complexo Esportivo para início do próximo período letivo, em Juiz de Fora, além de negociações para avanços em GV (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)

Questionado sobre a viabilidade e desafios no campus GV, o reitor reafirmou a importância e o poder impactante que uma universidade pública da qualidade como a UFJF representa para a região do Vale do Rio Doce. “As dificuldades são imensas, pela distância e pela falta de infraestrutura. Mas entendemos que, pela relevância de se construir uma universidade pública naquela região, temos o compromisso de participar intensamente deste projeto”.

Defesa das universidades públicas
Durante toda a entrevista, Davi reiterou o compromisso da UFJF na defesa das universidades públicas, ressaltando a capacidade de transformação social promovidas por estas instituições. “É muito difícil pensar como seria a cidade de Juiz de Fora sem uma universidade federal como a nossa, que abriga mais de 20 mil estudantes e mais de três mil servidores diretos, entre técnico-administrativos em Educação (TAEs) e professores. Isso gera um dinamismo econômico, social e cultural muito grande para a região”.

Além de a universidade produzir conhecimento através da pesquisa, transmiti-lo por meio do ensino e praticá-lo em projetos de extensão, David acrescentou mais dois eixos importantes desenvolvidos pela UFJF: cultura e inovação. “A UFJF hoje é gestora de alguns dos principais equipamentos culturais da cidade, como o Cine-Theatro Central, o Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) e o Forum da Cultura, por exemplo. E cumpre um papel fundamental junto à comunidade, fomentando o acesso à cultura”. A UFJF, segundo ele, mantém ainda parcerias com diversos órgãos públicos e outras universidades, “que procuram fazer com que a ciência e a tecnologia dos nossos laboratórios se transformem em inovações para as empresas”.

Agradecimento
Como mensagem final, o reitor fez um agradecimento a todos os servidores e trabalhadores terceirizados da UFJF, que, “com o seu trabalho, fazem da instituição uma universidade de qualidade, relevante para a sociedade e agente importante de transformação da cidade e região”.

Confira a entrevista completa