Produto levou dez anos para receber registro

Produto levou dez anos para receber registro (Foto: reprodução vídeo)

Um produto inovador, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), teve sua patente concedida pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) nesta terça-feira, 5. O aparelho Milktech, utilizado para identificar adulteração no leite e similares, foi desenvolvido por professores do Departamento de Física, e aguardava pela concessão de patente desde novembro de 2008.

O setor de Proteção ao Conhecimento da UFJF soma 117 depósitos de patentes. E esta, em específico, foi desenvolvida pela pesquisadora Maria José Valenzuela Bell, juntamente com os pesquisadores Virgílio de Carvalho dos Anjos e Wesley Gonçalves Nascimento e outros, a partir do estudo “Técnicas para verificação da porcentagem de água no leite”.

Após dez anos, foi concedida a patente para o aparelho criado pelos professores Maria José Bell (foto), Virgílio de Carvalho e Wesley Gonçalves.

O aparelho foi criado pelos professores Maria José Bell (foto), Virgílio de Carvalho e Wesley Gonçalves.

O Milktech possibilita que o comprador verifique se houve adulteração no leite por adição de água ou de outros reconstituintes. O aparelho tem um preço bem mais acessível e é portátil e conta com bateria recarregável, podendo ser levado ao tanque onde, comumente, são feitas as adulterações.

Até então, habitualmente se utiliza o crioscópio, que tem apenas a possibilidade de checar o acréscimo de água no leite, sendo que são acrescentadas também outras substâncias como sal, açúcar, álcool, soda cáustica e água oxigenada.

Veja como funciona o aparelho:

UFJF Pesquisa – Milktech

Na UFJF, grupo de pesquisa cria aparelho que detecta alterações no leite, confirmando a Zona da Mata como referência na produção de conhecimento no setor lácteo. Confira um pouco mais com a pesquisadora Maria José Valenzuela Bell sobre o produto desenvolvido no departamento de Física, o Milktech.