(Foto: Iago de Medeiros/UFJF)

Professora da UFF, Dinah Guimarães, e índia do grupo Águas Belas de Pernambuco, Carolina Potiguara, falaram sobre a importância da arquitetura indígena no cenário nacional (Foto: Iago de Medeiros/UFJF)

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebeu, nesta quinta, 10, uma oficina de grafismo indígena, conduzida pela professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Dinah Papi Guimarães, e pela índia Carolina Potiguara, do grupo Águas Belas de Pernambuco. O evento fez parte da programação da Semana de Arquitetura e Urbanismo da UFJF. Antes da oficina, Dinah ministrou palestra com o tema “Arquitetura do Vazio”.

Diante dos problemas de violência nas comunidades cariocas, a professora falou sobre a importância da arquitetura indígena no cenário nacional e de como um trabalho que foi vencedor na última Bienal de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo modificou a realidade local. ”Fizemos esse grafismo no Morro do Palácio, no Rio de Janeiro, e foi um momento de interface com a violência das favelas cariocas. O Beco da Paz, no local onde o projeto foi realizado, era dominado pelo tráfico de drogas. A chegada do grafismo e a alegria dos índios ajudou a mudar os parâmetros do local.’’

Dois indígenas também participaram da atividade e fizeram uma apresentação de canto com os alunos. ‘’A proposta do projeto é entrar em contato com vocês e apresentar o grafismo dos nossos desenhos, das nossas escritas, uma estética própria da cultura indígena.’’, destacou a índia Carolina.

Nesta sexta-feira, 11, a partir de 14h, no Saguão do Galpão da Faculdade de Arquitetura, o evento terá continuidade, quando será apresentada uma técnica do grafismo indígena. Além de fazer uma produção coletiva com alunos, devem também pintar um muro.

Confira a apresentação:

Apresentação indígena

A Semana de Arquitetura da Universidade Federal de Juiz de Fora, contou com a participação de indígenas que fizeram apresentação de canto e dança.