O NIFRAM é fruto de uma trajetória construída com muitas vozes, encontros e aprendizados. Desde suas primeiras ações, ainda como um projeto de extensão voltado às agentes comunitárias de saúde, até a consolidação como um núcleo de referência regional, nossa história é feita de movimento e de escuta.
Caminhar tem sido, para nós, um verbo coletivo — que se faz na troca entre universidade, poder público e sociedade civil, e na convicção de que fortalecer a rede de enfrentamento à violência contra a mulher é um compromisso com a vida, a dignidade e a justiça social.
Ao longo dos anos, multiplicamos ações, parcerias e afetos. Criamos espaços de formação e diálogo, transformamos pesquisas em práticas, experiências em conhecimento, e desafios em novos começos.
Nossa caminhada segue aberta, com os pés fincados em Governador Valadares e o olhar voltado para um futuro onde cada passo, por menor que pareça, continue construindo pontes de proteção, cuidado e transformação.

O NIFRAM nasce a partir de um projeto de extensão voltado às agentes comunitárias de saúde de Governador Valadares, com o objetivo de compreender suas percepções sobre a violência doméstica. A pesquisa foi realizada nos bairros Altinópolis, Turmalina e Mãe de Deus e revelou tanto a vivência pessoal dessas profissionais quanto as dificuldades de notificação dos casos. Desse diagnóstico, surge a necessidade de integrar a rede de atendimento e promover formações sobre violência e direitos das mulheres.
Com apoio da UFJF-GV, o grupo se estrutura oficialmente como Núcleo de Integração e Fortalecimento da Rede de Atendimento à Mulher — NIFRAM. O objetivo passa a ser integrar órgãos e profissionais de saúde, assistência social, segurança e justiça, fortalecendo a rede local de enfrentamento à violência. O 1º Encontro da Rede reúne cerca de 500 participantes e marca o início da articulação interinstitucional em Governador Valadares.
O núcleo define seu DNA institucional — Integrado, Acolhedor, Inspirador, Transformador e Colaborativo.
Cria a Sala Pedagógica “O Peso do Silêncio”, apresentada na Feira de Extensão, que simula situações reais de denúncia e desperta empatia no público. A ação resulta no Mapa dos Sentimentos e Emoções, destacando como o tema impacta estudantes e visitantes.
Com a pandemia, o grupo mantém suas atividades de forma remota e se torna um espaço de acolhimento, estudo e criação coletiva. Produz o e-book “Violência contra a mulher e saúde” e materiais educativos voltados para escolas e famílias (“Educar para Mudar”). Nesse período, o NIFRAM se reorganiza em um programa de extensão com três eixos de atuação:
O núcleo lidera ações de capacitação em Comunicação Não Violenta e de sistematização de fluxos de atendimento entre os órgãos da Rede. Realiza o 2º Encontro da Rede, ampliando a participação de profissionais das áreas de saúde, justiça, educação e segurança pública. Nesse período, o NIFRAM consolida sua presença online e passa a atuar também em campanhas nas redes sociais.
Com o 3º Encontro da Rede (primeira edição online), o NIFRAM amplia o alcance de suas formações e reforça o compromisso com a integração regional. Promove ações em comunidades — como a sala pedagógica “Em Chonin de Baixo”, voltada à discussão de papéis de gênero — e intensifica a divulgação científica e educativa por meio do perfil @nifram.ufjf.
O trabalho colaborativo do NIFRAM contribui diretamente para a criação do GAR-VD (Grupo de Articulação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher), formalizado pela Lei Municipal nº 7.794/2025. Essa nova fase representa o reconhecimento institucional do papel do núcleo na articulação intersetorial e na produção de conhecimento sobre violência de gênero. O NIFRAM passa a atuar como programa de extensão permanente, consolidando-se como ponte entre universidade, poder público e sociedade civil.
O NIFRAM segue com o propósito de: