Um grupo de professoras que atua no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, o CAp-UERJ, esteve no João XXIII para mapear os desafios das aprendizagens no período pós-pandemia. A ação faz parte do projeto de pesquisa “Desdobramentos do Ensino Remoto Emergencial”, coordenado pela professora Ana Lucia de Souza e que conta com financiamento da FAPERJ.
A proposta inicial da pesquisa foi apresentada às coordenadoras do Primeiro Segmento do Ensino Fundamental, professoras Luciene Guedes e Lauriana Paiva, que a acolheram com grande entusiasmo. A receptividade à iniciativa dialoga com uma das ações da Coordenação Pedagógica do segmento que busca o fortalecimento da rede de Colégios de Aplicação, por meio da promoção de intercâmbios, do compartilhamento de experiências e da construção de ações colaborativas entre as instituições.
No início do mês, as docentes do Cap UERJ, Ana Lúcia de Souza, Camila Gigante, Liliane Neves e Márcia Santos, estiveram em Juiz de Fora para ampliar a conversa com os demais professores e professoras do João XXIII.
Durante a visita, a equipe de pesquisadoras conheceu o atual espaço ocupado pela escola, cientes antecipadamente dos desafios dessa ocupação e de como eles faziam lembrar muito do período de afastamento social e da necessidade de adoção do ensino remoto emergencial.
“Fomos muito bem recebidas e conhecemos essa estrutura desafiadora que o João XXIII vive temporariamente, tivemos uma conversa com o Diretor Felipe, que complementou essa receptividade tão boa, e uma conversa longa, com cerca de uma hora e meia, com Lauriana e Luciene, que compartilharam os saberes e os fazeres do Colégio, assim como nós compartilhamos os nossos. As diferenças e semelhanças na forma de organização dos nossos Institutos também foram abordadas nesta conversa”, destaca a professora Liliane.
Uma reunião organizada pelas coordenadoras do Primeiro Seguimento permitiu que o(a)s docentes falassem sobre o que viveram no ensino remoto e o que percebem após o retorno, nesses quase quatro anos letivos e o que tem observado de mudanças na sociedade, nas famílias, nas crianças e nas aprendizagens.
O projeto prevê uma série de ações que incluem entrevistas com estudantes e responsáveis para entender e sistematizar as estratégias didáticas em atendimento aos sujeitos mais afetados pedagogicamente.
17 de julho de 2026
