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Professor da UFJF defende construção coletiva de um conceito local de resiliência para Juiz de Fora

Resiliência urbana | Risco ambiental, políticas públicas e defesa civil

Professor da UFJF defende construção coletiva de um conceito local de resiliência para Juiz de Fora

Durante seminário sobre risco ambiental e políticas públicas, docente destacou que a cidade precisa transformar o debate em processo contínuo de preparação, comunicação de risco e redução de vulnerabilidades.

📝 Nota editorial

Este texto é uma síntese jornalística e educacional elaborada a partir de informações públicas da Prefeitura de Juiz de Fora e de registro audiovisual disponibilizado no YouTube. Não se trata de nota oficial de qualquer órgão.

📌 Em síntese

Juiz de Fora, MG — O professor Jordan Henrique de Souza, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), participou do seminário “Risco Ambiental e Políticas para Resiliência: Por JF”, realizado no Auditório I do Prédio Itamar Franco, na Faculdade de Engenharia da UFJF nos dias 2 e 3 de junho de 2026. Em sua intervenção, o docente defendeu que a construção da resiliência urbana em Juiz de Fora não deve se limitar à elaboração de um projeto pontual, mas iniciar um processo permanente de articulação entre poder público, universidade, instituições, especialistas e comunidades [1][2].

🏙️ Um conceito de resiliência construído a partir da realidade local

Ao abrir sua fala, o professor lembrou uma frase atribuída ao ex-presidente Itamar Franco: “O tempo nos pede para vencer muitas coisas, e rapidamente”. A citação foi utilizada para reforçar a urgência do momento vivido pelo município, ainda em fase de recuperação dos impactos das chuvas de fevereiro e já diante da necessidade de se preparar para novos períodos de chuva intensa [2].

Segundo Jordan, o desafio de Juiz de Fora é duplo: recuperar os danos provocados pelo desastre recente e, ao mesmo tempo, estruturar medidas preventivas para reduzir riscos futuros. Para ele, a cidade precisa compreender que a resiliência não nasce apenas da adoção de conceitos prontos, importados de manuais ou referências externas. Ela deve ser construída a partir da realidade local.

“Não vamos apenas copiar conceitos de livros. Precisamos construir esse conceito aqui entre nós. O que Juiz de Fora entende por resiliência?”

— Jordan Henrique de Souza, durante o seminário

Durante a fala, Jordan destacou que o seminário reuniu contribuições importantes e que o material produzido a partir das exposições, debates e falas dos participantes pode servir como base para uma leitura coletiva sobre os principais desafios do município. Na avaliação do docente, esse registro é essencial para transformar o evento em um marco inicial de planejamento e ação.

⚠️ Recuperar e prevenir ao mesmo tempo

O professor ressaltou que Juiz de Fora vive um momento que exige respostas simultâneas: reconstruir o que foi danificado pelas chuvas recentes e, ao mesmo tempo, preparar a cidade para eventos extremos futuros. Essa abordagem desloca o debate da reação emergencial para a construção de uma política permanente de prevenção, adaptação climática e redução de vulnerabilidades.

🚨 Recuperação dos danos

Envolve resposta institucional, reconstrução, assistência às famílias afetadas, recomposição de infraestrutura e enfrentamento dos impactos sociais e econômicos deixados pelo desastre.

✅ Preparação para novos riscos

Exige planejamento contínuo, comunicação clara, mapeamento de vulnerabilidades, rotas de fuga, capacitação comunitária, integração institucional e políticas públicas orientadas por evidências.

📢 Comunicação de risco precisa ser compreendida pela população

O professor também chamou atenção para a necessidade de aprimorar a comunicação de risco. Para ele, não basta que os sistemas oficiais emitam alertas meteorológicos se a população não conseguir compreender, de forma clara, o significado das informações recebidas. Como exemplo, citou a dificuldade de muitos moradores em interpretar expressões técnicas, como “local seguro”, em situações de emergência [2].

“Precisamos garantir que a Dona Maria e o Seu João, ao receberem um alerta de chuva intensa, saibam exatamente o que fazer e para onde ir. O morador precisa entender o que é um local seguro.”

— Jordan Henrique de Souza, durante o seminário

Jordan ressaltou que essa é uma questão central não apenas para Juiz de Fora, mas para todo o Brasil. A efetividade dos sistemas de alerta depende da articulação entre tecnologia, linguagem acessível, confiança institucional, conhecimento do território e participação comunitária.

🌎 Aprender com metodologias nacionais e internacionais

Outro ponto defendido pelo professor foi a importância de aproximar Juiz de Fora de metodologias e ferramentas já desenvolvidas por organismos nacionais e internacionais, especialmente aquelas ligadas à redução do risco de desastres e à construção de cidades resilientes.

Segundo ele, muitas cidades no mundo já passaram por processos semelhantes e acumularam experiências que podem auxiliar o município a trilhar um caminho mais rápido, seguro e consistente. O docente sugeriu ainda o diálogo com representantes ligados às Nações Unidas na área de redução do risco de desastres, de forma a avaliar quais metodologias podem ser adaptadas à realidade juiz-forana [2].

🤝 UFJF, ciência aplicada e políticas públicas

Ao final, Jordan reforçou a disponibilidade da UFJF e de seus grupos de ensino, pesquisa e extensão para contribuir com ações voltadas à resiliência urbana, à gestão de riscos, à comunicação comunitária e à preparação para eventos extremos.

Para o professor, o seminário representa um ponto de partida importante. No entanto, seu principal resultado deve ser a abertura de um processo contínuo, capaz de transformar conhecimento técnico, escuta social e planejamento institucional em ações concretas para proteger a população.

🎓 Sobre o GPPDC

O curso de Especialização em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da UFJF atua na formação de profissionais para o planejamento, a prevenção, a preparação, a resposta e a recuperação diante de desastres. A participação em debates públicos como o seminário “Risco Ambiental e Políticas para Resiliência: Por JF” reforça o compromisso do curso com a produção de conhecimento aplicado e com o fortalecimento das políticas públicas de proteção e defesa civil.

❓ Pergunta final

Como transformar a experiência das chuvas recentes em um processo permanente de preparação, comunicação de risco e redução de vulnerabilidades capaz de tornar Juiz de Fora uma cidade mais segura, resiliente e preparada para eventos extremos?