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Quando a chuva testa as instituições: aprendizado, governança e a transição da gestão de desastres para a gestão de riscos

ARTIGO DE ANÁLISE | GESTÃO PÚBLICA, PROTEÇÃO E DEFESA CIVIL

Mais do que responder à chuva, a administração pública precisa aprender com o que as crises expõem sobre capacidade técnica, dados, habitação, comunicação, coordenação institucional e proteção da infraestrutura crítica.

📌 Em síntese

Grandes eventos adversos não apenas provocam perdas humanas, materiais, ambientais e econômicas: eles também submetem as instituições públicas a um teste extremo de desempenho. Quando a demanda explode, tornam-se visíveis gargalos antes diluídos na rotina, como insuficiência de equipes técnicas, cadastros inconsistentes, baixa interoperabilidade entre sistemas, lentidão habitacional, comunicação fragmentada e dificuldades de coordenação entre órgãos. O argumento central deste artigo é que a resiliência municipal depende menos de uma lógica estritamente reativa e mais da capacidade de transformar a experiência da crise em aprendizado institucional, reorganizando procedimentos, cooperação intersetorial e instrumentos de gestão para que o próximo evento encontre cidades e governos menos vulneráveis.

🏛️ O desastre como teste das instituições

Quando se pensa em um desastre, a atenção costuma se concentrar na chuva, na inundação, nos escorregamentos, nos imóveis atingidos, nas pessoas desalojadas e nas operações de socorro. Esses elementos são centrais, mas não esgotam o problema. Para a Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil, um desastre também funciona como teste da capacidade institucional do município.

Sob pressão, a administração pública precisa produzir informações rapidamente, contratar serviços, elaborar projetos, reconhecer famílias atingidas, emitir laudos, mobilizar recursos, comunicar riscos, proteger equipamentos públicos, articular secretarias e dialogar com governos estadual e federal. Procedimentos que funcionam adequadamente em condições ordinárias podem entrar em colapso quando centenas ou milhares de demandas surgem simultaneamente.

Essa leitura é coerente com a evolução internacional da redução do risco de desastres. O Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres 2015–2030 enfatiza a compreensão do risco, o fortalecimento de sua governança, o investimento em redução do risco e a ampliação da preparação para resposta eficaz e recuperação orientada pelo princípio de Build Back Better. No Brasil, a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, estruturada pela Lei nº 12.608/2012 e aperfeiçoada pela Lei nº 14.750/2023, também ultrapassa uma visão estritamente reativa ao incorporar prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação.

“Depois de um grande evento, uma das perguntas decisivas não é apenas o que aconteceu, mas o que a crise revelou sobre a capacidade institucional de governar o risco.”

⚠️ O gargalo técnico e a capacidade de acessar recursos

Uma contradição recorrente da gestão federativa aparece quando há mecanismos de financiamento disponíveis, mas o ente local não consegue produzir, no tempo exigido, a documentação técnica necessária para acessá-los. O Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) representa avanço importante na institucionalização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, permitindo registrar ocorrências, solicitar reconhecimento federal e apresentar pedidos de recursos para resposta e recuperação.

O problema central, porém, não está necessariamente no sistema, mas na assimetria entre as exigências extraordinárias da emergência e a capacidade técnica previamente instalada. Após um desastre, um município pode necessitar de levantamentos topográficos, avaliações geotécnicas, projetos de engenharia, estimativas orçamentárias, memoriais, registros fotográficos georreferenciados, delimitação de áreas afetadas e consolidação de planos de trabalho, tudo ao mesmo tempo.

Isso indica que o planejamento de contingência não deveria se limitar a prever equipamentos, abrigos, rotas de fuga e equipes operacionais. Também deveria contemplar capacidade técnica de expansão rápida, com bancos de profissionais, protocolos de mobilização, acordos de cooperação com universidades, conselhos profissionais e instituições científicas, além de mecanismos juridicamente adequados para contratação emergencial quando necessária.

📊 Capacidade técnica também é contingência

A reserva estratégica de uma Defesa Civil não deveria ser formada apenas por lonas, colchões, máquinas e equipamentos. Em eventos que excedem a rotina administrativa, torna-se igualmente necessária uma reserva de capacidade técnica, capaz de acelerar laudos, projetos, cadastros e processos indispensáveis à resposta e à recuperação.

🗺️ Resiliência de dados e infraestrutura informacional

Outro aprendizado decisivo diz respeito aos dados. Em emergências, costuma-se pensar na preservação de pontes, hospitais, redes elétricas, sistemas de abastecimento e telecomunicações. Contudo, bases de dados também precisam ser entendidas como parte da infraestrutura necessária à recuperação. Benefícios sociais, programas habitacionais, auxílios financeiros e políticas de reassentamento dependem crescentemente do cruzamento de informações de diferentes sistemas.

O Cadastro Único, operacionalizado e atualizado pelos municípios, é porta de entrada para diversas políticas sociais e vem incorporando integração com outras bases administrativas, como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS). Essa integração amplia potencialidades, mas também torna mais graves as inconsistências cadastrais. Uma composição familiar incorreta, um endereço desatualizado ou a impossibilidade de georreferenciar uma residência podem atrasar a comprovação de elegibilidade justamente quando a família se encontra em situação de maior vulnerabilidade.

Em áreas marcadas pela informalidade urbana, o desafio se intensifica: becos sem denominação oficial, edificações sem numeração, terrenos compartilhados e endereços que não representam adequadamente a realidade do território mostram que o mapa administrativo e a cidade real nem sempre coincidem. Por isso, a interoperabilidade precisa ser também semântica e territorial, articulando pessoa, família, imóvel e localização com coerência analítica e operacional.

💡 Dados ruins também produzem vulnerabilidade

A governança contemporânea de riscos depende de bases sociais atualizadas, cartografia municipal consistente, cadastros territoriais confiáveis, informações geográficas integradas e mecanismos de compartilhamento institucional. Investir nessas estruturas não é apenas modernização administrativa: é redução do risco.

🏠 Habitação pós-desastre e novos arranjos de reassentamento

A política habitacional pós-desastre é outro campo relevante de aprendizado institucional. Durante muito tempo, a resposta mais intuitiva à destruição de moradias foi a construção de novos conjuntos habitacionais. Essa alternativa segue importante, mas enfrenta limitações conhecidas: identificação de terreno, licenciamento, elaboração de projetos, contratação, infraestrutura, execução das obras e entrega das unidades costumam demandar tempo prolongado, enquanto as famílias permanecem em situação provisória.

A experiência recente da Compra Assistida, adotada no âmbito do Minha Casa, Minha Vida Reconstrução após as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, introduz outra possibilidade: utilizar imóveis novos ou usados disponíveis no mercado para reassentar famílias com residências destruídas ou definitivamente interditadas. O modelo desloca a pergunta tradicional, que deixa de ser apenas onde construir e passa a incluir se já existe uma moradia segura disponível para incorporação imediata à política pública.

Essa inovação, contudo, não pode ser reproduzida automaticamente em qualquer território. Mercados imobiliários populares frequentemente apresentam imóveis com documentação irregular, ausência de habite-se, problemas registrais ou valores incompatíveis com os limites do programa. Por isso, a aprendizagem institucional não está apenas no mecanismo em si, mas na necessidade de conhecer previamente o estoque imobiliário, suas condições de regularização e sua distribuição territorial.

🛡️ Reconstruir nem sempre significa construir do zero

Cartórios, corretores, instituições financeiras, assistência social, planejamento urbano, habitação e defesa civil passam a integrar uma mesma rede de recuperação. O ponto decisivo é preparar previamente o ambiente institucional para que soluções habitacionais possam operar com rapidez e segurança quando a crise ocorrer.

📣 Comunicação, confiança e desinformação

Nenhuma política contemporânea de proteção e defesa civil pode ignorar o papel das redes sociais. Em contextos de medo, incerteza, sofrimento e disputa política sobre responsabilidades, informações falsas encontram ambiente favorável e podem modificar concretamente o risco. Boatos sobre interdições, benefícios, laudos técnicos ou intenções do poder público podem comprometer evacuações, rejeitar alternativas habitacionais e corroer a confiança na Defesa Civil.

A UNDRR tem tratado a desinformação como fator capaz de ampliar o risco e reduzir a confiança, ressaltando que estratégias de comunicação devem antecipar e administrar informações falsas ou enganosas. A questão central, porém, é anterior ao boato: confiança institucional se constrói antes da emergência. Mesmo sistemas tecnologicamente avançados podem perder efetividade se a população não confia na informação recebida.

Isso exige plataformas oficiais de informação em linguagem compreensível, com atualização sobre áreas interditadas, obras, benefícios, critérios de elegibilidade, reassentamentos, cronogramas e justificativas técnicas. Universidades podem contribuir com suporte científico, tecnológico e comunicacional, sem substituir a responsabilidade institucional do poder público.

⚠️ A desinformação também altera a gestão do risco

Em ambientes de informação fragmentada, transparência institucional não é apenas prestação de contas: é uma medida concreta de redução do risco, porque fortalece a confiança pública e reduz o espaço para rumores com potencial de agravar danos.

⚖️ Órgãos de controle, Judiciário e soluções interinstitucionais

Em situações ordinárias, a relação entre gestão pública, órgãos de controle e sistema de Justiça costuma ser apresentada sob a ótica da fiscalização e da responsabilização. Em desastres, entretanto, problemas urgentes frequentemente atravessam competências de várias instituições e demandam soluções juridicamente seguras em prazos incompatíveis com procedimentos administrativos convencionais.

Nesse contexto, o Ministério Público pode exercer também papel resolutivo e articulador. A legislação brasileira admite compromissos de ajustamento de conduta com eficácia de título executivo extrajudicial, e instrumentos como recomendações, audiências e soluções extrajudiciais podem contribuir quando há convergência quanto à necessidade da ação, mas persistem entraves administrativos, jurídicos ou institucionais.

Isso se mostra particularmente relevante em situações nas quais um imóvel condenado ameaça uma escola, uma via pública ou outra infraestrutura crítica, exigindo demolição, remoção, contenção ou reassentamento. O ponto não é substituir a administração pública, mas reconhecer que a governança de crises é, por natureza, interinstitucional.

“Em algumas circunstâncias, o melhor resultado do controle não é apenas identificar quem errou depois, mas contribuir para que uma solução legal seja construída antes que o risco produza novas perdas.”

🌧️ Escorregamentos, fatores antrópicos e monitoramento

A chuva pode atuar como gatilho de um movimento de massa, mas dificilmente explica sozinha o desastre. Cortes inadequados em taludes, aterros sem controle, ausência de drenagem, lançamento de águas servidas, vazamentos de redes, fossas, impermeabilização crescente do solo e ocupação de setores instáveis podem modificar de modo significativo as condições geotécnicas de uma encosta.

Por isso, a abordagem contemporânea não atribui o desastre exclusivamente ao fenômeno físico, mas à interação entre ameaça, exposição, vulnerabilidade e capacidade. Essa compreensão também modifica a função do monitoramento. Pluviômetros seguem fundamentais, porém podem ser associados a sensores de umidade do solo, inclinômetros, piezômetros, marcos superficiais, levantamentos topográficos, aeronaves remotamente pilotadas, escaneamento a laser e outras tecnologias voltadas ao acompanhamento de processos em áreas suscetíveis.

LiDAR, drones e sensores térmicos podem complementar levantamentos geométricos e inspeções, mas o diagnóstico geotécnico continua dependendo da integração entre observação de campo, instrumentação, conhecimento geológico-geotécnico e interpretação especializada. A tecnologia amplia a capacidade de enxergar o território, sem eliminar a necessidade do profissional.

🛠️ Fiscalizar também é prevenir

Se cortes inadequados, drenagem deficiente, lançamento de águas pluviais sobre encostas e vazamentos participam da construção do risco, então a fiscalização dessas intervenções deve ser compreendida como ação preventiva de proteção e defesa civil, e não apenas como controle urbano isolado.

🎓 Escolas como infraestrutura educacional e de resiliência

As escolas merecem atenção especial na gestão do risco. A interdição de uma unidade escolar representa perda temporária do direito à educação naquele espaço, mas seus efeitos são mais amplos. Alunos precisam ser redistribuídos, famílias alteram deslocamentos, o transporte escolar é reorganizado, o trânsito sofre impactos e outras unidades passam a receber demanda adicional.

Além disso, escolas frequentemente aparecem em planos municipais como potenciais pontos de apoio, espaços comunitários ou instalações com funções durante emergências, desde que previamente avaliadas como seguras e adequadas para isso. Assim, perder uma escola pode significar perder simultaneamente um equipamento educacional e parte da capacidade logística da comunidade.

O Marco de Sendai inclui explicitamente a redução dos danos à infraestrutura crítica e a interrupção de serviços básicos, entre eles as instalações educacionais, como uma de suas metas globais. Isso exige que a análise de investimentos considere não apenas o custo direto de uma obra de contenção, mas também as consequências sistêmicas da eventual interdição do equipamento.

🏫 Proteger a escola é proteger a cidade

Quando uma encosta ameaça uma unidade escolar, a decisão pública não pode se limitar ao custo da estabilização. É preciso considerar o impacto educacional, social e logístico de perder temporariamente esse equipamento, incorporando essa dimensão à priorização dos investimentos preventivos.

🧠 Da memória da crise ao aprendizado institucional

Talvez o maior desafio surja quando a emergência perde visibilidade. Durante a crise, procedimentos excepcionais aparecem com rapidez: técnicos de diferentes secretarias trabalham juntos, universidades são acionadas, bases de dados são cruzadas, reuniões se intensificam, processos são simplificados e novas tecnologias são testadas. Com o retorno gradual à normalidade, porém, existe o risco de que essas articulações desapareçam.

A literatura internacional sobre governança de riscos reconhece a relevância das avaliações pós-evento, mas também indica uma dificuldade recorrente: produzir avaliações não garante que suas conclusões serão incorporadas às políticas públicas. Aprender institucionalmente exige transformar experiência em procedimento, estrutura e prioridade orçamentária.

Se faltaram geotécnicos, a capacidade precisa ser ampliada. Se houve dificuldade para localizar famílias, o cadastro territorial deve ser aperfeiçoado. Se benefícios atrasaram por inconsistências cadastrais, os sistemas precisam dialogar antes do próximo evento. Se boatos comprometeram evacuações, uma estratégia permanente de comunicação de risco deve ser estabelecida. O aprendizado se completa apenas quando modifica a decisão seguinte.

📌 Capacidade técnica

Planos de contingência precisam prever não só meios operacionais, mas também expansão rápida de equipes capazes de produzir laudos, projetos, levantamentos e documentos exigidos na fase crítica.

🗂️ Governança de dados

Interoperabilidade entre bases sociais e territoriais deve ser tratada como infraestrutura crítica para acesso a benefícios, reassentamentos e coordenação da recuperação.

🏘️ Soluções habitacionais

Modelos como a Compra Assistida mostram que a política habitacional pós-evento pode combinar construção, aquisição e regularização, desde que o território seja previamente conhecido.

📣 Comunicação pública

A confiança social precisa ser construída antes da emergência, com linguagem clara, canais oficiais consistentes e transparência sobre critérios, prazos e decisões técnicas.

⚖️ Cooperação institucional

Órgãos de controle, Ministério Público, Judiciário, universidades e secretarias setoriais podem atuar de forma complementar para viabilizar soluções legalmente seguras em tempo oportuno.

🏗️ Prevenção territorial

Monitoramento, fiscalização de intervenções em encostas e diagnóstico geotécnico especializado são componentes centrais de uma gestão do risco orientada pelas causas e não apenas pelos efeitos.

🔄 Contingenciar também a insuficiência do próprio Estado

Tradicionalmente, o planejamento de contingência responde a perguntas como onde poderá ocorrer o evento, quem será acionado, para onde as pessoas serão levadas, quais equipamentos estarão disponíveis e quem emitirá o alerta. Essas perguntas permanecem indispensáveis, mas os eventos contemporâneos exigem outras igualmente importantes.

É preciso saber quem produzirá dezenas de avaliações técnicas simultaneamente, quem elaborará os projetos necessários para solicitar recursos, quem georreferenciará centenas de imóveis, como bases sociais e territoriais serão cruzadas, como inconsistências cadastrais serão resolvidas rapidamente, quem responderá tecnicamente à desinformação, como se garantirá a continuidade dos serviços públicos e quais instituições externas já possuirão protocolos prévios de cooperação.

Essas perguntas revelam uma dimensão muitas vezes negligenciada: além de preparar a cidade para o fenômeno físico, é necessário preparar a administração pública para o súbito crescimento da demanda administrativa, técnica, social e informacional que acompanha a crise. Esse é um passo essencial para a transição de uma gestão centrada na administração de desastres para uma efetiva governança do risco.

❓ Pergunta final

Se um novo evento extremo ocorrer amanhã, o município estará preparado apenas para responder à chuva — ou também para suportar, com capacidade institucional organizada, a avalanche de decisões, cadastros, laudos, conflitos, informações e coordenações que inevitavelmente virão com ela?

👤 Sobre o autor

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza

Coordenador da Pós-Graduação em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da UFJF

Prof. Dr. Jordan Henrique de Souza é Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Gestão Pública em Proteção e Defesa Civil da UFJF e Professor do Departamento de Transportes e Geotecnia da Universidade Federal de Juiz de Fora. Engenheiro Civil pela UFJF, é Mestre e Doutor em Engenharia Civil pela UFF, com especializações em Engenharia de Segurança do Trabalho e Gestão Pública Municipal. Sua atuação acadêmica e prática concentra-se em geotecnologias, mapeamento de suscetibilidade e estratégias voltadas à redução de riscos, com ênfase na articulação entre conhecimento técnico, planejamento territorial e fortalecimento institucional da proteção e defesa civil.

🔗 Fontes de referência

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  • BRASIL. Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985. Disciplina a ação civil pública e estabelece, entre outros instrumentos, o compromisso de ajustamento de conduta. Disponível em: planalto.gov.br.
  • BRASIL. Lei nº 12.608, de 10 de abril de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil e dispõe sobre o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Disponível em: planalto.gov.br.
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