Plano de Ensino
Disciplina: GAC058 - MANIFESTAÇÕES SOCIOCULTURAIS DO MOVIMENTO CORPORAL
Horas Aula: 2
Departamento: DEPTO GINASTICA ARTE CORPORAL /EFID
Ementa
Estudo e pesquisa do movimento do corpo que é biológico, psicológico, histórico e sociocultu-ral. O movimento corporal e os demarcadores de exclusão (gênero, raça, etnia, sexualidade, geração, deficiência, meio ambiente etc.). A educação física que influencia e é influenciada pela sociedade de consumo. Corpo como objeto de arte e de educação. A educação física, o corpo e as culturas ocidental e oriental. A compreensão de corpo que determina a atuação pro-fissional da educação física escolar e não escolar.
Conteúdo
1. O movimento do corpo que é biológico, psicológico, histórico e sociocultural
1.1. Corpo compreendido como uma complexidade singular e subjetiva de estar no mundo: a tensão entre o indivíduo e a sociedade, entre o desejo e a necessidade, entre a voluntariedade e a obrigação, entre a presença e a ausência. O corpo sensível.
2. O movimento corporal e os demarcadores de exclusão
2.1. Corpo e barbárie. A memória do corpo que surge no terceiro milênio, desvelando-se como história, como ideologia.
2.2. O conflito entre a sensibilidade e a racionalidade do corpo contemporâneo.
2.3. Corpo e sua interface nas discussões sobre gênero, raça, etnia, sexualidade, geração, deficiência, meio ambiente etc.
3. Educação física e sociedade de consumo
3.1. Modelo tecnicista, objetividade do movimento e atuação profissional em educação física.
3.2. Cultura do narcisismo e excesso de exterioridade. Demanda de espetáculo e de performance: imagens produzidas para se apresentar na cena social. O corpo que se tornou ideal de consumo.
4. Corpo como objeto de arte e de educação
4.1. Michel Foucault e a “estética da existência”.
4.2. O corpo que se movimenta compreendido como objeto de arte.
4.3. Educação e consciência corporal. A discussão sobre a presença ou ausência de corpo, sobre o confronto homem/máquina.
5. A educação física, o corpo e as culturas ocidental e oriental
5.1. Artes marciais e cultura oriental.
5.2. O tai-chi e o movimento suave. O yoga.
5.3. Atividade físico-esportiva e meditação.
5.4. A raiz da circulação do imaginário do fitness norte-americano para o Brasil e o problema da “dependência cultural”. O consumo do fitness televisivo (na tela). O fitness no shopping/academia.
6. A compreensão de corpo que determina a atuação profissional da educação física escolar e não escolar
6.1. O estatuto do corpo em educação física.
6.2. A educação física e a superposição dos conceitos de corpo e organismo; superposição que conduziu e ainda conduz a educação física para um desvio biologizante.
1.1. Corpo compreendido como uma complexidade singular e subjetiva de estar no mundo: a tensão entre o indivíduo e a sociedade, entre o desejo e a necessidade, entre a voluntariedade e a obrigação, entre a presença e a ausência. O corpo sensível.
2. O movimento corporal e os demarcadores de exclusão
2.1. Corpo e barbárie. A memória do corpo que surge no terceiro milênio, desvelando-se como história, como ideologia.
2.2. O conflito entre a sensibilidade e a racionalidade do corpo contemporâneo.
2.3. Corpo e sua interface nas discussões sobre gênero, raça, etnia, sexualidade, geração, deficiência, meio ambiente etc.
3. Educação física e sociedade de consumo
3.1. Modelo tecnicista, objetividade do movimento e atuação profissional em educação física.
3.2. Cultura do narcisismo e excesso de exterioridade. Demanda de espetáculo e de performance: imagens produzidas para se apresentar na cena social. O corpo que se tornou ideal de consumo.
4. Corpo como objeto de arte e de educação
4.1. Michel Foucault e a “estética da existência”.
4.2. O corpo que se movimenta compreendido como objeto de arte.
4.3. Educação e consciência corporal. A discussão sobre a presença ou ausência de corpo, sobre o confronto homem/máquina.
5. A educação física, o corpo e as culturas ocidental e oriental
5.1. Artes marciais e cultura oriental.
5.2. O tai-chi e o movimento suave. O yoga.
5.3. Atividade físico-esportiva e meditação.
5.4. A raiz da circulação do imaginário do fitness norte-americano para o Brasil e o problema da “dependência cultural”. O consumo do fitness televisivo (na tela). O fitness no shopping/academia.
6. A compreensão de corpo que determina a atuação profissional da educação física escolar e não escolar
6.1. O estatuto do corpo em educação física.
6.2. A educação física e a superposição dos conceitos de corpo e organismo; superposição que conduziu e ainda conduz a educação física para um desvio biologizante.
Bibliografia
CARVALHO, Y. M. Correndo da atividade física e seguindo os gestos… para pensar uma educação física mais propositiva. In: Wachs, F.; Lara, L.; Athayde, P. (Orgs.), Ciências do Esporte, Educação Física e Produção do Conhecimento em 40 Anos de CBCE (Vol. 11, Ati-vidade física e saúde, pp. 51-64). Natal, RN: EDUFRN, 2020.
COELHO FILHO, C. A. A. Metamorfose de um corpo andarilho: busca e reencontro do algo melhor. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo, 2007.
COSTA, V. L. de M. Esportes de aventura e risco na montanha: um mergulho no imaginá-rio. Rio de Janeiro: Manole, 2000.
COELHO FILHO, C. A. A. Metamorfose de um corpo andarilho: busca e reencontro do algo melhor. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo, 2007.
COSTA, V. L. de M. Esportes de aventura e risco na montanha: um mergulho no imaginá-rio. Rio de Janeiro: Manole, 2000.
Bibliografia(continuação)
Não informado
Bibliografia complementar
DAOLIO, J. Os significados do corpo na cultura e as implicações para a educação física. Movimento, ano 2. v. 2. p. 24-28, 1995.
GOELLNER, S. V. A produção cultural do corpo. In: LOURO, G. L.; FELIPE, J.; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 2. ed. Petrópolis, R J: Vozes, 2003, p. 28-40.
GOLDENBERG, M. O corpo como capital: para compreender a cultura brasileira. Arquivos em movimento, v. 2. n. 2. p. 115-123, 2006.
HARAWAY, D. et al. Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
JEUDY, H. P. O corpo como objeto de arte. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.
LACERDA, Y. Saúde e espiritualidade nas atividades corporais. Rio de Janeiro: Gama Filho, 2001.
ORTEGA, F. Michel Foucault: os sentidos da subjetividade. In: BENILTON Jr., B.; PLASTINO, C. A. (Orgs.). Corpo, afeto e linguagem: a questão do sentido hoje. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. p. 157-172.
QUEIROZ, R. da S.; OTTA, E. A beleza em foco: condicionantes culturais e psicobiológicos na definição da estética corporal. In: QUEIROZ, R. da S. (Org.). O corpo do brasileiro: estudos de estética e beleza. São Paulo: Senac, 2000. p. 13-66.
ROUANET, S. P. O homem-máquina hoje. In: NOVAES, A. (Org.). O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 37-64.
GOELLNER, S. V. A produção cultural do corpo. In: LOURO, G. L.; FELIPE, J.; GOELLNER, S. V. (Org.). Corpo, gênero e sexualidade: um debate contemporâneo na educação. 2. ed. Petrópolis, R J: Vozes, 2003, p. 28-40.
GOLDENBERG, M. O corpo como capital: para compreender a cultura brasileira. Arquivos em movimento, v. 2. n. 2. p. 115-123, 2006.
HARAWAY, D. et al. Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
JEUDY, H. P. O corpo como objeto de arte. São Paulo: Estação Liberdade, 2002.
LACERDA, Y. Saúde e espiritualidade nas atividades corporais. Rio de Janeiro: Gama Filho, 2001.
ORTEGA, F. Michel Foucault: os sentidos da subjetividade. In: BENILTON Jr., B.; PLASTINO, C. A. (Orgs.). Corpo, afeto e linguagem: a questão do sentido hoje. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. p. 157-172.
QUEIROZ, R. da S.; OTTA, E. A beleza em foco: condicionantes culturais e psicobiológicos na definição da estética corporal. In: QUEIROZ, R. da S. (Org.). O corpo do brasileiro: estudos de estética e beleza. São Paulo: Senac, 2000. p. 13-66.
ROUANET, S. P. O homem-máquina hoje. In: NOVAES, A. (Org.). O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. p. 37-64.