
Pesquisadores e empreendedores locais participaram da 2° edição do curso de propriedade intelectual “Da Teoria à Prática”, no auditório do Critt/UFJF em junho de 2026. Os encontros desenvolveram uma conexão entre mercado e pesquisa que incentiva o avanço dos potenciais projetos de inovação, avaliando o contexto tecnológico e iniciando com mais segurança o processo de inovação.
O curso foi instruído pela equipe do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Critt/UFJF e organizado pela equipe do setor de Treinamento do centro. Durante os encontros, foram desbloqueados os principais conceitos da proteção intelectual, levando o conhecimento e conscientizando os participantes sobre a importância da proteção dos registros no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), que traz o valor para empresa e o retorno econômico na preservação dos direitos e investimentos de uma inovação.
O INPI é a instituição nacional responsável pelo registro e proteção de marcas, patentes, desenhos industriais e indicações geográficas. Ele garante a preservação dos direitos investidos na inovação, assegura exclusividade e a segurança jurídica de ativos intangíveis em todo território nacional.
Para as gerentes do NIT, Ana Carolina Vidon e Débora Salles, o curso contribui para a missão do Critt como acolhedor da comunidade de desenvolvedores da UFJF e região, atingindo pesquisadores, empresários, estudantes e professores, despertando o inovar e proteger da zona da mata.
“O principal é que eles, ao iniciarem um processo de desenvolver uma nova tecnologia, eles, primeiramente, façam uma conexão com o mercado, avaliam o contexto da concorrência, o contexto tecnológico, avalia se essa tecnologia vai ter potencial para ir para o mercado e, assim, começar o processo de inovação. Então, quando ele for inovar, analise tanto seu contexto interno, enquanto empresa ou aqui dentro da universidade, quanto seu contexto externo para você ter muito mais possibilidade de êxito. “ – comentou a gerente do NIT, Débora Salles.

Um dos instrutores do curso, André Krepke, contou que as principais dúvidas apresentadas durante as aulas vinham dos participantes com ideias próprias, nascendo de conversas em que buscavam onde e como poderiam se capacitar mais a partir dos próprios conhecimentos, além das melhores formas de aplicar as proteções em diferentes negócios. André é também bolsista do NIT e falou sobre a importância dessa iniciativa para o ecossistema de inovação de Juiz de Fora:
“A da universidade, com certeza, vai ser um refinamento das tecnologias. Especialmente também em uma visão mais estratégica do que proteger ou não”.
Algumas empresas da Incubadora do Critt também participaram do curso e trouxeram questões sobre sigilo e a participação em eventos do ecossistema de inovação e como a comunicação deve ser delicada nesses momentos iniciais de suas ideias em desenvolvimento. A discussão durante as aulas se mostrou potente na conscientização da proteção, dessa forma haverá garantia de competitividade das empresas e estímulo das intenções da região.
Para a Universidade, os programas de pós-graduação são os que mais necessitam da abordagem que o curso trata, por isso convidamos os interessados a participarem das próximas edições que a equipe do NIT está se preparando para novas capacitações para ajudar o avanço das pesquisas tecnológicas da UFJF e região.
