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Especial Graduadas: iPixel trabalha para se tornar líder no mercado de software para gestão de agências em 2018

Doze anos após concluir seu processo de incubação na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a iPixel está entre as três principais empresas do ramo de softwares para gestão de agências no Brasil. O próximo passo, segundo um de seus sócios, José Luiz Quintella, é alcançar a liderança no mercado. Porém, para entender como um negócio pode alcançar esse patamar de sucesso, é preciso conhecer a árdua trajetória de seus fundadores como empreendedores universitários, um caminho que começou a ser trilhado em 2000.

 

“Eu era estagiário de uma empresa incubada no Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt/UFJF), onde tive contato com algumas oportunidades interessantes. Acabei apresentando um projeto no processo seletivo para o UFJF Gênesis, projeto que tinha uma proposta de suporte semelhante ao oferecido pela Incubadora de Base Tecnológica. Na época, tinha um sócio que era aluno de Administração, mas durante a elaboração do Plano de Negócios percebemos que eu deveria continuar sozinho”, revela Quintella.

 

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Foto: Lucas Guedes (UFJF)

O empresário explica que a ideia original era criar um site de pesquisa de preços de supermercados que facilitasse o acesso do consumidor a esse tipo de informação. “Fomos aprovados e conseguimos nos tornar um dos canais de um portal online, mas esbarramos em uma limitação tecnológica. A internet ainda era novidade. Uma rede não tinha nem um domínio registrado. As que tinham site, era algo bem inicial e os preços eram atualizados utilizando disquete. Um funcionário passava em cada supermercado e em cada caixa, atualizando os valores”.

 

O sigilo comercial também foi uma barreira enfrentada pela iPixel. “Havia resistência dos mercados em divulgar seus preços. Tivemos diversas conversas com duas grandes redes regionais, mas uma delas, por exemplo, sequer tinha internet em seu escritório. Quando eu precisava contatá-los, enviava um e-mail para o endereço pessoal da responsável pelo marketing, que só conseguia visualizá-la à noite, quando chegava em casa. Todos esses obstáculos complicaram o acesso e a coleta via base de dados desses estabelecimentos”, pontua.

 

“Para tentar contornar essas dificuldades, fechamos uma parceria com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e fizemos um levantamento de preços para a Páscoa e outro sobre computadores, proposta que também acabou não indo para frente”, lamenta Quintella. “Foi então que uma agência de publicidade juiz-forana entrou em contato com o UFJF Gênesis solicitando a criação de um software específico, demanda que foi passada para nós. Fechamos outra parceria com essa agência e desenvolvemos o software todo em plataforma desktop”, detalha ele.

 

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Na dificuldade, nasce o iClips

“A agência era em uma casa e éramos recebidos na parte administrativa, onde todos os equipamentos utilizavam o sistema operacional Windows/PC. Quando o programa ficou pronto e partimos para instalar na agência inteira, descobrimos que isso era uma particularidade daquele cômodo – todos os demais computadores eram Mac – o que inviabilizou o funcionamento do software. A agência reconheceu que falhou em não nos avisar sobre isso, mas entendemos também como um erro decorrente da nossa inexperiência”, reconhece o empresário.

 

Diante do equívoco, Quintella e seus sócios, Fábio Campos e Márcio Lopes, começaram a estudar melhor a área, descobrindo que, no Brasil, não existia um software de gestão de agências que rodasse no sistema operacional da Apple. “Até hoje ele é amplamente utilizado por agências de publicidade. Foi então que decidimos desenvolver um software na web para atender essa demanda. Mais tarde, ele viria a se tornar o iClips (www.iclips.com.br), o principal produto da iPixel e uma referência nacional nesse segmento”, destaca.

 

“Hoje temos uma infraestrutura própria bem ampla e capital para investir”, avalia ele. “Já estamos na terceira versão do produto. Montamos a primeira do zero quando ainda estávamos na Incubadora e a segunda, também do zero, quando concluímos o processo de incubação. Na época, fomos apoiados por um projeto do governo estadual voltado para empresas nesse estágio, que nos permitiu desenvolver um produto mais robusto. Além do recurso financeiro, recebemos uma consultoria, que nos ajudou a perceber que deveríamos focar em um só produto”.

 

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Foto: Lucas Guedes (UFJF)

A incubação como aliada

 

Hoje consolidada, a iPixel superou diversos desafios. “O primeiro foi desenvolver algo novo, que ninguém conhecia e entendia muito bem. Somado a isso, éramos jovens, alunos de graduação,ainda que o nome da instituição nos ajudasse bastante. O próprio conceito de incubação também não era tão conhecido e há 15 anos como é hoje. Muitas pessoas não entendiam o que era isso e achavam que a empresa era um projeto da própria Universidade. Em função disso, o empresariado local nem sempre foi tão receptivo”, afirma Quintella.

 

“Nesse sentido, a Incubação é um caminho muito interessante. A maioria das pessoas que estava empreendendo conosco na época também nunca haviam trabalhado em outros lugares”, relata o empresário. “Eram alunos com um projeto e a vontade de tranformá-lo num negócio, mas totalmente inexperientes. Trocamos muita ideia entre nós mesmos, mas percebíamos que é preciso persistir, não desanimar. Hoje em dia o empreendedorismo é muito mais valorizado, até mesmo pelas famílias, que não costumavam entender muito bem o que fazíamos”, destaca.

 

Quintella enfatiza ainda que só conseguiu se dedicar exclusivamente ao negócio depois que concluiu a graduação na UFJF. “Sempre nos preocupamos em nos formar, para ter uma alternativa caso a empresa não desse certo. Nesse meio tempo, tivemos muitos altos e baixos, o que é natural para um universitário empreendedor. Mas a Incubadora permite que você experimente e teste muita coisa, com uma carga de despesa muito mais baixa. Além disso, a própria chancela da Universidade também dá muita credibilidade.”, reforça.

 

Vale lembrar que o edital de incubação do Critt/UFJF agora é contínuo – sem prazo de encerramento. Portanto, pessoas físicas ou jurídicas interessadas em inserir suas propostas de negócio em uma das vagas da Incubadora de Base Tecnológica podem se candidatar a qualquer momento, seguindo as especificações do certame (http://www.ufjf.br/critt/editais/edital-de-incubacao-2016/). O processo é constituído por três etapas, todas de caráter eliminatório e classificatório, sendo o resultado de cada uma divulgado no site do Centro. O prazo inicial de incubação é de até 36 meses, podendo ser prorrogado.

 

Outras informações:

(32) 2102-3435 – Ramal 204 / com.critt@ufjf.edu.br (Setor de Comunicação e Marketing do Critt/UFJF)

(32) 3239-6450 / info@ipixel.com.br (iPixel)

 

Clique aqui e conheça as empresas já graduadas pelo Critt/UFJF.

 

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