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III Colóquio de Educação Matemática reúne professores e pesquisadores

A tarde do primeiro dia foi reservada para credenciamento

Na última quarta-feira (27), o Anfiteatro do Instituto de Ciências Exatas (ICE) recebeu a abertura do III Colóquio de Educação Matemática, promovido pelo Mestrado Profissional em Educação Matemática e o NIDEEM (Núcleo de Investigação, Divulgação e Estudos em Educação Matemática), com apoio de agências financiadoras governamentais.

De acordo com o professor Antonio Olimpio, coordenador do evento, a Educação Matemática é uma área nova, tanto no Brasil quanto no exterior, tornando natural que pesquisas sobre o tema ainda estejam se consolidando. É nesse sentido que a organização do colóquio se torna relevante. “Além do Encontro Mineiro de Educação Matemática, não há outro evento na região similar ao nosso”, acrescenta.

Prof. Arthur B. Powell realizou a palestra de abertura

Com objetivo de estimular a interação entre profissionais e estudantes da área, de discutir tendências contemporâneas de pesquisas em Educação Matemática e de divulgar a pesquisa, o colóquio evolui para cumprir mais o seu papel. “Nesta terceira edição, pela primeira vez, o colóquio aceitou a submissão de trabalhos. Assim, pesquisadores de várias instituições da região Sudeste puderam participar”, aponta Olimpio.

Fernanda Costa, professora há dez anos, veio de Contagem (MG) apresentar trabalho sobre sua experiência escolar no ensino fundamental. Para ela, esses eventos são importantes para que os profissionais não percam o contato com a parte acadêmica e se atualizem sobre as novas tendências da área.

Aperfeiçoamento

Anfiteatro do ICE ficou lotado durante o evento

Durante a abertura, o professor Olimpio debateu a importância do aperfeiçoamento do ensino fundamental e médio, num momento em que o acesso ao ensino superior foi facilitado, mas com bases escolares ainda deficitárias. “Podemos perceber isso pelos altos índices de evasão em cursos de graduação”, afirma o professor.

No mesmo dia, também foi realizada uma palestra pelo pesquisador norte-americano Arthur B. Powell, com o tema “Uma Experiência com Formação de Professores de Matemática no Haiti”. O pesquisador relatou sua vivência no projeto desenvolvido no país caribenho. Na iniciativa, junto com outros colaboradores, Powell apresentou a professores de Porto Príncipe um novo método do ensino da matemática, com as chamadas réguas de Cuisenaire, que são blocos de diferentes cores e tamanhos que permitem aos alunos aprenderem por meio da lógica. Atualmente, essa ideia está se expandindo, ganhando acompanhamentos e treinamentos virtuais para outras localidades do mundo.

Programação
O colóquio conta com 360 inscritos, a maioria oriunda de outras cidades. Além das palestras de abertura, os participantes escolheram dois minicursos entre as quinze opções disponíveis. “Foi montado um programa que pudesse oferecer maior variedade de temas e que se encaixasse nos limites físico e temporal do evento”, conta Olímpio.

Para o professor Arthur B. Powell, o colóquio ajuda a procurar soluções para os problemas da Educação Matemática

Maria Geralda Domingues leciona em Juiz de Fora há quinze anos e vê no colóquio uma oportunidade de aprofundamento e de preparo para o mestrado que deseja realizar na área. “Como eu dou aula no ensino fundamental e médio, é preciso sempre estar estudando e se atualizando. Por isso, vim participar do evento.”

O III Colóquio de Educação Matemática, que será encerrado neste sábado (30), ainda conta com mesas redondas, palestras e vários momentos para que os pesquisadores e professores divulguem e apresentem seus trabalhos. Segundo o professor Arthur Powell, eventos como esse são importantes para proporcionar a troca de ideias. “A proposta é reunir professores e pessoas interessadas em melhorar o ensino da matemática para vermos as soluções que já temos e as perguntas que ainda faltam ser pesquisadas.”