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Currículos Ativos – Noturno

Plano de Ensino

Disciplina: EDU255 - FEMINISMOS, GÊNERO E INTERSECÇÕES: BONS ALÍBIS PARA ROMPER A ORDEM COMPULSÓRIA

Carga horária: 60

Departamento: DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO

Ementa
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A presente disciplina atende recomendações do Encontro Nacional de Núcleos e Grupos de Pesquisa - Pensando Gênero e Ciências, promovido em 2006 pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres do Governo Federal. Desde então, nos Planos Nacionais de Políticas para Mulheres e em outros documentos governamentais, recomenda-se a introdução de disciplina regular nos cursos superiores que contemple a categoria gênero, bem como sua intersecção com as categorias raça, classe e geração, com o objetivo de oferecer, no âmbito do Ensino Superior, conhecimento que subsidie a eliminação das desigualdades.
Do estudo das Vampes e Vadias, de Camille Paglia, passando pela sua teoria pagã da sexualidade, até o mito da igualdade já conquistada, abordado por Christine Delphy, sem esquecermos do anarcofeminismo e do pornoterrorisrmo, a presente disciplina objetiva debater, por um lado, se e como é necessário redescobrir o Feminismo e, de outro lado, questionar se os Feminismos mais conhecidos, "aceitos" e difundidos são suficientes para alcançarmos a igualdade de direitos e o fim das desigualdades cotidianamente conhecidas como machismo, sexismo, racismo, homofobia, transfobia e lesbofobia.
A exemplo do que analistas de Judith Butler asseveram sobre sua obra, a presente disciplina não é freudiana ou foucaultiana, tampouco marxista ou pós-estruturalista. Como aponta Sara Salih, ao encarar Butler, e como destaco na presente disciplina, "ela tem afinidades com essas teorias e com seus projetos políticos, não se identificando com nenhuma delas em particular, mas utilizando uma série de paradigmas teóricos sempre que pareça conveniente, sob as mais variadas, e por vezes inesperadas, combinações" (SALIH, p. 16, 2002).
Nesse sentido, categorias tais como gênero, sujeito, raça, sexo e linguagem serão acessadas e, consequentemente, desestabilizadas e deslegitimadas, a fim de que se analise os processos múltiplos, transitivos e instáveis a partir dos quais nos fabricamos cotidianamente, e não nos fixamos na estabilidade de ser.
Assim, serão abordados Feminismos, Pós-Feminismos e Múltiplos Movimentos Sociais que busquem promover a igualdade pela instabilidade das categorias fixas, conhecidas e seguras tanto para as camadas da população percebidas como tradicionais e conservadoras quanto pelos grupos ditos engajados, mas que ainda se apoiam em narrativas cristalizadas e que dificilmente comportam a multiplicidade da experiência humana.