O Núcleo de Investigação Músculo-Esquelética (NIME) recebeu nos dias 5 e 6 de junho a visita da fisioterapeuta do Minas Tênis Clube, Luciana Morais Signorini. A profissional que atende cerca de 1.600 praticantes de pilates no clube localizado em Belo Horizonte veio ao campus Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV) conhecer os projetos que são desenvolvidos e ministrar uma palestra aos pesquisadores do NIME.
As atividades começaram na quarta-feira, 5, com a apresentação da palestra “Trabalhando as fáscias no pilates”. A fáscia é um sistema que envolve todos os músculos e órgãos do corpo. “Eu procurei trazer um pouco da visão de como trabalhar a fáscia dentro do movimento através do pilates. Apresentar estratégias de como aplicar os conhecimentos e estudos mais atuais das fáscias na nossa prática do pilates”, afirmou Signorini.
No dia seguinte, a fisioterapeuta conheceu alguns dos equipamentos que são desenvolvidos pelo NIME e que podem ser utilizados junto aos frequentadores do Minas Tênis Clube. “A gente está pensando em um protocolo para levar esses equipamentos portáteis a Belo Horizonte. O mais legal é que a pesquisa não fica limitada aos muros da universidade, a gente consegue levar todos os equipamentos ao nosso local. Então a ideia seria essa, levar o que vocês possuem aqui e devolver depois em forma de dados, uma vez que nós temos um amplo público para ser pesquisado”.
Dentre os equipamentos, Luciana conheceu uma balança digital que avalia a capacidade muscular, a força de determinado músculo de um indivíduo que está lesionado. Esta balança foi validada em uma dissertação de mestrado, conforme destacou o coordenador do NIME Alexandre Barbosa. “É uma balança que ao invés de pesar laranja, ela consegue me dar a força muscular que uma pessoa desenvolve. Este balança custa 100 reais, enquanto uma laboratorial custa cerca de 10 mil reais. Então a gente viabiliza para o fisioterapeuta clínico um instrumento de medida que é muito barato, fácil de usar, com boa interface, que consegue fornecer ao profissional o número de força em kg que o indivíduo tem”.
Além da balança, Barbosa citou o uso da plataforma Wii, um videogame doméstico produzido pela Nintendo que pode ser utilizado para fazer avaliações físicas. “Se eu tenho uma plataforma wii que me dá dados precisos e um conector bluetooth que consegue ler esses dados, eu só preciso agora de um software que interprete isso para mim. É isso que a gente tem aqui no NIME”.
As avaliações realizadas a partir do Wii e do software permitem, por exemplo, medir o equilíbrio de um idoso e assim desenvolver uma atividade de promoção de saúde. “Eu posso, por exemplo, detectar que um idoso possui grande risco de sofrer uma queda. A partir disso, eu posso desenvolver uma atividade de fortalecimento de sua musculatura”.
Alexandre Barbosa ressalta que nenhuma dos equipamentos acima citados foram inventados por ele. “Não inventei nada disso, só adaptamos as opções disponíveis à nossa realidade”.



