
Equipe de estudantes da UFJF-GV foi supervisionada por docentes da Instituição. (Foto: arquivo pessoal)
Estudantes de Medicina do campus Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV) promoveram oficinas de formação para profissionais do setor de Acidente Vascular Encefálico (AVE) do Hospital Municipal. Os encontros envolveram cerca de 20 trabalhadores, como enfermeiros, médicos, técnicos e equipe administrativa, em quatro capacitações promovidas pelos discentes, sob supervisão de professores da Universidade.
De acordo com a professora Maria Gabriela Bicalho, foram abordados temas como metas pressóricas e cuidados nas primeiras 24 horas pós-trombólise; avaliação neurológica do paciente com AVE; disfagia, broncoaspiração, sonda e mobilização precoce, bem como alta hospitalar, continuidade do cuidado e prevenção secundária pós-AVE.
Para a docente Rúbia Gabriela Salgado, ações como essa são fundamentais, pois aproximam o conhecimento teórico da realidade da prática profissional. “Quando os estudantes assumem o papel de planejar, organizar e aplicar um treinamento, eles estão desenvolvendo não só conhecimento técnico, mas todas as habilidades de comunicação, liderança, trabalho em equipe, responsabilidade e segurança na assistência ao paciente. A experiência permite que eles compreendam a importância da educação permanente em saúde e do compartilhamento de conhecimento entre os profissionais, o que vai contribuir com a qualificação da assistência prestada à população”, comentou. Ainda sobre os benefícios da iniciativa, a professora complementa: “para os estudantes, desenvolve a autonomia, confiança e senso crítico, competências essenciais na atuação como médico; para o Hospital, representa uma troca de experiências, atualização e fortalecimento da integração entre ensino e serviço. Como professora considero muito gratificante”.

Discentes de Medicina da UFJF-GV produziram e executaram capacitação junto a cerca de 20 profissionais do Hospital. (Foto: arquivo pessoal)
Nesse sentido, a acadêmica do 6º período de Medicina, Rayssa Vidal, considera a experiência enriquecedora. “Não foi apenas a transmissão de informações, mas uma troca de saberes, também aprendemos com as contribuições dos profissionais. Acredito que experiências como essa contribuem muito para a nossa formação, nos prepara para situações que farão parte da nossa rotina, como apresentar um caso clínico, discutir condutas e compartilhar informações com outros profissionais de saúde. Além disso nos mostra a importância do trabalho em equipe e da construção coletiva do conhecimento, habilidades essenciais para oferecer uma assistência integral e de qualidade aos pacientes”.

