“Tudo o que está aqui está lá” é o título da individual que o carioca Marco Raphael realiza, no dia 1º de outubro, quinta-feira, na Galeria Helio Fádel, no prédio da Reitoria. A exposição, que fica em cartaz até 27 de novembro, traz 13 pinturas inéditas, em pequenos formatos, confeccionadas a partir de técnicas mistas (acrílica, lápis grafite, esferográfica, óleo) sobre tela. A série foi concebida nos anos de 2013 e 2014, quando o artista se encontrava imerso em uma profunda busca interior através do Yoga.

Marco Raphael já expôs no Campus da UFJF em outras ocasiões, ocupando a Galeria Guaçui, no prédio do Instituto de Artes e Design, a Galeria Mundi, no saguão da Diretoria de Relações Internacionais, e a Galeria do Forum da Cultura, no centro da cidade. Ele conta que a atual mostra tem como inspiração uma máxima do Tantrismo, filosofia originada na Índia Antiga, que entende que “todas as formas de energia do universo estão presentes, ao mesmo tempo, aqui e em todo o cosmo, sendo que aquilo que não está aqui, não está em lugar nenhum”.

Sobre o artista

Marco Raphael nasceu no Rio de Janeiro e está radicado em Juiz de Fora há cerca de uma década e meia.  Seu interesse por artes visuais levou-o a estudar pintura na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Jardim Botânico, já tendo exposto em outros espaços cariocas. Nesse caminho, conquistou prêmios como o “Shell Iniciativa Jovem”, a “Residência Capacete” e o “Conexão Artes Visuais” concedido pela Funarte em conjunto com a Petrobras.

Integra, como mestrando, o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPCIR/UFJF), onde mergulhou, a partir das lentes do Yoga, na espiritualidade contida na obra do artista plástico indo-britânico Anish Kapoor, vencedor do Prêmio Turner, organizado pela Tate Gallery em Londres.  Seu orientador, o professor Dilip Loundo, é doutor em Filosofia Indiana pela Universidade de Mumbai e Pós-Doutor em Sânscrito e Filosofia Indiana pela Universidade de Karnataka.

Sua paixão pelo Yoga o levou à docência sobre essa prática indiana milenar, se apresentando como uma somatória ao exercício das artes plásticas, sempre com referências sobre a importância da iluminação espiritual. A falta de um rigor acadêmico em seu trabalho é proposital, uma vez que liberdade é o ponto chave de seu fazer artístico, sempre espontâneo, sem amarras com visões e normas pré-estabelecidas. Clique para ampliar as obras:

Sobre a Galeria

Instalada no corredor principal do prédio da Reitoria, no Campus, a Galeria Hélio Fadel homenageia o arquiteto cuja contribuição para a construção civil foi destaque em Juiz de Fora. Teve expressiva atuação em outros municípios, mas foi no cenário juiz-forano que deixou os marcos de sua história profissional. Em 2021, seu nome foi dado ao Viaduto que liga a Avenida Francisco Bernardino à Avenida Brasil.

Graduado em arquitetura pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro, radicou-se em Juiz de Fora em 1957, dois anos depois de formado. Aqui, conseguiu destaque profissional, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento urbano, com atuação marcante no Campus-sede da UFJF à época intitulado Cidade Universitária.

Foi chefe do 2º Distrito de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais, secretário de Planejamento e Urbanismo na Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), presidente da Comissão Municipal de Uso do Solo, professor e arquiteto da UFJF, além de prefeito da Cidade Universitária.