
A mostra do artista Yure Mendes será inaugurada na próxima quinta-feira, 16, na Galeria Mundi da DRI (Foto: Procult)
A Diretoria de Relações Internacionais (DRI), em parceria com a Pró-Reitoria de Cultura (Procult), apresenta a exposição “Maria Antonieta, a última rainha da França”, do artista Yure Mendes. A mostra será inaugurada na próxima quinta-feira, 16, na Galeria Mundi da DRI e marca o retorno às artes plásticas da primeira série de obras em escala reduzida produzida pelo artista.
A exposição reúne nove esculturas que fizeram sucesso ao percorrer colégios e shoppings em 2016. Nesta edição, Yure Mendes amplia a proposta artística com a inclusão de duas pinturas em óleo sobre tela inspiradas na mesma temática. A parceria entre a DRI e a Procult dá continuidade à trajetória do artista na Universidade. Em 2014, a Pró-Reitoria de Cultura recebeu, nos jardins da Reitoria, a série “Casa de Vó”, que explorava as relações familiares a partir das memórias de infância do artista.
Na Galeria Mundi, o público poderá conferir um trabalho de policromia elaborado, que retrata diferentes momentos da vida da polêmica rainha francesa. Figura histórica marcada pela elegância, pelo luxo e pela extravagância, Maria Antonieta despertou o interesse de Yure Mendes também por ser, em sua avaliação, frequentemente retratada de forma injusta e distante de sua trajetória real. Com o desfecho trágico imposto pela Revolução Francesa, poucos se dedicaram a compreender a história da arquiduquesa austríaca que se tornou rainha da França ao se casar com Luís XVI.

Para o diretor da DRI, Alexandre Cadilhe, diz que exposição aproxima a comunidade acadêmica de uma experiência que dialoga com a história, a cultura e a sensibilidade artística. (Foto: Twin Alvarenga/UFJF)
O diretor de Relações Internacionais, Alexandre Cadilhe, explica que a Galeria Mundi nasceu com a proposta de aproximar a comunidade universitária e a sociedade de diferentes manifestações artísticas e culturais, entendendo que a internacionalização também se faz por meio da arte. “Receber a exposição ‘Maria Antonieta, a última rainha da França’, de Yure Mendes, reforça esse compromisso ao proporcionar ao público uma experiência que dialoga com a história, a cultura e a sensibilidade artística. É uma satisfação abrir este espaço para uma mostra que convida à reflexão e amplia as possibilidades de encontro entre diferentes olhares e formas de compreender o mundo”, destaca.
A abertura da exposição contará ainda com um recital de cravo, utilizando dois instrumentos pertencentes à UFJF. Raros, os cravos tiveram grande destaque na Europa entre o fim do século XVI e meados do século XVIII. A apresentação reunirá composições do século XVIII, período em que viveu Maria Antonieta, interpretadas pela professora do curso de Música da UFJF Mayra Pereira e por estudantes da graduação.
Aventura temporal
Sem definir uma ordem cronológica dos acontecimentos que culminaram na decapitação da rainha, Yure Mendes elaborou uma requintada série, cuja proposta foi proporcionar ao espectador uma aventura temporal rica e detalhada. Para essa viagem, ele realizou obras como “Solidão em Versalles”, “Quem é essa dama” e “Petit trianon”, todas marcadas pela escolha do branco como a cor preponderante. Com isso, referenciou a vida da adolescente Maria Antonieta antes do casamento real. “O começo do fim”, “Que comam esse bolo”, Bode expiatório”, “À espera do fim”, “Coroação” e “Rainha da moda” são outros trabalhos que merecem o olhar atento do espectador.

Exposição reúne nove esculturas que fizeram sucesso ao percorrer colégios e shoppings em 2016, com a inclusão de duas pinturas em óleo sobre tela inspiradas na mesma temática (Foto: Procult)
Em suas considerações para o memorial dessa mostra, o artista observa que, permeada por sua mítica história e seus desdobramentos, é impossível não se encantar com Maria Antonieta, que, ao seu ver, quase sem querer, se firmou como uma das personalidades femininas mais impressionantes de seu tempo. Segundo ele, “sua fragilidade, beleza, luxo, atividades levianas e papel na corte não permitiram que a rainha fosse considerada uma mulher fútil e ingênua, mas uma mestra em usar o glamour como arma para se firmar numa corte estranha e hostil”.
Entre as exposições e os trabalhos mais marcantes que realizou, Yure Mendes concebeu o presépio “Ouro de Minas”, os monumentos da via-sacra no Morro do Cristo, e, mais recentemente, a mostra “Mulheres que mudaram mulheres”, com esculturas realizadas em pequenas dimensões para homenagear figuras femininas que marcaram a história. Levou a público também “Casa de Vó” e participou de feiras em diferentes cidades e campi universitários.
Serviço
Exposição: “Maria Antonieta, a última rainha da França”
Artista: Yure Mendes
Abertura: 16 de julho, às 18h
Visitação: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Endereço: Campus-sede da Universidade Federal de Juiz de Fora, prédio do Centro de Vivência, na Rua José Lourenço Kelmer, S/N, bairro São Pedro
Horário: 18h30
Cravistas: Profa. Dra. Mayra Pereira, Clara Mira, Pedro Henrique dos Reis e Matheus de Sá
Local: Galeria Mundi, na sede da Diretoria de Relações Internacionais
Entrada franca
