Você sabe quais são os tipos de hepatites virais e como elas podem ser transmitidas? Apesar de afetarem milhões de pessoas em todo o mundo, muitas infecções evoluem de forma silenciosa, sem apresentar sintomas por anos. Para incentivar o diagnóstico precoce e ampliar a conscientização sobre a doença, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo entre 13 e 17 de julho, das 9h às 15h, no Restaurante Universitário (RU) campus.

A equipe realizará avaliação da carteira de vacinação, distribuição de preservativos e entrega de materiais informativos sobre prevenção, formas de transmissão, diagnóstico e tratamento da doença. Além disso, nos dias 14 e 15 haverá distribuição de testes rápidos gratuitos, com número limitado de atendimentos. A iniciativa é voltada para toda a comunidade universitária.

Sobre a doença

As hepatites virais são inflamações no fígado causadas por diferentes vírus. Os principais tipos são as hepatites A, B, C, D e E, cada uma com características e formas de transmissão distintas. Enquanto as hepatites A e E são transmitidas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados, as hepatites B e C estão relacionadas, sobretudo, ao contato com sangue contaminado e às relações sexuais desprotegidas. Já a hepatite D ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B.

Segundo Fabiana Oliveira, enfermeira da Proae, caso o teste rápido apresente resultado positivo, a pessoa é encaminhada a UBS, onde realizará exames complementares para confirmação do diagnóstico e tratamento

Segundo Fabiana Oliveira, enfermeira da Proae e uma das responsáveis pela iniciativa, um dos maiores desafios no combate à doença é que muitas pessoas permanecem sem diagnóstico por não apresentarem sintomas. “Especialmente nos casos de hepatites B e C, a infecção pode evoluir de forma silenciosa durante anos. Quando surgem, os sintomas podem incluir cansaço intenso, febre, náuseas, vômitos, dor abdominal, perda de apetite, pele e olhos amarelados, além de urina escura e fezes claras.”

A profissional destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir melhores resultados no tratamento e explica de que forma será conduzido caso um estudante apresente resultado positivo na testagem rápida da campanha: “Caso o teste rápido apresente resultado positivo, a pessoa é encaminhada para uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde realizará exames complementares para confirmação do diagnóstico e receberá acompanhamento médico.”

A prevenção das hepatites virais envolve diferentes medidas, de acordo com o tipo da doença. Entre as principais recomendações estão manter a vacinação em dia, utilizar preservativos em todas as relações sexuais, não compartilhar seringas, agulhas, lâminas de barbear ou alicates de manicure, consumir água tratada e alimentos devidamente higienizados e verificar se materiais utilizados em procedimentos como tatuagens e colocação de piercings são esterilizados.

Atualmente, existem vacinas disponíveis para as hepatites A e B. A imunização contra a hepatite B também protege contra a hepatite D. Para as hepatites C e E, não há vacina disponível.

O tratamento varia conforme o tipo de hepatite. Enquanto as hepatites A e E costumam exigir apenas cuidados de suporte, como repouso, hidratação e acompanhamento médico, as hepatites B e C podem ser tratadas com medicamentos antivirais. No caso da hepatite C, as taxas de cura chegam a aproximadamente 95% quando o tratamento é realizado de forma adequada.

A ação do Julho Amarelo reforça a importância da informação, da prevenção e do acesso ao diagnóstico precoce, contribuindo para reduzir a transmissão das hepatites virais e promover mais saúde para a comunidade universitária.