A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ampliou sua participação no sistema mineiro de ciência, tecnologia e inovação com a presença de 30 docentes nas Câmaras de Avaliação de Projetos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). A nova composição integra a recente reestruturação promovida pela Fundação, que ampliou de 13 para 35 o número de câmaras distribuídas em diferentes áreas do conhecimento.
As câmaras são responsáveis pela análise de mérito acadêmico-científico dos projetos submetidos à Fapemig. O objetivo da ampliação é garantir maior especialização e agilidade nos processos de avaliação, permitindo que as propostas sejam analisadas por pesquisadores com domínio específico sobre cada área.

Docentes da UFJF participaram do Encontro Anual das Câmaras de Avaliação de Projetos da Fapemig para integração e apresentação das mudanças estruturais e alinhamento dos procedimentos de avaliação. Evento aconteceu em março, em Belo Horizonte (Foto: arquivo pessoal)
A reestruturação representa uma mudança significativa no sistema de avaliação da Fundação. Antes, as câmaras abrangiam áreas muito amplas, o que gerava sobrecarga e menor representatividade temática. Com a nova configuração, as instâncias passaram a ser organizadas em áreas mais específicas, incluindo câmaras temáticas, de inovação, interdisciplinares e de políticas públicas, possibilitando avaliações mais especializadas.
A seleção dos integrantes considerou a trajetória acadêmica e a representatividade dos docentes em suas áreas de atuação. A Fapemig convidou instituições mineiras a indicarem pesquisadores de referência para compor as câmaras. A UFJF indicou professores com reconhecida produção científica e bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Após análise, os nomes foram definidos e convidados a integrar as instâncias da Fundação.

A pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Priscila de Faria, destaca a crescente participação dos docentes nas comissões (Foto: Carolina de Paula/UFJF)
A pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa, Priscila de Faria Pinto, destaca que a participação da Universidade nas câmaras cresceu de forma significativa com a reestruturação. “Anteriormente, a UFJF tinha uma experiência ainda muito tímida, com poucos professores compondo essas câmaras. Com a ampliação, a gente tem esse universo tão grande de docentes participando.”
Segundo a pró-reitora, a presença dos docentes representa reconhecimento institucional e contribuição direta para o sistema científico mineiro. “Para a Universidade, é uma alegria e um orgulho ver nossos professores sendo reconhecidos dentro do estado de Minas Gerais como referências importantes em suas áreas e agora atuando para fortalecer o sistema de desenvolvimento de ciência e tecnologia no estado.”
A participação da UFJF nas câmaras abrange uma ampla diversidade de áreas do conhecimento. Os docentes da instituição atuam em campos como Ciências Biológicas e Biotecnologia, Ciências da Saúde, Ciências Exatas, Engenharias, Ciências Humanas, Sociais e Educação, Ciências Sociais Aplicadas, Recursos Naturais, Inovação, além de áreas relacionadas à produção de alimentos e à medicina veterinária.
A professora Elita Scio Fontes, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), destaca que a participação nas câmaras aproxima a experiência acadêmica da avaliação dos projetos. “Acredito que a minha participação na câmara da Fapemig é uma forma de levar o olhar de quem vive a pesquisa no dia a dia para a avaliação dos projetos. Isso garante mais atenção à viabilidade e ao impacto real das propostas.”
Para a docente, a presença institucional também fortalece a Universidade. “Para a UFJF, é importante porque amplia nossa inserção nesses espaços e aproxima a Universidade das decisões sobre o fomento à pesquisa no estado, além de permitir acompanhar de perto o que vem sendo produzido e as demandas atuais da área.”
Já o professor Nathan Barros, também do ICB, ressalta o reconhecimento e o aprendizado proporcionados pela participação. “É uma grande honra ser convidado para participar da câmara de avaliação. Participando, a gente entende como os projetos são avaliados e o que acontece por trás de um processo tão grandioso, o que contribui para melhorar nossas próprias submissões.”
O docente também destaca a representatividade institucional da Universidade. “Fico muito feliz porque a UFJF conseguiu emplacar um grande número de docentes nessas câmaras. Isso deve refletir no aumento da captação de recursos e no fortalecimento da voz da Universidade dentro desse sistema.”


