
Débora Marques durante a apresentação do artigo no 1º Concurso Nacional de Artigos Científicos – Projeto Movimente: Empreendedorismo Feminino e Políticas Públicas (Foto: arquivo pessoal)
Um artigo que analisa iniciativas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) voltadas ao empreendedorismo feminino conquistou o primeiro lugar no 1º Concurso Nacional de Artigos Científicos – Projeto Movimente: Empreendedorismo Feminino e Políticas Públicas. A premiação é promovida pelo Centro Universitário IESB, em parceria com o Sebrae-DF.
O concurso convidou pesquisadores de todo o país a apresentarem estudos sobre problemas sociais relacionados à realidade das mulheres, com diagnósticos, evidências e propostas de políticas públicas com potencial de aplicação prática e impacto social. As pesquisas deveriam abordar, obrigatoriamente, a promoção da autonomia econômica feminina e a superação das desigualdades de gênero, com foco em empreendedorismo feminino, inclusão produtiva, geração de renda e desenvolvimento regional.
Representando o Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) da UFJF, as colaboradoras Dalila Varela Singulane e Débora Marques submeteram o artigo “Empreendedorismo feminino como política pública: análise das ações do Critt/UFJF na promoção da igualdade de gênero e do desenvolvimento regional”.
O estudo analisa iniciativas desenvolvidas pelo Centro, especialmente os programas Mulheres Líderes e Adas Tech, destacando o papel dessas ações como instrumentos de política pública para incentivar a igualdade de gênero e estimular o desenvolvimento regional por meio da inovação.
O trabalho ficou entre os dez finalistas do concurso e avançou para a etapa de apresentação presencial, realizada em Brasília. A gerente de Empreendedorismo do Critt, Débora Marques, apresentou o artigo para a banca avaliadora, que concedeu ao estudo o primeiro lugar da premiação.
De acordo com a pesquisa, as iniciativas analisadas contribuem para o desenvolvimento de habilidades empreendedoras, a ampliação de redes de apoio, a criação de novos negócios e o fortalecimento da liderança feminina em diferentes áreas. O estudo aponta ainda que a parceria entre incubadoras universitárias e programas de formação de lideranças pode se consolidar como uma estratégia relevante de inovação social e de formulação de políticas públicas.
Os resultados também indicam que esse modelo pode ser replicado em diferentes regiões do país, especialmente quando alinhado à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5, que promove a igualdade de gênero.
