A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) passa a oferecer três novos cursos de graduação: os bacharelados em Letras-Libras, Relações Internacionais e Ciência de Dados e Inteligência Artificial. A criação das graduações foi aprovada pelo Conselho Superior (Consu) durante as reuniões ordinária e extraordinária de outubro, realizadas nos dias 9 e 15.
Os três cursos serão ofertados no período noturno, com 30 vagas anuais cada, e terão ingresso pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir de 2027. As novas formações ampliam a oferta acadêmica da Universidade em áreas relacionadas à inclusão, à internacionalização, à inovação e às novas tecnologias.
As graduações foram aprovadas no âmbito do programa Universidades Transformadoras, do Ministério da Educação (MEC). Letras-Libras foi contemplado na linha “Universidades inclusivas”, enquanto Relações Internacionais e Ciência de Dados e Inteligência Artificial integram a linha “Universidades Estratégicas”.
- Letras-Libras
O bacharelado em Letras-Libras será sediado na Faculdade de Letras e ampliará a formação acadêmica na área. De acordo com o relator do processo, o professor e conselheiro Daniel Godoy, a criação do curso representa uma importante iniciativa para fortalecer as ações de inclusão e acessibilidade linguística da Universidade.
Para o funcionamento da graduação, estão previstas a atuação de docentes e a contratação de profissionais de tradução e interpretação de Libras e Língua Portuguesa.
A diretora da Faculdade de Letras, Nícea Nogueira, agradeceu a aprovação da proposta pela maioria dos conselheiros e destacou a importância da implementação do curso. Segundo ela, o bacharelado é fundamental para a formação de intérpretes de Libras, uma vez que a licenciatura tem como foco principal a formação de professores.
- Relações Internacionais
O bacharelado em Relações Internacionais será vinculado ao Instituto de Ciências Humanas (ICH). O curso foi construído de forma interdepartamental, com participação de diferentes áreas da Universidade e articulação com as faculdades de Direito, Economia e Letras, além da Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e a Cátedra Sérgio Vieira de Mello.
O curso terá 2.700 horas e uma das principais características será a ênfase em periferias globais e relações Sul-Sul, com abordagem de temas como América Latina, África e Ásia, direitos humanos, meio ambiente, migrações e cooperação internacional.
- Ciência de Dados e Inteligência Artificial
O bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial será presencial, assim como os anteriores, com carga horária de 3 mil horas e duração prevista de oito semestres.
O curso reúne cinco departamentos da Universidade e envolve as faculdades de Letras e Direito e os institutos de Ciências Exatas (ICE) e de Ciências Humanas (ICH). A formação busca preparar profissionais para analisar e solucionar problemas e atuar no mercado de trabalho, no setor público e em organizações da sociedade.
O currículo também contempla aspectos éticos, legais e sociais relacionados ao uso de dados e de sistemas de inteligência artificial, incluindo questões relativas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e à regulamentação da inteligência artificial.
Flexibilização das atividades acadêmicas
O Conselho aprovou também, por unanimidade, durante a reunião ordinária realizada no dia 9, a validade das justificativas de ausência às atividades acadêmicas para estudantes que precisarem se deslocar para exercer o direito ao voto. Conforme a deliberação, as ausências justificadas por esse motivo não poderão acarretar prejuízos acadêmicos aos discentes.
A proposta foi encaminhada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), que considerou o número expressivo de abstenções no primeiro turno, além da importância da participação política e do exercício do direito ao voto dos discentes.
Projeto Caed
Foi aprovado também o projeto do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd) “Gestão e Avaliação da Educação Pública em Níveis de Pós-Graduação lato sensu e stricto sensu”, com execução prevista até 2031.
A iniciativa contempla a continuidade do Mestrado Profissional em Gestão e Avaliação da Educação Pública, a oferta de cursos de especialização e a criação futura de um doutorado profissional, condicionada à aprovação da Capes. A expectativa é atender cerca de 1,5 mil profissionais da educação nos cursos de mestrado e especialização.
