Mostra reúne  trabalhos desenvolvidos por estudantes em seis disciplinas ao longo do ano letivo de 2025 (Foto: Twin Alvarenga)

A exposição “Teia Tecida” está em cartaz na Galeria Guaçuí, no Instituto de Artes e Design (IAD) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), até o dia 13 de março, reunindo trabalhos desenvolvidos por estudantes em seis disciplinas ao longo do ano letivo de 2025. A mostra propõe uma experiência multilinguagens, que articula conexões entre o sensório, a relação palavra-imagem e a crítica, e convida o público a percorrer diferentes formas de leitura artística. 

A exposição foi idealizada pela professora Adriana Oliveira, do IAD, que explica que a apresentação nasce do desejo de dar visibilidade às produções desenvolvidas em sala de aula e de criar um espaço de encontro entre universidade e cidade. Teia Tecida é a terceira mostra organizada pela docente com trabalhos de estudantes e, nos últimos dois anos, passou a integrar oficialmente as atividades extensionistas da UFJF, reafirmando a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.

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, janeiro, 2026

Aberta ao público, Teia Tecida pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 14h30 às 22h. O horário estendido é um dos diferenciais da Galeria Guaçuí e facilita o acesso de pessoas que trabalham durante o dia. Segundo a curadoria, a experiência se transforma especialmente no período noturno, quando as obras luminosas ganham maior destaque.

Para Adriana, a Galeria Guaçuí desempenha um papel importante na aproximação entre a universidade e a comunidade externa. “É um espaço expositivo importante para a cidade, pensado como um museu, com catálogos, dados técnicos e, futuramente, visitas guiadas abertas ao público. A ideia é ampliar a fruição da arte e retirar a galeria de um contexto estritamente acadêmico”, afirma.

Conexões em forma de teia

Segundo a idealizadora da exposição, o título da mostra surgiu a partir de um processo coletivo, de modo que foi proposto em uma das disciplinas, como exercício de escrita associativa. A partir disso, a apresentação foi nomeada por traduzir, de maneira simbólica, o entrelaçamento de linguagens, conceitos e percepções presentes nos trabalhos.

Além disso, o processo de conexão também se materializa na expografia. Um fluxograma desenvolvido pela professora Adriana em parceria com a monitora e curadora adjunta Larissa Andrade, orienta a organização das obras no espaço. Inicialmente, pensado em formato retangular, o diagrama ganhou forma hexagonal, aproximando-se visualmente da ideia de teia e reforçando o caráter não linear da exposição. 

Linguagens e processos diversos

A mostra é composta por trabalhos produzidos nas disciplinas Ateliê de Arte e Novas Tecnologias, Fotografia I, Análise das Linguagens Contemporâneas, Intermídia, Fotografia Instrumental e Fotografia II. Segundo a professora, em algumas delas, as obras foram desenvolvidas de forma coletiva, ampliando o diálogo entre os estudantes e fortalecendo a dimensão colaborativa do projeto. “A ideia principal, neste ano, foi trabalhar com linguagens nunca antes exploradas em minhas mostras, como o neon, painel eletrônico, bordado, lambe-lambe, carimbo, adesivo e escultura, além dos já apresentados, como cartazes, fotos, fotolivros, vídeos e animações”, explica Adriana.

Entre os trabalhos destacados pela curadoria estão Camisa-Abraço, escultura produzida em espuma PU; Guerra-Paz, obra participativa que utiliza carimbos sobre um mapa; Desejo, painel confeccionado em fita neon; e o lambe-lambe Conexão Infinita. As quatro obras dialogam diretamente com os três eixos curatoriais e foram produzidas coletivamente por estudantes de diferentes disciplinas.

Formação e experiência prática

Além da fruição artística, Teia Tecida também cumpre um papel formativo ao permitir que os estudantes envolvidos participem de todas as etapas do processo expositivo, desde a concepção e produção das obras, até a seleção dos trabalhos, montagem e desmontagem da mostra. Neste ano, a experiência foi ampliada com a introdução de ações educativas, aproximando ainda mais o projeto das dinâmicas dos espaços museológicos. “A exposição funciona como um incentivo à produção artística e permite que os alunos vivenciem, na prática, os processos que envolvem o circuito expositivo, inclusive a elaboração de um catálogo digital, que registra a participação de cada um”, destaca a professora.

Serviço

 

  • Exposição: Teia Tecida
  • Local: Galeria Guaçuí – Instituto de Artes de Design (UFJF)
  • Período: até 13 de março
  • Horário: segunda a sexta-feira, das 14h30 às 22h
  • Entrada gratuita