
Por meio de convênio, nove estudantes angolanos concluíram o Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública; encontro realizado entre Caed e DRI reuniu oito deles para celebrar parceria (Foto: Carolina de Paula)
Nove estudantes angolanos concluíram mestrado por meio de cooperação entre a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e o governo do país africano. Na quinta-feira, 29, a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) promoveu encontro na quinta-feira, 29, para celebrar a parceria e os resultados das pesquisas.
Os estudantes ingressaram no Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública em 2024. Para o mestre Andrade Sebastião, o curso foi um “presente”, apesar dos desafios enfrentados, entre eles, a adaptação à realidade brasileira.
O objetivo da parceria é aprimorar o sistema de avaliação da educação básica no país africano. Pela primeira vez, Angola realiza avaliações nacionais com o suporte técnico e a consultoria de profissionais vinculados à UFJF.
Segundo o diretor do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed) Wagner Rezende, a experiência do Caed em outros países lusófonos, como Moçambique e São Tomé e Príncipe, foi fundamental para o estabelecimento deste acordo. Além da avaliação técnica, o convênio abrange a capacitação em gestão, tratamento de dados e estatística aplicada.

Alexandre Cadilhe disse que a UFJF está de “portas abertas” para que os estudantes retornem para um doutorado (Foto: Carolina de Paula)
O professor enfatizou a aplicabilidade prática das pesquisas realizadas. Segundo Wagner, os temas recorrentes nos trabalhos — como fluxo e avaliação educacional — coincidem com o momento político de Angola, que busca criar um índice de desenvolvimento da educação semelhante ao Ideb brasileiro.
Por ser um mestrado profissional, as dissertações já se configuram como um plano de intervenção detalhado, pronto para ser implementado nas instâncias governamentais e escolas onde os alunos atuam. Rezende mencionou o interesse do Caed em monitorar a eficácia da aplicação desses planos em território angolano, visando criar um “rol de boas práticas”. O acordo atual foi estendido por 18 meses, com previsão de novos projetos de avaliação no horizonte.
Durante a reunião, discutiu-se a possibilidade de publicar os trabalhos de mestrado em um dossiê internacional, com convite ao diretor de Relações Internacionais, Alexandre Cadilhe, para prefaciar a obra que dará visibilidade ao diálogo Brasil-Angola.
Cadilhe reafirmou que a UFJF está de “portas abertas” para que os estudantes retornem para um doutorado, e mencionou programas com bolsas para estrangeiros, como o GCUB e o PEC-PG.
