Veículo: JF Clipping
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Título: JARDIM BOTÂNICO ABRE AS PORTAS PARA O PÚBLICO EM ABRIL – NOTÍCIAS UFJF
UFJF em 01/03/2019 15:26
Com cerca de 82 hectares de belezas naturais, o Jardim Botânico da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tem previsão de abrir as portas para o público no dia 12 de abril de 2019.
A Pró-reitoria de Infraestrutura e Gestão (Proinfra) da UFJF está trabalhando nos ajustes finais das obras no local. A expectativa é de que as visitações se iniciem logo após cerimônia de inauguração.
A área, localizada na Mata do Krambeck, promete uma imersão na natureza por meio do contato direto com mais de 400 espécies nativas, além de populações raras ou em extinção. Os visitantes terão acesso livre a cerca de dez hectares, que incluem trilhas, lagos, bromeliário, orquidário, galerias de arte e uma casa sustentável, onde poderão vivenciar a experiência de uma moradia ecológica.
O objetivo do local, além de ser um campo de trabalho para pesquisadores e alunos da Universidade, é levar aos visitantes informações sobre formas mais sustentáveis de interagir com os ambientes naturais. O local terá roteiros de visitação adaptados para as diferentes faixas etárias e interesses, podendo ser acompanhadas pelos bolsistas monitores ou autoguiada a partir dos QR codes (informações) ao longo das trilhas. A visitação será gratuita, de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada permitida até às 16h30.
O Jardim Botânico tem acesso pela Rua Coronel Almeida Novaes s/n, no Bairro Santa Terezinha.
Outras informações:
(32) 2102-3968 – Diretoria de Imagem Institucional
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Veículo: JF Clipping
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Título: UFJF INICIA SEMESTRE LETIVO RECEBENDO MAIS DE 2.600 CALOUROS – NOTÍCIAS UFJF
UFJF em 01/03/2019 18:11
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) inicia mais um semestre letivo na próxima segunda-feira, 11 de março. Logo após o Carnaval, a instituição recebe mais de 22 mil alunos de graduação e de pós-graduação, com recepções aos calouros nos dois campi.
Os corredores das unidades acadêmicas voltam a ficar movimentados com a abertura do calendário acadêmico de 2019.
Mais de 2.600 novos universitários confirmaram matrícula em Juiz de Fora e em Governador Valadares. Os calouros, de origens e perfis diversificados, serão recebidos por integrantes da administração acadêmica com evento de apresentação à Universidade e atrações culturais ao ar livre nos dois campi, como acontece desde 2017.
No dia 12, calouros e veteranos estão convidados à recepção no campus sede, na Praça Cívica, das 17h às 19h. Além das boas-vindas dadas pelo reitor Marcus David e por representantes do Conselho Superior (Consu) da UFJF, haverá, também, a distribuição de uma cartilha sobre a Ouvidoria e sobre as principais dúvidas que os novos alunos têm sobre a Universidade. As Guerreiras de Clara serão as responsáveis pela apresentação cultural. O bloco homenageia a intérprete mineira Clara Nunes.
O campus avançado, por sua vez, terá acolhimento próprio no dia 18, também com boas-vindas do reitor e orientações acerca do funcionamento da instituição. A cerimônia está marcada para ter início às 10h.
Nas vésperas do início de mais um período, o reitor Marcus David celebra a escolha dos novos alunos pela UFJF e deseja que a instituição seja o palco de aprendizados nos âmbitos acadêmicos e pessoais para seus novos integrantes. “A Universidade sente-se muito feliz de tantos estudantes terem a escolhido. Estamos cada vez mais comprometidos com esses estudantes, para que eles tenham os melhores dias de suas vidas aqui na nossa Universidade. Desejo que possam ser felizes em todas as dimensões, não só nos aspectos do ensino, da pesquisa e da extensão, mas também a partir dos afetos, das relações, da convivência e do aprendizado de lidar com a diversidade e com a diferença, com fraternidade”, salienta.
O Portal do Estudante traz informações essenciais para o cotidiano dos novos calouros, como o funcionamento das bolsas e auxílios, da Biblioteca Universitária e notícias relevantes aos estudantes. O guia de sobrevivência para alunos que vêm de outras cidades também oferece dicas essenciais para os primeiros dias de UFJF dos aprovados advindos de outras cidades.
O retorno às aulas também marca a volta do horário normal de funcionamento dos setores da Universidade, bem como a normalidade das linhas de ônibus que passam pelo campus sede.
Oportunidades para ingressar na Universidade
O início do semestre pode reservar boas surpresas para quem ainda nem se imagina dentro da UFJF em 2019. Os cronogramas de reclassificações do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) preveem divulgações de novos editais até o dia 23 de abril. As datas das matrículas presenciais podem sofrer alteração.
Os candidatos esperançosos pela aprovação podem se preparar, checando a relação de documentos necessários para a matrícula presencial. Também é importante entender o funcionamento das reclassificações, as quais ainda voltam a acontecer no segundo semestre letivo de 2019.
Outras informações: (32) 2102-3911 – Central de Atendimento da UFJF
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Veículo: Tribuna de Minas
Editoria: Concurso e Empregos
Data: 01/03/2019
Link: https://tribunademinas.com.br/empregos/01-03-2019/ufjf-contrata-tres-professores-substitutos.html
Título: UFJF contrata três professores substitutos
Oportunidades são para atuação no ICH, na Faculdade de Administração e Ciências Contábeis e no Instituto de Ciências da Vida, em Governador Valadares
Por Tribuna
01/03/2019 às 14h58
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) divulgou processo seletivo simplificado para contratação de três professores substitutos para atuação nos campi de Juiz de Fora e Governador Valadares. As inscrições têm início no dia 7 de março e se estendem até o dia 14 do mesmo mês. As duas vagas destinadas a Juiz de Fora estão distribuídas entre o Instituto de Ciências Humanas, no Departamento de História, e a Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (Facc), no Departamento de Finanças e Controladoria. Para a vaga no ICH, com a área de concentração em História da América I e II, a titulação exigida é graduação e mestrado em História. Já no processo seletivo da Facc, o candidato deve ser graduado em Ciências Contábeis, com especialização lato sensu em Ciências Contábeis, Administração ou Direito. No campus avançado de Governador Valadares foi destinada uma vaga no Departamento de Medicina, do Instituto de Ciências da Vida, com área de concentração em Epidemiologia, Saúde Coletiva, Métodos Epidemiológicos, Estágio Obrigatório em Saúde Coletiva e Temas Integradores em Clínica Ampliada. O candidato deve ter graduação em Área de Ciências da Saúde ou Ciências Biológicas, com mestrado em Ciências da Saúde ou Saúde Coletiva. Não serão cobradas taxas. As inscrições podem ser efetuadas pessoalmente ou por terceiros, diretamente nas secretarias das unidades acadêmicas às quais cada departamento está vinculado. Datas, horários e locais da instalação da banca examinadora podem ser conferidos nos editais de abertura. Os processos seletivos serão válidos por um ano.
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Veículo: G1 Zona da Mata
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Título: Veja como ficam os serviços públicos nas cidades da Zona da Mata e Campo das Vertentes durante o carnaval 2019
O G1 separou orientações de horário de funcionamento para os moradores de Juiz de Fora, São João del Rei, Viçosa, São João Nepomuceno, Muriaé e Ubá.
Por Amanda Andrade, G1 Zona da Mata
01/03/2019 14h45 Atualizado há 6 dias
O feriado de carnaval vai alterar o funcionamento de serviços, comércio, museus e universidades nas cidades da Zona da Mata e Campo das Vertentes. Confira o que abre e fecha a partir desta sexta-feira (1º) em Juiz de Fora, São João del Rei, Viçosa, São João Nepomuceno, Muriaé e Ubá.
Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, alguns serviços da Prefeitura serão alterados durante os dias de carnaval, entre sábado (2) e Quarta-Feira de Cinzas (6).
Serviços
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros São Pedro, Santa Luzia e Benfica, e de Urgência e Emergência (Regional Leste); o Pronto Atendimento Infantil (PAI) e o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Geraldo Teixeira (HPS) funcionam normalmente em regime de plantão, além do Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (Samu).
As unidades básicas de saúde (UBSs), Farmácia Central e os departamentos da Criança e do Adolescente, Idoso e Mulher retomam as atividades na quinta-feira (7).
A Companhia de Saneamento Municipal (Cesama), entre os dias 2 e 5, funcionará em esquema de plantão, atendendo pelo telefone 115. O expediente volta ao normal na quarta-feira (6). As agências e postos de atendimento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ficarão fechados na segunda (4) e terça (5) de carnaval. O atendimento volta a acontecer a partir de 13h, no dia 6.
A coleta de lixo funciona normalmente entre os dia 1 e 4, seguindo a programação de cada região. Na terça-feira (5), o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) não irá realizar coletas domiciliares e seletiva de lixo.
A Defesa Civil funcionará todos os dias, em esquema de plantão, atendendo pelo telefone 199.
A Guarda Municipal estará atuando no Parque da Lajinha, HPS e na Supervisão de Serviço 24h, através do telefone 153, além do apoio a fiscalização durante os desfiles de blocos carnavalescos.
Os serviços para a população de rua da Assistência Social e casas de acolhimento funcionarão normalmente durante o carnaval. A abordagem social será das 7h às 19h. Os centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Especializado de Assistência Social (Creas) estarão fechados. Já os conselhos tutelares estarão em esquema de plantão, pelos telefones: Sul/Oeste – (32) 9 9939-9073; Centro/Norte – 9 9939-8073; Leste – 9 9939-9373.
A Fundação Hemominas também estará com horários diferenciados. O Hemocentro de Juiz de Fora funciona no sábado (2), das 7h às 11h, e retorna na quarta-feira (6), de 13h às 18h.
O Restaurante Popular ficará fechado na segunda e terça-feira, reabrindo na quarta-feira de cinzas (6).
Comércio
De acordo com Sindicomércio, o comércio na cidade funciona normalmente na sexta-feira (1) e sábado (2). Na segunda (4), o horário especial de funcionamento será das 8h às 14h. Na terça-feira de carnaval (5), os estabelecimentos não abrem. Já na quarta-feira (6), as lojas retornam das 12h às 18h.
Cultura e esporte
O Parque do Museu Mariano Procópio funcionará em horário normal, das 8h às 18h, de terça a domingo. O prédio do museu – que conta com a Galeria Maria Amália para visitação – retorna as atividades na quinta-feira (7). O Parque da Lajinha funciona normalmente, das 8h às 17h, de segunda a domingo.
As bibliotecas Municipal Murilo Mendes e Delfina Fonseca Lima (no Bairro Benfica), o Centro Cultural Dnar Rocha, o Teatro Paschoal Carlos Magno, o Museu Ferroviário, o Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) e a sede da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa) estarão fechadas de sábado (2) até quarta-feira (6).
O Centro de Esportes Unificado (Praça CEU) funcionará no sábado (2), das 11h às 20h. No domingo (3),fica aberto de 10h às 19h e de segunda a quarta-feira, das 11h às 20h.
O Mercado Municipal e as feiras livres funcionam normalmente durante o carnaval.
UFJF
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entra em recesso a partir da próxima segunda-feira, dia 4. A Administração retorna às atividades na quinta-feira (7), bem como a maior parte dos setores vinculados à Instituição.
A Biblioteca Central, a Central de Atendimento, o Fórum da Cultura, o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República não funcionam durante o recesso carnavalesco, voltando suas atividades na quinta-feira. O Restaurante Universitário (RU) também será interrompido após servir o almoço nesta sexta-feira (1º), retornando ao servir o café da manhã no dia 7.
O Hospital Universitário (HU) também encerra as atividades administrativas na sexta-feira (1º), com as mesmas retornando na quarta-feira (6) após às 12h.
A unidade Dom Bosco, durante o recesso, abre atendimento apenas para procedimentos agendados e para serviços de hemodiálise, mantendo o Centro de Material Esterilizado. Na unidade Santa Catarina, o funcionamento será em regime de escala mantendo a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o centro cirúrgico e as internações. O atendimento retorna ao regime normal também na quarta-feira de cinzas.
Já o Centro de Ciências volta a abrir para à comunidade apenas no dia 12 de março, funcionando para atendimento interno nos dias 7 e 8 após o carnaval.
Na cidade histórica, a Prefeitura decretou ponto facultativo durante os dias 4, 5 e 6 de março. As repartições públicas retornam o funcionamento na quinta-feira (7). O atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) será mantido 24h, durante todos os dias de carnaval.
A Secretaria de Obras, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e o Departamento Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Damae) funcionarão em esquema de plantão. A coleta de lixo não será interrompida em São João del Rei.
O comércio, os serviços, colégios públicos e privados e universidades só voltam a funcionar depois de 12h da Quarta-Feira de Cinzas (6). Os museus e as igrejas tem horários variados de abertura.
Durante o carnaval, a Prefeitura e a Cemig vão colocar à disposição toda a estrutura necessária para garantir a segurança da população com a rede elétrica e para atendimentos de emergência, como cabos partidos, falta de energia e condições de risco. A Prefeitura também alerta para os cuidados de montagem e desmontagem de palcos e barracas e no percurso de carros alegóricos e de eventuais trios elétricos que terão que manter uma distância mínima de 1,50m de afastamento da rede de distribuição elétrica. Caso falte energia, pode entrar em contato com a Cemig no telefone 116.
Viçosa
Em Viçosa, a Prefeitura e os departamentos públicos estarão fechados de segunda (4) até quarta-feira (6). As atividades retornam ao normal no dia 7.
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) informou que não haverá coleta de lixo na terça-feira (5). Como não há coletas aos domingos, o Saae pede a população que não descarte lixo nas ruas no dia 3 e 5. Segundo a Prefeitura, o descarte deve ser realizado de acordo com os horários estabelecidos pela Autarquia, sempre uma hora antes do horário previsto no site.
São João Nepomuceno
A Prefeitura de São João Nepomuceno e os departamentos públicos estarão fechados entre os dias 4 e 6 de março. O expediente retorna ao normal na quinta-feira (7).
Alguns setores trabalharão entre os dias de carnaval. A coleta de lixo funciona diariamente, nos bairros e no Centro da cidade. A Defesa Civil trabalha em regime de plantão, através do telefone 190 e os atendimentos na sala de curativos da Policlínica podem ser realizados de 7h às 11h, durante todos os dias da folia.
O Pronto Socorro, Hospital e Polícia Militar de São João Nepomuceno também estarão funcionando normalmente.
Muriaé
As repartições da Prefeitura de Muriaé funcionarão até as 17h desta sexta-feira (1º) e retornam as atividades às 7h30 de quinta-feira (7)
Alguns serviços considerados essenciais funcionarão normalmente durante o feriado. A coleta de lixo, limpeza urbana e reparos não irão parar. A população também pode entrar em contato com Departamento Municipal de Saneamento Urbano (Demsur) pelo número 115, caso exista alguma emergência.
A Casa Acolhedora, para acolhimento de famílias e pessoas em situação de rua, também fica aberta. A Defesa Civil funcionará todos os dias e pode ser acionada pelos números 199 e (32) 98826-9846.
A Prefeitura de Ubá informou que os serviços de limpeza urbana e coleta de lixo ocorrerão normalmente entre os dias 1 e 6, conforme a programação regular de cada região. A Luz de Ubá também funcionará e o atendimento também pode ser realizado pelo site.
As ambulâncias e o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD) II funcionam 24h. O Conselho Tutelar funcionará em regime de plantão.
Os outros serviços e repartições municipais retomam as atividades na quinta-feira (7).
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Veículo: JF Clipping
Editoria: Notícias
Data: 01/02/2019
Título: AÇÕES AFIRMATIVAS LANÇA EDITAL PARA PROGRAMAÇÃO DO MÊS DA MULHER – NOTÍCIAS UFJF
UFJF em 01/03/2019 14:26
Os interessados em sugerir ações para a programação do Mês de Atividades pelo Dia Internacional das Mulheres 2019 já podem enviar suas propostas. Os eventos ocorrem nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) no período de 18 a 30 de março.
O mês é promovido pela Diretoria de Ações Afirmativas (Diaaf) da UFJF em parceria com coletivos e entidades representativas da Universidade. O período de inscrição teve início nessa quinta-feira, 28 de fevereiro, e vai até terça-feira, 12.
A programação final será divulgada no site da Diaaf no dia 14, pela comissão organizadora.
As sugestões devem seguir a temática “Lutas e organização das mulheres na sociedade brasileira”, além de outras especificações. De acordo com o Edital nº 01/2019, são aceitas propostas de atividades como palestras, minicursos, oficinas, apresentações culturais, experiências de geração de renda de mulheres, entre outros. Professores, técnico-administrativos em educação, estudantes, coletivos, movimentos sociais, além de outros órgãos e instituições públicas, podem sugerir propostas.
Cada proponente poderá apresentar uma única sugestão, podendo trabalhar temáticas como: a luta contra o assédio no espaço universitário; a mulher na ciência e na pesquisa; as formas de organização das mulheres nas universidades brasileiras; políticas públicas e direitos sociais das mulheres na sociedade brasileira; cultura e expressões artísticas; vidas negras importam: 21 dias de ativismo contra o racismo, entre outros. As regras para submissão de propostas estão disponíveis no edital.
Segundo a ouvidora especializada em Ações Afirmativas, no exercício da Diaaf, Cristina Simões Bezerra, a discussão a respeito das lutas das mulheres na Universidade abrange diversas áreas do conhecimento. Daí vem a importância de se contar com a diversidade e a complexidade do tema nas áreas da Saúde, do Direito, da Educação, entre outras. “Queremos desenvolver um conjunto de atividades no mês de março, em que trabalhadoras e estudantes da UFJF se sintam, não só representadas, mas também envolvidas nos debates. Então, é muito importante podermos dividir essa responsabilidade com a comunidade acadêmica e com a comunidade juiz-forana em geral, uma vez que também podem propor ações os movimentos sociais, os coletivos feministas da cidade, outras instituições e órgãos públicos.”
Cristina acredita que a participação é capaz de dimensionar a grandiosidade do tema, ao permitir o compartilhamento de experiências e de questões existentes na sociedade, por meio de debates.
Outras informações: (32) 2102-6919 – Diaaf / acoesafirmativas@ufjf.edu.br
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Veículo: IHU Unisinos
Editoria: Espiritualidade
Data: 01/03/2019
Título: Daniel Faria na oração inter-religiosa desta semana
REVISTA IHU ON-LINE
01 Março 2019
Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – MG.
Um sinal
Houvesse um sinal a conduzir-nos
E unicamente ao movimento de crescer nos guiasse. Termos das árvores
A incompreensível paciência de procurar o alto
A verde bondade de permanecer
E orientar os pássaros
(Fonte: Daniel Faria. Explicações das árvores e de outros animais. Belo Horizonte: Chão da Feira, 2016).
Daniel Faria (1971 – 1999): Poeta português que ocupou um lugar de destaque na poesia contemporânea portuguesa. Faria tomou gosto pelos versos enquanto frequentava a faculdade de Teologia de Porto e na mesma época percebeu sua vocação para vida monástica. Faleceu, em 09 de junho de 1999, em um acidente doméstico, quando estava próximo de encerrar o noviciado no Mosteiro Beneditino de Singeverga. Publicou, ainda em vida, Uma Cidade com Muralha (1991), Oxálida (1992), A Casa dos Ceifeiros (1993), Explicação das Árvores e de Outros Animais (1998) e Homens Que São Como Lugares Mal Situados (1998), que foram seguidas de obras póstumas, entre elas, Legenda para uma casa habitada (2000).
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Veículo: Carta Capital
Editoria: Intervozes
Data: 01/03/2019
Título: A tragédia socioambiental de Brumadinho segue pouco falada
CAMILA NOBREGA 1 DE MARÇO DE 2019
Foco excessivo em tragédias pessoais apaga debate sobre exploração predatória e sobre outros modelos de desenvolvimento
Tragédia, desastre, acidente. Faz um mês, completados no dia 25 de fevereiro, que essas palavras são comumente usadas pela mídia brasileira e também estrangeira para descrever o rompimento da barragem da Vale na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Uma situação na qual 182 pessoas já foram confirmadas como vítimas fatais e 126 continuam desaparecidas.
Somado a isso, 133 quilômetros de Mata Atlântica foram devastados, segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (IBMA). E o rio Paraopeba foi declarado com qualidade péssima ou ruim em pelo menos 300 km, segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica e de pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Em linguagem popular e mais direta: um rio morto em grande parte de sua extensão.
O conceito de tragédia é desgraça, infortúnio, calamidade. No vocabulário do teatro, é uma ação dramática com acontecimento terrível, inesperado, sob o tom do inevitável. Acidente, por sua vez, significa acontecimento casual, fortuito, inesperado, ocorrência. É mesmo disso que estamos falando no caso de Brumadinho? A cobertura midiática está dando conta do que significa um acontecimento como esse no território brasileiro?
No caso em questão, a empresa mineradora Vale faz parte de um contexto em que há procedimentos de licenciamento ambiental e de operação estabelecidos e que precisam ser respeitados. Além disso, existe uma obrigação em relação à gestão de riscos com produção de documentos e pareceres técnicos que precisam ser enviados e analisados periodicamente por órgãos públicos de controle. Falar de tragédia ou acidente, nesse caso é, portanto, tirar a responsabilidade da empresa e do Estado brasileiro por algo que sim, poderia ter sido evitado.
Como ocorre com frequência no modelo tradicional de jornalismo, a identidade coletiva vem sendo suprimida para dar lugar às histórias individuais. O foco em dramas pessoais desloca do roteiro jornalístico a dimensão social e ambiental do fato, negligenciando um debate sobre modelo de desenvolvimentos e modos de vida em disputa. É nesse ponto que o conceito de tragédia ganha uma dimensão ainda mais dramática.
Isso não quer dizer que histórias impactantes devam ser negligenciadas, pelo contrário, significa que o jornalismo precisa relacionar a história individual ao seu contexto. Se, por exemplo, uma agricultora ou um grupo de famílias que trabalhava junto à terra teve sua horta soterrada pela lama, isto não é exemplo isolado. São quase duas mil propriedades rurais registradas em Brumadinho. A dimensão socioambiental coletiva precisa ser apontada.
Assim como a aldeia indígena Pataxó, a 22 quilômetros do centro da cidade e absolutamente conectada e dependente do rio Paraopeba, não é apenas uma ilustração de um drama. O que está em jogo ali é a disputa por modos de vida, pelo direito de existência e ocupação de um território, frente a uma atividade econômica que tem trazido situações recorrentes de devastação.
Na região de Brumadinho, não há apenas mineração, há agricultura familiar – inclusive com projetos de produção sem agrotóxicos –, ecoturismo, pesca e, mais do que isso, diferentes formas de organização social e de existência.
Desde os anos 1990 têm crescido no mundo denúncias sobre o fato de projetos econômicos mais predatórios e com mais riscos de acidentes serem autorizados em locais onde há comunidades historicamente marginalizadas. Os movimentos por justiça socioambiental são os principais postuladores deste debate. Cruzam-se aí questões relacionadas ao racismo, à desigualdade de gênero e à lógica patriarcal, às diferenças de classe e de participação social, entre outras.
As vidas e os corpos que já são mais expostos à violência na sociedade são também os mais vulneráveis e atingidos por impactos ambientais. A mídia, porém, não acompanha esse olhar crítico e, massivamente, segue o discurso de degradação ambiental mais genérico, global, sem questionar as relações de poder que permitem a exploração de certos territórios.
Em livro recém-lançado, intitulado The right to nature: Social Movements, Environmental Justice and Neoliberal Natures, Elia Apostoloupoulou e Jose Cortes-Vasques falam no agravamento desses conflitos e na ampliação das injustiças pelo mundo, especialmente nos países do hemisfério Sul e em áreas empobrecidas e marginalizadas nos países mais ricos.
Nesse contexto, essa falsa dicotomia natureza-sociedade coloca bens comuns, a força do trabalho e os corpos de mulheres a serviço do avanço do modelo de desenvolvimento atual, como nos lembra Silvia Federici em seu livro Calibã e as Bruxas: mulheres, corpo e acumulação primitiva. Diana Ojeda no seu livro Género, naturaleza y política: los estudios sobre género y medio ambiente vai além e fala, por exemplo, no papel de estereótipos e valorizações da vida, sob o olhar das dominações baseadas no gênero, a partir de uma articulação entre o político e o ambiental.
A antropóloga Andrea Zhouri, uma das principais referências no debate de violações de direitos em relação à mineração, chama a atenção para uma virada de perspectiva necessária: “O que estamos vendo é uma dinâmica de catástrofe. Não se trata de acidente, mas de priorização de um modelo de exploração econômica que expulsa outros modos de vida”, disse, em seminário organizado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para debater Brumadinho.
Controle da informação impede debate
Outro ponto que chama atenção na cobertura da mídia é o espaço de fala. Uma análise do discurso aprofundada seria necessária para dar a dimensão precisa dessa relação. Há, no entanto, uma narrativa geral dos principais veículos de mídia. Nos primeiros dias, as respostas da Vale ao acontecimento ocuparam lugares de destaque na cobertura, por exemplo. Havia a narrativa do desastre e, ao lado, rapidamente, as explicações, a narrativa de um acidente e das compensações que estavam sendo negociadas.
A palavra “doação”, em referência aos valores emergenciais repassados pela companhia às famílias atingidas, não foi posta em xeque com frequência, por exemplo, mesmo diante da batalha que se travava por direitos. Em alguns casos, o pagamento da indenização foi apresentado quase como uma responsabilidade social voluntária da empresa.
No caso brasileiro, a concentração dos meios de comunicação acaba dificultando a circulação de diferentes pontos de vista e de diferentes narrativas, como mostram os dados do Media Ownership Monitor (MOM), lançado pelo Intervozes, em parceria com a Repórteres sem Fronteiras.
Sob a mesma lógica, uma busca pela palavra “Brumadinho” no Google também traz como primeiro resultado um anúncio de uma página criada pela empresa, que apresenta ações para “apoiar as pessoas atingidas”. Certamente a empresa pagou ao Google para ser priorizada nas buscas, o que não é proibido. No entanto, mais uma vez, o poder econômico subjacente ao controle da informação no Brasil acaba por determinar a narrativa construída na opinião pública.
Enquanto isso, a situação nas localidades mais atingidas se agrava. Andar pelos bairros do Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira, ambos em Brumadinho, é muito impactante. O ar é pesado, misturando o calor, o cheiro da lama e de tudo que está em decomposição no local. São muitos os relatos de pessoas que já sentem impactos na respiração.
Após dias fazendo entrevistas, senti algo similar a uma poeira, mas que não parecia sair das vias respiratórias. Tive dores de cabeça por outros quatro dias. O fotógrafo com quem trabalhei em parceria teve febre no dia em que passou a maior parte do tempo em meio à lama de rejeitos. Ainda não há informações detalhadas sobre todos os contaminantes presentes na lama, nem sobre os impactos na saúde.
Jornalismo independente enfrenta intimidação
No que diz respeito à documentação jornalística da situação, também houve outros desafios. Quando não identificados como jornalistas de veículos da mídia tradicional, surgem mais obstáculos. É o cotidiano da mídia independente, alternativa ou comunitária no país. Em uma das entrevistas, na casa de um produtor rural que perdeu todos os animais devido à avalanche da lama, fui seguida por um policial militar.
Depois de receber uma ligação, ele passou a impedir que fotografássemos ou fizéssemos qualquer tipo de documentação, recusando-se a explicar o motivo. Chegou a ameaçar pegar o cartão de memória da câmera, o que constitui uma situação de intimidação da atividade jornalística, em uma situação na qual havia autorização do morador para a fotografia e com caráter de informação de utilidade pública. A vista da casa era diretamente voltada para o ponto onde houve o rompimento da barragem.
Duas semanas após o rompimento da barragem em Brumadinho, o número de jornalistas nas comunidades atingidas já não era mais tão grande. Se por um lado, muitos moradores e moradoras estavam cansados de tanta exposição sobre suas histórias e da própria abordagem de repórteres, por outro temiam o abandono. Eles começam a perceber que é exatamente quando as câmeras e os holofotes vão embora que a situação se torna ainda mais difícil.
Muitas perguntas em aberto
Na cobertura de um mês do rompimento da barragem, alguns veículos deram mais um mergulho na história, em diversas reportagens, pessoas atingidas apareciam repetindo a dificuldade da passagem do tempo sem respostas, muitos ainda em busca de parentes, de compromissos com indenizações, de acompanhamento do poder público para garantia de direitos básicos.
Enquanto isso, o modelo de mineração segue não sendo questionado. Na Europa, por exemplo, as condicionantes ambientais e sociais para a mineração são endurecidas e a atividade econômica perde a força. Já o Brasil acelera licenças ambientais, mesmo tendo no currículo duas das maiores devastações ambientais da história – antes a barragem do Fundão, há três anos, em Mariana, e agora Brumadinho, sem contar os impactos e as vulnerabilidades expostas em outras localidades.
Michele Ramos, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), deixa o questionamento: “A maior parte do minério extraído não fica no Brasil, mas os custos ambientais e sociais sim, e são enormes para a população. Precisamos olhar para a atividade de mineração como um todo e não apenas os casos isolados. O que poderia ser evitado não é acidente, nem tragédia. O que aconteceu em Brumadinho e Mariana é um crime ambiental”.
Também publicado em: Trópico Movimento, Portal do Movimento Popular
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Veículo: JF Clipping
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Título: CONFIRA O FUNCIONAMENTO DA UFJF DURANTE O CARNAVAL – NOTÍCIAS UFJF
UFJF em 01/03/2019 09:11
Confira o funcionamento da UFJF durante o carnaval
1 de março de 2019
Campus e Comunidade
Como decorrência ao feriado de carnaval, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entra em recesso a partir da próxima segunda-feira, dia 4.
A Administração retorna às atividades na quinta-feira, dia 7, bem como a maior parte dos setores vinculados à Instituição.
A Biblioteca Central, a Central de Atendimento, o Fórum da Cultura, o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República não funcionam durante o recesso carnavalesco, voltando ao desempenho normal de suas atividades no dia 7. O Restaurante Universitário (RU) também será interrompido após servir o almoço nesta sexta-feira, dia 1º, retornando ao servir o café da manhã no dia 7.
O Hospital Universitário (HU) também encerra as atividades administrativas na sexta-feira, dia 1º, com as mesmas retornando na quarta-feira, dia 6, após as 12h. A unidade Dom Bosco, durante o recesso, abre atendimento apenas para procedimentos agendados e para serviços de hemodiálise, mantendo o Centro de Material Esterilizado. Na unidade Santa Catarina, o funcionamento será em regime de escala mantendo a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o centro cirúrgico e as internações. O atendimento retorna ao regime normal também na quart01a-feira de cinzas.
Já o Centro de Ciências retorna o recebimento à comunidade apenas no dia 12 de março, funcionando apenas para atendimento interno nos dias 7 e 8 após o Carnaval.
Outras informações: (32) 2102-3970 (Diretoria de Imagem Institucional)
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Veículo: Acessa.com
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Título: Confira o funcionamento da UFJF e do Hemominas no feriado
Da redação
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entra em recesso a partir da próxima segunda-feira, 4, devido ao Carnaval. A Administração retorna às atividades na quinta-feira, 7, bem como a maior parte dos setores vinculados à Instituição.
A Biblioteca Central, a Central de Atendimento, o Fórum da Cultura, o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República não funcionam durante o recesso carnavalesco, voltando ao desempenho normal de suas atividades no dia 7. O Restaurante Universitário (RU) também será interrompido após servir o almoço nesta sexta-feira, dia 1º, retornando ao servir o café da manhã no dia 7.
O Hospital Universitário (HU) também encerra as atividades administrativas na sexta-feira, dia 1º, com as mesmas retornando na quarta-feira, dia 6, após as 12h. A unidade Dom Bosco, durante o recesso, abre atendimento apenas para procedimentos agendados e para serviços de hemodiálise, mantendo o Centro de Material Esterilizado. Na unidade Santa Catarina, o funcionamento será em regime de escala mantendo a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o centro cirúrgico e as internações. O atendimento retorna ao regime normal também na quarta-feira de cinzas.
Já o Centro de Ciências retorna o recebimento à comunidade apenas no dia 12 de março, funcionando apenas para atendimento interno nos dias 7 e 8 após o Carnaval.
Hemominas
A Fundação Hemominas também informou os horários de funcionamento para coleta de sangue em suas unidades no Estado durante o feriado prolongado de Carnaval:
02/03/19 – Sábado:
Hemocentro de Juiz de Fora – das 7h às 11h
05/03/19 – Terça-feira de Carnaval:
Todas as unidades estarão fechadas.
06/03/19 – Quarta-feira de Cinzas:
Hemocentro de Juiz de Fora – das 13h às 18h
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Veículo: Portal F11
Editoria: Notícias
Data: 01/03/2019
Link: http://portalf11.com.br/noticia/11181/confira-o-funcionamento-da-ufjf-durante-o-carnaval
Título: Confira o funcionamento da UFJF durante o carnaval
Confira o funcionamento da UFJF durante o carnaval
Como decorrência ao feriado de carnaval, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) entra em recesso a partir da próxima segunda-feira, dia 4. A Administração retorna às atividades na quinta-feira, dia 7, bem como a maior parte dos setores vinculados à Instituição.
A Biblioteca Central, a Central de Atendimento, o Fórum da Cultura, o Museu de Arte Murilo Mendes e o Memorial da República não funcionam durante o recesso carnavalesco, voltando ao desempenho normal de suas atividades no dia 7. O Restaurante Universitário (RU) também será interrompido após servir o almoço nesta sexta-feira, dia 1º, retornando ao servir o café da manhã no dia 7.
O Hospital Universitário (HU) também encerra as atividades administrativas na sexta-feira, dia 1º, com as mesmas retornando na quarta-feira, dia 6, após as 12h. A unidade Dom Bosco, durante o recesso, abre atendimento apenas para procedimentos agendados e para serviços de hemodiálise, mantendo o Centro de Material Esterilizado. Na unidade Santa Catarina, o funcionamento será em regime de escala mantendo a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), o centro cirúrgico e as internações. O atendimento retorna ao regime normal também na quart01a-feira de cinzas.
Já o Centro de Ciências retorna o recebimento à comunidade apenas no dia 12 de março, funcionando apenas para atendimento interno nos dias 7 e 8 após o Carnaval.
Campus GV
O campus Governador Valadares também entra em recesso nesta segunda-feira. As atividades administrativas serão retomadas normalmente na quinta-feira, dia 7.
O Restaurante Universitário interrompe as atividades após o almoço desta sexta-feira, 1º, e voltará a funcionar na próxima quinta.
Fonte: UFJF
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Veículo: Librasol
Editoria: Geral
Data: 01/03/2019
Link: https://www.librasol.com.br/mec-prepara-parcerias-para-educacao-de-cegos-e-surdos/
Título: MEC prepara parcerias para educação de cegos e surdos
1 de março de 2019
O Ministério da Educação esteve presente, nesta quinta-feira, 28, no Instituto Benjamin Constant (IBC) e no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), com a visita do secretário de Modalidades Especializadas de Educação, Bernardo Goytacazes de Araújo. O intuito das reuniões foi a continuidade das tratativas para parcerias entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao MEC, e as universidades federais do Rio de Janeiro para a revitalização do hospital oftálmico do IBC e ampliações das ações do instituto direcionado ao ensino de Libras.
A primeira visita ocorreu no IBC, órgão vinculado ao MEC e centro de referência nacional na área da deficiência visual. Atualmente, é mais do que uma escola que atende crianças e adolescentes cegos, surdocegos, com baixa visão e deficiência múltipla; é também um centro de capacitação para profissionais da área.
Segundo Bernardo Araújo, um dos principais objetivos é revitalizar o hospital oftálmico do IBC. “A Semesp [Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação] se fez presente no IBC e no Ines. Na parte da manhã, fui ao IBC para levar todas as tratativas feitas junto com a Ebserh, para reativar o hospital oftálmico do IBC, que está parado ou trabalhando com uma dificuldade muito grande devido à falta de profissionais”, explicou o secretário. “Estamos com um novo grupo de ação para poder não só resgatar o hospital, como ampliá-lo. Tudo para que possamos aumentar a capacidade operacional, estabelecer metas e colocar o hospital como referência oftálmica na região do Rio de Janeiro”, destacou.
A Ebserh já vem estudando o melhor mecanismo para a viabilização da parceria e uma das possibilidades é a realização de toda a organização do hospital. “O que eu vim trazer hoje foi a notícia de que essa parceria já está se efetivando, produziu relatórios e já entra em fase de análise. Estamos bem próximos de assinar os termos dessa parceria, que vai fazer com que o hospital volte a funcionar com a excelência de décadas passadas”, pontuou o secretário.
Hospital – A parceria, segundo o secretário, vai trazer ganhos também para a população e para a educação de futuros profissionais da área. “O hospital do IBC atende muitos dos próprios alunos. O IBC, hoje, é um colégio que atende cerca de 780 estudantes e que também é referência para o ensino dos cegos no Brasil inteiro. Esse hospital dava atendimento a muitos deles. A intenção agora é não somente ampliar, para que volte a atender os alunos do IBC, como também toda a comunidade”, explicou Bernardo. Com a contratualização, processo pelo qual as duas partes estabelecem metas por meio de um contrato, também poderão ser atendidas pessoas do entorno. “Elas vão ter um hospital referenciado”, disse Bernardo de Araújo.
Uma das propostas é fazer com que o hospital atue em parceria com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), dando a oportunidade de alunos trabalharem lá junto com os professores. “Seria uma ampliação da residência oftálmica. Uma das funções da Ebserh é prover a formação dos nossos médicos que estão nas nossas universidades públicas. Os hospitais são um meio para isso e com essa parceria, o IBC viraria mais um meio na área oftálmica”, ressaltou o secretário.
Ines – O Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão vinculado ao MEC, também recebeu a visita da Semesp. O centro tem a missão de produzir, desenvolver e divulgar conhecimentos científicos e tecnológicos na área da surdez em todo o território nacional.
Além do titular da Semesp, estavam presentes representantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). O objetivo, segundo o secretário, é que todos sejam parceiros na missão de ajudar o Ines a realizar ainda mais ações, fechando parcerias de estágios e abrindo novos polos.
“O Ines tem atualmente 13 polos e está se organizando para chegar a 15 polos de ensino de Libras no interior do Brasil. A intenção é que esse número chegue a 27, com uma unidade em cada estado brasileiro, para que o Ines seja um polo replicador de letras Libras”, explica o secretário. “Essas universidades serão parceiras nessas ações e terão a contrapartida do Ines na formação de seus professores e intérpretes. Uma instituição ajuda a outra e todas ajudam a melhorar a educação do Brasil, principalmente no ensino dos surdos.”
A Ebserh já estuda o caso desde 2018 e a visita aos institutos serviram para coletar mais dados e terminar a compilação dos relatórios, que devem ser entregues na próxima quinta-feira, 7 de março. “Estamos fazendo uma série de visitas a essas instituições. Esta foi a terceira, para estreitar laços, verificar as dificuldades e ampliar as capacidades de ações”, destacou Bernardo. “A intenção é que o MEC esteja sempre presente nessas instituições para que possamos entender a demanda de cada um e ajudar a resolver essas questões. Com essa aproximação, essas instituições, que estavam tão carentes, têm conseguido se recolocar na função social para a qual foram criadas.”
Fonte: http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=73851
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Veículo: O Tempo
Editoria: Super F.C.
Data: 01/03/2019
Título: Gesto irresponsável de torcedor do JF Vôlei foi estopim para confusão envolvendo oposto Lorena
Garrafa de plástico atirada na cabeça do jogador desencadeou tumulto que terminou com árbitro passando mal e locutor expulso do ginásio
01 DE MARÇO – SEXTA-FEIRA – 11:45
O oposto Lorena foi o pivô de uma grande confusão no jogo entre JF Vôlei e Botafogo pela Superliga B no último dia 16. A proximidade da torcida que comparece ao ginásio da UFJF com a quadra de jogo foi a deixa para um tumulto que ficará marcado. Lorena foi desqualificado de quadra no segundo set. Enquanto saía, jogou água na direção da torcida, um gesto que pode parecer pouco agressivo mas que serviu para inflamar a torcida que o pressionava a poucos metros aos gritos de ‘pipoqueiro’. Um irresponsável da torcida resolveu jogar uma garrafa plástica no jogador, que foi atingido na cabeça para a confusão ficar ainda maior. No vídeo que publiquei no meu Instagram, é possível ter uma noção do que se formou. Como se não bastasse as discussões, o árbitro precisou de atendimento médico depois de passar mal. O locutor do ginásio, acusado de inflamar a torcida, foi expulso do ginásio.
A atitude do torcedor do JF foi desnecessária e fez o time correr risco de ser punido. Por sorte, recebeu apenas advertência. Lorena, que foi suspenso por um jogo, afirma que o ginásio não reúne condição de jogo. Ouvi e li de pessoas que já trabalharam ali por muitas vezes que a estrutura não é a ideal. E eu concordo, até por já ter feito cobertura inloco.
Quem vai em jogos de vôlei, sabe que a distância entre quadra e arquibancada costuma ser pequena. Mas admito que, assim que entrei pela primeira vez no ginásio da UFJF, esta proximidade me chamou atenção. Senti falta, por exemplo, de cabine de imprensa. Não foi a primeira vez que me deparei com esta ausência, há de se levar em conta. A presença de um gradil poderia, no mínimo, gerar uma maior sensação de delimitação e segurança. O espaço por ali é limitado e reconhecido pelo diretor do time Maurício Bara.
Proximidade entre arquibancada e quadra chamou minha atenção na primeira vez que estive no ginásio da UFJF (crédito: Felipe Reis – Rise Up)
“Claro que há esta proximidade e queremos melhores condições sempre, mas é algo que também acontece na NBA. Não quero comparar. Vale lembrar que nunca tivemos uma invasão em 11 anos de jogos por ali, foram mais de 150 partidas sem incidente. O gesto do Lorena inflamou a torcida. Nosso público é um dos mais educados e passivos que conheço. Ficamos chateados com o que aconteceu, mas o histórico sem invasões é uma estatística favorável”, afirma.
Há de se lembrar que esta não foi a primeira confusão envolvendo Lorena, um cara conhecido pelo temperamento forte. Ser pilhado é uma das marcas do jogador, que teve também um gesto indevido. Qual a necessidade de atirar água na direção da torcida? Independentemente disso machucar ou não alguém. A questão é outra e Lorena sabe bem, no alto dos seus 40 anos, qual deve ser a postura de um jogador.
Um outro ginásio, dentro da UFJF, já está pronto e prestes a ser entregue, não só para o time de vôlei como para todos os estudantes e equipes da instituição. Até lá, os jogos seguem ali, com o risco de novos incidentes acontecerem, principalmente devido à atitude irresponsável de torcida e jogadores.
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Veículo: Tribuna de Minas
Editoria: Região
Data: 02/01/2019
Título: Pesquisa da UFJF sugere capacidade de 700 visitações diárias em Parque de Ibitipoca
Há quase um ano, número de vagas está limitado a 600 pelo MPMG, mas limite confronta opiniões na comunidade local. Por outro lado, em alta temporada, estrutura de Conceição de Ibitipoca enfrenta problemas de abastecimento, tensões na rede elétrica e trânsito
Por Gabriel Ferreira Borges
02/03/2019 às 07h00
O Parque Estadual do Ibitipoca tem condições de receber até 700 visitações diárias, conforme pesquisa de capacitação de carga realizada pelo Núcleo de Análise Geo Ambiental da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Desde maio de 2018, no entanto, em razão de determinação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a visitação está limitada a 600 turistas por dia pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). A indicação, contudo, ainda não é válida para o feriado prolongado de Carnaval no distrito de Conceição de Ibitipoca. Em razão da redução de visitas, os turistas têm enfrentado, em alta temporada, longas filas no fim da madrugada para acessar a unidade de conservação, que abre às 7h.
Em 2017, o Parque Estadual do Ibitipoca recebeu 104.657 visitantes, a maior quantidade registrada. À época, entretanto, a Promotoria de Justiça de Lima Duarte, por meio de inquérito civil, já investigava os impactos ambientais registrados na área de preservação em decorrência de visitas diárias de até 1.200 turistas. “O parque tem uma geologia muito frágil. É uma área muito singular. Se o Parque de Ibitipoca fosse fechado a visitação, por exemplo, somente as intempéries, em razão dos problemas de escoamento e drenagem, desgastariam as trilhas”, explica Cézar Henrique Barra Rocha, coordenador do Curso de Especialização Ambiental e do Núcleo de Análise Geo Ambiental da UFJF. Em nota à reportagem, o MPMG informou que, durante a investigação, foram observados “impactos negativos na qualidade ambiental da unidade de conservação e danos na flora e na fauna, em virtude de pichações, processos erosivos do uso intensivo das trilhas e depósito de resíduos sólidos”.
“O fluxo de turistas potencializa ainda mais a questão, porque as trilhas são compactadas, as raízes ficam expostas, vários indivíduos arbóreos vão às ruínas, a fauna se afugenta, etc.”, pontua Barra. Uma nova readequação do número de visitas diárias do Parque Estadual do Ibitipoca, entretanto, é condicionada a intervenções para melhorar a segurança dos visitantes, controlar o fluxo de turistas nos circuitos e corrigir as más condições de trilhas. “Se as intervenções forem realizadas, o parque poderá receber 700 visitantes, mas com uma divisão (de pessoas) por circuito. Haveria um controle do fluxo de turistas em direção a cada circuito. A gerência do parque deveria ter um controle interno”, analisa o professor.
Parte da comunidade local anseia pelo aumento do número de visitações, uma vez que, conforme Márcio Lucinda Lima, turismólogo e gestor da Associação dos Municípios do Circuito Serras de Ibitipoca, o fluxo de turistas do arraial é gerado, sobretudo, pela unidade de conservação. “O número de visitações deve ser determinado através de um estudo que leve três fatores em consideração: o meio físico, o meio biótico e os aspectos sócio-econômicos do entorno do parque.” Para Márcio, somente aspectos físicos e bióticos do parque são insuficientes para determinar o quantitativo diário de visitas. “Tem que se levar em consideração que existe no entorno da vila toda uma comunidade que depende do turismo para sobreviver. O número adequado tem que gerar o mínimo impacto negativo no parque, porém, também, o mínimo impacto negativo na comunidade.”
Em janeiro, o MPMG repassou ao IEF o relatório inicial de capacitação de carga dos circuitos do parque. Prevista no Termo de Acordo celebrado entre ambos, a reavaliação do número de visitação diária foi solicitada em razão da defasagem dos estudos utilizados como argumento pelo MPMG para a limitação de visitantes. Natália Salomão de Pinho, promotora de Justiça da Comarca de Lima Duarte e uma das responsáveis pelo Termo de Acordo, é cautelosa sobre a readequação. “A equipe da UFJF apresentou apenas o primeiro relatório do monitoramento de impactos no parque. Para o MPMG, a proposta de capacidade de suporte das trilhas de 700 pessoas ratifica o número atual de visitas.”
Conforme Barra, novo trabalho de campo será realizado pelo Núcleo de Análise Geo Ambiental. “Até abril, voltaremos. Queremos saber se há alterações em relação ao trabalho de agosto. No ano passado, fomos na estação seca, apesar de termos ido em uma semana em que choveu muito. Voltaremos ao parque em um período chuvoso. Queremos comparar se houve melhora em fatores como erosões, sistemas de drenagem, alagamentos, raízes expostas etc.” O MPMG, conforme Natália, aguardará a implementação das orientações do estudo no Parque Estadual de Ibitipoca. “Após o estudo completo, vamos chegar a uma conclusão: manteremos a quantidade atual ou alteraremos as 600 visitações previstas no termo de acordo. O processo ainda está em andamento.”
“Frequento Ibitipoca há 36 anos e sou guia há 21. A meu ver, o parque hoje está muito mais preservado do que quando eu comecei a frequentá-lo. Cito, ao menos, sete trilhas importantes que foram fechadas. O espaço do visitante foi reduzido. Somando todas as trilhas, são, no máximo, 25 quilômetros. Os atrativos correspondem a menos de 2% da área total do Parque Estadual do Ibitipoca. Como o parque está degradado se 98% dele é inacessível?”, questiona o guia turístico Rodrigo Pompeiano Paranhos, conhecido, popularmente, como Minhoca. O Termo de Acordo celebrado entre o Ministério Público e o IEF contraria interesses em Conceição de Ibitipoca, uma vez que se dá no seio da principal atividade econômica do arraial. “Me preocupo com a preservação do parque, mas também temos que pensar no turista que vem de longe, que, às vezes, em um feriado de três ou quatro dias, não consegue entrar no parque. Temos que pensar na vila em si. A vida da turma só prosperou por causa do turismo”, acrescenta.
Gabriel Célio Fortes, guia turístico, entretanto, concorda com o número atual de visitação diária, uma vez que enxerga a infraestrutura da unidade de conservação insuficiente para receber até 1.200 pessoas, por exemplo. “Sou a favor, no momento, da limitação de 600 pessoas. O número de 1.200 pessoas era exorbitante”, afirma. Nativo de Ibitipoca, Gabriel é condutor no parque há 25 anos. “Entravam 1.200 pessoas, mas não havia infraestrutura para isso. O número de funcionários não aumentou, a estrutura física das trilhas não foi melhorada com a implantação de passarelas e corrimãos, por exemplo, e intervenções em erosões não foram feitas.” À época da celebração do Termo de Acordo, 14 funcionários trabalhavam na unidade de conservação, “número insuficiente para atender a demanda de 1.200 visitantes diários”, conforme o MPMG.
“Eram poucos os dias do ano em que a carga diária de pessoas no parque atingia 1.200”, contrapõe Minhoca. “Somente em feriados nacionais e finais de semana de férias. Mesmo em feriados nacionais, não era todos os dias que entravam 1.200 pessoas.” Conforme o guia turístico, a manutenção do parque é realizada usualmente pelos funcionários. “Vejo constantemente os funcionários fazendo desvio de enxurradas, tirando água das trilhas, endurecimento, contenção de erosões, etc. O que enxergo como importante para a carga máxima voltar a ser 1.200 é ter a participação da gerência do parque, trabalhando o ordenamento da visitação, talvez por setores. Limitar a trilha da Janela do Céu para apenas 300 pessoas, por exemplo; limitar o Circuito das Águas para 600 etc. Isso seria importante.” Minhoca criticou, ainda, a postura do IEF na negociação frente o MPMG. “O IEF fechou várias trilhas, vários atalhos, e estão dando manutenção. O MPMG diminuiu o número de visitas diárias, e o IEF acatou sem discordar de nada. Acho que está faltando boa vontade do instituto na história. O que precisa mesmo de cuidados é o arraial.”
Em contrapartida, Gabriel destaca a fragilidade da área na qual o parque se localiza. “O Parque Estadual do Ibitipoca fica em cima de uma pedra de quartzito, que é uma rocha totalmente frágil. A gerência e os empresários falam que não há impacto algum, mas eles não andam nas trilhas como a gente. A maioria das pessoas hoje em Ibitipoca quer a volta para 1.200 visitantes, porque pretendem sublocar as suas casas e as suas pousadas, mas não estão preocupadas sobre o que a vila tem a oferecer.” Em caso de readequação de visitas para o número anterior, o guia turístico acredita que há possibilidade de fechamento para visitação. “A comunidade científica não pensa em fechar o parque, porque sabe o impacto social. Mas é cautelosa. Fiz parte do Conselho Consultivo do Parque do Ibitipoca durante quatro anos, e os laudos apresentados eram de visitação máxima de 480 pessoas por dia. Então, 800 já era quase o dobro; imagina 1.200?”
A Tribuna tentou contato com a gerência do Parque Estadual do Ibitipoca, através do IEF, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.
‘IEF está dentro do prazo’
O Termo de Acordo enumera medidas a serem adotadas pelo instituto para a regularização de visitação pública. Dentre as cláusulas do acordo, por exemplo, estão o diagnóstico completo dos danos ambientais e medidas necessárias para a recuperação; plano de reestruturação da forma de visitação; estruturação e manutenção das trilhas já existentes; fechamento de trilhas indevidamente abertas; implantação de trilhas suspensas nos trechos de frequente pisoteio; diminuição do processo erosivo e recuperação das cavidades alvos de pichação. “O IEF está em dia com as suas obrigações”, pontua a promotora de Justiça de Lima Duarte, Natália Salomão de Pinho. “Uma série de medidas que tem que ser adotada paulatinamente está sendo implementada. Em dezembro, o IEF remeteu ao MPMG um estudo de diagnóstico de danos bem elaborado, com fotografias, confirmando que eles estão cumprindo o termo.”
Questionado sobre as recomendações já adotadas, o instituto garantiu a implementação de “medidas de recuperação de áreas, de segurança para acesso de visitantes, recuperação de processos erosivos, implantação do fluxo direcionado de visitantes, implantação de placas informativas em áreas consideradas de maior vulnerabilidade a acidentes e ações de educação ambiental”. O prazo para a adoção do sistema eletrônico de venda de ingressos e de cancela eletrônica integrada ainda está em aberto — 360 dias a partir da celebração do acordo. Para o MPMG, o aumento do número de visitantes, em 2015, de 800 para 1.200, acarretou “impactos negativos na unidade de conservação e danos na flora e na fauna, em virtude de pichações, processos erosivos decorrentes do uso intensivo das trilhas e depósito de resíduos sólidos”. O inquérito civil, instaurado, em 2016, está arquivado em razão do acordo firmado entre as partes.
Em alta temporada, infraestrutura da vila está saturada
“Quando a demanda supera a oferta, problemas vão existir. De acordo com o crescimento da demanda, a oferta tem que se expandir e ser organizada. Não adianta somente expandir a oferta de serviços, produtos e infraestrutura básica. O crescimento precisa ser organizado e regulamentado, porque, senão, cria-se o turismo desordenado, ou seja, a insustentabilidade dentro da atividade turística”, explica o turismólogo Márcio Lucinda Lima sobre a saturação de Conceição de Ibitipoca na alta temporada. Em Ibitipoca, conforme Márcio, a atividade turística supera a pecuária leiteira, principal segmento econômico do município de Lima Duarte.” A população da vila, direta e indiretamente, depende do turismo para tocar seus negócios, para sobreviver.” Entretanto, relatos como o desabastecimento de água, a sobrecarga da rede elétrica e do trânsito são comuns entre visitantes do vilarejo nos últimos feriados.
Entre os líderes da comunidade, o vereador Donizete Martins de Aguiar (Dó, PT), eleito pelo distrito de Ibitipoca, e o presidente da Associação de Moradores e Amigos de Conceição de Ibitipoca (Amai), Nelson Aguiar de Paula, confirmam as queixas dos moradores locais, embora restrinjam os problemas aos feriados prolongados e finais de semana. “O que a gente tem mais reclamações é de falta de luz e de água. A vila enche e acaba não suportando. O problema principal é a água mesmo. Sem luz, a gente até fica, mas, sem água, é complicado”, diz o vereador Dó. Nelson também admite o transtorno na alta temporada. “Acontecem transtornos como piques de energia — o que é normal em épocas de temporais —, aumento do fluxo de veículos e congestionamento de ruas bem estreitas, mas não é nada impossível.” A segurança pública, segundo Nelson, tem sido uma das principais reivindicações dos moradores. “É uma coisa que a gente batalha muito para melhorar. O quadro efetivo dos policiais militares é reduzido. O pessoal trabalha por escala e não pode sobrecarregar a carga horária.”
Para Márcio, a infraestrutura deficitária é agravada com eventos de médio porte, agendados em alta temporada, período em que, naturalmente, o arraial recebe alta carga de turistas. “Juntam as pessoas que vinham com a motivação de visitar o parque e o público que vem para o evento em si. Sobrecarrega a estrutura turística e a infraestrutura básica da vila”, analisa. “Penso que, de repente, os eventos, que são muito bem-vindos, pudessem acontecer fora dos feriados, em baixas temporadas, nas quais o fluxo de pessoas com a motivação de ecoturismo, ou seja, de visitar o parque e conhecer a beleza da região, está baixo.” O turismólogo acredita que integrantes da atividade turística local poderiam se mobilizar e discutir a situação atual por meio do Conselho Municipal de Turismo, fomentado pela Secretaria de Turismo de Lima Duarte. “O conselho contém suas reuniões ordinárias e extraordinárias, porém, não é muito utilizado pelos empresários e pela comunidade. É uma ferramenta, é um fórum de grande importância para a organização do turismo local. Porém, o circuito turístico precisa participar mais desse conselho, assumi-lo, apropriá-lo.”
Prefeitura
“É de saber de todos que a Vila de Ibitipoca está saturada. Os finais de semana são um complicador. Não há policiais militares e, às vezes, falta água”, admite o prefeito de Lima Duarte, Geraldo Gomes de Souza (PMN). “O município, realmente, está sem condições de dar a estrutura que o distrito merece.” Os problemas de desabastecimento de água, segundo Geraldo, são os mais próximos de solução. Atualmente, o arraial tem apenas dois poços artesianos; entretanto, um terceiro está em fase final de construção. Em Lima Duarte, o abastecimento é controlado pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Demae). “Falta somente um trecho da rede para interligá-lo. Já aumentamos a vazão dos dois poços em funcionamento. Acredito que, com a construção do novo poço, o problema vai ser resolvido.” Geraldo pede aos proprietários de pousadas, contudo, a aquisição de caixas d’água reservas. “Às vezes, as casas têm caixas d’água de mil litros, e, se a vila recebe cinco mil, seis mil pessoas, não tem água que dê. Se os moradores comprarem caixas d’água reservas, nos ajuda. Durante a semana, a água sobra. O problema é no fim de semana, principalmente o prolongado.”
Além disso, o líder do Executivo aponta a construção de um estacionamento próximo à Igreja do Rosário para melhorar o fluxo de veículos. “Depois do Carnaval, vou tentar melhorar o estacionamento para criar, ao menos, 60 vagas. Em parceria com a própria comunidade, inclusive. Também estamos lutando para criar vias únicas para melhorar o trânsito e investir em sinalização.” Ainda segundo o prefeito, uma comissão da Prefeitura já estuda a elaboração de edital para concurso de fiscais de trânsito. “Pretendo contratar oito fiscais para atuação nos finais de semana. Tenho lutado muito para que a Polícia Militar vá, mas é muito difícil. A gente pede, tem um convênio com eles, mas é muito difícil. Os policiais têm ido de vez em quando para amenizar a situação.” Questionada pela reportagem sobre a capacidade da rede elétrica, a Cemig informou o registro de 48 piques de energia nos últimos quatro meses, sendo oito somente em fevereiro. Conforme a companhia, “o circuito está dimensionado para atender o aumento na demanda de cargas durante o Carnaval. Realizamos a limpeza de faixa e poda de árvores em alguns pontos do circuito destes equipamentos até esta sexta-feira (1º)”.
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Veículo: Tribuna de Minas
Editoria: Coluna César Romero
Data: 02/03/2019
Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/02-03-2019/a-193.html
Título: Beth Ank e o “marechal” Zé Kodak, no animado baile da Banda Daki, no Univershow
Por Cesar Romero
02/03/2019 às 07h30 – Atualizada 02/03/2019 às 14h48
Em boa hora
Auspiciosa a informação de que o Jardim Botânico da UFJF será aberto dia 12 de abril. Com mais de 82 hectares, a área, na Mata do Krambeck, promete uma imersão na natureza por meio do contato direto com mais de 400 espécies nativas, além de outras raras ou em extinção. Os visitantes terão acesso livre a trilhas, lagos, bromeliário, orquidário, galerias de arte e uma casa sustentável.
Voo Livre
O professor Bruno Sousa está entusiasmado com o início das atividades da Clínica de Direitos Fundamentais e Transparência da Faculdade de Direito da UFJF.
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Veículo: Época Negócios
Editoria: Brasil
Data: 02/03/2019
Título: Brumadinho, a história de uma tragédia que poderia ter sido evitada
Na cidade mineira, todos os olhos estão voltados para a Vale. Os atingidos tentam encontrar respostas para o que ocorreu e também buscam encontrar seus entes queridos
28/02/2019 – 08H23 – ATUALIZADA ÀS 08H56 – POR BBC NEWS BRASIL
Todos os dias, às 8h, Darcy Dias da Cunha chega ao cemitério municipal de Brumadinho. De um ponto alto do morro, enquanto o sol corta o horizonte, o aposentado de 78 anos mira a pequena cidade de casas baixas e ruas pouco movimentadas
Vindo do alto, um som constante de helicópteros preenche o ar. Eles carregam equipes de resgate até a lama que corta o vale como uma enorme cicatriz vermelha. As buscas por corpos só terminam quando anoitece.
Pai de 12 filhos, Cunha tem passado todos os dias, voluntariamente, no cemitério desde que a barragem se rompeu. Em silêncio, ele se senta nos degraus de uma escada e espera.
“Eu só estou esperando ela chegar”, diz, com os olhos opacos de tristeza e catarata. “Eu sei que vão ligar para prepararem as coisas no cemitério quando ela for identificada.”
Ela se chama Rosária, tinha 27 anos, e trabalhava como funcionária administrativa da mineradora Vale, dona da barragem rompida. Filha de Cunha, Rosária esteve entre as primeiras pessoas a serem engolidas pela lama tóxica.
Nesta cidade unida e religiosa, onde todos trabalhavam ou conheciam quem trabalhasse na Vale, a comunidade ainda está em choque. Um mês depois do colapso, 179 corpos foram identificados, mas as buscas pelos restos mortais de pelo menos 131 desaparecidos continuam.
Não há qualquer chance de se encontrarem sobreviventes, dizem autoridades locais.
Cunha acredita que a notícia chegará mais rápido ao cemitério do que aos ouvidos da esposa Helena.
Desde que soube da tragédia, ele conta, a idosa de 73 anos passa dias sentada na calçada da velha casa de telhas vermelhas gritando em vão.
“Por favor, me apareça, Rosária. Por favor, volte para a sua mãe”, repete a mulher, lembrando-se de como a filha fechava os olhos enquanto Helena desembaraçava os fios de seus cabelos compridos, no que havia se tornado um pequeno ritual familiar, todos os dias depois do trabalho.
No dia da tragédia, quando souberam que a filha estava entre os desaparecidos, Darcy e Helena viajaram por 2 horas no carro de familiares até um hospital de Belo Horizonte em busca de notícias.
Rosária não estava lá. Como outras famílias que buscavam parentes no hospital, eles foram orientados a fornecer amostras de DNA ao Instituto Médico Legal.
Os dados da família estão num banco que já reúne mais de 530 amostras de atingidos de Brumadinho.
Rosária tinha dois filhos, um de 8, outro de 12 anos. No final daquela sexta-feira sem fim, quando o casal de idosos voltou para casa, as crianças brincavam em um canto da sala de estar.
Enquanto a TV em frente ao velho sofá mostrava imagens do desastre, os adultos achavam que conversavam discretamente.
Até o filho de 12 anos se levantar.
“Eu sei o que aconteceu”, disse ele, chorando muito. “Minha mãe morreu, não morreu?”
Enquanto a família tentava responder, o irmão mais novo começou a bater a cabeça com força na parede.
“Eu sei que ela não vai voltar”, gritava.
Cunha narra a cena enquanto olha para um cão marrom de pelos longos, sua companhia no cemitério.
“Este é o Violeiro”, aponta o homem, mostrando um sorriso pela primeira vez.
Perto dos dois, o coveiro Atenagos Moreira de Jesus, de 63 anos, conta que a parte mais difícil do trabalho é consolar as famílias de amigos que se veem diante da missão de enterrar apenas parte dos corpos de parentes.
Com a força da lama, centenas de árvores, caminhões e destroços de construções se chocaram com as vítimas, desfazendo boa parte dos corpos.
Com 20 anos de experiência à frente do cemitério, Jesus tem enterrado pelo menos 3 amigos por dia.
“Meu trabalho é cavar buracos. Agora o buraco mais fundo ficou no meu coração”, diz Jesus, chorando. “Essa é a última coisa que posso fazer pelos meus amigos e eu tenho feito com todo o amor do mundo.”
Os helicópteros dão uma breve trégua e o homem continua, enxugando as lágrimas na gola da camisa xadrez.
“Fico preocupado com os que não vão conseguir enterrar seus parentes. Aí é como se fosse uma falha minha.”
Apoiado numa lápide, Cunha acompanha outras famílias vindo enterrar seus parentes. Protegendo das chuvas de verão, uma procissão de guarda-chuvas pretos serpenteia os jazigos no compasso de um pandeiro.
Cunha continua esperando. Ele diz que aqui se sente mais perto de Deus – e mais forte para lidar com as notícias sobre a filha, quando e se elas chegarem.
“Eu quero carregar o caixão”, ele diz. “Sou forte. Não quero morrer antes de carregar o caixão.”
O colapso
Era hora do almoço naquela sexta-feira ensolarada, 25 de janeiro.
Todos os dias, junto a pelo menos 200 outros funcionários da mineradora Vale, Rosária ia almoçar no refeitório do Complexo do Córrego do Feijão.
Ela trabalhava em um dos prédios administrativos da mina, que ficava a poucos minutos de ônibus corporativo da área reservada para refeições.
Às 12h28, um barulho parecido com o de um incêndio começou. A parede de sustentação da barragem 1, de 86 metros de altura, havia desmoronado.
Em 90 segundos, o refeitório, os escritórios e dezenas de veículos pesados usados na mineração haviam sido engolidos pela lama.
Ana Paula da Silva Mota trabalhava como motorista de caminhões da Vale. Orgulhosa do trabalho, ela era responsável por deslocar na caçamba do veículo mais de 90 toneladas de minério de ferro desde a mina até os vagões do trem, que por sua vez levava o minério para os portos da mineradora.
Mota estava dentro do caminhão, a apenas 550 metros da barragem, no momento em que ela se rompeu.
“Eu estava de frente para a barragem. Acho que fui uma das primeiras pessoas a ver (a avalanche). Não dava para acreditar”, diz Ana Paula.
“A gente achava que essa barragem estava seca. Olhando de cima, parecia um campo de futebol, firme, duro, não tinha esse lamaçal. Ninguém imaginava que estava assim por dentro”, conta.
Em segundos, o que tem sido descrito como um “tsunami” de lama começou a se espalhar pelo vale a mais de 70km/h.
Ana Paula pegou o rádio.
“Quando caiu a ficha, peguei o rádio transmissor (do veículo) e comecei a gritar desesperada: ‘corre, foge, a barragem estourou’. Quem estava naquela faixa (de rádio) me escutou gritando. Depois, fiquei sabendo que teve gente que escapou porque ouviu uma mulher chorar e gritar no rádio. Era eu”, diz ela.
A avalanche passou a cerca de 100 metros do caminhão de Rocha. Ela conta que perdeu mais de 20 colegas na tragédia, incluindo uma tia.
Casas, fazendas, plantações, rios e áreas de mata atlântica foram soterradas. Nas comunidades de Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira, dezenas de construções foram totalmente destruídas.
“O barulho era alto demais. As árvores estalavam umas nas outras como se fosse um incêndio”, conta a moradora Telmilia Durães da Rocha, de 63 anos, enquanto circula pelos escombros da “casa dos nossos sonhos”, construída durante os últimos 20 anos ao lado do marido.
O casal conseguiu escapar de carro, mas deixou tudo para trás.
“A gente correu pro carro e viu a avalanche de lama vindo na nossa direção e destruindo tudo. Essa casa era a minha vida”, ela diz.
A barragem destruída abrigava restos – conhecidos como “rejeitos” – da mineração de ferro realizada na mina que ficava no mesmo complexo.
A forma mais barata de armazenar estes subprodutos da mineração é compactá-los dentro de uma barragem. Os líquidos são drenados para que o lodo endureça. Uma cobertura de grama é plantada no topo – como em um campo de futebol.
No entanto, se houver problemas de drenagem, tragédias podem ocorrer.
A barragem de Brumadinho oferecia um risco extra, já que suas paredes eram feitas de camadas sobre camadas empilhadas de rejeitos.
Em outras palavras, é como se o lixo da sua cozinha fosse feito, não de metal ou plástico, mas de restos compactados de frutas, legumes e carne.
Este tipo de barragem, conhecida como “barragem a montante”, é mais suscetível a rachaduras em caso de infiltrações. As rachaduras, por sua vez, podem levar ao desmoronamento das estruturas.
O modelo é usado por diferentes mineradoras em todo o mundo, incluindo no Canadá e na Austrália. Estas barragens, porém, precisam de investimentos, monitoramento e manutenção regulares.
Por isso, em outros países sul-americanos como Peru e Chile, o formato é proibido.
“É a forma mais comum porque é mais barata para se construir e mais rápida de se licenciar porque ocupa menos espaço da bacia hidrográfica. Mas é também a mais perigosa e com maior risco. Por isso países com características similares às do Brasil não usam ou estão proibindo”, explica o geólogo Eduardo Marques, professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV).
No dia do rompimento, o alarme de emergência, criado para dar tempo suficiente para que as pessoas escapassem, não funcionou.
Muitos dos familiares em luto pela tragédia dizem que, se o alarme tivesse funcionado, menos vidas teriam sido perdidas.
Principal produtora de minério de ferro do planeta e maior mineradora do Brasil, a Vale é responsável por quase 80% do ferro exportado pelo país.
Em 2017, seus lucros superaram R$ 100 milhões (ou 34 bilhões de dólares). Em uma entrevista coletiva pouco após a tragédia, o presidente da companhia, Fabio Schvartsman, disse a jornalistas que o sistema de alarmes havia sido “engolfado” após a ruptura da barragem.
“Aconteceu um fato que não é muito usual: houve um rompimento muito rápido da barragem”, declarou.
Em nota enviada mais tarde à BBC, a Vale disse: “”Devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à barragem”.
Mas o professor de engenharia de minas Sergio Medici de Eston, da Universidade de São Paulo, rejeita a explicação.
“Falar que a sirene não tocou porque o evento foi muito rápido é brincadeira”, ele diz. “A sirene não é para tocar só quando a barragem cai. A sirene pode tocar quando a coisa começa a ficar crítica, às vezes semanas antes, para as pessoas ficarem em alerta.”
Em Brumadinho, todos os olhos estão voltados para a Vale. Os atingidos pela tragédia tentam encontrar respostas para o que ocorreu – mas, primeiro, elas buscam encontrar seus entes queridos.
Os socorristas
Manobrando pelo rio Paraopeba em um bote de resgates inflável, Eduardo veste uma segunda pele vermelha e preta e um capacete amarelo.
Atendendo a uma ocorrência registrada por dois pesquisadores que colhiam amostras do rio para medir níveis de toxicidade, o bombeiro olha atentamente para as margens em busca de sinais.
Sufocado pelo lodo vermelho, o rio vai perdendo, pouco a pouco, sinais de vida. Peixes mortos podem ser vistos boiando com as bocas abertas. Os mosquitos, até então abundantes, se dispersaram.
Eduardo finalmente encontra o que buscava: um torso sem pernas ou cabeça preso a um conjunto de galhos amontoados.
Com imenso cuidado, Eduardo e dois colegas bombeiros se posicionam para trazer o corpo para o bote. Cruzando os dedos com os de sua mão, como em um delicado cumprimento, Eduardo puxa lentamente o tronco, que depois é içado por um helicóptero.
Com os corações disparados e tremendo após o encontro inesperado, os pesquisadores decidem continuar a expedição pelo rio, agora com a escolta de Eduardo e seus colegas.
Mas, metros à frente, na margem esquerda do rio, o grupo encontra uma perna.
A expedição dos civis é então cancelada.
A operação de resgate é enorme. Aproximadamente 400 oficiais, entre bombeiros, policiais, membros do Exército e da Força Nacional lutam contra o tempo, na lama, com o apoio de helicópteros, tratores e cães farejadores.
Em alguns locais, eles contam que trabalham sobre 15 metros de lama.
Os bombeiros arriscam suas vidas enquanto procuram por corpos, mas precisam se proteger e minimizar riscos de infecção para poder completar a missão.
Depois de horas cavando e revirando a lama contaminada, eles passam por um banho de descontaminação com detergentes e sabão antibacteriano. Após voltarem para casa, todos serão testados pelos próximos 6 meses para terem certeza que estão saudáveis e que não foram contaminados pelos resíduos tóxicos presentes na lama.
“Encontrei dois corpos hoje”, conta o jovem bombeiro Junior, enquanto espera pelo banho.
“Eles estavam em uma condição muito ruim porque a decomposição já começou. Mas eu tenho fé em Deus que vão ser identificados e que as famílias vão poder dar um enterro decente para eles.”
Decomposição é uma das palavras mais repetidas no Posto de Atendimento Feijão, uma das áreas de reunião das equipes de resgate. Em breve, os corpos estarão completamente decompostos e nem os cães conseguirão ajudar.
Nas primeiras semanas de resgates, tempestades de raios e chuvas fortes atrapalharam o progresso dos bombeiros.
“A chuva pesada atrapalha o movimento da aeronave, reduz a visibilidade dos pilotos e pode movimentar o pouco de lama que ainda resta na barragem”, diz o tenente-coronel Anderson Passos, um dos comandantes das operações.
A empresa
Em 24 horas, autoridades organizaram uma força-tarefa especial, composta por membros dos ministérios públicos estadual e federal, defensorias Públicas das duas esferas, e policiais civis, militares e federais.
A investigação corre em três áreas: civil, ambiental e criminal. À frente de tudo isso está Andressa Lanchotti, uma promotora do Estado de Minas Gerais.
No 10º andar de um edifício cinza, de concreto, na região central de Belo Horizonte, Lanchotti está sentada em frente a um enorme quadro branco repleto de anotações, listas de nomes e planos relacionados à investigação.
“Isso não é para vocês,” ela diz sorrindo, enquanto rapidamente vira o quadro contra a parede.
Lanchotti é amigável, mas bastante direta. A tragédia é familiar a ela e a todos os brasileiros.
Há pouco mais de três anos, em novembro de 2015, outra barragem do mesmo formato se rompeu em Mariana, matando 19 pessoas a apenas 75 quilômetros de Brumadinho.
Na ocasião, mais de 50 milhões de metros cúbicos de lama tóxica se espalharam pelo rio Doce, atravessando mais de 500 quilômetros, em dois Estados, dezenas de cidades e milhões de pessoas até chegar ao Oceano Atlântico.
Foi o maior desastre ambiental da história do Brasil – e Lanchotti, no fim de 2016, se tornou a responsável por conduzir as investigações sobre o caso.
Mas, em todo o Brasil, e especialmente em Minas Gerais, lobistas e políticos ligados a mineradoras exercem forte influência nestes processos.
Apenas dois meses depois da tragédia de Mariana, em janeiro de 2016, enquanto autoridades ainda tentavam controlar o alcance da lama, o governo estadual de Minas aprovou a lei 21.972, que acelerava processos de licenciamento ambiental.
No mês anterior, a BBC News Brasil revelou que o documento oficial do projeto de lei proposto por deputados federais para o novo Código da Mineração, que definiria novas regras para o setor, havia sido criado e alterado em computadores do escritório de advocacia Pinheiro Neto, que tinha como clientes mineradoras como Vale e BHP – apesar de ser assinado pelo deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG), relator do projeto de lei.
As mudanças feitas a partir das máquinas do escritório iam de tópicos socioambientais a valores de multas em caso de infrações.
Já em dezembro de 2017, o modelo de licenciamento usado pela Vale em Brumadinho foi criado pelo Conselho de Política Ambiental do Estado, o Copam, acelerando ainda mais o processo a partir de um dispositivo que ficou conhecido como “fast-track”.
O novo formato permitiu, em alguns casos, encurtar o processo de licenciamento ambiental de três etapas para apenas uma, tornando mais fácil – e não mais difícil – para que companhias como a Vale consigam autorizações para mineração em áreas com riscos ambientais.
A dona da barragem de Mariana é a Samarco, uma empresa também controlada pela Vale, junto à mineradora anglo-australiana BHP. A empresa recorre contra uma multa do Ibama de R$ 350,7 milhões (cerca de US $ 94 milhões) por danos ambientais.
Acusações de homicídio culposo também foram feitas contra 19 executivos da Vale e da BHP Billiton, mas os julgamentos ainda não foram adiante.
“O sistema de justiça é muito complicado”, diz Lanchotti. “Não se trata apenas dos promotores ou juízes. É também que o sistema permite inúmeros recursos, o que pode atrasar os resultados finais.”
Ela lista problemas que vão desde a falta de monitoramento até a falta de vontade política para transformações efetivas, até concluir:
“Enquanto estas questões não forem resolvidas, eu não posso garantir que novas tragédias como estas não aconteçam no Brasil.”
Apenas quarto dias depois da ruptura em Brumadinho, Lanchotti coordenou as prisões temporárias de cinco pessoas – três empregados da Vale e dois engenheiros da companhia alemã TÜV SÜD, responsável pelo monitoramento da barragem.
Estes engenheiros haviam sido contratados pela Vale para fazerem inspeções regulares na barragem, obrigatórias segundo a legislação brasileira, além de assinarem certificados de estabilidade da estrutura.
Com apenas 35 inspetores do governo para mais de 1.000 minas ativas e não ativas em todo o Brasil, a maioria das empresas contrata seus próprios inspetores privados para assinar a papelada – uma prática permitida pela lei, mas criticada pela sociedade.
No caso da Vale, foi a empresa alemã TÜV SÜD.
“Muitas vezes, as agências governamentais não realizam inspeções, mas delegam essa responsabilidade de volta às próprias empresas, para monitorar suas próprias atividades”, diz Lanchotti. “Infelizmente, os eventos recentes mostraram que essa forma de automonitoramento simplesmente não é eficaz”.
Para especialistas, o caso também gera possíveis conflitos de interesses.
“As empresas tendem a escolher auditores que ofereçam a opinião mais fácil, rápida e barata possível “, diz o professor da UFJF Bruno Milanez, especialista em políticas ambientais e membro do Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração.
“Nas últimas grandes interrupções de barragens que tivemos em Minas Gerais – 2014, 2015 e 2019 – os auditores escolhidos e contratados por essas empresas haviam certificado essas barragens poucos meses antes dos episódios”, diz. “É importante entender que essa falta de recursos é uma opção política e que o orçamento da Agência Nacional de Mineração foi reduzido em 2018.”
Hoje, em Minas Gerais, o orçamento total para a inspeção de barragens é de R$ 163 mil.
Dois dias após as prisões, advogados da Vale conseguiram um habeas corpus de soltura dos cinco homens no Superior Tribunal de Justiça. Eles foram fotografados na saída da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, com os rostos cobertos por casacos e folhas de papel.
Mas partes dos depoimentos dos executivos foram vazados pela Polícia Federal dias depois.
Parte do vazamento, publicado no Jornal Nacional da TV Globo, mostrava uma troca de e-mails registrada apenas dois dias antes da tragédia. Nas mensagens, executivos discutiam leituras discrepantes em equipamentos que mediam a pressão na barragem.
Um dos engenheiros da TÜV SÜD, Makoto Namba, chegou a ser questionado pela polícia sobre o que faria, considerando essas leituras, se seu filho estivesse trabalhando no local da represa.
Ele respondeu, segundo o relatório, que “após aconfirmação das leituras, ligaria imediatamente para seu filho para que saísse do local, e que também ligaria para o setor de emergência da Vale responsável pelo acionamento do PAEBM [Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração] para as providências cabíveis”.
Em seu depoimento, ao qual a BBC News Brasil também teve acesso, Makoto Namba também disse que se sentiu pressionado por um funcionário da Vale a assinar o laudo de estabilidade da barragem em junho de 2018.
Tanto a Vale quanto a TÜV SÜD disseram à BBC que não comentariam o caso enquanto as investigações estiverem em andamento.
Um funcionário da Vale que sobreviveu à tragédia e concordou em conversar com a BBC News Brasil em condição de anonimato confirmou problemas recentes na barragem – onde trabalhava diariamente.
Segundo ele, um encanamento quebrado vinha despejando água de uma nascente existente na parte superior da barragem, dentro da estrutura que se rompeu em Brumadinho desde pelo menos o fim de 2018.
“A nascente ficava na cabeça dela”, diz. “Dizem que (o cano da nascente) tirava essa água para fora (da barragem). Só que esse cano foi rompido. Esse cano rompeu e essa água estava caindo no meio dela. Tanto que o meio dela era molhado. O meio dessa barragem era molhado, o meio não era seco, não.”
Ele conta ter notado o vazamento pela primeira vez um mês antes do desastre.
A fala reforça suspeitas investigadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Em depoimento no dia 1º de fevereiro, o engenheiro Makoto Namba afirmou que sabia da existência de uma nascente na parte superior da barragem e diz que parte desta água era despejada dentro da estrutura.
“A água excedente desta nascente corria para dentro da barragem”, disse o engenheiro aos investigadores, admitindo que a chance de “ruptura (da barragem) estaria acima do recomendado”. Ainda de acordo com o depoimento, Namba afirmou que solicitou que a Vale fizesse um estudo sobre as nascentes localizadas na parte superior da barragem. Disse também que, em julho de 2018, foi construída uma barreira e colocada tubulação na nascente para desviar a água do reservatório. O estudo, segundo ele, estaria em fase de contratação pela Vale.
Para especialistas como o professor Carlos Martinez, que dá aulas sobe segurança de barragens nas universidades federais de Itajubá e de Minas Gerais, em Belo Horizonte, o episódio narrado confirmaria suspeitas percebidas em imagens de satélite da região e sugeriria que a área deveria ter sido imediatamente evacuada por “risco iminente de ruptura”.
“Há fotografias mostrando que esta área estava escura. Fotos tiradas dois, três dias antes mostrando que estava escuro, o que indica que havia água acumulada. Era evidente que havia risco”, afirma.
“Água constante vindo da nascente aumenta a pressão na barragem. A existência da nascente vertendo água para dentro da barragem seria inaceitável. Se for confirmado, é inaceitável que a área não tenha sido evacuada na hora”, afirma.
Martinez continua: “O topo molhado já seria motivo para sair correndo, se a segurança estivesse sendo levada a sério pelos técnicos. Porque isso mostra que há infiltração, que a água não está sendo absorvida como deveria. Quando é assim, a pressão dentro da barragem cresce tanto que os filtros começam a se sobrecarregar. O sinal de alerta mais importante é justamente isso, quando a água acumula e começa a molhar tudo.”
Questionada, a Vale não comentou sobre a existência de nascentes na parte superior da barragem, como indicado pelo funcionário, e se limitou a informar que “não havia nascentes dentro do corpo da barragem”.
“Não havia registro de aumento nos níveis de água na barragem. Ao contrário, os dados indicam redução neste nível na seção principal da estrutura”, disse a empresa.
Ameaça iminente
Duas semanas depois do desastre de Brumadinho, sirenes tocaram no meio da noite em duas outras barragens de Minas Gerais, anunciando um possível colapso.
A Vale é dona de uma delas, próxima a cidade de Barão de Cocais, a mais de 120 km de Brumadinho. A outra, próxima à Itatiaiuçu e a apenas 30 km de Brumadinho, é controlada por outra mineradora, a ArcelorMittal.
Da noite para o dia, 700 pessoas foram evacuadas para ginásios e hotéis.
Dias depois, mais um alarme, novamente em uma barragem da Vale, soou em Nova Lima, a 40 km de Brumadinho. Mais 100 pessoas tiveram que deixar suas casas. A cidade de 93,5 mil habitantes é rodeada por nada menos que 26 barragens de mineração.
A sequência de alertas, logo após a tragédia, parece ter finalmente chamado atenção para a escala do problema no país.
Há pelo menos 790 barragens de rejeitos em todo o Brasil, muitas delas localizadas logo acima de vilarejos ou cidades, como era o caso do Córrego do Feijão.
Todas elas foram classificadas por seus potenciais de risco. A escala não estima as chances de ruptura, mas o estrago que cada uma delas seria capaz de gerar.
Mais de 200 foram classificadas como “alto potencial de estrago” – ou seja, estão acima de povoados ou próximas a grandes rios e ecossistemas.
Tanto Brumadinho quanto Mariana haviam sido classificadas como “baixo risco de ruptura” por inspetores do governo, mas “alto potencial de estrago” por conta de sua posição geográfica.
Em Minas Gerais, a situação é mais dramática. O Estado produz 53% de todo o minério de ferro brasileiro e reúne a maior quantidade de minas e barragens do país.
Itabira, onde a Vale foi fundada em 1942, tem 120 mil habitantes e 19 barragens. Em alguns bairros, os jardins das casas estão diretamente virados para as montanhas de rejeitos. As cinco barragens mais próximas abrigam um total de 423 milhões de metros cúbicos de material tóxico – 33 vezes o volume lançado no mês passado pela barragem de Brumadinho.
Já em Mariana, atingida em novembro de 2015, uma população de 60 mil pessoas é circundada por 15 barragens.
Nos arredores da cidade, no vilarejo de Bento Rodrigues, 600 pessoas vivem no ameaçador caminho de 5 barragens.
Dois meses após se eleger, em dezembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro prometeu relaxar as leis ambientais, argumentando que elas “trazem problemas intermináveis” e “impedem que prefeitos, governadores e presidentes construam” projetos de infraestrutura.
Procurado pela BBC News Brasil, o governo não comentou as frases do presidente e informou que, após o desastre, anunciou a proibição de novas barragens de rejeitos do modelo de Brumadinho.
As 87 que estão atualmente em operação – 10 delas de propriedade da Vale – serão desativadas até 2021.
Mas mesmo depois de uma mina ser desativada, as inspeções de segurança devem continuar, já que a lama tóxica ficará para sempre dentro da barragem.
O governo também disse que pressionaria as empresas para garantir que as fiscalizações sejam mais rigorosas, mas não fez comentários sobre o número de inspetores contratados para este serviço.
Assim, essas verificações diárias ainda dependem do sistema atual, pelo qual as empresas efetivamente monitoram suas próprias atividades.
‘Nunca mais’
“Mariana, nunca mais.”
Estas foram as palavras do CEO da Vale, Fabio Schvartsman, em um discurso em um auditório da empresa para colegas no dia em que tomou posse da empresa, em maio de 2017.
Dois dias depois do desastre de Brumadinho, ele prometeu novamente em uma entrevista na televisão que trabalharia para “isso nunca mais acontecer”.
Moradores de Minas Gerais e Estados como o Pará, onde a empresa explora boa parte de seus minérios, e procuradores do Ministério Público estão céticos, já que esta não é primeira tentativa de colocar a Vale nos eixos.
Eles reconhecem que levar uma empresa tão grande e influente a assumir responsabilidades não costuma acontecer de forma rápida ou simples.
Mas, até o momento, alguns juízes e políticos parecem estar mais atentos.
Decisões judiciais já suspenderam algumas das operações mais rentáveis da Vale e congelaram R$ 12,6 bilhões (ou cerca de US$ 3,2 bilhões) em ativos da empresa.
Vale lembrar que ainda não houve destinação para estes valores – e bloqueios semelhantes aconteceram após episódio de Mariana.
No final da semana passada, outros oito funcionários da Vale, incluindo dois executivos, foram presos provisoriamente. Mandados de busca também foram servidos para quatro representantes da alemã TÜV SÜD.
Na última sexta-feira, após quase três anos engavetado, o Projeto de Lei 3.676/16, conhecido como ‘Mar de Lama Nunca Mais’, foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais por unanimidade.
O texto, que contou com mais de 55 mil assinaturas da sociedade civil, traz mais etapas para processos de licenciamento ambiental e fiscalização e proíbe a construção de estruturas próximas a comunidades no Estado.
De volta a Brumadinho, a luta dos moradores por justiça e a reconstrução de suas vidas está apenas começando.
Sob uma enorme marquise branca, erguida como parte do esforço de resgate, mais de 400 pessoas esperaram sentadas pela chegada de representantes da Vale aparecerem.
Por semanas, muitas dessas famílias têm vivido em abrigos temporários, sobrevivendo de cestas básicas e água engarrafada, tudo financiado pela empresa.
Com muitas escolas locais ainda fechadas, 30 ou mais crianças jogavam futebol na parte de trás da marquise. Uma sala de aula improvisada foi criada por voluntários de igrejas, que oferecem pinturas faciais, um canto para leitura e um espaço com almofadas para descanso.
Por gerações, a Vale tem sido a principal fonte de renda e estabilidade para as pessoas que moram aqui. Mas as mais de 300 vítimas e outros milhares de desabrigados e desempregados trouxeram aos moradores um misto de raiva e temor por impunidade.
Depois de quase uma hora de espera, três representantes da empresa aparecem. Mas o debate sobre compensações de emergência, abrigos e cadastros rapidamente escala para gritos e acusações.
“Para matar, vocês são rápidos”, grita uma mulher no meio da multidão.
“Vocês mataram meu irmão em 10 segundos e agora vão esperar quantos meses para aliviar o que minha mãe está sentindo?”
A resposta da Vale é burocrática e desperta lágrimas em uma plateia abalada e impotente.
“Neste momento, não podemos nos responsabilizar por algo que ainda está sendo avaliado. Primeiro, precisamos entender a extensão do problema “, diz um dos representantes da empresa. “Ainda não temos informações suficientes para responder a essas solicitações.”
Semanas depois, quase um mês após o desastre, a Vale finalmente concordou em pagar renda de emergência às famílias. O acordo prevê que todos os adultos que vivem em Brumadinho e em comunidades no entorno receberão um salário mínimo mensal (R$ 998), enquanto todas os adolescentes receberão metade de um salário (R$ 499) e as crianças terão direito a um quarto do salário: R$ 249,50 mensais.
Os valores serão pagos por um ano, retroativos até a data da tragédia – 25 de janeiro.
Como os moradores, o município ainda aguarda esclarecimentos.
Dias depois do desastre, o prefeito de Brumadinho, Avimar de Melo Barcelos, recebeu jornalistas na prefeitura e disse que a cidade “vive do minério”.
“Cerca de 60% ou mais de nossa receita vem de royalties pagos pela mineração de minério de ferro. E a maior parte é paga pela Vale”, disse.
Segundo Barcelos, a cidade “pararia” sem os recursos.
“Vai parar o comércio, vai parar quase tudo na cidade. Nós temos hoje 26 postos de Saúde da Família, temos hospital, Unidade de Pronto-Atendimento, temos as escolas, que nós dá o material escolar, tudo de primeira qualidade, nós não vamos ter como atender isso mais”, afirmou.
“Infelizmente essa é a realidade e a gente vai cobrar da Vale.”
Edmundo Netto Junior é um procurador federal que trabalha na força-tarefa que investiga a tragédia.
Ele passou todos os dias do ultimo mês visitando famílias que perderam – ou ainda procuram os corpos de – parentes.
Uma das famílias incluía o pequeno William, de sete anos.
A tia do garoto mostrou ao procurador um desenho feito por William naquela manhã.
No centro da imagem está um helicóptero brilhante pintado de azul e branco.
Mas, pendendo da parte inferior da aeronave, uma linha comprida representa uma das redes usadas pelas equipes de salvamento para recolher corpos na lama.
“Ele deu este desenho para um dos bombeiros e pediu para encontrarem seu avô”, conta Netto Junior.
A pintura de William também mostra um traço vertical forte, desenhado logo atrás da rede dos bombeiros.
A imagem lembra uma cicatriz escura cortando a paisagem.
“Isso é muito forte”, diz o experiente procurador. “Esta é uma comunidade que foi marcada para sempre.”
Para ele, as tragédias deveriam ensinar aos municípios que é necessário diversificar fontes de renda e emprego. “É preciso construir um modelo menos dependente, em que outas atividades econômicas sejam prestigiadas. A mineração ocupa áreas enormes que também poderiam estar produzindo outas coisas – sejam plantações, indústrias, seja comércio e serviços.”
Para ele, Mariana e Brumadinho deveriam ter imposto um modelo de mineração sustentável ao país.
“Uma mineração menos lucrativa. As tragédias nos mostraram que empresas como a Vale lucram a partir dos riscos que impõem às comunidades. O mesmo risco que reduz custos quando uma barragem é feita no modelo a montante permite a Vale um processo de mineração mais barato e rentável – mas também custos mais caros para a sociedade “, continua Netto Junior.
“Esses custos foram escondidos sob o tapete por muito tempo, mas após a tragédia os prejuízos para a sociedade ficam cada vez mais claros”.
O desenho de um menino de apenas 7 anos seria um dos exemplos.
“A comunidade esta traumatizada. E vai levar esses impactos psicológicos para a vida toda.”
Também publicado em: UOL, Digoreste Notícias, Portal Terra, BBC (matéria original)
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Veículo: Concurso News
Editoria: Notícias
Data: 03/03/2019
Link: https://www.concursonews.com/2019/03/ufjf-recebe-inscricoes-de-processo-seletivo-n-16-2019.html
Título: UFJF recebe inscrições de processo seletivo nº 16/2019
Por Epifânio Santos
domingo, 3 de março de 2019, às 12:43
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, tem inscrições abertas para processo seletivo regido pelo edital nº 16/2019. O vencimento básico é de R$ 3.126,31, sendo contratos para regime de 40 horas semanais.
O certame visa preencher uma vaga imediata na área de Técnicas Manuais e Cinesioterapêuticas, Fisioterapia Dermatofuncional e Estágio Supervisionado em Fisioterapia. A titulação mínima exigida é Bacharelado em Fisioterapia.
Inscrições devem ser efetivadas na Clínica Escola de Fisioterapia. Rua Leonardo Cristino, nº 3400 – São Geraldo, CEP: 35012-000, Governador Valadares – MG, Secretaria do Departamento de Fisioterapia da UFJF – Campus Governador Valadares. O prazo ficará aberto até 11/03/2019 (exceto feriados, recessos e finais de semana), das 7h às 13h no horário de Brasília.
Os candidatos serão classificados através de prova escrita, didática, título e entrevista. As demais informações podem ser consultadas no edital.
O processo seletivo tem validade de um ano, contado a partir da publicação da homologação do resultado no Diário Oficial da União.
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Veículo: Concurso News
Editoria: Notícias
Data: 03/03/2019
Título: UFJF realiza novo processo seletivo para Professor Substituto
Por Epifânio Santos
domingo, 3 de março de 2019, às 20:29
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, tem um novo processo seletivo aberto para Professor Substituto. O certame é regulado pelo Edital nº 15/2019 e oferece vencimento básico de R$ 3.126,31, sendo contratação para regime de 40 horas semanais.
A oportunidade é para o Conjunto de disciplinas: Bioquímica Básica (Estrutural e Metabólica) e Bioquímica Fisiológica, devendo o interessado possuir Graduação em Medicina ou Enfermagem ou Farmácia ou Biomedicina ou Nutrição ou Biologia ou Odontologia ou Fisioterapia ou Medicina Veterinária ou Educação Física; com Mestrado nas Grandes Áreas de Ciências Biológicas ou Saúde.
Inscrições devem ser efetivadas na Secretaria do Instituto de Ciências Biológicas da UFJF – Campus Juiz de Fora, das 8h às 12h e das 13h às 18h, no horário de Brasília, até 08 de março de 2019 (exceto feriados, recessos e finais de semana).
Os candidatos serão classificados através de didática, títulos e entrevistas. As demais informações podem ser consultadas na íntegra do edital.
A validade será de um ano, contado a partir da publicação da homologação do resultado no Diário Oficial da União.
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Veículo: Rede Nacional de Ensino e Pesquisa
Editoria: Notícias
Data: 03/03/2019
Título: RUTE holds first historic session on telemedicine collaboration between Brazil and India
[3.3.2019]
On February 12, the Special Interest Group (SIG) Neuromuscular Diseases from Rede Universitária de Telemedicina [Telemedicine University Network] (RUTE (link is external)), lived a historic moment with the first collaboration session on telemedicine between Brazil and India. The meeting was attended by the National Coordinator of RUTE, Luiz Ary Messina, and drew attention to a lecture by Dr. U.K. Misra with the theme: “Neuromuscular disorders in tropical areas: up to date and challenges”. The Indian Professor of Neurology of the Sanjay Gandhi Postgraduate Institute of Medical Sciences has a worldwide recognized expertise on the subject, having already published more than 400 scientific articles in this area of study. In order for everything to go well during the meeting, there was a hard work of the technical support teams of RUTE in Brazil and the team in India, as well as the SARAH Network, performing all the required tests to guarantee the success of the connection quality.
On the day of the session, 19 Brazilian and 1 Indian institutions were eligible to participate: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital Hans Dieter Schmidt- Joinville-SC, six units of the SARAH Network of Rehabilitation Hospitals (Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador and São Luís), Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ [University of the State of Rio de Janeiro], the Federal Universities of Alagoas (UFAL), Amazonas (UFAM), Bahia (UFBA), Espírito Santo (UFES), Mato Grosso (UFMT), Juiz de Fora (UFJF), Minas Gerais (UFMG), Pará (UFPA), Pernambuco (UFPE) and Paraíba UFPB), and the Sanjay Gandhi Postgraduate Institute of Medical Sciences (India).
Following a 45-minute presentation of the theme by Dr. U.K. Misra, 15 minutes of broad discussion followed, which enriched the exchange of experiences among the attendants.
“It was a wonderful experience to join in the first telemedicine conference between India and Brazil, held by SIG Neuromuscular Diseases. The attendants were well informed on the subject and very courteous and encouraging. I look forward to future conferences on common areas of interest”, said Dr. U.K. Misra.
The Telemedicine Stimulator in BRICS and World Health Organization (WHO) Adviser Dr. Saroj Mishra also considered the session a success, citing the overlapping repercussion in the Asian country.
“The quality of the audio and video process was flawless and very well managed on the Brazilian side. All attendants from the India side expressed sincere gratitude for an effective technical performance”, he said.
On the Brazilian side, satisfaction for the excellence achieved in the first collaboration session on telemedicine between countries was also very noticeable. The Coordinator of SIG Neuromuscular Diseases and Professional of the SARAH Network (BH), Dr. Elmano Carvalho, already plans a sequence in the cooperation.
“Important reflection is needed in relation to the event: we developed teaching, we discussed cutting-edge science, we contributed to the clinical practice of colleagues internationally, without frontiers and without attendants having to pay any fees. In an environment free of conflict of interest and kept by the Public Treasury. Personally, I think this is the perfect scenario, the future that came true and exceeded all expectations. That this was the first of many international collaborations in telemedicine Brazil/India”, said Dr. Elmano.
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Veículo: iG
Editoria: Cultura
Data: 03/03/2019
Link: https://gente.ig.com.br/cultura/2019-03-03/fundacao-bienal-exposicoes.html
Título: Bienal de São Paulo terá exposição itinerante ao longo do ano
Por iG São Paulo | 03/03/2019 10:00
Além de exposta em diversas cidades e estados brasileiros, a mostra chegará a Colômbia, em Medellín, a partir de uma parceria firmada pela instituição
A Fundação Bienal dá início em março de 2019 ao programa de itinerâncias da 33ª Bienal de São Paulo. A iniciativa busca ampliar o patrimônio cultural brasileiro a partir de um intercâmbio de instituições de arte. Além das exposições, o projeto também visa compartilhar ações educativas e atividades cotidianas.
Para a realização do programa, foram firmadas parcerias inéditas da Fundação Bienal com a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do Governo do Espírito Santo (ES), o Museu Nacional (DF), a Fundação Iberê Camargo (RS) e o Museo de Antioquia, em Medellín (Colômbia). Também foram renovadas as colaborações com o Sesc SP, a Fundação Clóvis Salgado (MG) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (MG).
Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, as novidades que irão circular em 2019 não replicam literalmente o que pôde ser visto na última Bienal, mas apresentam diferentes associações e relações a partir de recortes de obras e artistas.
Na programação
No catálogo cultural de atrações, o evento também promoverá ações para professores, educadores e mediadores de público das instituições parceiras do programa. A partir dos conteúdos da 33ª Bienal e da publicação educativa feita para a mostra, as ações irão propor exercícios que convidarão as pessoas a estarem atentas para a experiência com a arte em diversos contextos, desde o encontro com a obra até o compartilhamento da reflexão sobre ela.
A programação completa
Com datas marcadas para acontecer em diferentes cidades e estados, os interessados devem conferir a programação completa no site oficial da intituição. Em São Paulo, a Fundação Bienal estará presente em Campinas, de março a agosto e em São José do Rio Preto, de agosto a outubro.
Reproduzido em: Barra News, 24 Horas News, Portal MT
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Veículo: Concurso News
Editoria: Notícias
Data: 03/03/2019
Título: Universidade Federal de Juiz de Fora seleciona Professor Substituto
Por Epifânio Santos domingo, 3 de março de 2019, às 11:20
A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) tem processo seletivo aberto para Professor Substituto na área de Prótese dentária. O salário é de R$ 3.126,31, sendo contrato para regime de 40 horas semanais.
Com regulamentação do Edital nº 17/2019, o certame visa preencher uma vaga imediata e exige Graduação em Odontologia, com especialização em Prótese Dentária (lato sensu).
Inscrições devem ser efetivadas na Secretaria do Departamento de Odontologia da UFJF – Campus Governador Valadares – Sala 301 – 3º andar (Av. Dr. Raimundo Monteiro Rezende, 330, Centro, Governador Valadares – CEP: 35010-173. O prazo ficará aberto até 15 de março de 2019 (exceto feriados, recessos e finais de semana), das 8h às 12h e das 13h às 18h. no horário de Brasília. Não há cobrança de taxa.
Os candidatos serão classificados através de prova Didática, Título e Entrevista. As demais informações devem ser conferidas na íntegra do edital.
A validade do processo seletivo é de um ano, contado a partir da publicação da homologação do resultado no Diário Oficial da União. edital processo seletivo
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Veículo: Tribuna de Minas
Editoria: Cidade
Data: 03/02/2019
Título: Assistência estudantil viabiliza o sonho da universidade
Apesar de ainda ser restrito e não atender a todos que precisam do apoio, programa tem conseguido manter acadêmicos no meio universitário público
Por Carolina Leonel
03/03/2019 às 05h00
“Eu sempre tive vontade de cursar o ensino superior em uma universidade pública, mas não imaginei que fosse conseguir isso tão cedo, antes dos 30 anos. A minha realidade é muito difícil. Pra gente que é negro e vive em uma situação de vulnerabilidade socioeconômica, as chances são pouquíssimas. Quando eu fui aprovado, pensei: e agora?”.
A realidade vivida há alguns anos pelo estudante do curso de jornalismo, Leandro Silva Barbosa, 27, é a da maioria dos negros do país, cuja perspectiva de ingressar e se manter no ensino superior ainda é ilusória. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), menos de 10% da população negra no Brasil concluíram uma graduação. Pretos e pardos somam cerca de 55% da população do país. Embora as circunstâncias não fossem favoráveis, Leandro tentou achar oportunidades que o viabilizassem a realizar um de seus sonhos. Nascido em Campo Belo (MG), ele sempre soube que teria de ir embora da sua terra natal caso fosse cursar uma faculdade. O que ele não sabia era como sobreviveria caso isso se concretizasse.
A primeira frustração em relação ao ensino superior veio da aprovação na Universidade Federal de São João del-Rei. Sem dinheiro, ele não teve nem como custear a ida para a matrícula. Após o episódio, o jovem conseguiu emprego em um supermercado na sua cidade antes de decidir tentar novamente um vestibular. “Com o trabalho, consegui juntar dinheiro que me ajudaria, pelo menos, algum tempo caso tivesse que morar longe de casa. Foi quando eu tentei e fui chamado na UFJF, aí fui com a cara e a coragem, mas ainda achando que ficaria no máximo um mês”, diz.
Leandro conta que a escolha pela UFJF se deu, principalmente, pelo programa de políticas de permanência da instituição e que pretendia concorrer. “Existem outras universidades até mais próximas da minha cidade, mas foi justamente pela assistência estudantil da UFJF que eu optei por Juiz de Fora. Precisava de algo que garantisse minha sobrevivência até o fim da graduação.”
Foi, no entanto, no terceiro período que ele teve deferida sua solicitação de auxílio financeiro pela Pró-Reitoria de Assistência Estudantil da UFJF. “Nos dois primeiros períodos não foram lançados editais para que eu pudesse tentar a bolsa. Durante essa fase, eu consegui me manter com o dinheiro que juntei. Além disso, eu trabalhava nas férias. Meus pais só tiveram mesmo que me ajudar por um único mês, exatamente antes de eu receber a primeira bolsa”, conta.
Leandro recebe uma modalidade de auxílio estudantil mensal que lhe garante R$ 500 , além do vale-transporte. Ao longo do curso, ele também assegurou bolsas de treinamento profissional. Somados, os valores conseguem pagar moradia, alimentação, água, luz, gás, internet e outras despesas essenciais. Em alguns meses, o orçamento aperta e visitar os pais se torna dispensável. Mas para o campo-belense, a política de apoio é fundamental. “No casos de nós que somos negros, o mercado de trabalho é muito difícil. Não são todos que, assim como eu, conseguem trabalho antes, para juntar uma grana, ou durante a faculdade. Então, essa política é uma garantia que temos”.
‘Assistência não se faz sem a presença do estudante’
De acordo com o Pró-Reitor de Assistência Estudantil da UFJF, Marcos Freitas, a atual política de assistência estudantil foi aprovada no início da gestão vigente. A partir de então, a Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Proae) tem trabalhado para garantir, dentro do possível, um suporte integral aos universitários.
O programa da UFJF faz parte do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) desenvolvido pelo Governo Federal em 2008. O Pnaes tem o objetivo de auxiliar universitários de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior (Ifes). Além disso, busca viabilizar a igualdade de oportunidades entre os alunos e contribuir para a melhoria do desempenho, a partir de medidas que buscam combater repetência e evasão.
Embora haja um plano a nível federal, as ações são executadas pela própria instituição, que deve acompanhar e avaliar o desenvolvimento do programa. Os critérios de seleção dos estudantes levam em conta o perfil socioeconômico dos alunos, além de critérios estabelecidos de acordo com a realidade de cada instituição.
“Na política de assistência estudantil da UFJF, a gente rompe com a lógica de políticas exclusivamente de bolsas e auxílios. Ela está contida na permanência estudantil, mas a gente entende que a política estudantil tem um aspecto maior. Os estudantes não precisam só comer, beber, vestir… eles precisam disso e de outras coisas: de cultura, de acompanhamento social, psicológico, pedagógico. E, nesta dimensão, desenvolvemos uma série de atividades em que buscamos, a partir do conhecimento das demandas do aluno, produzir outras ações que também fazem parte deste processo de auxiliar na permanência do estudante”, destacou.
Entre a programação, a Pró-reitoria oferece projetos que trabalham questões psicológicas, como a ansiedade, e desenvolve oficinas pedagógicas. Há também o projeto Fora de Casa, desenvolvido, principalmente, para dar suporte aos estudantes que vêm de outras cidades e estados.
Na opinião do pró-reitor, o atual modelo só pôde ser definido tal como é a partir da participação dos estudantes na elaboração dos projetos. De acordo com ele, as discussões entre a Proae e alunos acontece por meio de um fórum permanente com o Diretório Central dos Estudantes (DCE). “Talvez o mais relevante deste processo da assistência, no entendimento que temos, é de que não se faz sem a presença do estudante. Há uma responsabilidade muito grande (dos universitários) nos debates e proposições, auxiliando a tocar alguns programas”, destacou sobre o que considera um dos elementos centrais da política estudantil.
Bolsas
Dos cerca de 15 mil alunos que cursam a graduação presencial na instituição, aproximadamente 3.600 (24%) recebem as mais de 4.500 bolsas de auxílio financeiro. O número de bolsas é maior que o de apoiados, porque alguns estudantes fazem jus a mais de uma modalidade de auxílio. Entretanto, a verba ainda é insuficiente em relação às demandas. “Em um fórum de pró-reitores foi discutida a pouca verba para o auxilio estudantil. Várias vezes já foi sinalizado ao governo que a verba que vem para o apoio é insuficiente”, avalia Marcos.
O valor previsto para 2019 para a execução de toda a assistência estudantil da UFJF, incluindo manutenção de auxílios e bolsas, do Restaurante Universitário e da Moradia Estudantil, por meio do Pnaes, é de R$ 16 milhões.
Para concorrer às bolsas, o acadêmico deve estar devidamente matriculado e cursando, no mínimo, 12 créditos semanais em aulas, e ter renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo. Esta, de acordo com o Pnaes, a única condição que exclui o estudante de poder pleitear alguma modalidade de bolsa.
Hoje existem cinco modalidades de auxílio financeiro. Para concorrer, é necessário que o aluno recorra à Proae e entregue a documentação necessária para a avaliação socioeconômica. Hoje o fluxo de atendimento é contínuo, ou seja, a qualquer momento é possível dar entrada no programa. O tempo de análise da documentação é de cerca de 30 dias úteis. Entretanto, segundo o pró-reitor, fora dos momentos de pico, esse tempo é reduzido, e pode chegar a uma semana.
Para a permanência e manutenção das bolsas, a Proae realiza levantamento de desempenho acadêmico. O aluno não pode ter aproveitamento abaixo de 60% por três semestres consecutivos. Quando isso acontece, é estabelecido acompanhamento da pró-reitoria para que as causas sejam analisadas.
“Temos observado que o desempenho dos que recebem o auxílio não é em nada diferente dos outros que não dependem da bolsa – muitas vezes, é até melhor. Isso nos leva a crer que o programa é muito bem-sucedido, uma vez que você traz uma pessoa vulnerável, que tem situações mais dificultosas para se manter e permite o apoio (estudantil)”.
Moradia Estudantil
Desde 2017, a política de permanência estudantil da UFJF inclui a Moradia Estudantil. Os prédios das residências têm capacidade para até 113 vagas. Atualmente, cerca de 90 estão ocupadas. Após a ocupação do espaço, algumas atividades foram desenvolvidas para os alunos moradores. De acordo com Marcos Freitas, palestras e conversas são organizadas no local. Os residentes também têm a possibilidade de participar de um projeto esportivo na Faculdade de Educação Física (Faefid).
A previsão é de que no próximo edital, a ser lançado em março, todas as 113 vagas da Moradia Estudantil sejam preenchidas. Os estudantes que têm perfil socioeconômico para uma vaga e não são contemplados recebem auxílio moradia no valor de R$ 370.
Para o pró-reitor, este é o “mais perene” dos auxílios dentro do programa. “O espaço garante a estes estudantes, no limite de qualquer crise e ameaça à universidade pública, a possibilidade de ter um teto para morar e continuar o seu curso. No caso de um possível corte do governo no custeio da universidade, algumas áreas vão ser comprometidas, ao passo que, na moradia estudantil, o teto está lá, a garantia é muito maior. Tenho convicção de que é um equipamento social muito importante e os estudantes que estão lá reconhecem isso e estão tendo a oportunidade, inclusive, de fazer seus cursos”, disse.
Para a estudante do curso de Licenciatura em Artes Visuais, Maiara Pereira da Silveira, 24, residir na Moradia Estudantil se tornou sua escolha assim que ela soube que o alojamento estava pronto para ser ocupado. Vinda do município de Iturama (MG), ela mudou-se para a moradia já na primeira leva de estudantes que ocupou a acomodação. Maiara conta que a decisão em se mudar se deu por conta da sua realidade financeira, que dificultava o pagamento do aluguel em Juiz de Fora.
“Viver na moradia atualmente é bem melhor do que era no começo. Hoje já tenho amigos lá, o que torna a convivência muito melhor, já existe um pouco mais de estrutura em relação aos móveis de espaços comuns e a ventiladores nas alas. Nesse um ano e meio aqui, conheci muita gente, a maioria só conseguiu permanecer na universidade por conta da moradia”. A estudante destaca que, embora a residência ainda tenha algumas adversidades, como política de permanência, a moradia é fundamental. “Apesar de não termos que nos preocupar com aluguel e algumas contas, a universidade ainda não disponibilizou acesso à internet nos prédios ou meios para que conseguíssemos contratar um serviço particular para todos. Para mim esse é o maior problema de se morar ali hoje. (Mas) mesmo com todos os problemas é o lugar em que eu moro e que me permite continuar estudando para alcançar meus sonhos. A Proae tem feito bastante para nos ajudar a melhorar a interação entre as pessoas lá dentro. Acredito que, assim como a moradia, outros meios de permanência devem ser mantidos e desenvolvidos. Afinal, na residência são apenas 113 vagas, e o número de alunos em condições de vulnerabilidade econômica que estudam na universidade é muito maior”.
Modelo ainda não é considerado ideal
Para o pró-reitor Marcos Freitas, embora seja fundamental para a permanência do aluno durante a graduação, o modelo de assistência estudantil no Brasil ainda não é o ideal, sob a perspectiva do número de acadêmicos que ainda é excluído do auxílio. “Houve um crescimento muito grande, nos últimos dez anos, de uma camada social que antes não frequentava o ensino superior público, entrando na universidade. Isso levantou uma discussão sobre desigualdade e também trouxe à luz a exclusão em massa dos nossos jovens que ainda não são apoiados ou que nem conseguem ingressar na universidade por questões financeiras. Então, a demanda de universitários cresce, mas ainda não há, em contrapartida, um investimento na mesma proporção no campo financeiro”.
O caso do estudante Anonmixs Amaro Afonso, 17, é um outro exemplo sobre como a vulnerabilidade financeira ainda é um fator que pode comprometer propósitos de vida: aprovado no curso de Engenharia Elétrica da UFJF, o garoto, de São Lourenço, Sul de Minas Gerais, ainda não tem garantias de que estará presente na universidade para o início do ano letivo, no dia 11 de março.
“Quando eu vi que tinha passado na universidade foi uma emoção dupla. Eu e minha mãe ficamos muito felizes, mas ao mesmo tempo tristes, porque a gente ainda não sabe como vou fazer pra morar em Juiz de Fora, por conta da nossa condição financeira delicada”, disse.
Ele conta que o dinheiro que sua mãe ganha como diarista só dá para manter a casa, cuidar dele e do irmão. Embora ela tenha feito o possível para ajudá-lo, com o que sobra não consegue nem pagar as passagens até Juiz de Fora. “Mas estamos correndo atrás”, pontuou Anonmixs.
Com muitas incertezas, o estudante pretende requerer o auxílio estudantil. “Pelo que eu sei, os auxílios ajudam muitas pessoas, mas o problema é que eles não são imediatos. Os meus maiores problemas são moradia e dinheiro para me manter, não tenho garantia nenhuma. Não sei se vou conseguir custear nem um, nem dois meses.”
Para a matrícula, que já realizou no dia 15 de fevereiro, ele contou com a ajuda de alguns professores da escola que estudou anteriormente. “Os meus professores me estimularam e falaram que me ajudariam. Aí eles pagaram as passagens de ida e volta. Acho que foi porque sempre fui famoso por ser ‘nerd’ e sempre estudei e me esforcei”, garantiu.
Na opinião de Anonmixs, que ingressou no ensino superior por meio do sistema de cotas e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), falta, por parte do governo, políticas que garantam, além da permanência estudantil, o processo de pleno ingresso das pessoas de baixa renda nas universidade.
Sobre a questão, o pró-reitor explica que a matrícula é o que garante a entrada do aluno na instituição e que é inviável para a Universidade montar um programa para pessoas ainda sem vínculos. “Institucionalmente a gente nem pode resolver a questão: a gente é impedido no âmbito legal para alguém que não é estudante. E mesmo que tivéssemos esta oportunidade, lidamos com uma restrição de verba muito grande”.
Para Marcos, o ideal para se garantir o pleno ingresso e permanência dos estudantes no ensino superior é a ampliação das políticas sociais do país. “Entendo e acho que as políticas sociais do nosso país precisam ser ampliadas. As políticas de divisão de rendas precisam ser melhoradas, as políticas de assistência social do Estado precisam ser ampliadas. Esta é uma situação que não é a universidade necessariamente que vai resolver. É uma questão conjuntural do país em que a gente vive com extrema desigualdade. Precisamos fazer essa divisão de grupos para que possamos atender a um número maior de estudantes e possamos dar uma condição melhor para aqueles que precisam mais, mas não é o ideal. O ideal é que tivesse uma política de Estado que garantisse o acesso do estudante mais vulnerável a uma instituição pública superior e, neste campo, a gente precisa avançar bastante”, pontuou.
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