Veículo: G1 Zona da Mata

Editoria: Notícias

Data: 25/06/2018

Link: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/mutirao-da-saude-atende-moradores-na-ubs-santos-dumont-em-juiz-de-fora.ghtml

Título: Mutirão da saúde atende moradores na UBS Santos Dumont em Juiz de Fora

Estudantes de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e funcionários da Secretaria de Saúde da Prefeitura realizam nesta terça-feira (26) um mutirão de atendimento para a população na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Santos Dumont.

No local, serão oferecidos medicação para controle da pressão arterial, pesagem, orientações sobre alimentação saudável e sobre a prática de atividades físicas, atendimento psicológico, serviço social e fisioterapia.

Os atendimentos serão realizados das 8h às 11h em frente ao posto de saúde, localizado na Rua Álvaro José Rodrigues, 25.

Nos casos em que os voluntários identificarem a necessidade de acompanhamento, os pacientes serão encaminhados para pontos de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 25/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/esportes/25-06-2018/francisco-perrout-e-campeao-brasileiro-sub-20-sonho-antigo.html

Título: Francisco Perrout é campeão brasileiro sub-20: “Sonho antigo

Francisco Perrout, 18 anos, realizou seu sonho no último fim de semana, em Bragança Paulista (SP), ao se tornar campeão brasileiro sub-20 na prova dos 10 mil metros. O jovem do Cria UFJF completou a prova em 31min43s, resultado que deu o primeiro lugar ao atleta. Outros oito atletas defenderam a bandeira juiz-forana no Campeonato Brasileiro Sub-20, entre a sexta e o domingo (24), com Raphaela Diesse na conquista da medalha de bronze no lançamento de dardo (44,69m) e Luiz Maurício Dias, prata no lançamento de dardo (64,95m) e bronze no lançamento do disco (52,09m).

À Tribuna, Francisco exaltou o feito inédito em sua carreira, quatro meses após ter chegado ao terceiro lugar no Campeonato Pan-Americano de Cross Country, em El Salvador. “Desde 2013 participo de competições nacionais e nunca tinha ganhado. Isso significa a realização de um sonho antigo, que trabalhei muito para realizar. Agora é descansar e depois voltar aos treinos aos poucos”, relata o atleta, ainda sem próximo compromisso agendado.

Além do trio medalhista, os locais Carlos Eduardo de Paula, João Victor Macedo, Lucas Dias Pinheiro, Matheus Moraes Batista, Pedro Henrique de Oliveira e Noemi Alves participaram do evento considerado mais importante do país na categoria, com mais de 800 dos principais atletas sob representação de equipes de 22 estados brasileiros em competição. O Brasileiro Sub-20 é realizado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela Federação Paulista de Atletismo.

Rumo ao Mundial

O resultado de Luiz Maurício Dias no lançamento de dardo assegurou vaga do atleta na disputa do Campeonato Mundial de Atletismo Sub-20. O atleta do projeto de extensão da UFJF irá defender o Brasil em torneio que será disputado entre os dias 10 e 15 de julho na cidade de Tampere, na Finlândia. Luiz Maurício já havia conquistado o índice para o evento júnior em abril desse ano, quando sacramentou título do Mineiro sub-23. Existia, contudo, uma possibilidade de adversários superarem sua marca, o que não ocorreu. Desta forma, o juiz-forano confirmou viagem para o norte europeu no próximo mês.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 25/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/25-06-2018/stanley-jordan-sobe-ao-palco-do-central-para-tocar-com-dudu-lima-trio.html

Título: Stanley Jordan sobe ao palco do Central para tocar com Dudu Lima Trio

A cada vez que desembarca no Brasil, Stanley Jordan é outro. Seja na forma de se vestir e se apresentar, transcendendo marcas de gênero, seja no pensamento. É como a música que faz, diferente a cada execução. E todo novo encontro, conta Dudu Lima, é por demais instigante. “É sempre muito bom revê-lo, e sempre com a sensação de que parece que foi ontem que nos vimos. São 17 anos tocando juntos, mais de 300 shows, muitas gravações, viagens e muita conversa e convivência, além do show, que é nosso ponto alto. A parte filosófica é muito intensa. Temos uma conexão muito especial”, comenta o contrabaixista Dudu, que com o seu trio formado pelo pianista Ricardo Itaborahy e pelo baterista Leandro Scio (bateria e percussão) convida o guitarrista natural de Chicago para show realizado pela Pró-reitoria de Cultura da UFJF nesta terça, 26, às 20h30, no Cine-Theatro Central.

Quando regressar a seu país, o norte-americano de 58 anos, nascido em Chicago, carregará na bagagem a experiência reunida nos palcos que dividiu com Dudu Lima e outros experientes nomes brasileiros, além do registro dos dias em que passou no Estúdio Versão Acústica, de Emmerson Nogueira, em São João Nepomuceno. “Estamos gravando. E músicas desse trabalho também entrarão nesse show. Surgiram muitas coisas novas em estúdio”, conta Dudu, convidado para produzir e arranjar o novo álbum do guitarrista, com lançamento ainda este ano.

“Desde a primeira vinda do Stanley, tivemos uma afinidade musical. E aí ele logo me chamou para fazer um disco”, recorda o contrabaixista sobre o projeto que acaba de ser finalizado. “Em 2005 ele participou do meu DVD ’20 anos de pura música’. Em 2007, participei do CD dele, ‘State of nature’. Gravamos a música ‘Insensatez’, eu e Ivan Conti ‘Mamão’ (baterista). Em 2009, fiz o show ‘Ao vivo no Cine-Theatro Central’ e ele participou. Em 2011, gravamos um disco que ainda não saiu, e no qual o Milton Nascimento participou, com a voz dele no meu estúdio”, enumera Dudu.

“A cereja do bolo, agora, é o trabalho que sempre sonhei em fazer com ele. É um trabalho dele e que fiz toda a concepção, da escolha do repertório até a coordenação das gravações. É um filho que estou cuidando desde o primeiro centímetro. Quando ele me convidou eu disse que esse trabalho seria o retrato de tudo o que já vivemos, de nossa afinidade. É a simbiose do que está presente nessas turnês, a amizade, a fraternidade e a música”, pontua Dudu, reafirmando o que destaca a crítica especializada, sobre a sintonia da dupla em cena.

No disco recém-gravado, Stanley interpreta “Regina”, composição de Dudu, e também canções que retratam Minas Gerais, Rio de Janeiro e o Nordeste, além de autorais, num retrato sonoro do Brasil que tão bem acolhe o guitarrista considerado um dos maiores expoentes do jazz fusion. “Ele chegou dia 17 de maio. Começaram nossas reuniões, fazendo a elaboração da pauta de gravação e as conversas. Mostrei o que estava pensando e pedi a ele que dissesse o que queria. Como produtor entendo que o trabalho tem que ser voltado para o que o artista espera”, afirma o contrabaixista.

Depois das reuniões de produção, Dudu e Stanley partiram para os ensaios. E depois caíram na estrada. Com tudo definido, entraram em estúdio na semana passada. Foram três dias intensos. Sábado retornaram para concluir participações que incluem os músicos Kim Ribeiro, Emmerson Nogueira, Ricardo Itaborahy, Ivan Conti “Mamão”, Leandro Scio, Hérmanes Abreu e Jorge Benjor. “O Jorge esteve num show nosso em São Paulo e surgiu uma amizade muito bonita. Fiz um arranjo para ‘Mais que nada’, e ele nos presenteou com a participação dele, que vamos gravar em São Paulo”, conta Dudu.

‘Tem que ver essa improvisação de perto’

A química que Dudu Lima e Stanley Jordan transbordam no palco envolve música e também conversa. O som é a consequência do diálogo, defende Dudu. “A música é uma consequência de tudo o que a gente pensa. Conversamos sobre tudo e, principalmente, sobre a positividade, seja no comportamento humano, seja na política ou na comida. É natural”, pontua o contrabaixista, que leva ao Central, nesta noite, a sinergia que se intensificou em estúdio, bem como o resultado dos exercícios das últimas semanas juntos.

“Esse show foi feito para essa turnê. Uma parte é feita com o Stanley Jordan Trio, que sou eu, o Stanley e o Ivan Conti. Outra parte é com o meu trio, convidando o Stanley. Já nos apresentamos com esse formato em Curitiba e Belo Horizonte”, explica o músico juiz-forano, referindo-se a duas apresentações do 4º Festival BB Seguros de Blues e Jazz.

Amigo, Stanley é também mestre, garante Dudu. “O Stanley é um músico genial, que traz na bagagem um estilo único de tocar, um conceito da genialidade americana da improvisação no jazz. Vê-lo fazendo isso foi a coisa mais maravilhosa. Sempre fui muito ligado no estudo da improvisação. E conhecê-lo foi uma aula. É como falar inglês: tem que ir ao Estados Unidos. O mesmo acontece com a música: tem que ver essa improvisação de perto”, sugere. “Para mim é como um mestrado e doutorado que não acaba. É um aprendizado muito grande. E tenho humildade de saber que todo dia é só o começo.”

Como todo amigo, Dudu também ofereceu, não é mesmo?! “Quis passar, principalmente, a forma de fazer. Trabalho como produtor e gravando, adoro entrar em estúdio, então, minha vontade sempre foi fazer o que faço para mim, para ele. E assim passei a ele a forma como penso a música, como entendo meus arranjos”, diz.

Dudu Lima Trio convida Stanley Jordan

Nesta terça, 26, às 20h30, no Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa, s/n)

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Veículo: Globo Esporte

Editoria: Atletismo

Data: 25/06/2018

Link: https://globoesporte.globo.com/atletismo/noticia/brasil-tera-20-atletas-no-mundial-de-atletismo-sub-20-da-finlandia.ghtml

Título: Brasil terá 20 atletas no Mundial de Atletismo Sub-20 da Finlândia

Foi definida, neste domingo (24), a equipe brasileira de atletismo que vai representar o país no Mundial Sub-20, entre 10 e 15 de julho em Tampere, na Finlândia. Dentre os classificados, destaque para a presença expressiva de velocistas mulheres, são oito em um total de 13 convocadas. O time masculino terá sete representantes. As últimas vagas foram conquistadas no Campeonato Brasileiro da categoria disputado neste fim de semana em Bragança Paulista (SP).

Uma das performances mais empolgantes no Estádio do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo (CNDA) foi de Tiffani Marinho. A atleta conseguiu o índice para o Mundial Sub-20 ao completar a semifinal dos 400m em 53s21. A marca mínima exigida era 53s59. No dia seguinte, sábado (23), Tiffani venceu a final com 52s85, estabelecendo novo recorde brasileiro e novo recorde do campeonato, ratificando a qualificação para a Finlândia. O antigo recorde do campeonato era de Eliane Paixão que, em 2007, fez 53s84. O recorde nacional era 52s96 e pertencia à Barbara Farias de Oliveira desde 2010.
Outros dois recordes foram alcançados na competição: Isabel Demarco de Quadros, com 4,10 m no salto com vara e Alencar Chagas Pereira, com 71,24 m no lançamento do martelo. Tiffani Marinho morava em Duque de Caxias e treinava no CEFAN, da Marinha, no Rio de Janeiro. Hoje, defende o Orcampi Unimed Campinas – SP.
– Vim para Campinas (SP) e sabia que a marca ía sair a qualquer momento – completou Tiffani, que treina com Evandro Lazari.

No salto triplo, o Brasil vai muito bem representado para a Finlândia com Mirieli Estaili, atleta da Associação Sorriso de Atletismo, de Mato Grosso. Mirieli não competiu no Brasileiro em Bragança pois já tinha conquistado o índice do Mundial e, como vinha sentindo dores no músculo posterior da coxa, foi poupada pelo treinador Marcos Vieira. Mirieli é a quarta colocada no ranking mundial da categoria no salto triplo com 13,46m. A búlgara Aleksandra Nacheva lidera o ranking, seguida pela cubana Davisleidis Velazco e pela eslovena Eva Pepelnak.

Na disputa por equipes, a campeã do Brasileiro 2018 foi a Orcampi Unimed de Campinas (SP), seguida do SESI (SP) e da EMFCA (RJ). A comissão de treinadores eleita no Congresso Técnico escolheu os dois campeões do lançamento do dardo como os melhores do Campeonato: Pedro Henrique Nunes Rodrigues (Endurance Sports – AM) no masculino e Fabielle Ferreira (SESI – SP) no feminino.

Atletas com índice para o Mundial

Masculino

110 m com barreiras – Vittor Matheus Souza (Espéria)

400 m – Bruno Benedito da Silva (Orcampi Unimed)

400 m com barreiras – Alisson Brendom dos Santos (Pinheiros)

Salto em distância – Weslley Beraldo (ASEMPAR)

Lançamento do dardo – Pedro Henrique Nunes Rodrigues (Endurance)

Lançamento do dardo – Luiz Mauricio Dias da Silva (UFJF)

10.000 m Marcha Atlética – Matheus Gabriel de Liz Correa (AABLU)

Feminino

100 m e 200 m – Lorraine Barbosa Martins (EMFCA-RJ)

100 m – Gabriela Mourão (Futuro Olímpico-RJ)

100 m com barreiras – Micaela Rosa de Melo (UCA-SC)

200 m – Letícia Lima (CT Piauí-PI)

400 m – Giovana Rosália dos Santos (FCTE)

400 m – Tiffani Marinho (Orcampi Unimed-SP)

400 m com barreiras – Marlene Ewellyn dos Santos (EMFCA-RJ)

400 m com barreiras – Chayenne Pereira da Silva (EMFCA-RJ)

Salto triplo – Mirieli Estaili Santos (ASA-Sorriso)

Salto com Vara – Isabel Demarco de Quadros (IEMA São Caetano-SP)

Lançamento do disco – Valquíria Aparecida Meurer (IEMA São Bernardo)

Lançamento do dardo – Fabielle Samira Ferreira (SESI-SP)

Arremesso do Peso – Ana Caroline da Silva (APCEF-MG)

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Veículo: SIMI

Editoria: Notícias

Data: 26/06/2018

Link: http://www.simi.org.br/noticia/Rinonbot_da_UFJF_participa_da_Copa_Mundial_de_Robos

Título: Rinonbot, da UFJF, participa da Copa Mundial de Robôs

A última semana foi bastante agitada para a equipe de robótica da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a Rinobot. É que a equipe desembarcou no Canadá para participar da Copa Mundial de Robôs (RoboCup). A competição realizada entre 16 e 22 de junho contou com a participação de 35 países, quatro mil pessoas e cinco mil robôs. A equipe mineira foi uma das 24 selecionadas para a disputa.

Para Afonso da Fonseca Braga, aluno de engenharia elétrica da UFJF com habilitação em automação e robótica, a participação foi bastante enriquecedora. “Foi uma emoção gigantesca estar nesse evento e ter contato com novas tecnologias, novos robôs, soluções e aplicações Tivemos a chance de estar com contato com as maiores equipes do mundo, trocar experiência, ver como eles fazem, como solucionam os problemas que encontram na equipe”, comentou.

Outra equipe que representou o Brasil foi a UnBeatables, da Universidade de Brasília (UnB) Em parceria, as duas participaram na categoria “Equipe mista”, denominada AstroNAOtas. Sobre a parceria, Afonso explicou que no começo eles entraram na equipe mista para trocar conhecimento com a equipe da UnB e porque as duas equipes não tinham a totalidade dos robôs para competir.

Apesar de “estarem juntas”, o estudante ressaltou que durante a disputa os competidores não podem trocar código, apenas fazer com que os robôs se comuniquem. “A gente conseguiu compartilhar os robôs e dicas entre as duas equipes.” Além disso, ele destacou que a participação nesta categoria proporcionou um crescimento muito grande para as duas equipes e que acredita que após a RoboCup eles evoluirão bastante e mais preparados para a próxima edição.

Sobre a participação na liga Standard Platform (SPL), que consiste em jogar futebol com seis robôs humanoides, a equipe da UFJF já havia conquistado o primeiro lugar na Competição Latino-Americana e Brasileira de Robótica (LARC) na categoria. Para chegar na SPL este ano, eles começaram a trabalhar no projeto no ano passado, após a participação na RoboCup.

“A gente remodelou todo o código, trocando a linguagem de programação e levamos um novo código para o campeonato.” Afonso adianta que agora é o momento de fazer uma nova alteração para a LARC deste ano e aplicar toda a experiência que a competição no Canadá trouxe para a equipe”, ressaltou.

A Rinobot

Fundada em 2016, a equipe de robótica da UFJF busca se aproximar de instituições de ensino, empresas, professores e estudantes que possam contribuir para o desenvolvimento tecnológico. Uma das intenções da equipe é disseminar os estudos em robótica nas escolas da cidade e região. Atualmente, a Rinobot conta com 80 integrantes de mais de 20 cursos da UFJF.

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Veículo: G1 Zona da Mata

Editoria: Notícias

Data: 26/06/2018

Link: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/engenheiros-sem-fronteiras-estende-prazo-de-arrecadacao-de-doacoes-em-juiz-de-fora.ghtml

Título: Engenheiros Sem Fronteiras estende prazo de arrecadação de doações em Juiz de Fora

O projeto Engenheiros Sem Fronteiras prorrogou o prazo de arrecadações para o Haiti para o próximo dia 3 de julho. A iniciativa, que conta com a participação de estudates da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), reúne donativos recolhidos por estudantes de várias instituições de ensino superior do Brasil, com o objetivo de prestar auxílio à população carente do país da América Central.

Segundo o núcleo do projeto em Juiz de Fora, os itens arrecadados irão para a cidade de Bragança Paulista (SP). De lá, as doações serão encaminhadas para a Associação São Francisco de Assis, em Porto Príncipe, capital do Haiti.

Dentre os produtos solicitados estão detergente, escova de dente, esponja de banho, fio dental, papel higiênico, pasta de dente, sabão em pó e em barra, sabonete e shampoo.

A coleta está sendo realizada em pelo menos sete pontos do campus da UFJF:

  • Code Empresa Júnior
  • Núcleo de Atendimento Social da Faculdade de Engenharia (Nasfe)
  • Grupo de Educação Tutorial (GET) do curso de Engenharia de Produção
  • Grupo de Educação Tutorial (GET) do curso Engenharia Ambiental e Sanitária
  • Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Engenharia Civil
  • Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Engenharia Elétrica
  • Equipe Capivara de Eficiência

O Engenheiro Sem Fronteiras é um movimento internacional que surgiu na França durante a década de 1980, mas só chegou ao Brasil em 2010 na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Desde então, o projeto teve adesão de mais de 60 núcleos.

Hoje, a organização conta com aproximadamentre 1,5 mil voluntários e desenvolve projetos de educação, festão e empreendedorismo, infraestrutura, sustentabilidade e engajamento social.

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Veículo: G1 Zona da Mata

Editoria: Notícias

Data: 26/06/2018

Link: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/consulta-publica-discute-criacao-de-parque-estadual-na-mata-do-krambeck-em-juiz-de-fora.ghtml

Título: Consulta pública discute criação de Parque Estadual na Mata do Krambeck em Juiz de Fora

O Instituto Estadual de Florestas (IEF) deve realizar uma consulta pública para avaliar a possibilidade de transformar toda a área da Mata do Krambeck, em Juiz de Fora, em um parque estadual. O local, às margens do Rio Paraibuna, tem 291 hectares de vegetação nativa preservada. A área equivale a 269 campos de futebol.

O ecólogo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Fabrício Alvim Carvalho, acredita que as atividades de extensão universitária e o uso recreativo serão melhor aproveitados com a criação do parque.

“A criação desse parque faz com que Juiz de Fora seja um dos poucos municípios que tenha um parque de proteção ambiental dessa magnitude. Até então nós estamos falando do maior remanescente de floresta privada da Mata Atlântica”, diz.

A audiência pública é apenas uma das etapas da criação do novo espaço. Neste momento, estão sendo levantadas as justificativas para a criação do espaço.

O levantamento serve de base para a criação de um documento que será encaminhado para avaliação da Secretaria de Governo do Estado.

Segundo o coordenador geral do IEF, Arthur Mouço Valente, a consulta pública é espaço ainda para tirar as dúvidas da população em relação à criação do parque.

“A gente está fazendo um processo legal, instrumental, do ponto de vista jurídico da criação do Parque para depois fazer a aquisição das áreas, fazer uma avaliação dos imóveis, os ajustes de indenização e o cumprimento da decisão judicial de desapropriação”, conta.

A audiência acontece uma semana depois da assinatura de um protocolo de intenções do IEF com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A instituição de ensino tem uma área de 82 hectares vizinha à mata, onde está sendo construído um jardim botânico.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Bem JF

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/bem-jf/26-06-2018/engenheiros-sem-fronteiras-de-jf-arrecadam-materiais-de-higiene-para-haitianos.html

Título: Engenheiros Sem Fronteiras de JF arrecadam materiais de higiene para haitianos

O núcleo de Juiz de Fora do movimento Engenheiros Sem Fronteiras estendeu o prazo de arrecadação de produtos de higiene que serão enviados ao Haiti. O prazo para doação dos materiais, que anteriormente iria até 23 de junho, vai até a próxima terça-feira (3). A iniciativa, promovida pela Organização Não-Governamental (ONG) Missão Continental Haiti e apoiada pelo núcleo juiz-forano do Engenheiros Sem Fronteiras, beneficiará pessoas em regiões carentes do país caribenho.

Após a finalização das doações, os itens arrecadados irão para a cidade de Bragança (SP), de onde serão enviados para a Associação São Francisco de Assis, situada em Porto Príncipe, capital do Haiti. Lá os materiais serão distribuídos para as áreas periféricas da cidade. Entre os produtos solicitados para doação estão detergente, escova de dente, esponja de banho, fio dental, papel higiênico, pasta de dente, sabão em pó, sabão em barra, sabonete e shampoo.

A coleta é realizada nos seguintes pontos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF): Code Empresa Júnior, Núcleo de Atendimento Social da Faculdade de Engenharia (Nasfe), GET – Engenharia de Produção, GET – Engenharia Ambiental e Sanitária, PET Civil, PET Elétrica e Equipe Capivara de Eficiência Energética.

O Engenheiros Sem Fronteiras é um movimento internacional que surgiu na França na década de 1980. No Brasil, a primeira sede se instalou em 2010, na cidade mineira de Viçosa e, desde então, teve adesão de mais de 60 núcleos. A organização conta com aproximadamente 1.500 voluntários no país e desenvolve projetos de educação, gestão e empreendedorismo, infraestrutura, sustentabilidade e engajamento social. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (32) 99194-9425 ou (32) 99999-2619.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/26-06-2018/conheca-os-22-agraciados-pelo-merito-henrique-halfeld-outorgado-nesta-terca-feira.html

Título: Conheça os 22 agraciados pelo Mérito Henrique Halfeld, outorgado nesta terça-feira

Vinte e duas pessoas e instituições que contribuíram e contribuem para a projeção e valorização de Juiz de Fora recebem, nesta terça-feira (26), o Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, instituído em 1973 pela Lei 14.496, durante o primeiro mandato de Itamar Franco na Prefeitura. A solenidade acontece às 19h30, no Teatro Paschoal Carlos Magno, no Centro. Nesta edição, foram escolhidos 14 homens, sete mulheres e uma entidade. Os agraciados com o Mérito são definidos por conselho formado pelas secretarias de Governo e Educação, Funalfa, Câmara Municipal, UFJF, Instituto Histórico e Geográfico (IHGJF) e representante dos descendentes do engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld.

Os homenageados

Antônio Carlos Siqueira Dutra – Toninho Dutra é gestor público há mais de 25 anos. Foi superintendente da Funalfa, entre 2008 e 2016. Ator, autor e diretor teatral. Tem diversos trabalhos premiados e textos publicados nas áreas do teatro e da memória.

Armando Falconi Filho – Fundador e coordenador da Fundação Espírita “Allan Kardec”, que desenvolve atividades de estudo e práticas espíritas e de promoção social, atendendo mais de 500 famílias.

Beatriz Iasmin Soares Ferreira – Atleta da seleção brasileira de boxe olímpico, atual campeã continental. Venceu o torneio de Belgrado de 2017 e conquistou o título panamericano da categoria.

Cloves Moura Santos – Contabilista, com especialização no ramo tributário. É diretor administrativo da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Colaborou no recente projeto do Tupynambas Futebol Clube na volta à elite do Campeonato Mineiro.

Evaldo Elias Penna Gavazza – Juiz de direito, titular da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Juiz de Fora. É membro titular da 1ª Turma Recursal e membro efetivo do grupo de monitoramento e fiscalização do sistema prisional.

Fani Maria de Castro Gomes Bracher – Jornalista e artista plástica. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e em diversos países. Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de arte.

Elber Machado Cordeiro – Bacharel em Direito, dedicou toda sua vida à carreira de delegado da Polícia Civil. Dentre 1992 e 1999 foi delegado regional de Juiz de Fora, realizando melhoramentos na estrutura física do Departamento de Polícia.

Gilmara Delmonte – Professora e instrumentadora cirúrgica, com trajetória na área de trabalhos sociais. Há 20 anos criou a personagem “Miloca”, e hoje tem equipe com 40 voluntários, que formam a associação “Doutores do Amor”.

Heveraldo Lima de Castro – Atuando no ramo de panificação há mais de 30 anos, é presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Juiz de Fora. Está à frente da entidade há 17 anos.

Marcelo Baptista de Oliveira – Empresário, nascido no Rio, mas criado em Juiz de Fora, fundou a maior empresa de segurança privada nacional, empregando diretamente mais de 16 mil pessoas.

Marco Antônio Rodrigues de Oliveira – Tenente-coronel, está há 28 anos na Polícia Militar (PM) de Minas. Ocupa o comando do 2º Batalhão de PM.

Maristela Lomar da Silva – Servidora pública efetiva da rede municipal de ensino. Leciona na Escola Municipal “Theodoro Frederico Mussel”, no Bairro Nossa Senhora das Graças há 34 anos ininterruptamente.

Marina de Mattos Salles – Graduada em Direito pela UFJF. É juíza pública federal da 1ª Vara Federal de Juiz de Fora. Compôs a Turma Recursal do Juizado Especial Federal.

Pablo Rony Oazen – Faz cozinha de experimentação e valorização dos produtos de Minas. Foi professor da primeira faculdade de gastronomia da região. No ano passado participou do programa “Masterchef”, tendo sido o vencedor da competição.

Paulo Noronha Guttierrez – Dedicado às causas sociais e políticas. Foi presidente do Clube da Juventude Cristã e presidente de associações de moradores. É secretário-adjunto de Governo da PJF.

Padre Carlos Augusto Alves dos Santos – Reconhecido por seu espírito humanitário. É vigário da “Forania Mãe de Deus”, atuando nas comunidades dos bairros Santa Teresa, Poço Rico, Vila Olavo Costa e Furtado de Meneses.

Robson Garrido de Paiva Silva – Tenente-coronel, ingressou na PM em 1996. Foi chefe do Estado Maior da 4ª Região. Chefe do Centro de Comunicações Operacionais.

Samyra Ribeiro Namen – Promotora de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes da Comarca de Juiz de Fora. Exerce as funções do Ministério Público Eleitoral da Comarca.

Sebastião Prudente Gonçalves de Castro – Fundador de empresa no ramo de papelaria, com 24 lojas nos estados de Rio, Espírito Santo e Minas, promotora da maior feira de capacitação em artesanato.

União Juiz-forana de Associações Comunitárias de Bairros e Distritos (Unijuf ) – Entidade fundada em 31 de março de 1957, congrega mais de 160 bairros representados por suas associações de moradores.

Vítor Mário Valverde – Professor, bacharel em Direito e historiador, ocupou diversos cargos executivos e de assessoramento na administração pública. Foi secretário de Administração e Recursos Humanos (SARH) e comandante da Guarda Municipal (GM) de Juiz de Fora.

Zélia Maria da Costa Ludwig – Graduada em Física, mestre em Tecnologia Nuclear, doutorada e pós-doutora pela USP. É professora e pesquisadora do Departamento de Física da UFJF.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/26-06-2018/mulher-esfaqueada-pelo-ex-companheiro-segue-internada-no-hps.html

Título: Mulher esfaqueada pelo ex-companheiro segue internada no HPS

A mulher de 24 anos esfaqueada pelo ex-companheiro, 23, continua internada nesta terça-feira (26) no HPS de Juiz de Fora. Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, a paciente encontra-se em observação, lúcida e orientada. A tentativa de homicídio aconteceu no fim da tarde de segunda na Vila Esperança II, na Zona Norte. Segundo informações da Polícia Militar, por volta das 17h, uma vizinha, 39, escutou os gritos da vítima na Rua Coronel José Domingos dos Reis. Ao seguir até a casa da jovem, a moradora avistou o criminoso armado com faca. Mesmo diante da mulher ferida e ensanguentada, ele teria tentado desferir outros golpes contra ela.

O homem só teria parado de esfaquear a ex-companheira porque teria se assustado com os gritos da vizinha. Antes da fuga, no entanto, ele ainda pegou um celular e algum dinheiro deixados em cima de uma cama. O agressor correu pela linha férrea em direção à Avenida JK. Ele chegou a ser perseguido pela vizinha e por outros populares, mas conseguiu escapar.

A jovem foi socorrida até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, onde deu entrada com um corte contuso na região do pescoço. Ela estava em estado grave e foi transferida para o HPS no mesmo dia.

Várias viaturas foram mobilizadas no rastreamento em busca do criminoso, mas ele não foi encontrado. Por meio do 190, vizinhos da vítima informaram à PM terem encontrado uma faca ensanguentada nas imediações do local do crime. Militares seguiram para o endereço e apreenderam a arma branca, que estava quebrada. O caso seguiu para investigação na Polícia Civil.

Manifestações

A tentativa de assassinato aconteceu três dias depois de os constantes casos de violência contra a mulher motivarem duas manifestações no Centro da cidade. A trágica morte da psicóloga Marina Gonçalves Cunha, 35, foi lembrada nos dois atos promovidos por coletivos de Juiz de Fora na última sexta-feira (22). A intenção é cobrar que o empresário, 38, marido dela e assassino confesso, seja preso, além de chamar a atenção para a luta contra os casos de feminicídios.

O Maria Maria – Mulheres em Movimento e o Mulheres Medicina – UFJF estiveram reunidos em frente ao Banco do Brasil, no Calçadão da Rua Halfeld. Já o Fórum 8M, composto por mais de 15 entidades, protestou na Praça da Estação para marcar também os cem dias da morte da vereadora Marielle Franco. Velas foram acesas representando as vítimas de feminicídios e de outros assassinatos, como de ativistas, militantes políticos e pessoas LGBT.

O empresário que confessou a morte de Marina por esganadura, durante uma briga do casal, no dia 21 de maio no apartamento em que moravam, no Bairro São Mateus, Zona Sul, chegou a ser preso preventivamente no último dia 7. No entanto, ele foi libertado oito dias depois, por meio de habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A situação revoltou familiares da vítima, cujo corpo foi desovado em um matagal próximo ao Parque da Lajinha e só foi encontrado dez dias depois. A psicóloga deixou três filhos, com idades entre 2 e 6 anos.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/esportes/26-06-2018/nascida-na-suica-e-radicada-no-brasil-isabel-gutruf-tem-torcida-dividida-na-copa.html

Título: Nascida na Suíça e radicada no Brasil, Isabel Gutruf tem torcida dividida na Copa

Brasil e Suíça dividem o mesmo grupo da Copa do Mundo. O duelo entre as duas seleções marcou o começo da trajetória de ambas no Mundial da Rússia. O primeiro jogo sempre gera uma ansiedade para o torcedor, que não vê a hora de o time entrar em campo, marcar o primeiro gol ou celebrar uma vitória. Um nervosismo que deve ser maior ainda quando a torcida é, ao mesmo tempo, para as duas seleções que estão jogando. Inicialmente parece estranho que isso aconteça, mas é verdade.

Filha de uma brasileira com um suíço, a estudante de direito da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Isabel Cristina Gutruf, 19 anos, passa por essa situação na Copa da Rússia. Nascida em Einsiedeln, na Suíça, a jovem veio para o Brasil ainda na adolescência, depois de passar alguns anos morando na Alemanha, e agora vê sua torcida dividida no Mundial. Isabel acreditava que o jogo ficasse no 0 a 0, mas Brasil e Suíça empataram de 1 a 1 na primeira rodada do grupo E.

A estudante se mudou para o Brasil aos 13 anos, com a mãe e a irmã mais nova. Quando chegou por aqui, a adaptação não foi um problema. “O brasileiro é brincalhão e acolhedor”, disse ela. O desafio ficou, na verdade, por trocar o alemão pelo português.

Por que Juiz de Fora?

Isabel diz que a escolha por Juiz de Fora veio depois que sua mãe, natural de Angra dos Reis (RJ), conheceu a cidade e achou ser um lugar confortável para morar com as filhas. “Eu gosto muito daqui. Muita gente não sabe, mas Juiz de Fora é maior que muita cidade na Suíça. Zurique tem 400 mil habitantes. Sair da Suíça e chegar ao Rio de Janeiro seria um susto enorme. Em Juiz de Fora se pode conciliar uma boa educação, infraestrutura e ainda ter uma certa tranquilidade. Minha mãe achou aqui interessante.”

A estudante diz que não acompanha futebol, mas gosta de assistir aos jogos da Copa. “Eu não vejo tanto futebol, mas na Copa eu gosto. Já vi na Suíça, na Alemanha e aqui. Sempre é uma experiência diferente.” Nesta edição do torneio, as duas seleções pelas quais Isabel declara sua torcida têm a chance de avançar juntas para a próxima fase. Algo que a deixa mais tranquila. “Eu ainda nem tinha pensado nisso. Me lembraram disso no trabalho. Graças a Deus, né!?”, comemorou ela.

Nesse clima de torcida dividida, Isabel lembra de um episódio angustiante no duelo entre Suíça e Argentina (pelas oitavas de final da Copa de 2014) que acabou eliminando sua nação daquele campeonato. “Foi um sofrimento. A Suíça tomou um gol no fim da prorrogação e foi eliminada.” Naquele ano, a Argentina acabou chegando à final, mas foi derrotada pela Alemanha, que acabou se consagrando campeã.

Segundo Isabel, na Suíça as pessoas não têm o hábito de se mobilizar pelo jogo do próprio país, como fazemos aqui no Brasil. E essa característica dos trópicos ela já absorveu e garante que vai parar e assistir aos jogos, ainda que dentro da sua própria casa, como foi na partida entre seus países, no qual o coração balançou um pouquinho no sentido europeu. “Eu torci um pouquinho a mais pela Suíça. No Brasil tem 200 milhões torcendo, lá são só oito. Tenho que ficar do lado deles”, brincou Isabel.

Na hora do jogo, bandeira da Suíça pendurada na varanda do apartamento e foto para os amigos. “Meus amigos me perguntavam para qual lado eu ia torcer, aí falei: ‘vou torcer pela Suíça’. Quando mandei foto de como estava aqui em casa, o pessoal tomou susto, mas levou na brincadeira. Acho que não estão acostumados com uma bandeira diferente, na rua é tudo do Brasil. Eu gostei!”

Os dois juntos

Isabel diz estar satisfeita com o desempenho da seleção suíça até agora. Em dois jogos, um empate com o Brasil e uma vitória contra a Sérvia. A Suíça está no segundo lugar do Grupo E, com os mesmos 4 pontos do primeiro colocado, o Brasil, só que perdendo no saldo de gols. Nesta quarta (27), a tarde será de decisão, um verdadeiro “haja coração”. A partir das 15h (de Brasília), conheceremos os dois classificados deste grupo para as oitavas de final da Copa. A Suíça joga com a Costa Rica (já eliminada), enquanto o Brasil encara a Sérvia. Três seleções disputando duas vagas e prometendo emoção até o fim da rodada.

Para Isabel, fica a torcida por Suíça e Brasil seguirem no Mundial e também um olhar atento ao Grupo F, de onde sairão os adversários das oitavas. “Acredito que a Suíça vai passar junto com o Brasil. Isso seria o cenário ideal. E, outra coisa: seria muito legal ver um jogo entre Suíça e Alemanha, ainda mais que também já vivi lá.” E nesse caso, o coração não duvidaria: “minha torcida continuaria para a Suíça.”

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Veículo: Voo livre

Editoria: Coluna Cesar Romero

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/26-06-2018/a-101.html

Título: Voo livre

Vice-reitora da UFJF, Girlene Alves participou da 3ª Conferência Regional de Educação Superior da América Latina e do Caribe, na Argentina.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/26-06-2018/especialistas-defendem-estrategias-de-acolhimento-as-criancas.html

Título: Especialistas defendem estratégias de acolhimento às crianças

Se falar sobre suicídio entre adolescentes e adultos é uma tarefa difícil, por conta do temor e do estigma envolvendo episódios tão brutais, imagine reconhecer a ocorrência de casos entre crianças? A reação natural diante dessa possibilidade é de aversão. No entanto, a realidade mostra que a infância vem sendo negligenciada na contemporaneidade, e isso tem se refletido em adoecimento. Só este ano, em Juiz de Fora, pelo menos três meninos e meninas entre 8 e 12 anos tentaram se matar dentro de casa e nenhum desses eventos entrou na estatística da Polícia Militar divulgada pela Tribuna no último domingo, quando o jornal apontou que, de janeiro para cá, houve 40 tentativas e 18 episódios de autoextermínio na cidade. No ano passado, os dados apontam para 31 óbitos e 97 tentativas. A cada cem mil habitantes brasileiros, 1,7 entre 5 e 19 anos morrem por suicídio.

A urgência de se buscar estratégias de acolhimento e apoio junto à população infantojuvenil é confirmada por dados internacionais. Relatório apresentado, ano passado, no Encontro Anual de Sociedades Pediátricas dos Estados Unidos apontou que as internações de menores de idade por tentativas de suicídio dobraram entre 2008 e 2015. O estudo mostrou o aumento de internações principalmente entre as meninas a partir de 5 anos. Também revelou que o suicídio é hoje a segunda causa de mortes de crianças e jovens em idade escolar nos EUA, ficando atrás apenas de acidentes. No Brasil, é a segunda causa de mortes entre adolescentes, perdendo apenas para causas externas.

Para a psicóloga do desenvolvimento infantil Martha Loures Choucair de Oliveira, nenhuma discussão em torno do tema pode estar descontextualizada do viés psicobiossocial. “O contexto contemporâneo é marcado por um conjunto de variáveis que incidem no comportamento humano, entre eles, consumismo, competitividade, individualismo, novas tecnologias. Parece que essas variáveis têm interferido na dinâmica familiar, gerando consequências para a criança que está em processo de construção da sua identidade”, analisa.

Segundo Martha, é necessária a construção de uma rede dialógica entre família, serviço de psicologia, equipe médica, escola e os demais contextos nos quais a criança está inserida, vislumbrando a criação de estratégias para a garantia de sua saúde integral. “O suicídio e o seu crescimento entre crianças e jovens precisa ser repensado por cada um de nós, cidadãos, a partir de uma visão crítica e reflexão do conjunto de valores que a gente vem disseminando, a partir da nossa própria conduta.”

Ministério da Saúde quer reduzir casos

Com a meta de reduzir em 10% a mortalidade por suicídio, até 2020, o Ministério da Saúde lançou uma agenda estratégica de prevenção do suicídio para acompanhar o número anual de mortes e desenvolver programas que atuem preventivamente junto à população. O Brasil é signatário do Plano de Ação em Saúde Mental, lançado em 2013 pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e a redução da taxa de mortalidade faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De 2011 até 2015, o Brasil registrou aumento da taxa de mortalidade por suicídio, saltando de 10.490 casos para 11.736. Se em 2011 eram 5,3 casos por cem mil, em 2015, a média foi de 5,7 casos. O aumento de lesões autoprovocadas voluntariamente, um termo técnico, levou o país a tornar a notificação obrigatória a partir de 2011, embora a subnotificação de eventos ainda seja uma realidade.

Com a Agenda Estratégica de Prevenção, o Ministério da Saúde quer promover ações para a vigilância e prevenção do suicídio e promoção da saúde no Brasil. Também pretende ampliar o Acordo de Cooperação Técnica com o Centro de Valorização da Vida (CVV) e criar discussões permanentes de grupo de trabalho envolvendo as secretarias de Vigilância e de Atenção à Saúde. A ideia é construir um Plano Nacional de Prevenção do Suicídio através de vários eixos relacionados à informação, ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial e ainda à capacitação dos profissionais de saúde. “Uma das coisas que mais ajudam em termos de prevenção são os exemplos de pessoas que passaram pelo problema e conseguiram enxergar outras alternativas, resolvendo a situação de uma forma mais saudável”, explica o professor de psiquiatria da UFJF, Alexander Moreira. Ele lembra ainda que é importante a busca de atendimento, o apoio da família e o apoio religioso.

Em Juiz de Fora, existem vários serviços tanto na área de saúde quanto religiosa que prestam assistência às pessoas em sofrimento

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/26-06-2018/jogo-do-brasil-altera-horario-de-servicos-em-jf-nesta-quarta-feira.html

Título: Jogo do Brasil altera horário de serviços em JF nesta quarta-feira

Em função da exibição do jogo da Seleção Brasileira contra a Sérvia, nesta quarta-feira (27), às 15h, alguns serviços de atendimento ao público terão o horário alterado em Juiz de Fora. Na Saúde, as unidades básicas de saúde (UBSs) funcionarão das 7h ao meio-dia. Os demais serviços da área, funcionarão até às 13h. Entretanto, as unidades de urgência e emergência, como Hospital de Pronto Socorro (HPS), unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte, Sul e Oeste, Regional Leste e Pronto Atendimento Infantil (PAI) funcionarão normalmente, sem qualquer interrupção.

Os bancos irão abrir ao público apenas na parte da manhã, das 9h às 13h. A alteração foi determinada pela circular n.º 3.897, do Banco Central, e justificada por “motivos de segurança das agências e do transporte de valores”. A medida é válida em todo o território nacional, para todas as agências bancárias. A orientação do Banco Central e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é para que as agências divulguem orientação sobre as alterações nos horários em lugar visível aos clientes com 48 horas de antecedência.

Segundo o Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio), não foi estabelecido horário especial em função da Copa para os estabelecimentos comerciais. Os empresários terão a liberdade de decidir como será o funcionamento de seus próprios negócios. A decisão de alteração dependerá de acordo entre os funcionários e os patrões.

A UFJF seguirá a orientação do Ministério de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão de alterar o funcionamento dos órgãos e entidades, de modo que o expediente se encerrará às 14h. Os dirigentes das unidades da instituição foram orientados a observar os turnos de funcionamento dos setores, preservando o atendimento dos serviços considerados essenciais.

No Tribunal Regional Federal (TRF), o expediente será das 7h30 às 13h. Os prazos processuais iniciados ou completados nesses dias devem ser prorrogados para o próximo dia útil, e as audiências agendadas para essas datas estão suspensas. A apreciação de ações, procedimentos e medidas de urgência que visem a evitar perecimento de direito serão mantidas.

Os servidores municipais vão encerrar o expediente até as 13h, o que não se aplica aos servidores da Cesama, Empav e Emcasa, assim como funcionários que trabalham sob escala de plantão, como nas áreas de limpeza pública, saúde, Guarda Municipal e Settra. O atendimento no Espaço Cidadão Centro não será realizado nesta quarta, em virtude do início de obras relativas à pintura interna. Entre os dias 28 e 6 de julho, o atendimento ao público será realizado no horário normal, das 8h às 18h, na sala anexa ao salão principal, até que se conclua a pintura interna do local.

A Área Azul Digital também terá horário diferenciado. A cobrança no estacionamento rotativo será das 8h às 14h, e não das 8h às 18h, como habitualmente acontece nos dias úteis.

Escolas

Na área de educação, o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino da Região Sudeste (Sinepe) informou que a recomendação é de que o funcionamento das escolas siga o mesmo formato adotado pelas agências bancárias, com fim das atividades a partir das 13h, conforme alteração determinada pela circular n.º 3.897, do Banco Central. A Superintendência Regional de Ensino realiza atendimentos das 8h às 14h, conforme orientação do Estado.

O Governo de Minas Gerais seguirá as diretrizes do Judiciário e do Legislativo e também adota horários especiais de funcionamento nos dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo, com expediente das 8h às 14h. Assim como na administração municipal, a exceção são os trabalhadores em serviços essenciais, que continuam com seus horários normais.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Blog Sala de Leitura

Data: 26/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/blogs/sala-de-leitura/26-06-2018/danielle-magalhaes-junta-poesia-politica-amor-e-observacoes-cotidianas-em-quando-o-ceu-cair.html

Título: Danielle Magalhães junta poesia, política, amor e observações cotidianas em “Quando o céu cair”

Todos os dias, a grande imprensa joga na nossa cara a crueza da vida. Ficamos inertes. Tristemente, às vezes, já não conseguimos nem mesmo refletir sobre o que nos é mostrado, tamanha a paralisia. Preferimos trocar de canal. Buscar algo que nos espante ou, pelo menos, que nos faça ficar longe do que é tragicamente bombardeado na mídia. Chego a pensar que, hoje, já não há mais o que nos sensibilize.

Mas, sim, existe o jornalismo humanizado, aquele que nos aproxima da dor do outro sem coisificá-lo, sem fazer dele um produto para segurar a audiência. Ironicamente, achei o que buscava não nas páginas de um jornal, mas na poesia de Danielle Magalhães. Chorei. “Corredores de hospital mudam/a consciência que passamos a ter da vida/ do tempo da morte/ e do amor/ mal sabemos/ que esquecer pode ser tão fácil/ não sem o custo/ de se deparar com a falta/ é isso/ esquecemos/ como um exercício de sobrevivência/como um exercício de sobrevivência”, dispara a poeta nos primeiros versos de “últimos dias”.

Na última quinta-feira, a escritora carioca, de 28 anos, passou por Juiz de Fora para lançamento do livro “Quando o céu cair” (7 Letras, 128 páginas) e bate-papo com os alunos da disciplina “Literatura e interdisciplinaridade”, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários da UFJF. Na obra, a autora junta poesia e política, sem deixar escapar o amor. Une a isso tradição e renovação, pensamento, observações cotidianas, casualidades e dados enciclopédicos. Coisas que passam habitualmente pela cabeça dela, elementos completamente inesperados, movimentos demasiadamente humanos e acontecimentos cósmicos ou pré-históricos. Danielle lança mão de um ritmo determinado pela ausência de pontuação, alternância de versos longos e curtos e repetições.

“Penso que os poemas são, ao mesmo tempo, a provocação da queda e a queda. É porque o céu não cansa de cair todo dia que a escrita acontece para estar à altura – ou à baixeza – desta queda. A ausência de pontuação pode ser lida como um fôlego atravessado por tantas coisas a serem ditas. Mas é essa ausência que também permite dizer para além do dito, ou seja, continuar dizendo, uma vez que a falta de pontuação abre o sentido, permitindo ler os versos de várias formas e, assim, abrindo possibilidades de dizer, abrindo possibilidades de fazer cair o céu e de se mover na queda e com a queda”, afirma a escritora que, graduada em História pela UFF, transferiu-se para as Letras, onde fez mestrado e cursa doutorado em Teoria Literária.

Marisa Loures – Seu livro apresenta um trânsito de temas, fala de poesia, mas também de política. Você acredita numa poesia sem política?

Danielle Magalhães – A meu ver, nada é político a priori. Antes eu achava que toda poesia era política ou que todo gesto de escrever um poema era um gesto político. Mas aí veio o Temer. E o Temer escreve poemas. E aí? Também precisamos ver que nada é poético a priori. Chamaremos o que ele escreve de poesia? Ponderamos se toda poesia é política? Acho que o tempo coloca questões para repensarmos o que entendemos por poesia e por política. Sempre prefiro partir do não-todo, do não a priori, do não pressuposto. Por isso acho importante pensarmos não na poesia como um todo, mas em poemas, e analisar a singularidade do poema, analisar se há modos de ler uma política nesse poema ou se há modos políticos em jogo nesse poema, a partir do que estivermos entendendo por política. Assim como acho que não sabemos o que é política – se é que um dia soubemos –, então precisamos nos perguntar se há A política, ou se a política aparece também em experiências singulares. Acredito que a poesia tem muitas formas de ser política, ou há muitas formas políticas que a poesia instaura, ou há uma outra política – diferente da que estamos vivendo – que a poesia instaura, mas, por ora, não penso que poesia e política sejam sinônimos. Eu não sei o que é política, também não sei responder o que é poesia, e é por isso que continuo escrevendo, buscando saber, buscando entender. Acredito que possa haver uma poesia sem política, mas, no momento, não me interessa uma poesia sem política, explicitamente ou não.

– Em seus textos, há um ritmo determinado pela ausência de pontuação, alternância de versos longos e curtos e repetições. Em se tratando desse trânsito de temas que o livro apresenta, o deslizamento de ritmosé indispensável para o resultado que você queria?

Sim, o deslizamento é indispensável porque justapõe temas e ritmos que, a princípio, seriam contrários, colocando-os em uma relação de horizontalidade. Emparelhando-os, falar de uns é falar de outros. Acho que o deslizamento, ainda que em queda, traz esse efeito diferente do que se pensássemos a verticalidade do poema apenas como uma escavação a ser desvendada. Ir pela escavação é ir esperando um fundo, o desvelamento de um segredo, de um sentido último. Ir pelo deslizamento é ir sabendo que não há fundo, é ir deslizando e não perfurando, é ir na irrupção dos sentidos e não buscando um sentido. É claro que, já a partir do título, existe uma verticalidade, como a queda, o salto, mas entendo esses termos muito mais como intensidades que, infinita e abissalmente, fendem a superfície, do que como um desvendamento dela.

– “Nos poemas, há uma tensão insolúvel oscilante entre uma força agregadora e outra dispersiva, entre consonância e dissonância, entre via e desvio, entre continuidade e deriva, entre organização e desorganização, entre orientação e desorientação, entre centramento e descentramento, entre solução e dissolução, entre fazimento e desfazimento”. Essa tensão é um reflexo do seu tempo, do seu momento de escrita?

Pode ser um reflexo do meu momento de escrita, mas acho que é um reflexo do pensamento mesmo, das formas do pensamento, das formas como as coisas nos atravessam. Eu diria que é um reflexo de como a vida mesma nos atravessa, assim, nesse paradoxo, nessa tensão. A vida não nos chega de modo compartimentado, mas em impasses. Acolhendo isso, os poemas não performatizam senão o movimento da vida e do pensamento.

– Lendo o poema “últimos dias”, fiquei com a sensação de que ali sua intenção era fazer poesia, mas também fazer um jornalismo humanizado. Algo que não vemos com frequência na grande mídia…

Acho muito interessante você ver o poema como “jornalismo humanizado”, porque jornalismo humanizado não é apenas jornalismo. Já leram esse poema como conto, poderiam dizer que talvez ele flerte com a crônica, com o diário, mas é a primeira vez que escuto uma designação que traz a palavra “jornalismo”. Como o próprio nome diz, jornalismo é algo da dimensão diária, uma relação cotidiana com o seu tempo, havendo no poema esse mesmo vínculo. Mas quando penso em jornalismo, penso na grande mídia, e você trouxe o jornalismo humanizado como oposição à “grande mídia”. Acho interessante ver o poema por esse ponto de vista, primeiro porque a comunicação do poema e a da grande mídia são opostas: enquanto aquela não visa comunicar, mas garantir as potências da comunicabilidade, essa visa comunicar claramente, assegurando um sentido, fechando o sentido em um dito. Pensando nos dias de hoje, a grande mídia é isso que paralisa as pessoas, ela não nos oferece nada, apenas a clareza na qual não conseguimos nos mover. Sem sombra de dúvidas, a comunicação da grande mídia não tem falhas. Ela nos atira à clareza do sentido e não conseguimos fazer nada com essa clareza escancarada – sobretudo, quando se trata da exposição crua da violência. O filósofo Giorgio Agamben tem uma frase, no texto “O cinema de Guy Debord”, que sintetiza bem isso. Ele diz: “As mídias adoram o cidadão indignado mas impotente.”. A poesia, ao contrário disso, nos impulsiona a comunicar, sempre de um modo diferente, a cada vez que um poema é lido. Conseguimos nos mover nas falhas e com as falhas na comunicação do poema. Conseguimos tornar a falha um lugar em que é possível dizer e continuar dizendo. Quando você vê o poema como um “jornalismo humanizado”, penso que o jornalismo poderia ter outra forma de lidar com os dias, aproximando-se da linguagem do poema. Parece-me que é o poema que traz o “humanizado” para o jornalismo, seja porque o poema lida com as falhas, seja porque lida com o outro como limite, limite esse que o jornalismo atual tenta apagar. E é esse limite que permite o cuidado com o outro.

– Nesse mesmo poema, tive a impressão de estar vendo a cena descrita por você e de que o seu Zé Carlos e a preta velha são muito reais. A mesma sensação eu tive com a mulher síria do poema que dá nome ao livro. Esses personagens são pessoas reais que cruzaram sua vida?

Sim. Mas acho que, menos importante do que dizer se são pessoas reais ou não, o que importa é o teor de realidade que o texto traz. Acredito que o real é inapreensível, inacessível, então, seja um texto declaradamente ficcional ou não, ele nunca apreenderá o real. É essa impossibilidade de apreensão do real que faz com que o poema, porém, tangencie, gire em torno do real, movendo-se nessa e com essa impossibilidade de apreensão, apontando-a, indicando-a, e, ao mesmo tempo, dando forma a ela. Sendo essa tentativa de dizer essa impossibilidade, o poema já toca o real.

– Durante sua fala no PPG Letras, você, por várias vezes, destacou uma necessidade de fazer uma poesia que pensa no outro, que conversa com outras pessoas. No poema “Biografia”, inclusive, chega a mencionar: “acordei com um cansaço/ pensando na grande quantidade/ de mulheres/ que estão escrevendo/ nas mulheres/ que há hoje/ na poesia brasileira”. Quem são as outras escritoras contemporâneas com as quais sua literatura conversa? O que na literatura delas mais dialoga com seus escritos?

Há inúmeras escritoras, poetas ou não, que eu poderia citar, porém, vou me ater às poetas com as quais os poemas do “Quando o céu cair” dialogam mais explicitamente: Annita Costa Malufe, Bruna Mitrano, Maíra Ferreira, Marília Garcia, Simone Brantes, Taís Bravo e Yasmin Nigri. A oralidade, a densidade em uma superfície deslizante, a abertura à alteridade e aos fantasmas, o rés do chão do ser e da vida, a exposição das falhas (dos tempos, da existência, da linguagem), a inquietação pelo contemporâneo, a escrita que se sustenta como ruína e desejo.

– Ainda no poema “Biografia”, você relata que fez História, mas que “ficar pensando/ nas inúmeras lutas/ através dos séculos/ não alivia o cansaço.” Completa dizendo que a História é “uma senhora lenta e caprichosa/ mas às vezes muitas vezes/ ela é muito mais/ do que lenta às vezes/ ela até anda para trás. Você já escrevia antes de trocar a História pela Letras. Qual foi a importância dessa mudança para a sua escrita?

Quando eu fui para a Letras, eu pude estar mais perto de pessoas que estavam escrevendo, que fazem da escrita um ofício. Passei a estar mais em contato com poetas, o que me permitiu ler mais poesia, dialogar mais, frequentar eventos de poesia e de arte, então essa troca próxima me moveu a escrever também como uma possibilidade de conversar com essas pessoas e com suas produções. Além disso, eu encontrei uma liberdade na Letras que eu não tinha na História. Na literatura lidamos com as falhas na comunicação, e fazemos das falhas a propulsão da linguagem, a abertura ao sentido, a possibilidade de dizer. A História, me parece, ainda precisa buscar a verdade no dito, ainda precisa fechar a interpretação em um sentido. Talvez porque isso ainda seja necessário para o nosso tempo, quando ainda não temos nem os mínimos direitos garantidos, quando ainda não podemos contar nem com o básico para a sobrevivência. A literatura e a História são importantes para um modo de viver mais justo, mas cada uma a seu modo. Acho, porém, que elas conversam, que são vizinhas. Eu prefiro a literatura, também porque ela me permite ficar nessa relação de vizinhança com a História. Acho mesmo que a literatura tem uma relação de vizinhança com os saberes, estando sempre lado a lado e, ao mesmo tempo, fora. Mas, ao contrário da História, a literatura, por abraçar a abertura do sentido, permite que possamos fazer de um texto, de um poema, outra coisa. A História, por se fechar a um sentido, não move a fazer do texto outra coisa, não se destina ao uso. Uma das coisas que ambas se ocupam, no entanto, é a memória. Poetas e historiadores, por se ocuparem do terreno esburacado da memória (e quem disse isso foi uma filósofa, Hannah Arendt), por aprenderem a viver com os fantasmas (e quem disse isso foi outro filósofo, Derrida), trazem mais justiça ao mundo.

– Ainda no poema “Biografia”, você relata que fez História, mas que “ficar pensando/ nas inúmeras lutas/ através dos séculos/ não alivia o cansaço.” Completa dizendo que a História é “uma senhora lenta e caprichosa/ mas às vezes muitas vezes/ ela é muito mais/ do que lenta às vezes/ ela até anda para trás. Você já escrevia antes de trocar a História pela Letras. Qual foi a importância dessa mudança para a sua escrita?

Quando eu fui para a Letras, eu pude estar mais perto de pessoas que estavam escrevendo, que fazem da escrita um ofício. Passei a estar mais em contato com poetas, o que me permitiu ler mais poesia, dialogar mais, frequentar eventos de poesia e de arte, então essa troca próxima me moveu a escrever também como uma possibilidade de conversar com essas pessoas e com suas produções. Além disso, eu encontrei uma liberdade na Letras que eu não tinha na História. Na literatura lidamos com as falhas na comunicação, e fazemos das falhas a propulsão da linguagem, a abertura ao sentido, a possibilidade de dizer. A História, me parece, ainda precisa buscar a verdade no dito, ainda precisa fechar a interpretação em um sentido. Talvez porque isso ainda seja necessário para o nosso tempo, quando ainda não temos nem os mínimos direitos garantidos, quando ainda não podemos contar nem com o básico para a sobrevivência. A literatura e a História são importantes para um modo de viver mais justo, mas cada uma a seu modo. Acho, porém, que elas conversam, que são vizinhas. Eu prefiro a literatura, também porque ela me permite ficar nessa relação de vizinhança com a História. Acho mesmo que a literatura tem uma relação de vizinhança com os saberes, estando sempre lado a lado e, ao mesmo tempo, fora. Mas, ao contrário da História, a literatura, por abraçar a abertura do sentido, permite que possamos fazer de um texto, de um poema, outra coisa. A História, por se fechar a um sentido, não move a fazer do texto outra coisa, não se destina ao uso. Uma das coisas que ambas se ocupam, no entanto, é a memória. Poetas e historiadores, por se ocuparem do terreno esburacado da memória (e quem disse isso foi uma filósofa, Hannah Arendt), por aprenderem a viver com os fantasmas (e quem disse isso foi outro filósofo, Derrida), trazem mais justiça ao mundo.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Podcast

Data: 27/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/podcast/sociedade/27-06-2018/vida-sustentavel-projeto-da-ufjf-discute-reciclagem-e-sustentabilidade-em-escolas-de-jf.html

Título: Vida Sustentável-Projeto da UFJF discute reciclagem e sustentabilidade em escolas de JF

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 27/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/27-06-2018/projeto-busca-inserir-mulheres-vitimas-de-violencia-no-mercado-de-trabalho.html

Título: Projeto busca inserir mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho

Reinserir mulheres vítimas da violência no mercado de trabalho é um dos objetivos do projeto Porta da Cidadania. O lançamento da iniciativa acontece às 9h desta quinta-feira (28), na Casa da Mulher, no Bairro Jardim Glória, região central, e marca os 5 anos da instituição de acolhimento municipal, comemorados em maio. O programa é fruto de parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (Sedettur), Procon, Sebrae e Senac.

Desde sua inauguração, em 2013, a Casa da Mulher já realizou mais de 12 mil atendimentos, incluindo apoio psicológico, social e orientação jurídica. Além de receber as vítimas de agressões no contexto da violência doméstica, a instituição acolhe e cria ambiente de segurança para a pessoa atendida, estabelecendo vínculo de confiança individual e institucional.

Os serviços são oferecidos por uma rede integrada pelas polícias Civil e Militar, Poder Judiciário, Defensoria Pública, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e instituições de ensino superior, como a UFJF e outros faculdades particulares. O objetivo é dar proteção às mulheres, com maior rigor na punição a cinco tipos de violência no âmbito familiar: física, sexual, patrimonial, moral e psicológica.

A população ainda conta com a Justiça Restaurativa e a Rede de Enfrentamento da Violência Doméstica (Revid), que promove reuniões mensais e palestras, além da cerimônia anual do “casamento social”. No dia 25 de maio, por exemplo, foi celebrada a união de 168 casais.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Coluna Cesar Romero

Data: 27/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/27-06-2018/a-102.html

Título: Conselho a Neymar

Quando a Seleção entrar em campo hoje para o jogo decisivo com a Sérvia, seria bom que Neymar se lembrasse dos conselhos do professor da UFJF, Renato Miranda, repassados durante entrevista ao “Fantástico”. Segundo o juiz-forano e doutor em Psicologia do Esporte, “Neymar, que vem sofrendo desde a Copa de 2014, tem que exercitar a autodisciplina e a autoconfiança, sorrir, brincar e usufruir deste momento tão especial na vida dele”.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 27/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/esportes/27-06-2018/diego-armando-maradona-de-oliveira-conta-como-e-carregar-o-nome-do-super-idolo-da-argentina.html

Título: Diego Armando Maradona de Oliveira conta como é carregar o nome do superídolo argentino

Encontrar alguém com o nome de algum craque do futebol brasileiro não é tão raro, mas encontrar alguém com o nome do maior ídolo da maior seleção rival do Brasil no futebol é um tanto curioso. Diego Armando Maradona de Oliveira, 18 anos, é natural de Lima Duarte e estudante da UFJF. Seu nome é fruto do amor de Claudiney José de Oliveira, seu pai, pela Seleção Argentina. Você deve imaginar que crescer num país onde o futebol é uma das maiores paixões da nação com o nome do craque rival não deve ter sido fácil. Mas, como o próprio Diego afirma que, apesar das piadas, carrega o nome do jogador com muito orgulho e é torcedor da seleção hermana.

Diego conta algumas curiosidades em função do seu nome diferente, principalmente quando entrou na faculdade e seu nome foi parar na lista de aprovados. Segundo ele, no dia da matrícula, seus veteranos estavam ainda mais ansiosos pela chegada do Maradona. “Foi muito engraçado, eles foram perguntando pessoa por pessoa que saía da matricula se era o Maradona e, quando eu finalmente saí, eles comemoraram tanto que parecia final de copa” comenta o estudante sobre sua recepção.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 27/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/26-06-2018/medalha-henrique-halfeld-e-entregue-22-personalidades-e-instituicoes.html

Título: Medalha Henrique Halfeld é entregue a 22 personalidades e instituições

Vinte e duas pessoas e instituições que contribuíram e contribuem para a projeção e valorização de Juiz de Fora receberam, nesta terça-feira (26), o Mérito Comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, instituído em 1973 pela Lei 14.496, durante o primeiro mandato de Itamar Franco na Prefeitura. A solenidade aconteceu no Teatro Paschoal Carlos Magno, no Centro. Nesta edição, foram escolhidos 14 homens, sete mulheres e uma entidade. Os agraciados com o Mérito são definidos por conselho formado pelas secretarias de Governo e Educação, Funalfa, Câmara Municipal, UFJF, Instituto Histórico e Geográfico (IHGJF) e representante dos descendentes do engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld.

Os homenageados

Antônio Carlos Siqueira Dutra – Toninho Dutra é gestor público há mais de 25 anos. Foi superintendente da Funalfa, entre 2008 e 2016. Ator, autor e diretor teatral. Tem diversos trabalhos premiados e textos publicados nas áreas do teatro e da memória.

Armando Falconi Filho – Fundador e coordenador da Fundação Espírita “Allan Kardec”, que desenvolve atividades de estudo e práticas espíritas e de promoção social, atendendo mais de 500 famílias.

Beatriz Iasmin Soares Ferreira – Atleta da seleção brasileira de boxe olímpico, atual campeã continental. Venceu o torneio de Belgrado de 2017 e conquistou o título panamericano da categoria.

Cloves Moura Santos – Contabilista, com especialização no ramo tributário. É diretor administrativo da Câmara Municipal de Juiz de Fora. Colaborou no recente projeto do Tupynambas Futebol Clube na volta à elite do Campeonato Mineiro.

Evaldo Elias Penna Gavazza – Juiz de direito, titular da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Juiz de Fora. É membro titular da 1ª Turma Recursal e membro efetivo do grupo de monitoramento e fiscalização do sistema prisional.

Fani Maria de Castro Gomes Bracher – Jornalista e artista plástica. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e em diversos países. Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de arte.

Elber Machado Cordeiro – Bacharel em Direito, dedicou toda sua vida à carreira de delegado da Polícia Civil. Dentre 1992 e 1999 foi delegado regional de Juiz de Fora, realizando melhoramentos na estrutura física do Departamento de Polícia.

Gilmara Delmonte – Professora e instrumentadora cirúrgica, com trajetória na área de trabalhos sociais. Há 20 anos criou a personagem “Miloca”, e hoje tem equipe com 40 voluntários, que formam a associação “Doutores do Amor”.

Heveraldo Lima de Castro – Atuando no ramo de panificação há mais de 30 anos, é presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Juiz de Fora. Está à frente da entidade há 17 anos.

Marcelo Baptista de Oliveira – Empresário, nascido no Rio, mas criado em Juiz de Fora, fundou a maior empresa de segurança privada nacional, empregando diretamente mais de 16 mil pessoas.

Marco Antônio Rodrigues de Oliveira – Tenente-coronel, está há 28 anos na Polícia Militar (PM) de Minas. Ocupa o comando do 2º Batalhão de PM.

Maristela Lomar da Silva – Servidora pública efetiva da rede municipal de ensino. Leciona na Escola Municipal “Theodoro Frederico Mussel”, no Bairro Nossa Senhora das Graças há 34 anos ininterruptamente.

Marina de Mattos Salles – Graduada em Direito pela UFJF. É juíza pública federal da 1ª Vara Federal de Juiz de Fora. Compôs a Turma Recursal do Juizado Especial Federal.

Pablo Rony Oazen – Faz cozinha de experimentação e valorização dos produtos de Minas. Foi professor da primeira faculdade de gastronomia da região. No ano passado participou do programa “Masterchef”, tendo sido o vencedor da competição.

Paulo Noronha Guttierrez – Dedicado às causas sociais e políticas. Foi presidente do Clube da Juventude Cristã e presidente de associações de moradores. É secretário-adjunto de Governo da PJF.

Padre Carlos Augusto Alves dos Santos – Reconhecido por seu espírito humanitário. É vigário da “Forania Mãe de Deus”, atuando nas comunidades dos bairros Santa Teresa, Poço Rico, Vila Olavo Costa e Furtado de Meneses.

Robson Garrido de Paiva Silva – Tenente-coronel, ingressou na PM em 1996. Foi chefe do Estado Maior da 4ª Região. Chefe do Centro de Comunicações Operacionais.

Samyra Ribeiro Namen – Promotora de Defesa da Educação e dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes da Comarca de Juiz de Fora. Exerce as funções do Ministério Público Eleitoral da Comarca.

Sebastião Prudente Gonçalves de Castro – Fundador de empresa no ramo de papelaria, com 24 lojas nos estados de Rio, Espírito Santo e Minas, promotora da maior feira de capacitação em artesanato.

União Juiz-forana de Associações Comunitárias de Bairros e Distritos (Unijuf ) – Entidade fundada em 31 de março de 1957, congrega mais de 160 bairros representados por suas associações de moradores.

Vítor Mário Valverde – Professor, bacharel em Direito e historiador, ocupou diversos cargos executivos e de assessoramento na administração pública. Foi secretário de Administração e Recursos Humanos (SARH) e comandante da Guarda Municipal (GM) de Juiz de Fora.

Zélia Maria da Costa Ludwig – Graduada em Física, mestre em Tecnologia Nuclear, doutorada e pós-doutora pela USP. É professora e pesquisadora do Departamento de Física da UFJF.

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