Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Esportes

Data: 22/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/esportes/22-06-2018/torcedores-vao-da-tensao-ao-extase-na-praca-civica-da-ufjf.html

Título: Torcedores vão da tensão ao êxtase na Praça Cívica da UFJF

Cadeiras de praia, cangas, bandeiras, acessórios e camisas em verde, amarelo, vermelho, um arco-íris também exposto em chapéus, bonés e até guarda sol. Se no dia 16 de junho de 1990 os juiz-foranos comemoravam o gol de Muller na apertada vitória sobre a Costa Rica em duelo da Copa da Itália, nessa manhã desta sexta (22), 28 anos depois, estudantes, famílias e funcionários ligados à UFJF deram cores à tensão em 98 minutos, transformada em alívio e euforia na Praça Cívica da Federal com os gols de Philippe Coutinho e Neymar, aos 46 e 53 minutos do segundo tempo.

Segundo profissionais da vigilância da UFJF, o local recebeu pouco mais de 300 pessoas. Entre elas estava Luciana Martins, 47 anos. Ajudante de serviços gerais da Planejar, ela resolveu curtir com os dois filhos o clima de Copa do Mundo no campus universitário e pediu música para unir às cores dos presentes. “Tá faltando samba. O Brasil é futebol e samba também. O clima contagia, e com a música tem gol. Acredito em uma vitória de 2 a 0!”, cravava, antes da partida.

As cores também foram utilizadas pela estudante de Artes da Federal, Gabrielle Stehling, com tinta no rosto. “No último jogo eu esperava muito, mas foi um empate. Aí pensei que se viesse animada e com o rosto pintado ajudaria um pouco a animar a galera e fazer o jogo ser melhor desta vez”, conta a jovem, que não é fã de futebol.

“Gosto é de acompanhar a Copa, todos os dias, por esse clima e das festas. Até mesmo o pessoal que não converso, do meu curso, se encontra e senta junto comigo e meus amigos. Ficamos conversando, bebendo e é tudo muito legal. Mas mesmo a Copa sendo uma festa em que as pessoas esquecem muito o que está acontecendo, a gente devia vivenciar ela, mas prestar ainda mais atenção na nossa política”, opina.

A oportunidade de vibrar com os amigos também foi aproveitada pelos estudantes da UFJF Leandro Costa, Ruan Rodrigues, David Knop e Wesley do Vale. “Resolvemos vir para a UFJF porque todos ficam juntos em um ambiente muito legal. Copa do Mundo é isso aí. Contagia!”, justifica Wesley. Otimista, o quarteto apostava em um 3 a 0 o a favor da Seleção Brasileira. Em meio à tensão dos primeiros minutos, houve tempo para pitacos.

“Como o Danilo machucou, entrou o Fágner, que é muito contestado. Na minha opinião, o Rafinha, do Bayern (de Munique, da Alemanha), merecia mais chances. E vou puxar um pouco de clubismo para o meu lado, mas gostaria muito que o Lucas Paquetá estivesse”, analisa o flamenguista Leandro. A preocupação, presente na torcida quando o árbitro voltou atrás na marcação de pênalti, ou a cada desarme dos defensores canarinhos em contra-ataques da Costa Rica, também estava latente. “Precisamos golear. Eliminar o empate daquela primeira rodada e fazer 3 a 0 para ficar mais tranquilos”, destacou David.

Os gols, sobretudo o primeiro, do meia Philippe Coutinho, gerou uma explosão de alegria nos tensos juiz-foranos. A sensação de alívio prevaleceu na Praça Cívica, como relata Jéssica Maria, 18, estudante de Artes e Design na Federal. “Quase desmaiei de tanta felicidade! Sou apaixonada por Copa do Mundo, realmente louca! No primeiro minuto eu estava muito nervosa, porque o Brasil não estava indo, e no último (antes do gol) já estava desacreditada, mas o Brasil começou a jogar e fiquei muito feliz.

Após muito nervosismo, o alívio

O estudante de Sistemas de Informação, Felipe Augusto, 22 anos, era um dos mais intensos torcedores na Praça Cívica desde o primeiro segundo. Enrolado em uma bandeira do Brasil, ele não permanecia sentado com os amigos por um minuto sequer, seja por reclamações com algum personagem da partida ou lances de perigo. O transparente nervosismo dos quase 100 minutos de embate se transformou, após o apito final, em alívio. “O Brasil estava pressionando, não saía o gol. Depois ficamos muito aliviados!”, conta.

A vitória foi a cereja do bolo em uma experiência diferente para o estudante. “Foi muito bacana, a ideia muito boa. A galera veio em peso. Estávamos na tensão desde o primeiro jogo. O Brasil jogou bem, mas infelizmente não apareceu o individual. Mas agora conseguimos a vitória. Esse resultado traz muito mais tranquilidade. No próximo jogo, quem sabe, vamos ganhar!”, avalia Felipe.

Com uma faixa escrito “100% Jesus”, a ligação de Fabiana Duque, estudante de Arquitetura do CES/JF, com o camisa 10 da Seleção Brasileira era nítida. Neymar tem o costume de, quando campeão, colocar na testa a faixa com os mesmos dizeres. A ação da torcedora de Lima Duarte deu sorte. “Desde meus 12 anos sou muito fã do Neymar. Tinha fã clube dele. Sempre acompanhei a carreira, o último gol foi dele hoje, uma emoção muito maior para mim. Também comecei a chorar, porque gosto muito dele e de Copa. A Copa une a galera, gosto sempre de assistir com minha família, mas como não sou daqui, estar com os amigos que fiz em Juiz de Fora é muito emocionante”, destaca a jovem de 21 anos.

O sentimento vivenciado enquanto a bola rolou, para Fabiana, reflete o sofrimento que os brasileiros passam o ano inteiro. “Mas no fim sempre temos motivos de orgulho. Deveríamos ter muito mais motivos para nos orgulhar, independente do que está acontecendo, e lutar até o fim porque no final a gente vai conseguir”, diz, esperançosa.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 22/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/22-06-2018/exposicao-na-ufjf-homenageia-fernando-pessoa.html

Título: Exposição na UFJF homenageia Fernando Pessoa

De tanto ser Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Bernardo Soares e alguns outros, ele tornou-se Fernando Pessoa, poeta português mundialmente conhecido. Multiplicou-se e continua a multiplicar-se. Na mostra “Personas – Transliterações poéticas em Fernando Pessoa”, aberta para visitação nesta sexta-feira, 22, na Galeria Reitoria, 32 artistas revisitam pelas vias das artes visuais uma poesia que atravessou o século XX e chegou ao XXI mantendo-se absolutamente atual. E urgente. “Escrevemos para ser o que somos ou para ser aquilo que não somos. Em um ou em outro caso, nos buscamos a nós mesmos. E se temos a sorte de encontrar-nos — sinal de criação — descobriremos que somos um desconhecido. Sempre o outro, sempre ele, inseparável, alheio, com teu rosto e o meu, tu sempre comigo e sempre só”, analisa o ensaísta mexicano Nobel da Literatura em 1990, Octávio Paz, em “O desconhecido de si mesmo: Fernando Pessoa”, explicando uma transmutação que deu conta de fazer encontrar si mesmo, o outro e o mundo.

“Mal sabem que toda naturalidade é artifício. Que somos fenda”, escreve Vermelho em seu “Cartaz vermelhas”, trabalho no qual se corresponde com um dos heterônimos mais populares de Pessoa, por ser, sobretudo, humano. Pseudônimo de um artista nascido muito tempo antes, Vermelho foi inaugurado em 2015, na Cosmococa de Hélio Oiticica, em Inhotim. Trazia consigo o mesmo artifício do poeta português: ser outro para ser ele próprio. “Não sei se posso chamar de ironia, mas é a chave do trabalho: quanto mais o outro se destaca, mais o um aparece. Quando mais Álvaro ele é, mais Pessoa consegue ser. Quanto mais Vermelho me torno, mais Rafael eu sou. Meu projeto é fazer o Rafael desaparecer totalmente para o Vermelho aparecer totalmente. Assim, o Rafael terá sucesso”, diz o artista, que também está produzindo postais para Alberto Caeiro e telegramas para Ricardo Reis.

“A pesquisa tem uma relação muito forte com o Pessoa, mas também, diferenças. Ele tem outras versões possíveis que surgem a partir dele. E não tem o compromisso com a vida dele em alguns momentos. Têm esse componente catártico. Os heterônimos parecem colocar na poética o que o Pessoa não conseguiu em vida. Já na minha perspectiva, o Vermelho singulariza a minha própria vida, fazendo dela uma obra de arte, desnaturalizando as coisas e entendendo a vida como um processo criativo. Trabalho de forma que seja impossível uma distinção entre o Vermelho e o Rafael, num desejo de fazer chegar ao ponto em que um cubra o outro, sendo Vermelho mais Rafael do que ele mesmo. Rafael foi a lagarta e Vermelho é a borboleta”, discursa, num constante estado performativo. O que é arte e o que é vida? Tudo é uma excitante experiência, diria Álvaro de Campos.

Num gesto que em muito conforma o universo contemporâneo e suas diferentes estratégias de criar personas virtuais, Vermelho leva ao extremo a fusão entre criador e criatura. “Até no banheiro a multidão nos persegue”, diz ele, na carta disposta na mostra. “A demanda contemporânea pede mais uma espécie de fragmentação, de construção de imagens diferentes em instâncias diferentes. No meu caso, busco um centro de gravidade, uma forma de me tornar íntegro e conseguir operar isso. Vermelho é um ponto de referência para escolhas. Da minha escolha de indumentária, que passa a ser operada num sentido estético, e minha relação com as pessoas também. Até mesmo minha apresentação já é uma performance, já cria um deslocamento”, afirma. “Esse é seu nome verdadeiro?”, costumam perguntá-lo. “Sim!”, ele não abre mão de responder, para logo concluir: “Mas se quiser o nome do documento será outro. Vermelho é o meu nome.”

Agindo na performance, Vermelho traz para o encontro com Fernando Pessoa, na exposição que segue em cartaz até o dia 3 de agosto, outra artista que se desdobrou em multidão, a sérvia Marina Abramovic. “Não só estou performando, como estou mostrando que estou performando para evidenciar o processo. Esse extremo do meu trabalho deseja tornar isso consciente e registrável, deixando rastro. Eu mancho”, assinala, pontuando seu interesse pela metalinguagem. “Também tenho o Preto e o Rosa, na ideia de ser múltiplo sem ser fragmentado. Hoje meu guarda-roupa trabalha com essas três cores, e vou construindo outros elementos que cada uma dessas cabeças vão trazendo. É na mesma ideia da Santíssima Trindade, são referências que não se isolam. São partes nomeadas de mim. Reconheço como intensidades: tenho intensidades vermelhas, pretas e rosas. Digo que sou vermelho na vida, preto na carne e rosa no desejo. O preto passa pelo devir negro. O rosa passa pelas questões da sexualidade, do gênero e dos afetos, e hoje pesquiso o universo queer. Vermelho é a linha de frente.”

Interpretações, apropriações e traduções

Performativo como o poema do qual retirou o título, o trabalho assinado por Valéria Faria e Paulo Alvarez diz das muitas personas que se enumeram numa mesma existência, sob um mesmo nome, no passar dos anos, no soprar das velas dos bolos de aniversário. “No tempo em que festejavam o dia dos meus anos e ninguém estava morto” reúne fotografias de aniversários e objetos pessoais da dupla. “Já vínhamos trabalhando com álbum de família, a questão da memória, o significado dos objetos e, também com uma relação com os poetas que abordam a passagem do tempo, a solidão e a saudade”, aponta Valéria, pró-reitora de Cultura da UFJF e curadora da mostra que, como o homenageado, faz-se diversa em discursos e suportes, indo do grafite aos quadrinhos, passando por vídeo, colagem, pintura e outros recursos. “Esse caos, a densidade, o questionamento da vida estão presentes na mostra”, ressalta ela, apontando para as 40 frases coladas no chão e paredes, capazes de mostrar um escritor entre a angústia e a lucidez questionadora.

“Fernando Pessoa vai e volta, está sempre fazendo abordagens duais de todas as questões”, sugere Valéria, que livremente negociou os poemas com os artistas, que, por sua vez, convidaram, cada um, outros artistas para também interpretarem os escritos em dupla. Das interpretações, apropriações e traduções, todas produzidas exclusivamente para a exposição, chama atenção a atualização que trabalhos como o de Priscilla de Paula são capazes de dar a versos escritos há quase um século. Numa pintura que reproduz uma tela de computador, com suas muitas abas, mensagens e imagens, a artista e professora do Instituto de Artes e Design da UFJF retrata o presente para o qual Fernando Pessoa parece dizer tão, e singularmente, bem. Basta observar seu poema em linha reta, escrito muito antes do Facebook e do Instagram com seus feeds repletos de sorrisos e glórias: “Nunca conheci quem tivesse levado porrada./ Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.”

PERSONAS – TRANSLITERAÇÕES POÉTICAS EM FERNANDO PESSOA

Visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, na Galeria Reitoria da UFJF (Campus Universitário). Até 3 de agosto

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 22/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/21-06-2018/medalha-geraldo-pereira-homenageia-personalidades-na-camara.html

Título: Medalha Geraldo Pereira homenageia personalidades na Câmara

Foi entregue nesta quinta-feira (21), no plenário da Câmara Municipal, a medalha Geraldo Pereira. A homenagem é entregue pela segunda vez em Juiz de Fora e acontece no ano em que comemora-se o centenário do sambista e compositor, celebrado no próximo dia 23.

Dez pessoas receberam a honraria, criada pelo vereador Antônio Aguiar (MDB). Os homenageados foram escolhidos pelo Conselho do Mérito, formado por representantes da Câmara, UFJF, Funalfa, Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora, Associação Cultural Estação Palco, Conselho Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Educação.

A medalha visa contemplar pessoas físicas e/ou jurídicas que se notabilizaram na produção, difusão e engrandecimento das manifestações artísticos-culturais e sociais da cidade e região.

O sambista

Geraldo Pereira nasceu em Juiz de Fora em 23 de abril de 1918. Aos 12 anos se mudou para o morro da Mangueira no Rio de Janeiro. Aos 20 anos já cantava nas rádios cariocas e gravava discos. Foi amigo de Cartola e é considerado um dos principais expoentes do samba sincopado, cujas variações rítmicas são ainda mais acentuadas, e mais tarde, influenciaria a bossa nova. Confira a lista dos agraciados:

Carla Imaculada Rosa Barbosa

Flávio Aloísio Carneiro – Flavinho da Juventude

Iêda Maria Loureiro de Carvalho

Instituto Cultura do Samba

Laura Conceição

Lúdica Música

Márcio Gomes

Onze:20

Ronaldo Tadeu Magalhães Pereira – Ronaldo Tropical

Silvana Marques

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Notícias

Data: 23/06/2018

Link: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/ufjf-disponibiliza-quase-1-mil-vagas-nos-dois-campi-para-o-sisu-2018.ghtml

Título: UFJF disponibiliza quase 1 mil vagas nos dois campi para o Sisu 2018

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) disponibilizou 933 vagas em 42 cursos nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares para a edição 2018 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A pré-matrícula on-line para os aprovados teve início nesta sexta-feira (22).

Para a realização do procedimento, os convocados devem confirmar o interesse até às 23h59 do dia 28 de junho através de um link disponível na página da UFJF. O procedimento é obrigatório e o candidato que não participar perde o direito à vaga.

De acordo com o cronograma da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara), a etapa presencial acontece nos dias 4 e 5 de julho, quando os aprovados deverão apresentar a documentação comprobatória das informações fornecidas durante o processo de seleção, com base no grupo de ingresso escolhido.

Lista de espera

Para aqueles que ainda não foram aprovados na primeira opção, é possível se inscrever na lista de espera do Sisu entre os dias 22 e 27 de junho para aguardar novas classificações.

A UFJF irá divulgar o primeiro edital de reclassificação no dia 11 de julho, às 12h. Os aprovados através deste edital terão novos prazos para realização de pré-matrícula on-line e, posteriormente, a matrícula presencial com a entrega de documentos.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Coluna Cesar Romero

Data: 23/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/23-06-2018/a-100.html

Título: Voo livre

Presidente da Associação Brasileira de Educação em Engenharia, Vanderli Fava fala, hoje, na UFJF.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 23/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cultura/23-06-2018/o-que-ver-no-festival-de-musica-antiga-em-julho.html

Título: O que ver no Festival de Música Antiga em julho

A crise atingiu em cheio a organização do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, que desde 2015 – ano em que chegou a ser cancelado, mas aconteceu com programação reduzida meses depois – luta com os poucos recursos financeiros para manter uma tradição que se iniciou na cidade da década de 1980.

Mesmo sem a programação diversificada de outrora, em que era comum a presença de nomes internacionais da música erudita, diversas oficinas e alunos com seus instrumentos pelas ruas, o evento persiste com menos datas e atrações, mas já tem data certa para acontecer este ano: entre 22 e 29 de julho, o festival oferece concertos e óperas no Teatro Pró-Música, na Igreja do Rosário e no Cine-Theatro Central. Durante o dia, haverá apresentações de integrantes do Pró-Música e do Coral Cesama, entre outros, em diversas partes da cidade. Também vão acontecer oficinas e o Encontro de Musicologia Histórica, evento bianual marcado para os dias 19 e 20 de julho, antecipando o festival.

O concerto de abertura, no dia 22, às 20h, será no Cine-Theatro Central com a Orquestra de Câmara Sesiminas; o encerramento, no dia 29, às 20h, no mesmo local, terá a ópera “Vendado es amor, no es ciego”, atração nunca apresentada na íntegra no Brasil. Além de fechar a programação, ela mantém a tradição do evento de homenagear algum antigo artista, neste caso, o compositor barroco espanhol José de Nebra, um dos grandes compositores dramáticos da península ibérica na primeira metade do século XVIII, cujos 250 anos de morte completam-se em 2018.

Supervisor do Pró-Música e diretor do festival, Marcus Medeiros diz que o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga mantém o mesmo tamanho e formato do ano anterior em termos de atrações, mas que foi possível ampliar o número de oficinas para esta edição, além de manter a tradição bienal do Encontro de Musicologia Histórica. Esses encontros sempre rendem um livro, e que o de 2016 foi disponibilizado recentemente no formato digital, podendo ser encontrado na página do Encontro na internet. Tanto as oficinas quanto o Encontro de Musicologia Histórica estão com as inscrições – gratuitas – abertas.

Em busca de mais recursos

A respeito das dificuldades para manter o evento, Marcus diz que a UFJF – que assumiu a responsabilidade total do festival há três anos – conta atualmente apenas com seus próprios recursos, sem os repasses da Prefeitura, que desde então auxilia através de outros meios. A instituição tem tentado, segundo ele, obter recursos por outras vias. “Aprovamos o projeto na Lei Rouanet, mas infelizmente não conseguimos captar recurso externo, pois muitos editais já estavam fechados, e as empresas, com recursos comprometido. Para o ano que vem, estamos com novo projeto e queremos iniciar o processo de captação o quanto antes, mesmo nesse momento de crise”, diz o diretor do festival.

“Nós buscamos, caso consigamos apoio por meio da Lei Rouanet, voltar gradativamente ao formato anterior. A maior dificuldade é o processo de captação, pois não podemos captar recursos diretamente. Quem realiza esse processo é a Fadep (Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão), cadastrada pela universidade para gerir os projetos.”

Sobre o festival, Marcus Medeiros afirma que o objetivo é oferecer programação diversificada a partir das possibilidades. No caso da ópera, ela vai reunir uma equipe montada especialmente para o espetáculo, com artistas e técnicos brasileiros e estrangeiros, além de músicos de Juiz de Fora, alunos da oficina e cantores locais.

“Também teremos a professora de canto Veruschka Mainhard, que vai fazer um concerto homenageando os 70 anos de falecimento do compositor brasileiro Lorenzo Fernandez, com o acompanhamento de um quinteto de cordas e minha participação ao piano. Sua pesquisa de doutorado foi baseada nesse artista, e estamos tentando trazer a filha dele, Marina Lorenzo Fernandez, para assistir ao recital e, se possível, fazer uma palestra sobre a obra dele. Ela fundou um conservatório de música em Montes Claros com o nome do pai.”

Medeiros destaca ainda os concertos do Grupo de Choro na Universidade, do Quarteto Francisco Mignone, com participação especial de Gustavo Trindade, e de Cravo e Traverso, com Mário Trilha e Márcio Páscoa, interpretando a obra de diversos artistas.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 24/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/24-06-2018/jovens-compartilham-expectativas-e-experiencias-do-intercambio.html

Título: Jovens compartilham expectativas e experiências do intercâmbio

Morar em outro país durante um período pode ser uma experiência agregadora: convive-se com novas culturas, aprende-se novas línguas e novas formas de pensar. Além disso, o autoconhecimento se desenvolve no período que se passa longe de casa. É com esta intenção, e também em busca de conhecimentos acadêmicos, que cerca de 60 estudantes da UFJF partem rumo a diferentes países, espalhados pelos cinco continentes, no final deste mês.

Os acadêmicos foram contemplados pelo Programa de Intercâmbio Internacional de Graduação (PII-GRAD) da instituição. Para o edital de 2018, a iniciativa firmou parceria com 38 instituições em 17 países. Neste ano, 300 estudantes se inscreveram e 75 foram selecionados. Porém, apenas os 60 prosseguiram com os trâmites. Deste total, 20 foram contemplados com bolsas de auxílio financeiro, que, segundo o edital, podem variar de US$ 3.400 a 6.500, dependendo do destino do estudante, e que devem ser utilizados para auxiliar na compra de passagens, moradia, alimentação, entre outros custos. A verba que subsidia o programa, cerca de R$ 450 mil, parte da matriz orçamentária da UFJF.

Segundo a diretora de Relações Internacionais da UFJF, Bárbara Daibert, as bolsas são destinadas, preferencialmente, aos estudantes que já são bolsistas dos programas de apoio estudantil da instituição, ou seja, acadêmicos em condição sócio-econômica vulnerável. Os critérios específicos para esta escolha encontram-se definidos na Resolução n° 15/2014 do Conselho Superior da UFJF. Mas ela explica que as outras 40 vagas também são resultado de auxílio para os estudantes, já que eles estudarão gratuitamente. “A maioria das universidades fora do Brasil tem mensalidades muito altas, mas, através dos acordos, ninguém paga mensalidade, por isso chamamos todos de bolsistas.”

Apesar de oferecer intercâmbio para destinos variados, segundo Bárbara, Portugal é o país mais requisitado pelos estudantes, já que a língua portuguesa também é o idioma falado no país. No entanto, a UFJF está tentando mudar este quadro. “Mudamos um pouco os critérios para Portugal. Pedimos muito menos vagas para lá e ampliamos o número de destinos para outros países. Existe uma questão de comodidade do aluno brasileiro de não querer aprender uma língua estrangeira. Quando ele sair daqui para fazer a candidatura em outras universidades, a maioria vai exigir a proficiência, então precisa ter a língua e tem que ter feito a proficiência antes de se candidatar.”

Dicas

Uma ferramenta para incentivar os alunos a buscarem outros destinos é a oferta de ensino de outras línguas pela própria universidade. Conforme a diretora Bárbara Daibert, o aluno que deseja fazer intercâmbio em um país onde a língua nativa não é o português pode se preparar dentro da instituição. “Hoje a UFJF já tem um processo democrático de ensino de língua. O aluno, já no primeiro período, pode se inscrever no Programa de Universalização e no Idioma sem Fronteiras, de graça, então não tem essa desculpa.”

Outra dica para quem deseja vivenciar a experiência é se preparar antes mesmo da publicação do edital por meio do qual o estudante pretende tentar a vaga do intercâmbio. Os estudantes que se preparam têm vantagens sobre os outros. “O aluno que está interessado em participar do programa precisa olhar o nosso site e o edital do ano anterior, que muda muito pouco de ano para ano, verificar o que é preciso para fazer o intercâmbio, se a universidade exige proficiência… Todas as regras estão lá. Quando sai o edital em outubro, aquele aluno que já olhou, se preparou e já levantou documentação, está com vantagem se comparado ao aluno que só começa a ver essas coisas depois que sai o edital.”

Desenvolvimento pessoal é  ponto positivo

O estudante do 10º período de Engenharia Elétrica, Álvaro Salles Santiago, 23 anos, foi um dos contemplados pelas 20 bolsas de auxílio financeiro. Ele vai para a Índia no final deste mês, para estudar, durante seis meses, na Hindustan Institute of Technology and Science, localizada na cidade de Chennai, a mais de dois mil quilômetros de Nova Deli, capital do país. Ele conta que, sem a bolsa, seria difícil aproveitar a oportunidade. “A bolsa é a razão principal de eu estar indo para o intercâmbio. É algo importantíssimo que a universidade faz, poder oferecer esse auxílio aos seus estudantes.”

Álvaro explica que a escolha pelo instituto se deve a uma série de fatores, e que o intercâmbio era uma vontade antiga. “A Ásia é conhecida por ter esta referência em tecnologia, e a Índia não fica distante dos países que mais revelam nomes de peso na pesquisa e CEOs de grandes empresas no mundo. Fora o inglês, que eu preciso melhorar para o mercado de trabalho. É uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer, conhecer outras culturas e melhorar meu aspecto profissional. Sempre fiquei atento a essas possibilidades, quais eram os requisitos mínimos e, dessa vez, fui feliz na escolha.”

Em sua primeira viagem internacional, Álvaro diz que o desenvolvimento acadêmico será acompanhado por outros interesses. “No primeiro momento, quero entender a cultura, presenciar a questão das diferenças sociais, entender como funciona a religião, a sociedade em si, a relação das pessoas com os costumes e crenças… isso vai me ajudar a crescer como ser humano, desenvolver a parte social e lidar com coisas totalmente diferentes”, prevê.

Alunos capacitados

Para a UFJF, a possibilidade de ter um aluno qualificado é outro ponto positivo, já que ele pode ingressar em uma pós-graduação e/ou mestrado, investindo em pesquisa. “Existe um ganho cultural imenso, que a gente não consegue mensurar. É um ganho de visão de mundo que só uma experiência fora pode conferir, para lidar com questões do outro, que hoje são tão importantes na sociedade que estamos vivendo. O ganho acadêmico também é muito bom, porque a gente privilegia um aluno que já tem um contato com uma linha de pesquisa lá fora. A gente precisa universalizar a pós-graduação na universidade também. E se há questionamento dizendo que o aluno vai para o mercado e não para a pós, sabemos que estamos mandando um aluno para o mercado de trabalho que já tem a experiência da mobilidade fora do país.”

Vivência no exterior pode estimular autoconhecimento

A estudante do último ano de Engenharia de Produção, Laura Matos, 23, embarcou para a Polônia no ano passado, e retorna para o Brasil em julho, após um ano de intercâmbio. Ela estudou na Politechnika Wroclawska (Wroclaw University of Science and Technology), localizada em Wroclaw (Breslávia), e conta que a maior dificuldade foi a adaptação. “É tudo muito diferente no Leste Europeu. O clima, as comidas, os costumes, a vida social. Demorei muito para me acostumar com o clima, para entender como lidar, para escolher as melhores roupas…”. O destino, segundo ela, foi escolhido por reunir boa avaliação da instituição, turismo e contato com pessoas de diferentes nacionalidades. “Além disso, a Polônia era um dos poucos locais que só tinha concorrência entre a Engenharia, então isso facilitaria para eu conseguir a bolsa”.

Laura diz que o que mais a impressionou em sua vivência no país foi a diferente forma de tratamento que os alunos recebem na universidade. “De fato, o conhecimento institucional me espantou muito, porque eles lidam com a graduação e com o ensino de uma forma completamente diferente. Até o entendimento do espaço da universidade é encarado de forma mais convidativa. A pressão é bem menor e a relação professor-aluno é diferente em muitas formas”.

A estudante destaca ainda o ganho no autoconhecimento durante o intercâmbio. “Com certeza o autoconhecimento que ganhei foi uma coisa que acho que não conseguiria de nenhuma outra forma. Ter contato com tantas culturas diferentes, com tantos jeitos de encarar a faculdade, as matérias, os estudos, a vida social… Acho que isso foi o principal. Também desenvolvi muito meu Inglês e aprendi um pouco do Polonês também”, conta.

Oportunidades e visão de mundo ampliadas

O estudante do 8º período de Comunicação Social, Matheus de Andrade, está em Portugal, cursando algumas disciplinas de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa. Durante o período de um ano, ele vem se mantendo com ajuda dos pais, com economias que juntou no Brasil e tem feito trabalhos como freelancer. Ele explica que resolveu cursar matérias de um curso diferente do que faz no Brasil.

“No campo teórico, relações internacionais é um tema que sempre me chamou mais a atenção, e ir para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), que tem um papel fundamental na história recente da geopolítica portuguesa, me fez ver Relações Internacionais como uma escolha óbvia. No período, tive a oportunidade de ouvir alguns dos principais nomes do mundo em áreas como terrorismo e a independência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, temas pouquíssimos conhecidos no Brasil, e que, quando mencionados, são marcados pela falta de amadurecimento da concepção brasileira dos fatores externos”.

Em Lisboa, ele teve a oportunidade de escrever para grandes veículos brasileiros, como a revista Piauí e o jornal “Folha de S.Paulo”. “Logo nas primeiras semanas houve a eleição para as autarquias, sobre a qual tive oportunidade de escrever para a Piauí. Logo ali, defini que tinha feito uma boa escolha. Acho que as oportunidades que tive para além do instituto foram as mais decisivas. Ter escrito para o maior jornal do Brasil e para minha revista preferida foram duas oportunidades que dificilmente eu teria caso estivesse em Juiz de Fora. Mas, de maneira geral, o cosmopolitismo lisboeta, junto à maturidade do povo português, são dois aspectos que me influenciaram muito. Espero, de alguma forma, contribuir com o Brasil depois de ter vivenciado isso”, conta.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 24/06/2018

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Título: Jovens compartilham expectativas e experiências do intercâmbio

Morar em outro país durante um período pode ser uma experiência agregadora: convive-se com novas culturas, aprende-se novas línguas e novas formas de pensar. Além disso, o autoconhecimento se desenvolve no período que se passa longe de casa. É com esta intenção, e também em busca de conhecimentos acadêmicos, que cerca de 60 estudantes da UFJF partem rumo a diferentes países, espalhados pelos cinco continentes, no final deste mês.

Os acadêmicos foram contemplados pelo Programa de Intercâmbio Internacional de Graduação (PII-GRAD) da instituição. Para o edital de 2018, a iniciativa firmou parceria com 38 instituições em 17 países. Neste ano, 300 estudantes se inscreveram e 75 foram selecionados. Porém, apenas os 60 prosseguiram com os trâmites. Deste total, 20 foram contemplados com bolsas de auxílio financeiro, que, segundo o edital, podem variar de US$ 3.400 a 6.500, dependendo do destino do estudante, e que devem ser utilizados para auxiliar na compra de passagens, moradia, alimentação, entre outros custos. A verba que subsidia o programa, cerca de R$ 450 mil, parte da matriz orçamentária da UFJF.

Segundo a diretora de Relações Internacionais da UFJF, Bárbara Daibert, as bolsas são destinadas, preferencialmente, aos estudantes que já são bolsistas dos programas de apoio estudantil da instituição, ou seja, acadêmicos em condição sócio-econômica vulnerável. Os critérios específicos para esta escolha encontram-se definidos na Resolução n° 15/2014 do Conselho Superior da UFJF. Mas ela explica que as outras 40 vagas também são resultado de auxílio para os estudantes, já que eles estudarão gratuitamente. “A maioria das universidades fora do Brasil tem mensalidades muito altas, mas, através dos acordos, ninguém paga mensalidade, por isso chamamos todos de bolsistas.”

Apesar de oferecer intercâmbio para destinos variados, segundo Bárbara, Portugal é o país mais requisitado pelos estudantes, já que a língua portuguesa também é o idioma falado no país. No entanto, a UFJF está tentando mudar este quadro. “Mudamos um pouco os critérios para Portugal. Pedimos muito menos vagas para lá e ampliamos o número de destinos para outros países. Existe uma questão de comodidade do aluno brasileiro de não querer aprender uma língua estrangeira. Quando ele sair daqui para fazer a candidatura em outras universidades, a maioria vai exigir a proficiência, então precisa ter a língua e tem que ter feito a proficiência antes de se candidatar.”

Dicas

Uma ferramenta para incentivar os alunos a buscarem outros destinos é a oferta de ensino de outras línguas pela própria universidade. Conforme a diretora Bárbara Daibert, o aluno que deseja fazer intercâmbio em um país onde a língua nativa não é o português pode se preparar dentro da instituição. “Hoje a UFJF já tem um processo democrático de ensino de língua. O aluno, já no primeiro período, pode se inscrever no Programa de Universalização e no Idioma sem Fronteiras, de graça, então não tem essa desculpa.”

Outra dica para quem deseja vivenciar a experiência é se preparar antes mesmo da publicação do edital por meio do qual o estudante pretende tentar a vaga do intercâmbio. Os estudantes que se preparam têm vantagens sobre os outros. “O aluno que está interessado em participar do programa precisa olhar o nosso site e o edital do ano anterior, que muda muito pouco de ano para ano, verificar o que é preciso para fazer o intercâmbio, se a universidade exige proficiência… Todas as regras estão lá. Quando sai o edital em outubro, aquele aluno que já olhou, se preparou e já levantou documentação, está com vantagem se comparado ao aluno que só começa a ver essas coisas depois que sai o edital.”

Desenvolvimento pessoal é  ponto positivo

O estudante do 10º período de Engenharia Elétrica, Álvaro Salles Santiago, 23 anos, foi um dos contemplados pelas 20 bolsas de auxílio financeiro. Ele vai para a Índia no final deste mês, para estudar, durante seis meses, na Hindustan Institute of Technology and Science, localizada na cidade de Chennai, a mais de dois mil quilômetros de Nova Deli, capital do país. Ele conta que, sem a bolsa, seria difícil aproveitar a oportunidade. “A bolsa é a razão principal de eu estar indo para o intercâmbio. É algo importantíssimo que a universidade faz, poder oferecer esse auxílio aos seus estudantes.”

Álvaro explica que a escolha pelo instituto se deve a uma série de fatores, e que o intercâmbio era uma vontade antiga. “A Ásia é conhecida por ter esta referência em tecnologia, e a Índia não fica distante dos países que mais revelam nomes de peso na pesquisa e CEOs de grandes empresas no mundo. Fora o inglês, que eu preciso melhorar para o mercado de trabalho. É uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer, conhecer outras culturas e melhorar meu aspecto profissional. Sempre fiquei atento a essas possibilidades, quais eram os requisitos mínimos e, dessa vez, fui feliz na escolha.”

Em sua primeira viagem internacional, Álvaro diz que o desenvolvimento acadêmico será acompanhado por outros interesses. “No primeiro momento, quero entender a cultura, presenciar a questão das diferenças sociais, entender como funciona a religião, a sociedade em si, a relação das pessoas com os costumes e crenças… isso vai me ajudar a crescer como ser humano, desenvolver a parte social e lidar com coisas totalmente diferentes”, prevê.

Alunos capacitados

Para a UFJF, a possibilidade de ter um aluno qualificado é outro ponto positivo, já que ele pode ingressar em uma pós-graduação e/ou mestrado, investindo em pesquisa. “Existe um ganho cultural imenso, que a gente não consegue mensurar. É um ganho de visão de mundo que só uma experiência fora pode conferir, para lidar com questões do outro, que hoje são tão importantes na sociedade que estamos vivendo. O ganho acadêmico também é muito bom, porque a gente privilegia um aluno que já tem um contato com uma linha de pesquisa lá fora. A gente precisa universalizar a pós-graduação na universidade também. E se há questionamento dizendo que o aluno vai para o mercado e não para a pós, sabemos que estamos mandando um aluno para o mercado de trabalho que já tem a experiência da mobilidade fora do país.”

Vivência no exterior pode estimular autoconhecimento

A estudante do último ano de Engenharia de Produção, Laura Matos, 23, embarcou para a Polônia no ano passado, e retorna para o Brasil em julho, após um ano de intercâmbio. Ela estudou na Politechnika Wroclawska (Wroclaw University of Science and Technology), localizada em Wroclaw (Breslávia), e conta que a maior dificuldade foi a adaptação. “É tudo muito diferente no Leste Europeu. O clima, as comidas, os costumes, a vida social. Demorei muito para me acostumar com o clima, para entender como lidar, para escolher as melhores roupas…”. O destino, segundo ela, foi escolhido por reunir boa avaliação da instituição, turismo e contato com pessoas de diferentes nacionalidades. “Além disso, a Polônia era um dos poucos locais que só tinha concorrência entre a Engenharia, então isso facilitaria para eu conseguir a bolsa”.

Laura diz que o que mais a impressionou em sua vivência no país foi a diferente forma de tratamento que os alunos recebem na universidade. “De fato, o conhecimento institucional me espantou muito, porque eles lidam com a graduação e com o ensino de uma forma completamente diferente. Até o entendimento do espaço da universidade é encarado de forma mais convidativa. A pressão é bem menor e a relação professor-aluno é diferente em muitas formas”.

A estudante destaca ainda o ganho no autoconhecimento durante o intercâmbio. “Com certeza o autoconhecimento que ganhei foi uma coisa que acho que não conseguiria de nenhuma outra forma. Ter contato com tantas culturas diferentes, com tantos jeitos de encarar a faculdade, as matérias, os estudos, a vida social… Acho que isso foi o principal. Também desenvolvi muito meu Inglês e aprendi um pouco do Polonês também”, conta.

Oportunidades e visão de mundo ampliadas

O estudante do 8º período de Comunicação Social, Matheus de Andrade, está em Portugal, cursando algumas disciplinas de Relações Internacionais na Universidade de Lisboa. Durante o período de um ano, ele vem se mantendo com ajuda dos pais, com economias que juntou no Brasil e tem feito trabalhos como freelancer. Ele explica que resolveu cursar matérias de um curso diferente do que faz no Brasil.

“No campo teórico, relações internacionais é um tema que sempre me chamou mais a atenção, e ir para o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), que tem um papel fundamental na história recente da geopolítica portuguesa, me fez ver Relações Internacionais como uma escolha óbvia. No período, tive a oportunidade de ouvir alguns dos principais nomes do mundo em áreas como terrorismo e a independência dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, temas pouquíssimos conhecidos no Brasil, e que, quando mencionados, são marcados pela falta de amadurecimento da concepção brasileira dos fatores externos”.

Em Lisboa, ele teve a oportunidade de escrever para grandes veículos brasileiros, como a revista Piauí e o jornal “Folha de S.Paulo”. “Logo nas primeiras semanas houve a eleição para as autarquias, sobre a qual tive oportunidade de escrever para a Piauí. Logo ali, defini que tinha feito uma boa escolha. Acho que as oportunidades que tive para além do instituto foram as mais decisivas. Ter escrito para o maior jornal do Brasil e para minha revista preferida foram duas oportunidades que dificilmente eu teria caso estivesse em Juiz de Fora. Mas, de maneira geral, o cosmopolitismo lisboeta, junto à maturidade do povo português, são dois aspectos que me influenciaram muito. Espero, de alguma forma, contribuir com o Brasil depois de ter vivenciado isso”, conta.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 24/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/24-06-2018/mortes-por-suicidio-crescem-na-cidade-principalmente-entre-jovens.html

Título: Mortes por suicídio crescem na cidade, principalmente entre jovens

Há 20 anos empregado na região central de Juiz de Fora, o porteiro E., 57 anos, incluiu na sua rotina a realização de uma ronda diária no prédio onde trabalha. Habitualmente, começa a tarefa pelo último andar do edifício de 17 pavimentos até chegar ao primeiro lance. Naquela segunda-feira, porém, ouviu uma voz vindo do 15º andar. Quando chegou lá, encontrou uma mulher elegantemente trajada se equilibrando no vão interno da escada. Atordoado com a cena, ele perguntou o que ela estava fazendo ali. “Vim cumprir a minha missão”, respondeu, proibindo o homem de se aproximar. Apavorado, o porteiro e a faxineira que o acompanhava tentaram pedir ajuda, mas ela garantiu que, se alguém tentasse fazer alguma coisa, pularia. Por 40 minutos, os dois rezaram junto àquela estranha. Chegaram a implorar para que saísse do local e repensasse o seu planejamento. Sem atender ao apelo dos funcionários, a mulher solicitou ao porteiro que entregasse um abraço para a irmã dela. Em seguida, soltou as duas mãos do corrimão, despencando no vazio. O corpo foi encontrado na garagem do prédio, chocando os condôminos do edifício comercial. Apesar da gravidade do caso, episódios como esse não são exceção. O crescimento de casos, especialmente entre crianças e adolescentes, preocupa especialistas e desafia as políticas públicas.

Dados do Ministério da Saúde sobre lesões autoprovocadas voluntariamente – termo utilizado pelo Código Internacional de Doenças – apontam que os registros dobraram em Juiz de Fora entre 2006 e 2015. Foram 15 episódios de autoextermínio em 2006 contra 31 em 2015. O percentual é superior ao número de casos registrados no Estado de Minas Gerais no mesmo período, cujo aumento de eventos desta natureza foi de 30%. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 pessoas se matam a cada dia.

Apesar de as estatísticas serem muito discordantes entre si, levantamento realizado com exclusividade pela Polícia Militar, a pedido da Tribuna, confirma a tendência de crescimento local. Se em 2016 foram registrados 20 óbitos por autoextermínio na cidade, os dados mostram que, em 2017, o número chegou a 31. Este ano, até 17 de junho, o número de suicídios já soma 18, sendo o mais recente ocorrido na madrugada do último domingo, quando uma universitária de 19 anos pulou do sexto andar do prédio onde morava. E não foi o único episódio entre estudantes. Há pouco mais de um ano, um rapaz de 20, também universitário, jogou-se da moradia estudantil onde residia.

Os números também aumentaram em relação às tentativas de autoextermínio: enquanto foram 65 tentativas em 2016, no ano seguinte, elas chegaram a 97 registros na cidade. Somente nos cinco primeiros meses de 2018, foram 44.

Subnotificação

As ocorrências, no entanto, podem ser ainda maiores, já que um dos problemas é a subnotificação dos registros. Como atinge mais as classes média e alta, a tendência é que a verdadeira causa da morte seja mascarada. “O suicídio não está relacionado à miséria ou a condições desfavoráveis de vida, mas à falta de vontade de viver, estando mais presente nas classes A e B”, aponta a mestre e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Viviane Mosé.

Autora do livro “Nietzsche hoje: o abismo civilizatório”, que será lançado no segundo semestre de 2018, Mosé discute a crise de afetividade na qual os indivíduos estão mergulhados, preocupando-se com os efeitos dessa crise junto à população infantojuvenil. “O suicídio é a leitura que faço de que há uma crise civilizatória, porque tem duas coisas que não combinam. É impressionante o investimento financeiro, intelectual e humano feito hoje na medicina, – como a operação do coração de um bebê dentro do útero da mãe-, para que essa mesma criança, aos 10 anos, apareça nos índices de suicídio. Hoje, as cinco doenças que mais matam nos Estados Unidos matam menos do que o suicídio entre crianças e adolescentes de 8 a 14 anos. Estamos falando de um fenômeno cultural contra o qual precisamos lutar, pois as pessoas precisam se lembrar que a vida tem valor. Estão faltando vento, alegria, diversão, planta, vida do lado de fora, e isso é muito mais antigo do que a internet. Não há mais intimidade entre pais e filhos, porque, mesmo quando estão presentes, os pais estão cada um em seu celular, em universos distintos e muito distantes. Então há uma solidão profunda. As crianças não se automutilam na favela, mas na Zona Sul”, alerta Viviane Mosé.

OMS alerta para prevalência de casos na adolescência

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no país, só perdendo para as causas externas, como os acidentes. Levantamento do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador do Mapa da Violência no Brasil, aponta que, entre 2000 a 2015, os suicídios aumentaram 65% dos 10 aos 14 anos e 45% dos 15 aos 19 anos. A prevalência entre jovens tem feito com que os profissionais de saúde se vejam diante do desafio de lidar com um fenômeno que acontece cada vez mais precocemente e para o qual ainda se procuram respostas. “A gente precisa falar sobre este assunto. Por ser a segunda causa de mortes entre adolescentes, isso tem chamado muito a nossa atenção. Por que crianças e adolescentes estão adoecendo nesse nível? Não sei se tenho uma resposta definida, mas há alguns fatores que estão contribuindo, por exemplo, a adoção de comportamentos de risco, tais como o uso cada vez mais cedo de substâncias psicoativas (álcool e outras drogas). O álcool por si só já é um fator de risco importantíssimo, porque aumenta a impulsividade, além de funcionar como um gatilho para a ansiedade e até mesmo para a depressão. A impulsividade é um traço diretamente relacionado ao risco de suicídio, o que torna a intervenção muito difícil. Além disso, no perfil de uma pessoa com ideação suicida, a falta de flexibilização diante da resolução de um problema e a dificuldade de pensar em outras possibilidades também são agravantes”, aponta a psiquiatra da infância e adolescência Márcia Fávero de Souza.

A psiquiatra diz ainda que fatores associados à qualidade de vida das crianças também estão presentes em quadros de sofrimento. “Uma relação parental estreita, saudável, funciona como fator de proteção para comportamentos de risco. Hoje estamos assistindo à diminuição do tempo do adulto junto à criança que tem passado pelas mãos de vários cuidadores. Vemos também uma dificuldade das famílias em aplicar a própria autoridade. Atualmente, parece que os pais se sentem constrangidos de dizer não, há uma diluição da responsabilidade. Acredito que isso esteja relacionado ao aumento da prevalência de quadros de sofrimento”, salienta.

Coordenadora da residência de psiquiatria infantil do Hospital Universitário da UFJF, Márcia admite que tratar de um paciente com ideação suicida gera muita insegurança, principalmente quando esse paciente é um sujeito em formação. “Quando a gente estuda os comportamentos suicidas – pensamento, intenção e planejamento -, a gente sabe que mais de 90% das pessoas que cometem o autoextermínio têm transtorno mental. Então, se a gente quer prevenir os casos, precisamos trabalhar com as famílias para que elas identifiquem sinais precocemente. Esses sinais podem ser muito sutis. Se não houver proximidade, tempo junto da criança e atenção, eles podem passar despercebidos. Quando o adolescente muda os padrões de comportamento, se mostra mais irritado constantemente, passa a buscar isolamento ou começa a se colocar como uma pessoa que não é capaz, os pais devem se preocupar e procurar ajuda médica, porque o transtorno mental – que está na base desse comportamento suicida -, é uma doença que precisa ser tratada.”

Em sua coluna no El País, a jornalista Eliane Brum chama a atenção para a construção coletiva de caminhos, já que o drama do suicídio não deve ser encarado como um problema individual do adolescente e de sua família. “O desafio que o suicídio impõe à sociedade é conseguir construir uma resposta que não seja a brutalidade de tirar a própria vida. Se há uma possibilidade nesse momento é a de que o desespero de ver adolescentes morrendo fez com que se rompesse o silêncio sobre o suicídio.”

Depressão: doença mais incapacitante do século

A doença mais incapacitante do século XXI é a depressão, avisa a OMS. O professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFJF, Alexandre de Rezende, explica que uma das marcas da depressão é que o indivíduo já não consegue se valorizar e acha que tudo de ruim que acontece na vida é culpa dele. “O deprimido vê tudo cinza, está esvaziado de esperança. É considerado uma pessoa fraca, que não suporta as questões da vida, mas nada disso é verdade. A depressão é uma doença que tem várias nuances, psicológica, – que trata da forma como a pessoa lida com os problemas -, características de personalidade e fatores químicos. Depressão não é só consequência das dificuldades que se tenha vivido. Ela pode acontecer com pessoas economicamente bem colocadas e com suporte social. Indivíduos com comportamentos suicidas precisam de atenção, de ajuda do poder público, da família, dos profissionais de saúde. Qualquer coisa fora disso é estigmatizante”, orienta.

Para o médico, as medidas de prevenção com maior impacto sobre a diminuição dos casos são o investimento na formação dos profissionais de saúde para identificar situações de risco e a restrição a métodos letais. “Uma importante medida de saúde pública para reduzir taxas de suicídio é diminuir o acesso a métodos letais, como a arma de fogo. Apesar de mulheres tentarem mais vezes o suicídio, homens morrem mais por lesões autoprovocadas voluntariamente, porque lançam mão de métodos mais letais”, explica. O psiquiatra defende, ainda, entre as estratégias de intervenção, a sensibilização das pessoas para identificação de situações de risco, o cultivo de valores e o incentivo a hábitos saudáveis de vida.

Religiosidade

A religiosidade e a espiritualidade também estão entre os principais fatores de proteção para o suicídio, para os transtornos psiquiátricos, depressão, além de uso de álcool e outras drogas, segundo o médico. “Estudos confirmam que estar em um grupo religioso tem um diferencial em relação a estar apenas em um grupo social. A questão religiosa é um dos principais fatores de proteção para o suicídio, muito pela questão do valor, do suporte que isso dá, pela possibilidade do resgate da esperança”, define.

Prédio adota uso de grades em todos os andares e vãos

Atitudes de prevenção do suicídio não estão restritas à área da saúde. No prédio onde duas mulheres se mataram em menos de dois meses, na região central da cidade, o administrador do condomínio resolveu tomar medidas de proteção em todas as áreas vulneráveis. Escadas e vãos centrais receberam gradeamento em todos os 17 andares. “O suicídio é uma situação muito triste. Ficamos muito tocados com o que houve aqui. Desde o primeiro caso, ocorrido em dezembro do ano passado, iniciamos a realização de orçamento para a colocação das grades. Em meio a isso ocorreu o segundo episódio em fevereiro de 2018”, lembra Paulo Reis, 69 anos.

Com o apoio dos condôminos, uma empresa especializada em colocação de chapas de metalon foi contratada para implantação do material. “Eu vejo a colocação dessas grades como uma questão humanitária”, enfatizou Paulo ao comentar a questão. O custo da obra foi baixo, em torno de R$ 10 mil.

Para o porteiro E., que presenciou o suicídio de uma das mulheres no prédio, a medida de proteção é um alívio. No entanto, ele ainda precisa lidar com o trauma daquela cena. “Sou devoto de Nossa Senhora Aparecida e rezo todos os dias para que todos pensem antes de fazer qualquer coisa. A pessoa acha que está sozinha, mas esquece de quem fica. Não desejo para ninguém ver o que eu vi, porque é uma coisa que marca muito a gente. De lá para cá, passei a dormir de luz acesa”, emociona-se.

Solução está em políticas afirmativas

“A única coisa que pode fazer uma pessoa querer viver é alegria”, diz a filósofa Viviane Mosé. Para ela, o Brasil precisa investir na arte e na cultura. “O investimento em arte é política pública número um no mundo ou não teremos mundo”, enfatiza.

Viviane também defende o protagonismo juvenil, através da educação, como uma forma de mudar o rumo do país.”A gente mostra a escola pública caindo aos pedaços e acredita que fazer crítica é fazer política. Mas política é criação de um novo mundo. Fazer política é afirmar. Responsabilizo as nossas mídias que são do mundo velho”, comenta, defendendo, ainda, a necessidade da retomada da família como um lugar de proteção efetivo, já que a escola não pode assumir uma função que não é dela, pois não tem condição de formar afetivamente uma criança.

“Família é um grupo no qual uns ajudam os outros, se protegem, dão carinho, independente da sua formação. A criança precisa da família, de um grupo no qual ela se sinta segura. Hoje, no entanto, quem manda na casa é a criança, por isso ela se mata, porque criança não pode mandar em si mesma. Ninguém está presente. O fato é que estamos sem vida. Falta experiência física. Compramos medicação psiquiátrica para viver. A indústria farmacêutica investe e agradece.”

Para Eliane Brum, não é possível desconectar qualquer doença da época em que ela é produzida.”É no fato de que ao longo das diversas épocas já houve outras respostas possíveis, outras respostas compatíveis com seguir vivendo, que podemos construir reflexões que nos arranquem da repetição que acaba tratando como problema exclusivamente individual o que é também produção social.”

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cesar Romero

Data: 24/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/24-06-2018/laura-braga-carmo-bonita-filha-de-luciana-e-rodolfo-carmo-comemora-seus-15-anos.html

Título: Código de Ética

Professor emérito da UFJF, Paulo Roberto Medina é o convidado da Casa da Advocacia de Bauru (SP) para falar sobre as principais alterações do Código de Ética do Advogado, do qual foi relator. Será dia 28. Ele vai abordar, também, seu livro de comentários sobre a nova regulamentação e a prática da advocacia ‘pro bono’, que permite atendimento gratuito aos mais necessitados economicamente.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cesar Romero

Data: 24/06/2018

Link: https://tribunademinas.com.br/colunas/cesar-romero/24-06-2018/laura-braga-carmo-bonita-filha-de-luciana-e-rodolfo-carmo-comemora-seus-15-anos.html

Título: Voo livre

Michele Pereira Rodrigues usou as crônicas do escritor mineiro formado na UFJF, Luiz Ruffato (publicadas no jornal espanhol “El País”) na sua dissertação de mestrado em comunicação.

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