Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 05/06/2016

Link: http://www.tribunademinas.com.br/teleferico-e-planetario-sem-definicao/

Teleférico e planetário sem definição

Em meio a um nebuloso cenário de cortes no orçamento para custeio e também para investimentos, a UFJF encontra-se em uma delicada situação, tendo em vista as 18 obras planejadas e com execução iniciada nos últimos anos. Algumas delas chamam a atenção não somente pelo volume de recursos que ainda necessitam ser empregados, mas também pela urgência que se faz para as comunidades acadêmica e externa. Em Juiz de Fora, três equipamentos que fomentariam não somente ações de pesquisa e extensão, mas também o turismo na cidade não devem ser abertos tão cedo. A situação ocorre devido à sinalização do Governo federal de que não será possível priorizar obras do tipo. O Conselho Universitário (Consu) fez várias reuniões para debater a situação e traçar a prioridade da destinação de recursos para finalização.
Duas obras que preocupam a gestão são a do Jardim Botânico e a do Teleférico, ambas com finalidade extensionista e também de fomento ao turismo em Juiz de Fora. A primeira necessita ainda de aproximadamente R$ 7 milhões para um novo projeto de instalações de infraestrutura, como rede de água, esgoto, elétrica e telefonia. Já o teleférico, que já teve as torres instaladas, ainda tem uma série de equipamentos guardados em depósitos e, para sua instalação, seria necessário que a UFJF desembolsasse aproximadamente R$ 10 milhões. “Em dois momentos que tive a oportunidade de discutir a planilha de obras no MEC, quando aparecem as obras do teleférico e do trenó da montanha, afirmam que não existe chance, na atual conjuntura, de se priorizar obras dessa natureza”, afirma o reitor Marcus David.
Obra que era aguardada com expectativa pela população, o Planetário e o Observatório, localizado próximo à Praça Cívica da UFJF, tiveram os trabalhos de construção concluídos no início de maio. Porém, para garantir o funcionamento desses equipamentos, a Reitoria precisa ainda promover a atualização do software dos equipamentos adquiridos e que estão alocados em depósito. O custo dessa atualização é de R$ 450 mil. Também é necessária a
pintura da cúpula interna do prédio, cuja tinta tem o valor de R$ 36 mil. Segundo informou a assessoria de Comunicação da UFJF, na última sexta-feira, está sendo negociada com a empresa a finalização destes trabalhos.

Entraves jurídicos e técnicos
Para além da questão do repasse financeiro por parte do Governo federal, o que ainda é uma incógnita, várias obras da universidade possuem entraves jurídicos e técnicos, capazes de paralisar de forma definitiva a recondução e até mesmo fazer com que a instituição perca os valores já empenhados, estimados em R$ 131 milhões.
Na reunião em que apresentou o Diagnóstico Preliminar Orçamentário e de Obras da instituição, no dia 13 de maio, Marcus David explicou a maioria dos problemas que envolve cada uma das obras. Na fala do reitor, demonstrouse
a preocupação em dar uma resposta, diante da falta de recursos para pequenas reformas até obras mais complexas, como a do Hospital Universitário. “Todas essas obras têm um valor entre contratos e termos aditivos de R$ 753 milhões. Se todas as obras tivessem possibilidade de continuação imediata, precisaríamos empenhar R$ 344 milhões. Só para recordar, o nosso orçamento de capital hoje é de aproximadamente R$ 14,5 milhões. É muito difícil nesse momento em que o país está vivendo”, disse.

Definições do Consu
Na reunião do Consu realizada na última sexta-feira foi definido que as questões das obras paradas e com entraves jurídicos serão avaliadas e discutidas posteriormente. No entanto, houve definição sobre o uso dos R$ 14,5 milhões. Deste total, R$ 4 milhões serão destinados para o campus de Governador Valadares, cuja aplicação será decidida pelo Conselho Gestor da unidade. Outros R$ 2 milhões serão empenhados na conclusão de obras já adiantadas, como as dos novos prédios das faculdades de Comunicação e Educação Física, além da Central de Monitoramento. Também serão empregados outros R$ 2,5 milhões para obras emergenciais do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), finalização da Moradia Estudantil, instalação de elevadores nos prédios dos cursos de Matemática, Química e Física, além do Colégio de Aplicação João XXIII. Também R$ 650 mil para obras no Fórum da Cultura e no Centro Cultural Pró-Música. O Consu definiu ainda a reserva de R$ 1,081 milhão para situações emergenciais que possam surgir durante o ano. Finalmente, R$ 4 milhões vão para o Fórum de Diretores, que deverá apresentar propostas a partir das demandas das unidades acadêmicas

HU
Entre as obras de maior preocupação do novo reitor, está a do HU, retratada pela reportagem da Tribuna da série SOS Hospitais, e a do campus de Governador Valadares. Ambas são alvo de questionamentos de órgãos de controle, o que tem gerado constantes questionamentos à Administração Superior. No caso da nova unidade acadêmica, orçada inicialmente em R$ 171 milhões, valor que chegaria hoje a R$ 350 milhões, torna-se praticamente inviável a sua execução. “A obra está suspensa, houve um embate jurídico com a empresa e técnicos de Juiz de Fora e Governador Valadares vão apresentar análises técnicas e proposições para a sua continuidade”, explicou David. Enquanto isso, a comunidade acadêmica do campus de Valadares ocupa prédios de duas faculdades particulares e depende ainda da construção de laboratórios para o reconhecimento dos cursos.

Negociações para o Parque Tecnológico
Fruto de um intenso trabalho de inovação, dentro de uma proposta de estímulo à economia regional, o Parque Tecnológico da UFJF apresenta difíceis condições para sair do papel. Com custos avaliados em R$ 72 milhões, já foram empenhados pela instituição o valor de R$ 40 milhões. No entanto, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), as obras foram suspensas em 2014 por identificação de sobrepreço em alguns itens e irregularidades na licitação. De acordo com Marcus David, desde então, o órgão não autorizou mais a retomada da obra.
“O que se verifica hoje é a necessidade de revisão do projeto e uma nova licitação. No ano passado, houve um movimento político para tentar captar recursos junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Houve inclusive uma tentativa de liberação no MEC. Estamos fazendo contatos para a retomada das negociações, mas claro, com esse momento político, está muito complicado falar disso”, disse o novo reitor Marcus David. Nesta semana, o assunto foi
tratado em conversas do novo reitor com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) e o presidente da Associação Comercial, Aloísio Vasconcelos.
Também dentro da proposta de equipar a UFJF com instrumentos tecnológicos de ponta, alguns equipamentos continuam sem a devida destinação, uma vez que custos de instalação não foram incluídos no projeto. Caso de um conjunto de quatro pilares e 25 cancelas automáticas, armazenado em depósito alugado pela instituição e de custo de
aproximadamente R$ 1,8 milhão. Pagos em euro à época da compra, em 2011, os pilares necessitam de instalação técnica específica, a qual, segundo o reitor, não existe no país.
Outros equipamentos são as câmeras de vigilância da universidade, as quais já começam a operar no campus. Apesar de o sistema estar instalado, alguns questionamentos jurídicos foram colocados à universidade em relação à compra. Os equipamentos foram orçados em R$ 23,9 milhões. Outro equipamento que carece de instalação imediata é um microscópio de varredura adquirido pelo Edital Finep, do extinto Ministério da Ciência e Tecnologia. A proposta de compra era a construção de um centro para a sua instalação, orçado em R$ 3,5 milhões, que não teve licitação realizada. A Pró-reitoria de Pós-Graduação está avaliando as alternativas para a instalação do equipamento diante das pressões do Finep.

Risco para obras em andamento
Dentro de pacotes que ainda não saíram do papel e que estão sendo avaliados e discutidos pelo Consu, existe um contrato de nove obras no qual há erros nos projetos licitados. A empresa responsável também está em recuperação judicial, e inclusive já foi multada pela UFJF. Da mesma empresa, as obras da nova Reitoria também estão paradas por questões legais e erros nas fundações. Apenas 9% do contrato foram executados. Também não tiveram início as obras de ampliação do Colégio de Aplicação João XXIII, por divergências entre os projetos licitado e contratado. Uma revisão das planilhas está sendo executada e a reitoria pretende se empenhar para garantir a reforma a partir dos recursos já empenhados.
* colaborou Eduardo Valente

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Vida Mais

Data: 05/06/2016

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Mais brincadeiras, menos brinquedos

Com a correria do dia a dia e tantas atribulações cotidianas, não é raro que nós, adultos, tentemos compensar nossa falta de tempo para nossas crianças presenteando-as com brinquedos, jogos e gadgets, que julgamos ser uma espécie de agrado. “Temos tendência a relacionar o brincar com um objeto de consumo e que a posse dele, por si só, já é uma
brincadeira, o que não é verdade. A construção do brinquedo, com objetos como caixas de papelão, latas, barbantes e infinitos tipos de materiais já são a brincadeira, uma parte do brincar que promove um desenvolvimento humano mais pleno”, observa a psicóloga e doutora em educação Ana Rosa Moreira.
É este tipo de brincadeira que a Semana Mundial do Brincar, que teve início na última sexta e termina hoje, busca promover. “É um ato livre, em que a criança pode escolher o enredo, os personagens, as histórias, não é direcionada, senão vira um jogo didático. O brincar requer a articulação de vários elementos para a construção de uma história, e na medida em que a criança organiza este contexto, ela organiza também o pensamento, sua relação com a sociedade, a cultura”, detalha Ana Rosa. “Quando um menino ou menina brinca de casinha, ou de motorista, ou de escolinha, a criança está se apropriando culturalmente destes papéis sociais e reinterpretando-os, o que contribui para seu desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Mas nossa ideia é pensar no desenvolvimento em um sentido mais global, sem segmentação. Brincar é essencial para isto”, acrescenta a profissional.

Palestras e oficinas
O evento é promovido internacionalmente pela Aliança pela Infância e em Juiz de Fora foi organizado pela UFJF, com palestras, oficinas e atividades variadas realizadas em diversos espaços e voltadas para educadores, estudantes de pedagogia e interessados em geral.
“É incrível como, em uma hora de oficina, aprendemos tanto e vemos como o aprendizado está ligado ao brincar, mais do que ficar sentado em carteiras. As crianças estão sendo alfabetizadas muito cedo e são ensinadas que brincadeira e estudo não combinam, o que é um equívoco”, comenta a aluna de pedagogia Jaqueline Lopes, depois de participar da oficina “Brincar: potência da invenção”, realizada na sexta-feira.
Segundo Ana Rosa, que ministrou a oficina, ao darmos brinquedos e objetos “prontos”, que não permitem inventividade, estamos limitando o potencial criativo das crianças. ” É por isso que tão frequentemente, elas pegam um brinquedo e o transformam: tiram uma peça, quebram um pedaço, cortam o cabelo da boneca. O adulto tende a ler isso como ‘destruir’, mas na verdade isso é um movimento de desconstrução e ressignificação, a utilização de um
potencial inato de criação, que deve ser estimulado Por brincadeiras que o valorizem. É muito importante oferecer a elas objetos menos estruturados, que potencializem a imaginação”, explica a especialista.

Escola e família devem estar integradas
Para a psicóloga e doutora em educação Ana Rosa Moreira, o estímulo a este brincar saudável passa por um diálogo mais amplo entre as famílias e escolas. “Em primeiro lugar, é preciso pensar na formação de profissionais de magistério, pedagogia e licenciaturas, e pensar também na continuidade desta formação, com cursos e oficinas, tudo isto para que o educador possa e tenha preparação para pensar o brincar como um recurso pedagógico. Além disso, é preciso abrir espaço para as famílias nas escolas, creches e instituições de ensino, para propor vivências, reflexões e práticas conjuntas que favoreçam brincadeiras, na escola e em casa, que estimulem a criação de histórias, contextos e enredos, bem como a apropriação de elementos sociais e culturais”, opina a profissional.
Segundo Ana, parar de brincar não é um processo natural, “que vem com a idade”, e por isso é fundamental sempre criar espaços e momentos para o ato. “Não vejo como natural essa ruptura. O que acontece é que as crianças vão sendo expostas a outros recursos e brincam de maneira diferente. Se aos 3, 4 anos brincam com objetos, lá pelos 7, 8, brincam com palavras e frases. São outras criações, mas o processo é o mesmo. Até na vida adulta brincamos. A arte, por exemplo, é uma forma de brincar, porque parte do pressuposto de uma ruptura coma linearidade, uma ressignificação do que nos é dado”, analisa Ana Rosa. “O que precisamos combater são os processos de escolarização que desvalorizam o processo criativo em detrimento da memorização sem reflexão e sem sentido, que visam a objetivos mecânicos, instrumentalistas e disciplinadores”, alerta.

Cidades precisam de espaços de brincar
Além da instrumentalização do ensino e o uso de brinquedos pouco imaginativos, outra barreira a brincadeiras que estimulam a criatividade é a falta de espaços nas cidades para isto. “Os espaços de brincadeira são pensados normalmente por arquitetos e urbanistas sem que as crianças sejam pensadas de fato ou ouvidas em suas necessidades. Por isso, há tantos espaços criados para elas que não são tão atrativos e acabam sendo ressignificados
em seu uso. Por isso as crianças, tantas vezes, sobem pelo escorregador, ficam de pé nos balanços, enfim, usam de outra maneira um lugar que foi criado para elas, mas não pensado desta forma”, opina a psicóloga.
Para Ana Rosa, ainda mais importante que criar ambientes que favoreçam brincadeiras estimuladoras da imaginação é garantir a segurança e a infraestrutura em espaços públicos, para que as crianças possam, de fato, frequentá-los.
“As prefeituras precisam pensar em políticas públicas que assegurem (literal e metaforicamente) o brincar na rua, ainda que não haja equipamentos físicos desenvolvidos especialmente para isto. Por causa da insegurança em espaços públicos, o que vemos hoje é a brincadeira institucionalizada e cheia de regras, seja em casa, nos playgrounds ou nos shoppings, por exemplo, em que o potencial criativo pode ser limitado”, ressalta a especialista.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cultura

Data: 05/06/2016

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Longe dos olhos

Quando a Tribuna esteve no Museu Usina de Marmelos Zero em novembro de 2013, o cenário entristecia. Tombado como patrimônio público pelo município e pelo estado, o espaço que guarda o acervo da primeira Usina Hidrelétrica da América do Sul sofria com graves problemas de infraestrutura. Não passou muito tempo, e o imóvel entrou em obras, que já foram finalizadas. Contudo, com o fim do convênio entre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), proprietária do conjunto, e a Universidade Federal de Juiz de Fora, instituição responsável pela administração do museu de 2000 a 2015, o local está fechado à visitação pública. Sua reabertura, hoje, é incerta.
“O museu encontra-se totalmente reformado, de acordo com as orientações do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (Comppac) de Juiz de Fora e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e pronto para voltar às atividades, desde que uma instituição se interesse pelo convênio na administração e reabertura do espaço”, informa a Cemig, por meio da assessoria de comunicação, completando que a “gestão de um museu não faz parte do negócio” da empresa e que “não existe qualquer negociação em andamento”. A assessoria ainda informou que a busca de uma possível parceria deve partir da companhia energética, mas ainda não há prazo definido.
Até ser fechada, há cerca de quatro anos, a construção era aberta à visitação diariamente, com monitoria acadêmica da universidade. De acordo com o diretor do Centro de Ciências da UFJF, Eloi Teixeira César, a instituição de ensino tem a intenção de retomar as atividades no local. “O reitor manifestou esse desejo durante a campanha. O termo venceu, depois teve todo o turbilhão da renúncia, a gestão atual assumiu há pouco mais de um mês, e não houve possibilidade de sentar e conversar. Esses procedimentos demandam tempo. Além disso, é um convênio que precisa ser assinado por instâncias superiores, o reitor e o presidente da Cemig. Depende, também, de a Cemig nos procurar. Acredito que seja só uma questão de tempo”, enfatizou o professor.
Na última sexta, quase três anos após a publicação da matéria que denunciava a degradação do Museu da Usina de Marmelos, a Tribuna voltou ao local. Não eram visíveis os vestígios de fissuras, fiações expostas, pisos danificados e a poeira que cobria o acervo. Tudo indicava que o espaço havia sido limpado pouco antes da chegada do jornal. Devido aos riscos de se estacionar às margens da Estrada União e Indústria, a equipe de reportagem tentou acessar o imóvel pela estrada lateral da Associação Recreativa e Cultural dos Empregados da Cemig (Gremig), no entanto a passagem estava fechada pelo mato. Segundo Milton de Melo, assessor de segurança que acompanhava a visita, é por essa passagem que alunos que excursionavam até o museu transitavam. De acordo com ele, a capina está sendo realizada.
Conforme a assessoria de comunicação da Cemig, os trabalhos de reforma, orçados em R$ 167 mil, foram feitos entre novembro de 2013 e fevereiro de 2015. Foram executados a recuperação de acesso lateral do clube ao museu, recuperação de guarda-corpo do clube ao museu, tratamento do piso, manutenção na instalação elétrica, pintura, manutenção da cobertura, fornecimento e instalação de placa no topo do telhado.

Curiosidades trancafiadas
O passeio a Marmelos permitia uma viagem a fins do século XIX e início do século XX, por meio de documentos valiosos, como um livro de ata e contabilidade dos primeiros acionistas da Companhia Mineira de Energia, fotografias antigas e rascunho da planta da usina. Longe dos olhos do público, estão equipamentos curiosos, entre uma máquina de escrever e de calcular, teodolito, manômetros, painel de controle de energia e uma réplica de um gerador fabricado pela Westinghouse. A história que encantava já começava a ser contada enquanto percorria-se
a passarela que liga o clube ao museu. Por debaixo dela, de acordo com Milton de Melo, mantém-se a antiga tubulação.
Na época da outra reportagem, o espaço estava fechado há aproximadamente um ano, porque as péssimas condições colocavam os visitantes em risco. Na entrevista, o coordenador do Centro de Ciências afirmava que, embora o acervo estivesse em boas condições, a expectativa era de que, após as melhorias internas, houvesse uma segunda etapa dedicada à coleção. “O acervo não foi reformado porque encontrava-se em bom estado. Este acervo é de responsabilidade da UFJF”, afirma a assessoria de comunicação da Cemig.
“Existem dois tipos de acervo, um histórico, que pertence ao museu, como a mesa do Bernardo Mascarenhas, e outra parte, mais interativa, que disponibilizávamos para tornar a visita diferenciada. Estamos em cartaz com uma exposição sobre eletricidade no Centro de Ciências que tínhamos o intuito de apresentar lá”, diz o professor Eloi.

Planos adormecidos
Coube a Bernardo Mascarenhas idealizar o empreendimento que abrigaria a primeira usina hidrelétrica da América do Sul, inaugurada em 1889. Em 1983, Marmelos foi reconhecida como patrimônio público municipal, e a construção em alvenaria de tijolos maciços aparentes, embasamento de pedra, telhas francesas e beirais ornamentados de inspiração inglesa, foi transformada em um espaço cultural e museu. “Antes de o convênio terminar, quando houve a reforma, estávamos com um plano de visitação pronto. O espaço do museu é pequeno, e o que a gente tinha proposto era tornar essa visita para além da parte histórica, trazendo alguns aspectos da tecnologia atual em relação à eletricidade”, conclui Eloi.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 06/06/2016

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Semana Mundial de Meio Ambiente tem início em JF

Tiveram início neste domingo (5) as comemorações da Semana Mundial de Meio Ambiente em Juiz de Fora, com atividades no Parque da Lajinha. Ontem, dia em que é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, foram realizadas iniciativas voltadas para a conscientização ambiental, além do plantio de 25 mudas de árvores nativas feitas pelas crianças do Colégio Academia. Durante a manhã, os presentes puderam aproveitar o projeto Rua de Lazer, além de aulas de dança, apresentações de ginástica artística, capoeira, dança, e teatro. Já nesta segunda (6) pela manhã ocorreram palestras sobre construção sustentável na UFJF.
Conforme a assessoria da Secretaria de Meio Ambiente, continuando as ações de comemoração, nesta terça-feira
(7), acontece o Teatro de Bonecos da Turma do Foguinho, ministrado pelo Corpo de Bombeiros, além de atividades recreativa do Projeto Replantar, também no Parque da Lajinha. A programação da Semana de Meio Ambiente continua até sexta (10). Clique aqui para acessar a programação completa.
A data foi criada em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU), durante um encontro que tratava de assuntos ambientais, para conscientizar a população mundial acerca da preservação do meio ambiente.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 06/06/2016

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UFJF abrirá curso de graduação em Rádio, TV e Internet

A Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora passará a oferecer graduação em Rádio, TV e Internet, com previsão de início do curso já no primeiro semestre letivo de 2017. A nova formação terá 30 vagas anuais e duração de quatro anos.
A criação do curso foi aprovada em reunião do Conselho Superior da UFJF na última sexta-feira (3), e a graduação em Jornalismo será mantida pela faculdade. De acordo com o diretor da Faculdade de Comunicação, Jorge Felz, a ideia para criação do curso surgiu a partir de dados levantados pela própria direção. “Quando olhamos as produções de nossos antigos alunos, sobretudo os trabalhos de conclusão de curso, observamos que cerca de 45% a 50% não queriam jornalismo. Eles focavam em outras áreas, como publicidade, cinema ou web.”
Felz pontuou ainda que muitos estudantes anseiam por ingressar em uma universidade federal, interessam-se
pela área de comunicação, mas não querem trabalhar especificamente com jornalismo. Com embasamento teórico e prático, o curso será mais amplo, pensado especialmente para esse tipo de aluno, conforme o diretor.
Os alunos egressos da nova graduação serão capazes de trabalhar em emissoras de rádio e televisão, agências de publicidade e assessorias de comunicação, além de serem capacitados para produzir, editar e apresentar programas para diversas mídias.

Histórico
O curso de jornalismo da UFJF foi criado em 1959, quando a universidade ainda era Faculdade de Filosofia e Letras, e o curso, subordinado à faculdade de Direito.
Em 1969, durante a ditadura, foi transformado em Comunicação Social e passou a oferecer habilitação em três áreas: Jornalismo, Relações Públicas e Rádio e TV. Como havia pouca demanda, no ano 2000 os dois últimos foram extintos, passando a ser oferecido apenas o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo.
A partir de 2012, após mudanças curriculares e de nomenclatura instituídas pelo MEC, o curso voltou a se chamar apenas Jornalismo.

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Veículo: Tribuna de Minas

Editoria: Cidade

Data: 06/06/2016

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MEC libera resultado da primeira chamada do Sisu

O resultado da primeira chamada para os aprovados do segundo semestre pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) foi liberado nesta segunda-feira (6). A consulta à lista pode ser feita pelo site do Sisu. Conforme a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), os aprovados na instituição devem fazer a pré-matrícula online entre os próximos dias 10 e 14, na página da Coordenadoria de Assuntos e Registros Acadêmicos (Cdara). Os candidatos não classificados em sua primeira opção que quiserem participar da lista de espera deverão manifestar o interesse no site do Sisu entre os dias 6 e 17 deste mês.
Já a matrícula presencial para os aprovados na primeira chamada do segundo semestre acontece nos dias 6 e 7 de julho, de acordo com a lista de cursos e horários que ainda será divulgada pela Cdara. Para o segundo semestre deste ano, a UFJF oferece 1.285 vagas para candidatos ingressantes pelo Sisu. As vagas são para os dois campi: 1.005 vagas
divididas entre 31 habilitações e bacharelados interdisciplinares no Campus Juiz de Fora e 280 para nove cursos de graduação no Campus de Governador Valadares.

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Veículo: G1

Editoria: Zona da Mata-MG

Data: 06/06/2016

Link: http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2016/06/consu-da-ufjf-aprova-destinacao-de-recursos-para-obras.html

Consu da UFJF aprova destinação de recursos para obras

O Conselho Superior (Consu) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) aprovou por unanimidade a proposta da administração superior para as obras da instituição. São cerca de R$ 10,8 milhões previstos no orçamento da UFJF para capital, que inclui obras e equipamentos em Juiz de Fora e R$ 4 milhões em Governador Valadares.

Em Juiz de Fora, R$ 2 milhões serão para a finalização de obras da Faculdade de Comunicação, Faculdade de Educação Física e Desportos e Central de Monitoramento, que, de acordo com a UFJF, é para a ampliação da segurança no campus.

A proposta também prevê R$ 2,5 milhões para obras emergenciais, como Instituto de Ciências Biológicas, Moradia Estudantil, elevadores do Colégio de Aplicação João XXIII, Faculdade de Química, Matemática e também Física. Há ainda a destinação de R$ 1,081 milhão para uso da administração superior em obras emergenciais que possam surgir ao longo do ano.

Ainda estão previstos R$ 650 mil para instituições suplementares de cultura, como o Forum da Cultura e o Pró-Música. A aplicação de R$ 4 milhões será definida pelo Fórum de Diretores, que irá deliberar como serão os gastos com as obras e também fará o encaminhamento para atendimento às unidades. O Fórum irá encaminhar ao Consu todas as propostas em discussão.

A UFJF informou que a situação das obras paralisadas será avaliada pela administração superior para futura deliberação. Em relação ao orçamento aprovado para Governador Valadares, de R$ 4 milhões, a decisão sobre o uso do recurso ficará a cargo do Conselho Gestor do campus avançado.