Este GT, coordenado pelos alunos da pós-graduação: Gilson Gomes e Gabriel Tardin, que intenta reunir pesquisas empíricas, teóricas e interdisciplinares voltadas à análise do acesso à saúde por pessoas LGBTI+, considerando os múltiplos atravessamentos de gênero, sexualidade, raça, classe, território, idade e demais marcadores sociais da diferença. Busca-se debater sobre as experiências de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, pessoas trans, intersexo e demais sujeitos dissidentes das normas de gênero e sexualidade nos sistemas público e privado de saúde, bem como refletir sobre os desafios institucionais, jurídicos e socioculturais que impactam a garantia do direito à saúde. O GT acolherá trabalhos que investiguem, a partir de abordagens empíricas e teórico-
metodológicas, as trajetórias das pessoas que utilizam os serviços de saúde, as práticas profissionais e institucionais, os processos de inclusão e exclusão, bem como as estratégias de resistência desta população. Também constituem objeto de interesse as
análises sobre a formulação, implementação, monitoramento e efetividade de políticas públicas na área da saúde voltadas à população LGBTI+, discutindo também a atuação de profissionais da área da saúde e seus processos de formação profissional. Nesse contexto, busca-se promover reflexões acerca do papel do Estado, das instituições e dos diferentes atores sociais na concretização do direito fundamental à saúde. Ao articular contribuições das ciências sociais, com perspectivas jurídicas e da saúde coletiva, o GT visa constituir um espaço de diálogo crítico sobre os desafios contemporâneos para a garantia do acesso à saúde da população LGBTI+, contribuindo para o fortalecimento da produção científica e para o aprimoramento das políticas públicas. O público-alvo deste GT são doutores, mestres e pós-graduandos, nas áreas de antropologia, sociologia, saúde coletiva, psicologia, direito e demais áreas das ciências humanas e sociais.