Laís Ribeiro é uma das alunas do João cuja família foi escolhida como anfitriã dos intercambistas dinamarqueses. “Está sendo uma troca cultural muito grande, uma experiência enriquecedora, porque além da gente conhecer um pouco mais sobre outros países, nós conseguimos praticar o nosso inglês, o que nos deixa mais seguras para estarmos abertas a outras experiências”, afirma Laís.
Durante a semana que os alunos da escola Mariagerfjord Gymnasium estiveram em Juiz de Fora foram realizadas diversas atividades pedagógicas e culturais propostas pelo convênio firmado com o Colégio de Aplicação João XXIII/UFJF. Além de conhecer espaços arquitetônicos do município, assistiram aulas e palestras, uma delas ministrada pelo professor Tiago Galinari de Geografia que falou sobre o Brasil e seu território, destacando alguns aspectos federativos, a infraestrutura de transportes, os biomas (sobretudo a Amazônia) e algumas questões ambientais.
Christian Larsen, professor que acompanha os alunos dinamarqueses desde a primeira edição do projeto, explica que a escola dinamarquesa tem uma política atuante de relações internacionais. A escolha do Brasil, único país da América Latina com o qual mantém o convênio, aconteceu incialmente pelo interesse em conhecer os países que formaram a aliança intergovernamental conhecida como BRICS. “Havia esse interesse em conhecer essa nova dinâmica mundial que começava a se formar naquela época e escolhemos o Brasil por ser uma democracia consolidada, além claro de sua riqueza ambiental” destaca Christian.
Marco Aurélio, coordenado do projeto pelo João XXIII, explica que a parceria foi construída a partir de avaliação feita pela escola dinamarquesa em diversas instituições de ensino do Brasil e o João XXIII foi o escolhido. “Nos próximos anos pretendemos retomar a contrapartida que já aconteceu em outras edições e que prevê a visita dos alunos brasileiros à Dinamarca”, conclui Marco Aurélio.
Na última semana do intercâmbio, o Departamento de Educação Física promoveu uma oficina de capoeira com o mestre Cuité, quando foi ressaltada a importância da arte dentro da cultura afro-brasileira e a resistência que a capoeira representou para o povo negro na luta contra a escravidão. Foram ensinados também alguns movimentos básicos de ataque, esquiva e ginga presentes na luta, além da musicalização com os instrumentos de percussão típicos da atividade. Ao final da atividade uma roda de capoeira integrou brasileiros e dinamarqueses.
O Diretor Geral do Colégio de Aplicação João XIII/UFJF, Felipe Bastos, explica que esse ano foram estabelecidas algumas estratégias para promover a manutenção e a continuidade do projeto. “Nós conseguimos realizar algumas reuniões com a Diretoria de Relações Internacionais e com a Reitoria para registrar a relevância do projeto para a instituição, não só pela importância que representa a internacionalização da Educação Básica mas também pela contribição na formação de professores e alunos”.
















