O sábado de encerramento das atividades propostas para a Semana da Matemática trouxe conceitos de robótica, programação, arte e é claro, matemática. Ao longo da manhã cada espaço do João XXIII foi ocupado pela temática da semana, encantando e estimulando os alunos na busca por conhecimento.
Uma das atividades da programação foi a apresentação do projeto ZK do professor José Eduardo. O projeto conta com uma plataforma online (www.projetozk.com) em que recursos computadorizados são utilizados para estimular o ensino da matemática dentro da sala de aula. O ZK conta também com a colaboração de outros professores, como Carmem Silva, Cláudia Tavares, Diana Esther, Tatiane Gonçalves e Camila Rabello.
Outra atividade foi a oficina “Desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis: um primeiro contato”, ministrada pelo professor Felipe Rezende. Segundo Felipe, o objetivo da oficina é mostrar, de forma simples, como é possível construir aplicativos para levar aos alunos ideias que vão estimular o aprendizado em sala de aula. Durante a oficina, Felipe mostrou projetos comoo Blockly Game e o Code, que ensinam, através de jogos, a ideia básica de programação. “Esses projetos tem a ideia de desmistificar a programação e mostrar que todo mundo pode aprender algumas noções. Esses jogos são a fase inicial para os alunos para que, posteriormente, possam construir aplicativos”, afirma Felipe.
Durante a manhã, houve também a exposição dos materiais produzidos dentro do projeto de robótica dos professores Felipe Rezende e Leonardo José da Silva. O aluno do 2° ano do Ensino Médio e participante do projeto, Gabriel de Faria Sales, mostrou um pouco do carrinho montado pelos alunos , um sonar construído para medir o volume de água dentro de um copo, um sensor de CO2 e um programa que traduz letras e números para código Morse.
Por fim, a palestra do pintor e ex-professor do João XXIII, Gerson Guedes, coroou a Semana da Matemática. Gerson apresentou as obras da sua próxima exposição “Recortes-urbe”, que traz um olhar sobre a Juiz de Fora atual. “Todo mundo sempre falou que eu só pintava Juiz de Fora antiga, então chegou a hora de representar a cidade de hoje, com as interferências e personagens atuais” disse Gerson sobre essa nova exposição.
Os quadros da nova exposição retratam figuras típicas, como o engraxate da rua Halfeld, o comprador de ouro e tantos outros personagens que fazem parte da cidade. Cada quadro da exposição acompanha um poema que complementa a obra.
Quando questionado sobre ele mesmo produzir os textos que acompanham a obra, Gerson brinca: “enlouqueci de vez”. A ideia da exposição, segundo Gerson, é também presentear com reproduções os personagens da cidade que de alguma forma estão ligados aos quadros.
