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Disciplina: PAR046 - PARASITOLOGIA APLICADA À NUTRIÇÃO
Carga horária: 60
Departamento: DEPTO DE PARASITOLOGIA, MICROBIOLOGIA E IMUNOLOGIA
Plano de Ensino
de novos conhecimentos e, principalmente, engajar este profissional nas atividades de prevenção. Além disso, dar suporte ao aluno para que ele possa compreender as ações patogênicas, sintomatologia,diagnósticos e meios profiláticos das parasitoses.
No livro texto Parasitologia Humana”, o autor, David Pereira Neves, nos traz a figura do Jeca Tatu como representante do brasileiro trabalhador rural, e daí a célebre fase de Monteiro Lobato: o brasileiro não é assim: está assim;
A disciplina Parasitologia Aplicada à Nutrição compreende o estudo dos nematelmintos, platelmintos e protozoários causadores de doença no ser humano; dos principais artrópodes causadores e transmissores de doença no e para o ser humano; das técnicas laboratoriais de diagnóstico parasitológico e imunológico e sua aplicação prática e o estudo das interações endoparasita/ectoparasita e hospedeiro para compreensão da patogenia e patologia das doenças causadas por eles.
Ao final do curso, espera-se que os alunos sejam capazes de:
(i) Destacar a epidemiologia, as ações patogênicas, sintomatologia, diagnósticos e
meios profiláticos das parasitoses que acomete a população brasileira.
(ii) Conhecer as técnicas destinadas à identificação macroscópica e microscópica dos
parasitos, bem como a aplicação destes conhecimentos aos diagnósticos
parasitológicos.
(iii) Enfocar as provas imunológicas utilizadas no diagnóstico laboratorial das
parasitoses.
(iv) Correlacionar epidemiologia com as conseqüências de parasitoses em idosos,
crianças, pacientes poliparasitados e pacientes imunocomprometidos.
(v) Saber identificar riscos de contaminação em alimentos, em água, em creches, em
UANs e outros ambientes, com o objetivo de aplicar medidas preventivas e profiláticas.
Aulas teóricas:
Introdução à Parasitologia
Conceitos básicos em Parasitologia
Importância do estudo da Parasitologia
Objetivos da Parasitologia
Noções básicas de epidemiologia e profilaxia
Noções de Saneamento Básico
Protozoários intestinais endêmicos no Brasil
Giardia intertinalis - Giardíase
Entamoeba histolytica - Amebíase
Protozoário gênito-urinário endêmico no Brasil
Trichomonas vaginalis - Tricomoníase
Protozoários teciduais endêmicos no Brasil
Leishmania sp - Leishmanioses cutânea, cutânea difusa e visceral
Toxoplasma gondii - Toxoplasmose
Protozoários sanguíneos endêmicos no Brasil
Trypanosoma cruzi - Tripanosomose Americana (Doença de Chagas)
Plasmodium sp – Malária
Platelmintos intestinais endêmicos no Brasil
Taenia solium - T. saginata - Teníase e Cisticercose
Schistosoma mansoni – Esquistossomose
Nematelmintos intestinais endêmicos no Brasil
Ascaris lumbricoides - Ascaridíase
Necator americanus - Ancylostoma duodenale - Ancilostomíase
Strongyloides stercoralis - Estrongiloidíase
Enterobius vermicularis - Enterobíase
Trichuris trichiura - Tricuríase
Ectoparasitos causadores de doenças
Pediculus humanus, Pediculus corporis – Pediculose
Phthirus púbis – Ftirose
Dermatobia hominis, Cochliomyia hominivorax – miíases (larvas de moscas)
Tunga penetrans – tunguíase
Sarcoptes scabiei – escabiose
Xenopsylla cheopis, Ixodes sp, Demodex sp – dermatites (pulgas, carrapatos, ácaros da pele)
Dermatophagoides sp – alergias (ácaros da poeira)
Seminários em Grupo: com temas voltados para a aplicação da Parasitologia à Nutrição; são 10
seminários no semestre e os alunos em grupo podem escolher o que apresentar dentro dos temas abaixo.
1- Plantas medicinais (fitoterápicos) com ação antiparasitária. Plantas podem tratar infecções parasitárias?
2- Amebas de vida livre. Notícias sobre casos de amebas comedoras de cérebro (Naegleria fowleri) e
amebas causadoras de ceratite (Acanthamoeba sp).
3- Parasitoses em manipuladores de alimentos. É uma situação que ocorre com frequência? É possível a contaminação dos alimentos? Como deve ser a manipulação dos alimentos? A contaminação tem relação com os hábitos de higiene? De onde vem a contaminação?
4- Folhosos, frutas e legumes e a contaminação por parasitos: de onde vem essa contaminação?
5- Deficiência de ferro e as parasitoses intestinais. Elas podem provocar deficiência de ferro? Isso é
comum?
6- Saneamento básico e parasitoses: qual é a relação?
7- Estado nutricional/desnutrição em crianças e sua relação com enteroparasitoses.
8- A transmissão de doenças pelo açaí e como deve ser a profilaxia. O caso da doença de Chagas. Como deve ser higienizado o açaí para ser comercializado?
9- Toxoplasmose e a transmissão por alimentos e água. Como ocorre essa transmissão? Quais tipos dealimentos?
10- O comércio ambulante de alimentos e os hábitos de higiene: sua relação com as parasitoses -
Boas
Práticas de Serviço de Alimentação.
11- Alimentos com ação antiparasitária.
12- Parasitoses intestinais na infância e sua relação com subnutrição - ações dos parasitos que influenciam
na perda da qualidade nutricional.
13- Subnutrição e queda da imunidade: sua relação com as parasitoses.
14- Enteroparasitoses e consumo alimentar: suas consequências na alimentação e nutrição.
15- Folhosos, frutas e legumes comidos crus como fonte de infecção por parasitos. Como ocorre? Como evitar? Qual a profilaxia?
16- DTAs: o que são? Como evitar?
17- É possível tratar parasitoses com alimentos? A nutrição adequada pode ajudar na recuperação do paciente com parasitoses?
18- Parasitoses intestinais e sua consequência no desenvolvimento físico da criança.
19- Frequência de parasitoses intestinais e sua relação com o estado nutricional.
20- É possível um alimento ou nutriente interferir na ação de um antiparasitário? Interações entre
medicamentos antiparasitários e alimentos.
21- Alimentos que não são indicados para pessoas que estão parasitadas. Algum alimento pode piorar o quadro da pessoa doente? Quais alimentos são esses e em quais situações?
GD:
Ectoparasitoses
Principais insetos causadores ou transmissores de doenças para o homem: piolho, pulga, bicho de
pé, moscas
Principais ácaros causadores ou transmissores de doenças para o homem: carrapatos, sarcoptes,
ácaros da poeira e do rosto.
Aulas Práticas:
Introdução ao Curso, importância do diagnóstico parasitológico.
Exposição macroscópica e microscópica dos parasitos de interesse médico e pranchas
explicativas.
Estudo de técnicas de exames de fezes.
Discussão de casos clínicos.
Desenvolvimento:
O conteúdo programático será apresentado na forma de aulas teóricas expositivas e aulas práticas,
com uso de powerpoint, datashow e vídeos. Serão feitos seminários com a apresentação pelos alunos de
temas selecionados e grupo de discussão (GD). Em toda aula prática serão apresentados e discutidos os
casos clínicos.
As avaliações serão feitas da seguinte maneira:
- Casos Clínicos - 15 pontos (1 pontos cada)
- Seminário - 10 pontos
- 1º TVC - 35 pontos
- 2º TVC - 35 pontos
- GD - 5 pontos
Nos seminários e GD será avaliada a apresentação, a participação dos alunos e a entrega de
trabalho escrito.A nota final será dada pela soma de todas as avaliações.
Será exigida frequência em pelo menos 75% das aulas dadas. Em todas as aulas, teóricas e práticas,haverá controle de frequência.
ed. São Paulo: Editora Atheneu . 2016.
FERREIRA, M.U. Parasitologia Contemporânea. Rio de Janeiro: Grupo GEN/Guanabara Koogan, 2012.
978-85-277-2194-3. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-2194-3/.
DE CARLI, Geraldo Attilio; TASCA, Tiana. Atlas de diagnostico em parasitologia humana. Sao Paulo:Atheneu, 2014.
DE CARLI, Geraldo Attilio. Parasitologia clinica: seleção de métodos e técnicas de laboratório para odiagnostico das parasitoses humanas. 2. ed. Sao Paulo: Atheneu, 2011.
REY, Luís. Bases da parasitologia medica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.