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5 Maiores Varejistas do Brasil em 2020

Pelos dados oficiais do IBGE, o consumo das famílias em 2020 foi de R$ 4,48 trilhões, com queda de 5,5% sobre o ano anterior,  e o consumo é a principal referência do volume que o varejo como um todo movimenta no País.

Este consumo familiar tem um impacto de, aproximadamente, 61% no PIB brasileiro, que fechou 2020 com R$ 7,4 trilhões. Além disso, o varejo é o setor que mais emprega no Brasil. 

Diante desses dados apresentados, o varejo se mostra um pilar muito importante para o país. Apesar de seu desempenho ter sido afetado por conta da pandemia, o setor se manteve forte e algumas empresas se destacaram.

O objetivo desse conteúdo é, justamente, apresentar e contar, de forma resumida, a história de cada uma das cinco maiores empresas desse setor tão representativo no cenário nacional. 

1. Carrefour 

O Grupo Carrefour é uma das maiores empresas de comércio varejista do mundo, iniciando suas atividades na França em 2 de agosto de 1959. A empresa foi fundada por Marcel Fournier, Denis Defforey e Jacques Defforey e chegou ao Brasil em 1975 com a inauguração de uma loja na Chácara Klabin, na cidade de São Paulo.

O Brasil foi o primeiro país a receber uma filial do grupo na América. O Carrefour cresceu organicamente e através de inúmeras fusões e aquisições de diversas redes existentes por aqui. 

O foco das compras foram as redes regionais, como Mineirão, Rainha, Dallas, Big, Eldorado, Continente, Planaltão, Roncetti e Atacadão, este em 2008, sendo uma das razões para a permanência da empresa no Brasil após ameaçar encerrar as operações dentro de 2 anos em 2007.

Além das operações de Super e Hiper, o Carrefour também possui operações em outros formatos, como atacados de autosserviço e atacados de entrega (ambos sob a bandeira Atacadão), lojas de conveniência (Carrefour Express), drogarias e postos de combustíveis. 

Além disso, o Carrefour também possui um braço financeiro, através de uma série de serviços de crédito ao consumidor, sendo o mais relevante os cartões de crédito Carrefour e Atacadão, através do Banco Carrefour.

A rede de lojas da rede está espalhada por todo o país com as bandeiras Carrefour Hipermercado, Carrefour Bairro, Carrefour Express, Carrefour Drogaria, Carrefour Posto, Atacadão e Supeco.

No ano de 2020, a empresa faturou R$ 62.220.000.000, reportando crescimento em relação ao ano anterior, quando a empresa reportou  R$ 56.343.000.000. 

Diante desse faturamento, a empresa se manteve no primeiro lugar entre os maiores varejistas do país. Agora em 2021, o Carrefour adquiriu o Grupo Big, que, no ano passado, ocupava o quarto lugar da lista. Portanto, o domínio do Carrefour será ainda maior quando os órgãos regulatórios aprovarem a compra. 

2. GPA 

O Grupo Pão de Açúcar, ou GPA, é uma empresa de comércio varejista brasileira controlada pelo grupo francês Casino. O GPA é dono de várias das principais marcas do setor no Brasil, sendo integrantes de seu portfólio negócios como o Pão de Açúcar, Extra, e Compre Bem.

O Grupo Pão de Açúcar surgiu a partir da criação da Doceira Pão de Açúcar, fundada em 1948 na cidade de São Paulo pelo imigrante português Valentim dos Santos Diniz (1913-2008).

Na década seguinte, Valentin decidiu ingressar no mercado varejista com a criação do supermercado homônimo, inaugurado em 1959. Nos anos seguintes, a empresa se expande através de aquisição de negócios concorrentes e abertura de novas lojas, e, em 1970, inaugura o Jumbo, um dos primeiros hipermercados do Brasil.

Filho do fundador, o empresário Abilio Diniz passou a controlar a companhia na década de 90, época em que a empresa foi listada na Bolsa de Valores de Nova Iorque, a primeira do setor de varejo do Brasil a realizar tal feito. 

Na década de 2000, adquire empresas como o Assaí, Sendas e Pontofrio, sendo que esta última associou-se a Casas Bahia, formando a Via Varejo. 

Em 2013, Abilio deixou o comando da companhia, que passou a ser controlada pelo Casino, em uma transação que foi firmada há vários anos atrás. 

Pouco mais recente, mais precisamente em junho de 2019, o GPA vendeu sua participação de 36 por cento na Via Varejo em um leilão na B3. Com isso, a família Klein voltou a controlar a Via Varejo.

Hoje em dia, o GPA possui, aproximadamente, 1.060 lojas e mais de 99 mil funcionários. Porém, em um movimento estratégico, a empresa fez a cisão da operação do Assaí, sua bandeira de atacarejo. Com isso, o GPA perderá uma fatia significativa de seu faturamento. 

No ano de 2020, a empresa faturou R$ 61.543.000.000, apresentando um crescimento significativo em relação ao ano anterior, onde o faturamento foi R$ 53.616.000.000. 

3. Via Varejo (Via) 

A Via Varejo, agora rebatizada como Via, surgiu no ano de 2010, em São Paulo,  a partir da compra das Casas Bahia, que pertence à família Klein, pelo grupo Pão de Açúcar, que na época transferiu sua varejista para a Globex Utilidades S.A. Logo após, a empresa Ponto Frio, que pertencia a Globex Utilidades S.A. foi comprada pelo Grupo Pão de Açúcar. 

No ano de 2012, a Globex Utilidades foi renomeada e começou a se chamar Via Varejo. Logo após, em 2013, foi comunicado o interesse da família Klein em vender 16%, equivalente a 2 bilhões de reais, de sua parte na participação da empresa, através de um IPO.

No ano de 2014, foi criada uma empresa multinacional de comércio eletrônico, nomeada de Cnova, fundada a partir de um empreendimento conjunto entre Casino, Grupo Pão de Açúcar, Via Varejo e Grupo Éxito. 

Além disso, em 2016, a Via Varejo adquiriu a administração das operações da Cnova Brasil, tornando-se proprietária das lojas: Extra, Casas Bahia e Ponto Frio. Após isso, especificamente, em 2017, a Via Varejo detinha 966 lojas pelo Brasil, diversificadas entre Casas Bahia e Ponto Frio.

No ano de 2019, o Grupo Pão de Açúcar decidiu vender suas ações na Via Varejo através de um leilão na B3, assim como falado no tópico anterior.

No ano de 2020, a empresa faturou R$ 29.848.000.000, e se garantiu no terceiro lugar da lista de maiores empresas do varejo brasileiro. Em 2019, a Via havia faturado R$ 30.583.000.000.

4. Grupo BIG 

A empresa surgiu a partir da abertura do primeiro Sam’s Club no país, pela rede Walmart em 1995. Logo em seguida, abriu a primeira loja focada no segmento de hipermercados na cidade de Osasco, em São Paulo, ainda em 1995. 

A rede começou a expansão pela região Sudeste nos anos que se sucederam. Se expandiu para outras regiões do país, tendo adquirido a rede pernambucana Bompreço em março de 2004. 

Em dezembro de 2005, fechou a aquisição da rede de varejo da Sonae, multinacional portuguesa, por R$ 1,7 bilhão. Com isso, adquiriu junto às marcas BIG, Mercadorama e Maxxi, expandindo o número de lojas para 295 ao começo de 2006. 

Em 2011, trouxe para o Brasil a estratégia de preço que o levou a conquistar o mercado nos Estados Unidos e a tornar-se o maior varejista do mundo: o “Preço Baixo Todo Dia” (PBTD). 

Em dezembro de 2017, a matriz americana anunciou que estava à procura de potenciais investidores para a sua operação varejista no país. Diante disso, em junho de 2018,  a empresa anunciou a venda de 80% das operações brasileiras para a firma de private equity Advent International, por um valor não divulgado. 

Em maio de 2019, o varejo online do Walmart Brasil foi descontinuado. Em agosto de 2019, o novo proprietário do Walmart Brasil, a firma de private equity Advent International, anunciou a reformulação das suas operações no Brasil. 

A marca Walmart deixa de existir e será gradualmente trocada para as marcas regionais BIG, BIG Bompreço, Bompreço e Nacional. Na nova empresa, a matriz americana tem 20% das operações brasileiras, enquanto o Advent tem 80% da sociedade. 

A nova remodelação inclui a extinção do nome corporativo Walmart (substituído para Grupo BIG) e a conversão de hipermercados em clube de compras (operado na marca Sam’s Club) e atacarejo (na marca Maxxi). 

Em 24 de março de 2021 foi anunciada a aquisição das operações do Grupo BIG pelo Carrefour, no valor de R$ 7,5 bilhões de reais. Esta fusão cria um grupo varejista com receita bruta de R$ 100 bilhões de reais.

Porém, como a aquisição aconteceu no ano de 2021, no ano anterior a empresa ainda não tinha nenhum vínculo com o Carrefour. Em 2020, o Grupo BIG faturou, inestimavelmente,  R$ 24.500.000.000.

5. Magazine Luiza

A Magazine Luiza foi fundada em 1957 em Franca, interior de São Paulo, quando o casal Sr. Pelegrino José Donato, um caixeiro-viajante, e Dona Luiza Trajano Donato, uma balconista, adquiriram uma pequena loja de presentes. 

Em Franca, a loja se notabilizou pelo atendimento gerido pelos próprios donos, especialmente dona Luiza, que também supervisionava a expedição e fazia pesquisa de mercado.

Durante as décadas seguintes, a companhia viveu uma grande expansão de seus negócios para outras cidades do interior de São Paulo, como Barretos e Igarapava, além de novas unidades em Franca. Esse período foi marcado também pelo ingresso de outros familiares no negócio, tornando possível esse crescimento.

Aos 18 anos, Luiza Helena Trajano ingressou na empresa, passando por todos os departamentos até assumir a superintendência da companhia, em 1991. Em 1993, Luiza Helena criou a primeira Liquidação Fantástica, uma das estratégias de marketing e vendas mais copiadas do varejo brasileiro. 

Em abril de 2009, Luiza Helena Trajano sentiu a necessidade de profissionalizar a gestão e convidou o executivo Marcelo Silva a ajudá-la na administração da companhia. 

Silva, que permaneceu no cargo por oito anos, tinha um longo currículo em empresas familiares, e preparou a empresa para que Frederico Trajano, filho de Luiza Trajano e executivo da companhia, assumisse a presidência em janeiro de 2016. Luiza Helena Trajano foi então alçada à presidência do conselho de administração da empresa e Marcelo Silva à vice-presidência.

Atualmente, a Magazine Luiza é o grande destaque no que tange transformação digital no varejo. Além disso, outro ponto que chama bastante a atenção é o grande número de aquisições da companhia, incluindo empresas de diversos segmentos, desde tecnologia até publicidade. 

Em 2020 o Magalu faturou R$ 24.377.000.000 e, com isso, se garantiu na quinta colocação do ranking. Este resultado mostrou o forte crescimento da empresa, pois, ano anterior, o faturamento havia sido R$ 18.896.500.000.